domingo, 29 de março de 2026

QUANDO AVANÇAMOS NA IDADE...

 

FRAGMENTOS DA MINHA VELHICE

Felizes os que chegam a velhos,
com a vida escrita no olhar,
mesmo quando o corpo cede
e começa, devagar, a abrandar.

Sinto a velhice a entrar em mim
nos gestos que já não são ligeiros,
no cansaço que chega cedo,
nos passos antes tão certeiros.

As pernas já não correm o mundo,
os braços perderam vigor,
e a força que antes me guiava
vai perdendo o seu fulgor.

A cabeleira negra e farta
tornou-se branca, rarefeita,
como neve que cai em silêncio

numa memória já refeita.

As rugas marcam o meu rosto,
linhas de histórias vividas,
cada uma guarda um instante,
de alegrias, tristezas e feridas.

As articulações queixam-se,
os ossos falam sem voz,
numa linguagem de dor
que o tempo deixou em nós.

A visão agora pede ajuda,
os óculos tornam-se companhia,
para continuar a ver o mundo
com a mesma velha magia.

Ninguém quer partir tão cedo,
nem dizer adeus à vida,
todos desejamos mais tempo,
mais uma história vivida.

Mas a velhice… ah, a velhice,
é caminho duro e desigual,
cada um leva a sua carga,
cada história é singular.

Ainda assim, sigo em frente
com coragem e gratidão,
vivendo cada novo dia
como uma bênção do Céu.

Viver com dignidade é meu lema,
aceitar o tempo sem revolta,
e dar graças, dia após dia,
por cada instante que o Criador me acrescenta.

(mcm)

segunda-feira, 16 de março de 2026

VIVEMOS EM DEMOCRACIA?

Vivemos em Democracia?

Por tudo quanto se passa neste pequeno País à margem da Constituição e das leis, direi que este suposto regime democrático, é tudo menos democracia.

A liberdade de expressão está gravemente condicionada e aqueles que se atrevem a chamar aos bois pelos nomes, são completamente perseguidos, marginalizados e ostracizados. 

Não se pode ter uma opinião crítica que vá contra o politicamente correcto. Há temas tabu dos quais não se pode falar e muitos deles referem-se às minorias étnicas que vivem em Portugal. Aos criminosos dessas minorias e que são muitos, não se podem identificar pelo país de origem, pela raça ou religião, e a comunicação social refere simplesmente que se trata de uma pessoa ou de indivíduo.

As minorias são religiosamente defendidas por esta nossa democracia e há um grande número de organizações de defesa dos seus direitos mas não dos seus deveres. São organizações taxistas, cujos dirigentes são pagos a peso de ouro, também com dinheiro dos contribuintes, já que o seu financiamento provém de uma combinação de fundos estatais, europeus e instituições privadas. 

São pelo menos dúzia e meia de Entidades, públicas e privadas que subsidiam estas organizações que apoiam minorias étnicas e o Estado Português já distribuiu, em dez anos, mais de 53 milhões de euros para apoio a imigrantes e refugiados, através destas entidades. 

São subsídios e mais subsídios que chovem de todo o lado, e a verdade é que uma boa parte desses apoios, são para pagar chorudos ordenados aos parasitas digo, dirigentes, dessas inúteis organizações.

Portugal anda a lidar de forma errada com a problemática da imigração e das minorias étnicas. Para se ser imigrante em qualquer País do mundo, é preciso respeitar as leis e os costumes desses países. Jamais os costumes desses imigrantes se podem sobrepôr aos costumes dos países que escolheram para procurar uma nova vida. 

Em Portugal há muitos imigrantes que não cumprem as leis e nem sequer respeitam os hábitos e costumes dos portugueses. Há que reflectir sobre este problema e os governantes têm que fazer alguma coisa antes que a situação seja impossível de controlar.

quinta-feira, 12 de março de 2026

UM IMPROVÁVEL PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Na actual conjuntura política, em que a Direita, pela primeira vez, na era democrática conseguiu uma maioria parlamentar, não deixa de ser surpreendente, o facto de o candidato da área socialista ter tido acesso à segunda volta das presidenciais e, depois, ter derrotado facilmente o outro candidato que passou à segunda volta, apoiado pelo partido Chega, alcançando o maior número de votos de todas as eleições presidenciais.

Neste percurso eleitoral, o actual Presidente da República, para além de André Ventura, superou o candidato apoiado pelo partido do Governo, Marques Mendes, o candidato apoiado pela IL, Cotrim de Figueiredo e ainda o Almirante Gouveia e Melo que muita gente apontava como o próximo Presidente, em parte devido ao excelente trabalho que realizou aquando da pandemia, na organização da vacinação. 

No que diz respeito ao Almirante, o fraco resultado eleitoral tem muito a ver com a sua inexperiência política mas também com alguns erros crassos que cometeu, nomeadamente na escolha do seu mandatário, Rui Rio e em algumas figuras que escolheu para a sua Comissão de Honra, como Isaltino Morais. Gouveia e Melo, sendo alguém independente, devia ter-se rodeado de personalidades sem ligação à política e não o fez, sendo penalizado por isso. Também jogou contra ele o facto de ter apontado linhas vermelhas ao Chega, porque tal atitude fez com que o partido lhe retirasse o apoio e decidisse apresentar um candidato e, dessa forma, lá se foram os 15 ou 20 por cento de votos que teria dos eleitores do Chega.

Mas o facto de a Direita não se ter unido na eleição de um candidato de direita, foi a melhor coisa que podia ter acontecido para que António José Seguro pudesse ter chances de ser eleito e, nesse aspecto, bem pode agradecer a essa direita desorganizada e desavinda que em vez de combater os adversários, se guerreia entre si, não sendo capaz de aproveitar a hegemonia política que alcançou nas últimas eleições legislativas e que a continuar assim, provavelmente a perderá em próximo acto eleitoral.

E, assim, António José Seguro que no início da pré-campanha nem sequer tinha o apoio declarado do Partido Socialista, acabou por conquistar o voto de todas as forças políticas, com excepção do Chega, que apostou no seu candidato de princípio ao fim, com uma votação na segunda volta superior à da primeira em 10 pontos percentuais (33,17%).

Para já, a certeza maior, é que Seguro vai ser um Presidente diferente de Marcelo. Ficam para trás as selfies, os abraços, os beijinhos, o falar por tudo e por nada e, pelos vistos, também a sua actuação, tendo em conta as declarações que já fez, nomeadamente quando declarou que "o chumbo do Orçamento de Estado (OE) não implica automaticamente a dissolução da Assembleia da República", um entendimento contrário ao do Presidente cessante.

Pela nossa parte, desejamos-lhe um mandato que seja bom para Portugal e para os portugueses, com a isenção que difundiu ao longo de toda a campanha.