terça-feira, 29 de novembro de 2011

DA MODESTA SCOOTER AO AUDI A7, FOI UM PULINHO!!!...


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PEDRO MOTA SOARES, o actual ministro da Solidariedade Social, apresentou-se na cerimónia da tomada de posse do XIX Governo Constitucional, de fato e gravata, protegido com capacete na cabeça e tripulando uma modesta lambareta.

O acontecimento, um pouco insólito, provocou alguns comentários abonatórios ao seu comportamento de rigor e austeridade em tempo de crise.

Porém, aquele episódio não passou de encenação e uma solução de recurso momentânea, a avaliar pelas notícias que dão conta que o tal PEDRO MOTA SOARES se faz deslocar num Audi topo de gama A7, cujo valor ultrapassa os 86.000 euros.

Soube também pelas notícias da comunicação social que este carro ainda foi encomendado pelo anterior Executivo, em 2011 e que o mesmo se destinava ao Secretário de Estado da Energia e Inovação e actual líder parlamentar da bancada do Partido Socialista, CARLOS ZORRINHO que recusou prestar declarações sobre o assunto.

Acresce ainda que o mesmo contrato (blindado) que envolvia 18 viaturas, todas elas topo de gama, foi celebrado de forma a ser integralmente cumprido, não contemplando a sua troca ou a sua devolução!

Pois muito bem, Senhor ministro da Solidariedade Social, perante os factos, fica para já ilibado da irresponsabilidade do esbanjamento de dinheiros públicos, já que neste caso e em tantos outros, cabem por direito ao anterior Executivo. Porém, se tiver alguma decência e vergonha e quiser continuar a desfrutar de alguma compreensão das pessoas que o toleram, não volte a sentar o rabo no A7 porque o País não pode aceitar nem comportar as despesas que uma viatura dessas acarreta e se o fizer, tal procedimento representa um ignominioso atentado a todos aqueles portugueses que nem sequer têm possibilidades de adquirir uma modesta bicicleta.

Haja decência e q.b. de vergonha, seja capaz de dizer basta ao regabofe generalizado adoptado pelos sucessivos governos desde o 25.04.1974.

domingo, 27 de novembro de 2011

FADO - Património Imaterial da Humanidade



O FADO, um tipo de canção bem portuguesa, passou, a partir de hoje a pertencer a toda a humanidade, já que alcançou essa distinção, este domingo, em Bali, na Indonésia, onde um Comité da UNESCO composto por 24 países aprovou a candidatura portuguesa.

O povo português está de parabéns pelo facto de o "seu" fado ter sido reconhecido com tão alta distinção e estão também de parabéns todos quantos trabalharam e se empenharam nesta candidatura.

Neste momento tão feliz, não queria deixar de lembrar também o homem que em 2004 lançou esta candidatura, o meu amigo Pedro Santana Lopes, na altura a desempenhar as funções de Presidente da Câmra Municipal de Lisboa.

A partir de agora, a universalidade do FADO, pode representar uma mais valia para os seus grandes obreiros, os fadistas, os poetas, os músicos, os compositores e os seus estudiosos.

Numa altura em que o moral dos portugueses anda tão em baixo, esta notícia veio trazer-lhes um pouco de satisfação e renovar o orgulho de ser português.

 

sábado, 26 de novembro de 2011

FACE OCULTA - UM RETRATO FIDEDIGNO DOS MAUS COSTUMES DO PAÍS


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Qualquer português medianamente inteligente e que siga com alguma regularidade as principais incidências da política, já chegou à conclusão que é quase impossível processar um governante ou um político e caso isso aconteça, a absolvição, é normalmente a sentença que lhe é decretada. 

São conhecidos os inúmeros processos judiciais que envolveram figuras públicas, em crimes económicos gravíssimos que acabaram por não resultar em nada.

Actualmente está a decorrer o julgamento do famoso processo "FACE OCULTA", em cujo centro está o sucateiro Manuel Godinho e a única pessoa que até ao momento esteve em prisão preventiva.

A abundante informação veiculada pelos órgãos de comunicação social sobre o processo, diz que o sucateiro para conseguir ganhar a maioria dos contratos de sucata das grandes empresas públicas, atribuía presentes caríssimos a governantes, políticos, administradores, chefes de finanças e, em regra geral, a todas as pessoas que, de alguma forma, pudessem ter alguma influência na adjudicação dos contratos.

À medida que os nomes de alguns dos implicados nesse gigantesco esquema de corrupção foram sendo noticiados, assistimos a declarações públicas de negação vigorosa dos factos e alguns até tiveram direito a entrevistas exclusivas em horários nobres da RTP e das suas congéneres.

Porém, desmentir o que é indesmentível, é sempre uma tarefa árdua e muito difícil. Nestas coisas, de tentar tapar o sol com a peneira, há sempre situações que acabam por trair os figurões e dar aso a grotescas e ridículas contradições, como já aconteceu relativamente a alguns dos implicados. São aqueles casos em que o provérbio "gato escondido com o rabo de fora" assenta que nem uma luva.

Os factos relatados, resultantes da investigação levada a cabo, são verdadeiros, aconteceram, foram praticados. O Estado foi efectivamente lesado em muitas dezenas de milhões de contos. As pessoas que tiveram papel activo nesse brutal esquema de corrupção (talvez não tenham sido todas), foram indiciadas e constituídas arguidas no processo, estando neste momento em fase de julgamento.

O processo está na fase em que a verdade se confronta com a mentira. É o momento de o Ministério Público fazer vingar a investigação ou a defesa deitar por terra toda a prova produzida. A verdade só pode estar de um lado. Terá esse lado a força suficiente para fazer Justiça e aplicar uma sentença exemplar aos culpados?

Se nos servirmos de exemplos de processos anteriores e tendo em conta a proeminência das testemunhas abonatórias, é quase certo que a Justiça sairá mais uma vez derrotada; no entanto, como em tudo na vida, a esperança é a última coisa a morrer, pode ser que desta vez, o tiro saia pela culatra a alguns figurões.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DEPOIS DA CASA ARROMBADA...


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Os trabalhadores portugueses têm carradas de razão para se indignar e contestar as medidas do Governo que agravam fortemente a sua já muito precária situação económica e o recurso à greve é um direito inalienável, consagrado na constituição.
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Não há nenhum trabalhador, digno desse nome, que não tenha fortes razões de queixa quanto à forma como está a ser expoliado das regalias sociais alcançadas ao longo de muitos anos de trabalho. Porém, em situações de greve, paradoxalmente, o trabalhador é penalizado duplamente, já que aqueles que aderem não recebem o salário referente ao dia ou dias de greve e os restantes trabalhadores são geralmente afectados pela falta dos serviços.
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Enquanto isso, os principais dirigentes das centrais sindicais, desdobram-se em entrevistas, conferências de imprensa e directos nas diferentes estações de televisão, esmiuçando números em confronto com os do governo e garantindo que a greve foi um sucesso!
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Um sucesso!??!? Francamente, a utilização deste adjectivo não tem sentido nenhum.
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Num País que está de tanga e em que milhares de trabalhadores nem sequer podem salvar o seu emprego, que sucesso pode ter uma greve geral?! Que contrapartidas alcançaram os trabalhadores, para além do dia que lhes vai ser descontado no ordenado no final do mês? E os milhares de trabalhadores que tiveram de fazer despesas extras e pagar transportes dos seus bolsos quando já tinham pago os seus passes?
Afinal, com o País neste estado de calamidade económica, a quem interessam as greves?
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Direi que elas não interessam ao patronato, ao governo e muito menos aos trabalhadores portugueses que são sempre os mais penalizados.
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Afinal, a quem interessam as greves?
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Neste País, há uma multidão de gente que faz carreira na política mas também há uma grossa fatia de cidadãos que fazem carreira no sindicalismo. São duas profissões sem grandes exigências e ao alcance de qualquer cidadão. Para se ser político, basta ser bom mentiroso e saber dizer umas larachas e para ser sindicalista, basta ter capacidade para decorar meia dúzia de frases e ousadia para as repetir, greve após greve, ao longo dos anos.
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Então as greves servem para justificar o quê? Não servem para salvar o emprego dos trabalhadores nem para lhes proporcionar melhores condições de vida mas, provavelmente, servem para justificar que existem duas centrais sindicais e milhares de sindicalistas, seus representantes, por esse País fora.
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"Depois da casa arrombada, trancas à porta". Este ditado popular espelha muito bem o papel dos sindicatos. Senão vejamos: o que é que eles fizeram para não deixar que o País chegasse à bancarrota? Evitaram as fraudes na banca? Porventura impediram que os governantes se governassem? Detectaram, denunciaram e acabaram com a corrupção ao nível dos governantes e das empresas públicas? Que fizeram as centrais sindicais para impedir que governantes corruptos utilizassem esquemas fraudulentos para delapidar o erário público e construir fortunas fabulosas?
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Se as centrais sindicais apostassem na prevenção e tivessem evitado essa usurpação do erário público, então os trabalhadores teriam concerteza, hoje, uma situação mais confortável, não teriam perdido regalias e não haveria necessidade de recorrer à greve.
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Apagar os fogos depois da mata toda ardida, não tem qualquer resultado prático nem faz qualquer sentido, porque já não há nada para salvar e eles próprios acabariam por se extinguir. Os sindicatos permitiram que o fogo consumisse toda a economia do País e depois, não consigo entender porquê, empurram os trabalhadores para greves inúteis e lutas inglórias, quando os cofres já foram totalmente saqueados e só há dívidas para saldar.
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Depois do que escrevi, há uma coisa que ainda não percebi bem e, por isso, não deixei totalmente esclarecida: se as greves, nesta conjuntura económica tão difícil, não têm qualquer hipótese de produzir regalias para os trabalhadores e, pelo contrário, ainda lhes causam graves prejuízos, porque motivo são convocadas e realizadas?
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Deixo esta questão no ar para que cada um tire as respectivas ilacções e produza um pensamento próprio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VALE & AZEVEDO E OS OUTROS "FIGURÕES"


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Portugal, para desgraça do seu povo, transformou-se num reduto apetecível para toda a espécie de criminosos, nacionais e estrangeiros.

Vale e Azevedo não passa de um menino de coro, se comparado com os figurões da política e da governação que durante três décadas e meia têm delapidado e usurpado o património do Estado, em benefício próprio, sendo responsáveis pela falência económica a que chegou.

Para tirarem as dúvidas, basta darem-se ao trabalho de pesquisar a situação de cada um desses figurões, antes e depois de entrarem na política e exercerem cargos públicos. Se o fizerem, chegarão, concerteza, à minha conclusão: como conseguiu aquela gentalha arranjar tantos milhões de euros em tão pouco tempo, usufruindo uma remuneração mensal equivalente à do Senhor Presidente da República que não chega a 7.000 €. Mas mesmo que ganhassem 25.000 € mensais, em 6 anos, o total auferido não ultrapassaria 1,5 milhões de contos e depois de subtraídos os encargos, já é preciso ser muito poupado para aforrar metade daquela importância, ou seja, 750.000 euros. Então como é que esses figurões conseguem com tanta facilidade, fortunas de centenas ou milhares de milhões de euros?

O cidadão comum protesta, interroga-se e indigna-se com estas situações mas não pode fazer nada. O que incomoda  e decepciona os cidadãos, é a passividade da Justiça perante casos tão graves, permitindo que todos esses figurões gozem de vergonhosa impunidade.

Vale e Azevedo que enquanto advogado e depois como Presidente do Sport Lisboa e Benfica demonstrou ser um indivíduo sem carácter e um descarado vigarista, sem qualquer pingo de ética e moral, envolveu-se em alguns casos fraudulentos que lhe renderam uns milhões mas nada que se pareça com os gigantescos atentados económicos perpretados por uma quantidade de figuras públicas contra o património do Estado, que são sobejamente conhecidos dos portugueses, já que são relatados diariamente pela comunicação social.

Por via desses casos, Vale e Azevedo foi condenado a 11 anos e meio de prisão, por cúmulo jurídico e a pagar mais de 10 milhões de euros de indemnizações. Encontra-se actualmente em Inglaterra, com passaporte apreendido e impedido de sair do País sem autorização. Já cumpriu cerca de três anos e meio de prisão efectiva e pelos vistos ainda terá que cumprir mais oito.

É evidente que este indivíduo merece as condenações que lhe foram sentenciadas pela Justiça portuguesa nos casos "Dantas da Cunha", "Ribafria", "Euroárea" e "Ovchinnikov" que só pecam por defeito.

Mas perante a condenação de Vale e Azevedo, é lícito e imperioso perguntar: então, o que anda a Justiça a fazer relativamente aos "figurões" que cometeram crimes incomparavelmente maiores e que continuam à solta, felizes, impávidos e serenos, dando continuidade aos esquemas em que sempre estiveram metidos?

A Justiça tem que ser cega, surda e muda para poder aplicar as leis sem olhar a quem. Sempre que a Justiça não tem coragem para aplicar correctamente as leis e produzir sentenças justas, está a cometer crimes monstruosos com consequências gravíssimas, tantas vezes irreparáveis.

É fundamental para o progresso de um País que os seus cidadãos tenham confiança na Justiça.

Para quando uma Justiça a sério? 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SERÁ TUDO VERDADE?!?!?!

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Duarte Lima no interior da viatura que o transportou para a zona prisional da Polícia Judiciária

DOMINGOS DUARTE LIMA festejou o seu quinquagésimo sexto aniversári nos calaboiços da Polícia Judiciária, por suspeita de ter usufruído directamente ou através de testas de ferro, de vários créditos no valor de mais de 40  milhões de contos, obtidos com garantias bancárias de baixo valor.

Porém, o que mais me surpreendeu na notícia sobre a sua prisão, foi o facto de o seu filho Pedro Lima, um jovem de 26 anos, também ter sido preso e depois solto sob caução de 500 mil euros, acusado de estar envolvido nos esquemas fraudulentos do pai. Caso se venha a confirmar este envolvimento, estamos perante um acto de completa irresponsabilidade por parte do progenitor que devia ter mantido o filho afastado de todos esses esquemas. A família deve ser sempre preservada, bem basta o sofrimento e a vergonha por que passa quando um membro da família cai em desgraça.
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No início da década de noventa, em plena ascensão e quando era líder parlamentar do PSD, Duarte Lima foi notícia no Semanário Independente por suspeita de negócios ilícitos, tendo então optado por demitir-se da liderança parlamentar social democrata e a recuar para a sombra da vida política.

Desde então para cá muitos acontecimentos marcaram a vida de Duarte Lima, tendo inclusivé resistido com êxito à leucemia que o vitimou. No entanto, aquele que maior incredualidade e impacto causou na sociedade portuguesa, foi sem dúvida a acusação, pelas  autoridades brasileiras, da morte de Rosalina Ribeiro, a companheira de Tomé Feteira e uma das herdeiras da sua fortuna. 

Tenho acompanhado as notícias sobre o caso e não me é lícito emitir qualquer opinião sobre o assunto, tanto mais que qualquer cidadão é considerado inocente enquanto não houver julgamento condenatório.

Porém, alguém que é acusado de crime tão hediondo, tem forçosamente que reagir com veemência, porque "quem não deve não teme" e colocar-se, desde o primeiro momento, à disposição das autoridades brasileiras para esclarecer detalhadamente toda a matéria que envolveu a sua viagem relâmpago ao Brasil e os contactos que ali estabeleceu.

A entrevista que deu na RTP não serviu para esclarecer ninguém, já que não sabia nada do que era suposto saber e desde então para cá remeteu-se a um isolamento e a um silêncio intrigante que não contribuiu para afastar as nuvens negras que pairam sobre a sua cabeça.

De qualquer modo, vou continuar a seguir com interesse este caso porque me custa a acreditar que aquele rapazinho simples de Miranda do Douro, de origem humilde, que estudou e subiu na vida graças à sua vontade de vencer e à ajuda de gente benemérita, esteja envolvido em esquemas de branqueamento, burla e fraude qualificada e, ao mesmo tempo, acusado pelas autoridades Brasileiras de ter assassinado Rosalina Ribeiro.
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Que a Justiça seja capaz de fazer justiça.


sábado, 19 de novembro de 2011

"PORTUGUESES EXTRAORDINÁRIOS" - EXCELENTE PROGRAMA!


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De vez em quando, a televisão pública surpreende-nos e apresenta programas que merecem o reconhecimento e o aplauso da esmagadora maioria dos portugueses. O programa "Portugueses Extraordinários" é disso exemplo e não tenho qualquer dúvida em classificá-lo de EXCELENTE!
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 Através dele, tem sido possível mostrar que há neste País e espalhados por esse Mundo fora, uma quantidade enormíssima de cidadãos portugueses que dedicam a sua vida a fazer o bem, sem olhar a quem, nalguns casos de forma tão dedicada, corajosa e heroica que para além de tocar o mais profundo da minha sensibilidade, me deixa totalmente rendido e arrepiado.
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É este tipo de programas que a RTP, na qualidade de empresa pública de informação, deveria apresentar com regularidade, já que os mesmos são arquétipos poderosos que contribuem decisivamente para a alteração de mentalidades e para o despertar de consciências que até então nunca tinham equacionado tão pungente realidade.
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O enormíssimo poder comunicativo de uma televisão, se usado única e exclusivamente para fazer o BEM, poderia alterar radicalmente a maneira de ser das pessoas, para melhor, numa região ou num País e contribuir para uma realidade bem diferente do mundo dos nossos dias.
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É inimaginável o quanto uma televisão responsável, solidária e atenta aos graves problemas da sociedade, poderia fazer em seu benefício.
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A televisão pública, pelo menos essa, que é paga pelos contribuintes, não deveria usar o seu tempo de antena para veicular programas que desvirtuam a ética e a moral e contribuem para que o ser humano seja cada vez mais insensível e irracional nos seus actos e atitudes.
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Definitivamente, uma empresa de comunicação tão poderosa como a RTP, não pode continuar a ser um instrumento para benefício de alguns, sempre de portas escancaradas para acolher políticos, governantes e poderosos, sempre que querem e especialmente nos momentos em que se confrontam com problemas graves na justiça e pretendem limpar a imagem.
  
Pela RTP, em horários nobres, têm desfilado os maiores corruptos e criminosos deste País, que aproveitam o tempo de antena para dizer as mais infâmes mentiras e, ao mesmo tempo, lançar a confusão na mente dos portugueses menos esclarecidos, fazendo-se passar por inocentes cordeiros...
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Muita gente que já foi chorar baba e ranho em programas promovidos pela televisão pública, veio a constatar-se que mentiram com quantos dentes tinham e, francamente, como cidadão português, tenho a ideia que a televisão de todos nós, não devia colaborar com essas ignominiosas farsas.

A RTP deve preocupar-se em dar visibilidade a tudo quanto é bom e construtivo e pode influenciar e dar ânimo aos portugueses e, por outro lado, evitar ou mesmo banir programas que ensinam e incentivam práticas que são censuráveis e condenáveis.

Este programa "PORTUGUESES EXTRAORDINÁRIOS", tenho a certeza que vai tocar a consciência de muitas pessoas, acordá-las para tantas e tão trágicas realidades que desconheciam e, consequentemente, alterar o seu comportamento perante essas realidades.

A RTP merece os parabéns pelo excelente programa e o que se lhe exige é que seja capaz de realizar muitos mais trabalhos com esta qualidade, capazes de aumentar a auto-estima dos portugueses, transmitir-lhes esperança e confiança no futuro e ajudá-los a superar os enormes desafios que têm pela frente.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO, CORRUPTORES & CORROMPIDOS


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Os de quatro patas chafurdam na merda, os outros chafurdam e emporcalham-se na corrupção

Eu sempre ouvi dizer que "tão ladrão é o que rouba a horta como o que fica à porta". Adaptando este velho ditado ao flagelo da corrupção, dir-se-á que "tão criminoso é o corruptor como o corrompido".
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Há quem considere até que o corruptor é bem mais culpado que o corrompido.
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Que me perdoem aqueles que pensam dessa maneira porque eu tenho uma ideia bem diferente e explico o meu ponto de vista. Ambos os agentes, corruptor e corrompido, são possuidores de um depravado perfil ético e moral que lhes permite fazer as mais incríveis maquinações sem um mínimo de pudor ou vergonha; são vermes, autênticos escroques da sociedade, capazes de praticar toda a espécie de crimes para conseguirem alcançar o poder económico que lhes permita lograr um estatuto privilegiado na sociedade. São pessoas que põem os seus interesses pessoais acima de quaisquer outros e para os conseguir não hesitam em enganar familiares e amigos e levar à falência as empresas onde trabalham ou mesmo trair os interesses de um povo ou de uma nação, porque a traição é o seu prato favorito.

O corrupto pertence ao escalão da espécie humana mais rasca e mais nojenta e é também um indivíduo potencialmente perigoso, não só porque infringe o dever de lealdade para quem presta serviços, a quem prejudica gravemente mas também porque sendo um indivíduo obcecado pelos bens materiais, é capaz de matar para os conseguir.

É essa repugnante espécie humana a causa primeira de toda a tragédia que atingiu toda a civilização do nosso planeta. Não fosse o incomensurável número de vigarices praticadas diária e continuadamente pelos corruptos e o mundo estaria numa situação bem mais confortável.

Porque é que o produto das pilhagens, dos assaltos à mão armada, dos desfalques e de toda a espécie de vigarices têm escoamento garantido? Porque existem receptadores (corruptos) que adquirem os materiais por tuta e meia e fazem fortunas à custa da desgraça alheia. Se não houvesse corruptos receptadores não haveria tantos criminosos violentos e tantas ladras e ladrões.

Num esquema de corrupção, aquele que se deixa corromper é, em minha opinião o agente que comete o crime maior, na medida em que só é possível a existência da corrupção porque existem bandalhos que se deixam corromper. Mais, se em vez de corruptos, os corruptores encontrassem pessoas honradas e sérias pela frente, essa raça repelente da espécie humana depressa se extinguiria porque essas pessoas incorruptíveis, denunciá-los-iam e não dariam sequência às condenáveis maquinações das suas mentes depravadas.
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Na sequência do meu raciocínio, direi que num processo-crime de corrupção, a pena de condenação de um corrupto deveria ser sempre, no mínimo, o dobro da pena do corruptor.
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A lei penal portuguesa, vá lá saber-se porquê (???!!!...), privilegia essa classe de cidadãos corruptos e de tal forma os protege que pelo facto de nunca encontrar forma de os condenar, a sua impunidade tem provocado um alastramento assustador dessa espécie, quase equivalente a uma das sete pragas do Egipto, a dos gafanhotos, que arrasou e devorou tudo por onde passou.
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Quando vejo os tribunais portugueses absolver sistematicamente os corruptos mais mafiosos deste pequeno País que têm enormíssima responsabilidade na sua catastrófica delapidação, não posso deixar de me interrogar:
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Será que aqueles que julgam nos tribunais portugueses não deveriam ser os primeiros a sentar-se no banco dos réus?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

OS BODES EXPIATÓRIOS


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Ainda não me mentalizei e nem quero acreditar que um grupo de gente sem experiência de vida mas com plenos poderes para "roubar" os meus poucos proventos, seja capaz de sacar de uma só vez, o subsídio de férias e de natal.

É preciso não ter a mínima noção do que custa a vida e de como é difícil o dia-a-dia de mais de dois terços das famílias portuguesas. Mas eles não sabem nem tão pouco estão interessados em saber. O que lhes interessa é alcançar os objectivos traçados pela troika e dessa maneira poderem agradar à Senhora Merkel e ao Senhor Sarkozy.
Os portugueses que na grande maioria nada contribuíram para a falência do País que se lixem e que paguem os milhares de milhões que uns quantos miseráveis governantes desbarataram em benefício próprio, dos amigos e familiares.

É verdade que o País está de tanga e também é verdade que se as coisas piorarem, quem mais vai sofrer é o povo trabalhador. Mas tudo isso não significa que tenhamos que aceitar as miseráveis condições que nos querem impôr, ao ponto de não se importarem que tenhamos que passar fome para pagar uma dívida que não contraímos.
Entretanto, àqueles que levaram o País à ruína e colocaram a salvo em paraísos fiscais milhões de euros, desviados dos cofres públicos, ninguém tem coragem de lhes confiscar todos os bens que adquiriram fraudulentamente e, ao mesmo tempo, fechá-los numa cela de prisão.

O povo não pode continuar à mercê dos desmandos dos governantes. É preciso criar leis que protejam os trabalhadores e, ao mesmo tempo, concedam uma rédea curtíssima aos que os governam, capazes de evitar os açambarcamentos que se têm verificado por parte de quem tem chegado à área da (des)governação do Estado.

Ao aumentar os impostos, os preços dos produtos, todos os produtos sem excepção e ao não estancar a onda de desemprego que é brutal, este governo não devia nem podia lembrar-se de aplicar tão penalisante medida aos funcionários públicos. Se muitos já estavam na miséria, caso esta medida chegue a ser concretizada, ficarão completamente arruinados.

Ainda há tempo para arrepiar caminho. Esta medida é brutal, desumana, injusta e discriminatória. Pensem maduramente no assunto e encontrem uma solução em que todos possam participar, especialmente os mais ricos e aqueles que contribuíram directamente para esta situação e não façam dos funcionários públicos cobaias ou bodes expiatórios.

É claro que o povo português tem demonstrado uma compreensão e uma paciência sem limites relativamente aos governantes e ao poder político, face aos atropelos de que tem sido vítima. Porém, ninguém pode garantir que um dia destes se canse e diga basta e não venha a manifestar a sua revolta e indignação de forma mais violenta. Quando já nada se tem a perder... 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

IMAGINEM - Mário Crespo




Gosto de ler Mário Crespo. Aprecio as suas reflexões sobre os mais divversos temas e o de hoje, não foje à regra. Este "imaginem" de Mário Crespo, um jornalista frontal de antes quebrar que torcer, podia muito bem passar da imaginação à prática se os gestores que ele invoca fossem homens de alma e coração. Porém, tirem o cavalinho da chuva, porque em Portugal não existem administradores capazes de abdicar de um cêntimo dos seus chorudos ordenados. Eles, se pudessem, não teriam qualquer pudor em aumentar ainda mais as suas principescas remunerações.
Pois, por apreciar tanto os artigos de Mário Crespo, dá-me imenso prazer publicá-los no meu modesto blogue, acima de tudo porque é necessário e urgente denunciar as situações escandalosas que envergonham os cidadãos e empobrecem o nosso País.
Eis o excelente artigo de Mário Crespo:
"Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.

Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.

Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.

Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.

Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha.

Imaginem que o faziam por consciência.

Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.

Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.

Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos.

Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.

Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.

Imaginem as pensões que se podiam actualizar.

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.

Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.

Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.

Imaginem que país seremos se não o fizermos......"

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A RIQUEZA DA LÌNGUA PORTUGUESA! INIGUALÁVEL E INESGOTÁVEL!!!

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Sou um grande admirador da língua portuguesa e enquanto estudante, gostei sempre da disciplina de português. A língua portuguesa é extraordinariamente rica e tem um vocabulário extensíssimo, podendo dizer-se a mesma coisa, utilizando palavras diferentes. Eu pertenço ao grupo daqueles que não concordam com o acordo ortográfico e que pensam que a língua-mãe foi completamente adulterada.
Recentemente foi enviado para o meu mail um artigo escrito apenas com palavras começadas pela letra "P", sem identificação de autor. É simplesmente genial e demonstra a riqueza inigualável da língua portuguesa! Só ela nos permite escrever um texto como este, deliciem-se com ele:

A letra "P"

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. 
Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai ? proferiu Pedro Paulo ? pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.
Pensei. Portanto, pronto pararei.
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E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:

"O Rato Roeu a Rolha da garrafa do Rei da Rússia"

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

BCP, BES, BPI E BANIF JUNTOS, JÁ VALEM MENOS QUE A CIMPOR!!!


IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE

Carlos Santos Ferreira, o Presidente do Millennium BCP afirmou recentemente que a Banca portuguesa está de boa saúde e chegou até a admitir que poderia nem precisar de recorrer ao fundo de 12 mil milhões de euros destinados à recapitalização dos bancos portugueses. Quanto à desvalorização constante das acções do BCP, declarou que não estava preocupado com tal situação e que mais tarde ou mais cedo elas iriam valorizar.
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Queria perguntar-lhe se depois de mais esta estocada de morte, ocorrida no primeiro dia de Novembro e que arrastou o preço por acção para uns míseros 13 cêntimos, ainda tem o descaramento e a pouca vergonha de continuar a dizer tão insultuoso disparate.
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Se a Banca portuguesa, tal como diz, está assim de tão boa saúde, porque motivo é objecto de tão grandes perdas? E no caso particular do "seu" banco, com as acções a 13 cêntimos, que mais é preciso para abrir falência?
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O Banco utilizou publicidade enganosa para atrair clientes e vendeu-lhes rato por lebre. No caso de pessoas que conheço, chegou a aconselhar o investimento em acções porque o risco seria mínimo e o resultado é o que todos sabemos, uma tragédia. Para se avaliar a dimensão da hecatombe, basta referir, por exemplo, que quem adquiriu 50.000 acções a 80 cêntimos pagou 40.000 euros e tem agora em carteira pouco mais de 5.000. Contas feitas, essa lixeira a que chamam pomposamente Millennium BCP, desbaratou aos seus clientes cerca de 35.000 euros e, pelos vistos, a coisa não fica por aí pois o mais certo é que as acções desvalorizem até aos 2 ou 3 cêntimos, o preço justo para acções de uma empresa de lixo.
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Quem são os responsáveis pelos negócios ruinosos do Banco? Onde estão? Como foi possível desbaratar tantos milhares de milhões de euros impunemente? A Justiça não está interessada em saber como tudo isso aconteceu e responsabilizar os culpados?

Os responsáveis do Millennium BCP não aprenderam a lição e continuam como no passado a mentir aos cidadãos, dizendo aquilo que sabem não ser verdade. Mais uma vez a supervisão do Banco de Portugal demonstrou graves falhas de funcionamento pois se assim não fosse, este senhor Carlos Santos Ferreira, teria sido penalizado pelas barbaridades que teve o descaramento de proferir sobre a situação da banca portuguesa.
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Onde está a saúde financeira dos bancos? Porque se mente tão descara e impunemente?
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A saúde dos bancos vê-se todos os dias através do comportamento das acções em bolsa, e a triste realidade é que a desvalorização das acções atinge mínimos históricos sucessivos!
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Caro senhor Ferreira, se eu fosse um accionista poderoso, já que por sua iniciativa não larga o tacho, demitia-o imediatamente e confiscava-lhe uma boa parte dos seus bens para ajudar a minimizar os prejuízos da sua péssima administração.

A Banca está de boa saúde?!?!?! Essa é boa!!! Oh senhor Ferreira, BCP, BES, BPI e BANIF juntos, já valem menos que a CIMPOR!!! Então qual é essa saúde de que fala? Não é concerteza da saúde financeira, pois não? Se é dessa que fala, então o senhor Ferreira ocupa um cargo para o qual não tem competência e do qual não percebe nada, pois de cada vez que abre a boca só diz disparates.

Oh senhor Santos Ferreira, já que não tem a coragem e o bom senso de se demitir, pelo menos faça um esforço de contenção e evite falar daquilo que não percebe nada para não afrontar e indignar pessoas que foram vítimas da sua incompetência.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

É IMPRESSIONANTE A IMPREVISIBILIDADE DO SER HUMANO!!!


IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE
O homem é um ser imprevisível e por vezes ficamos estupefactos por verificarmos que determinadas pessoas por quem tínhamos grande respeito e admiração, são capazes de cometer os crimes mais hediondos.
Quem vê caras não vê corações e, por outro lado, o Criador também não dotou o ser humano de quaisquer sinais identificativos das suas virtudes ou dos seus defeitos, pelo que é impossível detectar a olho nu quem são os bons e quem são os maus. Assim sendo, uns e outros convivem e vivem lado a lado, em sociedade, só sendo possível conhecê-los quando cometem os crimes.
Recentemente, fiquei desiludido e triste com as notícias sobre um conterrâneo de quem tinha as melhores referências. Tenho seguido com alguma atenção o desenrolar dos acontecimentos e mesmo adoptando a regra de que ninguém é culpado enquanto não for condenado, atrevo-me a dizer que a história que ouvi da boca do próprio, na entrevista que concedeu à RTP, conduzida por Judite de Sousa, me deixou com imensas dúvidas por não ter respondido a coisas tão simples como identificar a empresa onde alugou o carro, a marca do carro e o itinerário percorrido. Por outro lado, também não soube descrever a mulher com quem supostamente se encontrou Rosalina a seguir à reunião que teve com o próprio, apenas dizendo que era loura e se chamava Gisele.
O agora acusado pelas autoridades brasileiras também não esclareceu o que foi fazer inesperadamente ao Brasil no dia 6 de Dezembro de 2009 e qual o assunto a resolver tão urgentemente com Rosalina Ribeiro, uma vez que a milionária herdeira de Tomé Feteira, estava de viagem marcada para Portugal daí a 5 dias, 12 de Dezembro.
Até ser condenado, temos que presumir que está inocente mas a polícia brasileira encontrou respostas para a maioria das questões que o advogado português não quis esclarecer. E já agora, pergunta-se: porque é que não colaborou com as autoridades brasileiras? Eu sempre ouvi dizer que quem não deve não teme e que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Sinceramente, se de facto o homem que há alguns anos foi vítima de gravíssima doença e que graças a Deus superou, foi capaz de cometer tão ignóbil crime, então todas as profissões de fé que lhe vi fazer e todos os gestos de altruismo que as televisões publicitaram, não passam de meras acções de despistagem e hipocrisia, tendentes a sustentar uma personagem que na realidade não é.
Esta criatura, tal como muitos outros seres humanos, se se vier a confirmar o seu envolvimento directo na morte de Rosalina Ribeiro, da forma como as autoridades brasileiras relatam, não passa de um perigoso assassino que mata por dinheiro e, afinal, aquele que eu considerava um homem inteligente, sensato e altruista, não era mais do que um perigoso lobo disfarçado de cordeiro.
Numa altura em que foi acusado oficialmente pelas autoridades brasileiras da morte de Rosalina Ribeiro, o advogado português continua incompreensivelmente em silêncio e com paradeiro desconhecido. É muito estranho este comportamento, já que perante uma acusação tão grave, se espera de um inocente, uma forte reacção de negação dos factos, acompanhada de esclarecimentos categóricos e convincentes.
Pela minha parte, gostaria que o veredicto das autoridades brasileiras não fosse confirmado mas acima de tudo desejo que a verdade venha ao de cima e que o crime não fique impune.
No fundo, apenas quero que a JUSTIÇA seja capaz de fazer justiça.