O 25 de Abril de 1974, para mim foi uma tragédia, vivida em sucssivos episódios dolorosos e trágicos que, só por milagre não causou danos irreparáveis na minha vida, estando por mais que uma vez em perigo a minha própria vida e a dos meus.
Foi a vergonhosa e covarde descolonização que me obrigou a abandonar um território que eu tanto amava e onde me casei e nasceram os meus filhos. Foram as ocupações e as expropriações selvagens que se seguiram à revolução dos cravos, pelo poder popular, ao serviço do partido comunista português. Foram os maltratos, as perseguições e as prisões sem culpa formada a gente boa e inocente e foram, finalmente os partidos do poder que covardemente nunca se interessaram por fazer justiça a tamanhos desmandos e que ao longo de todo o período democrático partilharam o poder à vez, pouco preocupados em fazer reformas estruturais para oferecer aos portugueses melhores condições de vida e muito mais motivados no sentido de criar riqueza para si próprios e para as suas clientelas políticas, arrastando o País para uma situação de enorme corrupção a qual, neste meio século de democracia foi responsável pela subtracção de milhares de milhões de euros ao erário público, dinheiro que bem podia ter contribuído para dotar o País de melhores estruturas e dar aos portugggueses melhores condições de vida.
Os sucessivos governos afectos ao PS e ao PSD, lesaram gravemente o erário público, apoderaram-se das suas estruturas, sugaram o seu património e empobreceram Portugal e os portugueses. Os grandes crimes económicos e financeiros, os chamados crimes de colarinho branco, nunca foram julgados e condenados porque, na realidade, os seus autores pertenciam às tais clientelas políticas e, portanto, era preciso evitar que fossem condenados.
Ao longo de todo este período democrático, sempre me interroguei se não apareceria um dia alguém com fibra e coragem para denunciar e apontar o dedo aos culpados de 50 anos de inércia, irresponsabilidade e corrupção.
No meu íntimo, eu sabia que mais tarde ou mais cedo iria aparecer um António, um João, um Manuel ou um qualquer nome, com a coragem e a têmpera necessária para pôr em causa este pseudo regime democrático e desassombradamente, chamar os bois pelos nomes.
Embora esse dia tardasse, não me enganei porque esse Homem apareceu no dia 19 de Abril de 2019 e é hoje, para mim, a pessoa que eu sempre imaginei para romper com o status quo da política e do regime, denunciar os crimes do passado e os seus autores e apontar um caminho para a redenção deste lindo País; e ele tem feito esse caminho na perfeição. Revejo-me totalmente na sua actuação e acredito também que o povo, que é soberano e sábio, também gosta e acredita neste Homem corajoso, guerreiro e patriota que quer fazer de Portugal um País mais próspero, mais justo e mais feliz.
De facto, eu imaginava que um dia apareceria um político capaz de fazer frente ao regime (SISTEMA), mas o seu nome, esse estava no segredo dos deuses. Podia ser um nome qualquer porque qualquer nome pode encerrar em si, uma pessoa séria, honrada, corajosa e patriota, mas quis o destino que esse nome fosse ANDRÉ, sim ANDRÉ VENTURA, de seu nome completo, ANDRÉ CLARO AMARAL VENTURA, o Homem que eu imaginei e veio revolucionar a política à portuguesa, não permitindo que nada, mas mesmo nada, continue como dantes.
Parabéns André Ventura, Portugal precisa de ti. Tens feito um trabalhoo notável que alguns teimam em não reconhecer por mera ideologia política, mas que o tempo acabará por demonstrar o quanto ele tem razão e, por isso mesmo, até os seus detractores acabarão por aceitar essa realidade.