terça-feira, 19 de maio de 2026

ENCONTROS - Família Meireles


No coração da memória guardado,

vive um nome forte e singular,

Meireles, tronco enraizado,

que o tempo não consegue apagar.


Tudo começou em Aveiras,

num primeiro encontro tão especial,

cerca de setenta pessoas inteiras,

num abraço humano e fraternal.


Foi um dia de risos e emoção,

de histórias antigas a renascer,

cada rosto trazendo ao coração

mil razões para agradecer.


Depois chegou Misquel, aldeia querida,

no concelho de Carrazeda de Ansiães,

terra onde começou tanta vida,

de avós, pais e irmãos ancestrais.


Ali nasceram sonhos e caminhos,

ali cresceram vozes e esperança,

entre vinhas, campos e caminhos,

ficaram memórias da infância.


E agora, SINES nos chama,

neste terceiro Encontro memorável,

onde a Família mantém viva a chama

de um laço eterno e inquebrantável.


Virão filhos, netos e bisnetos,

de muitos ramos que o tempo criou,

apelidos diferentes, afectos completos,

mas o mesmo sangue que os uniu e ligou.


Carmo, Silva, Anes, Aleixo, costa, Macieira,

e tantos outros nomes de valor,

porque Família é mais do que um nome,

é partilha, presença e amor.


Será um dia de grande alegria,

de entusiasmo impossível de conter,

com abraços cheios de nostalgia

e beijos que sabem a reencontrar e viver.


Recordar-se-ão aventuras passadas,

das brincadeiras pelos lugares de origem,

das correrias pelas ruas e carreiros,

das histórias que nunca perdem a origem.


Cada conversa será uma ponte

entre o ontem e o tempo presente,

porque quem conhece a sua fonte

leva a Família eternamente.


Que este Encontro fique na memória

como mais um capítulo de união,

escrito com carinho na história

da Família Meireles e do coração.


E que nunca se perca esta vontade

de reunir gerações com tanto apreço,

pois é na força da fraternidade

que descobrimos quem somos no começo.


segunda-feira, 18 de maio de 2026

SENHOR EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, RESSARSSIR O QUÊ E A QUEM?


O ex-Presidente da República, o mais alto magistrado da Nação, lá do alto da sua cátedra, tem produzido mensagens absolutamente descabidas de sentido de Estado, que têm causado enorme perplexidade numa grande parte da população portuguesa, que de forma nenhuma se revêem na forma como ele, ex-Presidente da República, interpreta a História Colonial Portuguesa e mais concretamente, o período da guerra colonial, entre o início da década de 60 e Abril de 1974.

Afirma o Senhor ex-Presidente da República que Portugal tem que reparar os crimes cometidos durante esse período pelos militares portugueses e ressarssir esses países, devolvendo inclusivé, património imobiliário e obras de arte.

O ex-Presidente da República desconhece que para a guerra colonial foram mobilizados mais de 250.000 soldados, que mais de 10.000 foram mortos, que mais de 20.000 ficaram inválidos e que cerca de 120 a 140 mil sofrem de estresse pós-traumático?

O ex-presidente da República sabe que esses homens lutaram para defender a Pátria? Sabe que os governantes de então e a História da época consideravam as ex-colônias territórios portugueses?

Pois bem, o Senhor ex-Presidente da República desconsiderou os ex-combatentes, tratando-os como um bando de criminosos, homens que foram submetidos a sofrimentos inenarráveis, jogados em lugares inóspitos, sem nenhuma condição de viver. Os soldados portugueses, valentes, corajosos e patriotas, enfrentaram todos os perigos e muitos deram suas vidas na defesa de territórios que na época eram portugueses.

O Senhor ex-Presidente da República sabe que se hoje existem os países de língua portuguesa, na sua atual forma e dimensão, tal realidade se deve à luta e ao sacrifício dos destemidos Exploradores portugueses que demarcaram as fronteiras desses países e as conservaram invioláveis ​​às arremetidas de outras nações?

O Senhor ex-Presidente da República sabe que os portugueses rasgaram estradas e construíram grandes cidades, vilas e aldeias e fizeram desses países, principalmente Angola e Moçambique, dos mais importantes de África, com as mais variadas e valiosíssimas infraestruturas, onde nada faltava?

O Senhor ex-presidente da República fala em ressarssir? Mas ressarssir de que e a quem? Ressarssir os crimes de guerra, os mortos? Sabe o Senhor ex-Presidente da República como começou a guerra colonial em 1961 no norte de Angola? Foram milhares de pessoas, brancos e negros decapitados a catanada. O senhor nunca viu essas imagens, Senhor ex-Presidente? Foram famílias inteiras dizimadas, em muitos casos, com requinte de malvadez, com paus espetados no ânus e na vagina, seios e pênis cortados e, em alguns casos, até o coração arrancaram.

Ressasssir, Senhor ex-Presidente? Quem? Os Movimentos de Libertação? O MPLA, a UNITA e FNLA? O MPLA já foi ressarssido pelos governantes traidores da época, ao entregarem-lhe o controlo do País e todo o material de guerra da tropa portuguesa, com o qual ganharam superioridade para combater os outros dois Movimentos de Libertação, o mesmo acontecendo em Moçambique com a FRELIMO.

Mas quanto a ressarssir, Senhor ex-Presidente da República, porque não o fez o Estado Português aos cerca de dois milhões de portugueses que foram obrigados a fugir desses territórios com a roupa do corpo, para protegerem a família e evitar morrer às mãos daqueles que cultivavam o ódio e procuravam vingança? Esses portugueses deixaram casas, carros, economias nos bancos que não puderam levantar e todo um vasto patrimônio construído arduamente com muito trabalho e sacrifícios, ao longo de muitas gerações.

Sim, Senhor ex-Presidente da República, esses portugueses que tiveram de fugir para conservar a vida, para outros países do continente africano, para a Europa, para a América, Brasil, Austrália, Canadá e tantos outros países, ficaram sem nada e nunca foram ressarssidos e V. Excia nunca disse uma palavra em seu favor.

O Senhor ex-Presidente da República também fez o mesmo em relação aos ex-Combatentes, muitos dos quais continuam a não ter qualquer apoio de sua Pátria. Há até alguns na condição de moradores de rua e doentes para os quais não há um mínimo de solidariedade institucional. É lamentável e profundamente injusta essa situação e V. Excia não tem uma palavra de denúncia para que algo seja feito.

Senhor ex-Presidente da República, quero dizer-lhe que como primeira figura do Estado Português, tem deveres e responsabilidades acrescidas e dar exemplos que o dignifiquem e enobreçam. em vez disso, V. Excia está prestando um péssimo serviço a Portugal, desprestigiando seu mandato e desonrando todos os portugueses que labutaram e construíram os atuais países das ex-Colônias, bem como os ex-Combatentes que as defenderam até 24 de abril de 1974.

Senhor ex-Presidente da República, para terminar, deixe que lhe faça uma última confidência: Eu creio que V. Excia tem um problema familiar muito mal resolvido. Seu Pai, Baltasar Rebelo de Sousa, foi ministro do trabalho e ministro do ultramar do regime deposto em 25 de Abril de 1974 e essa circunstância faz do filho, Marcelo Rebelo de Sousa, alguém que sendo de direita, age como sendo de esquerda, com o intuito de se afastar da pesada herança que lhe deixou o pai e, por isso mesmo, enreda-se na difusão de tiradas infelizes de cariz esquerdista, para não ser equiparado e associado ao seu progenitor.

Quer saber, Senhor ex-Presidente? Tenho certeza de que se seu pai ainda fizesse parte dos vivos, ao ver e ouvir as bobagens que você tem proferido toda vez que abre a boca, certamente ficaria muito constrangido, desapontado e cheio de vergonha.

 

domingo, 3 de maio de 2026

DIA DA MÃE

 


Hoje celebra-se o DIA DA MÃE. Feliz dia para todas as MÃES.

Mãe é presença eterna no coração,

Seja no abraço que ainda nos envolve

ou na saudade doce de quem partiu.

Hoje celebramos o amor que fica,

Porque ser mãe... nunca deixa de ser.

Felizes todos aqueles que neste dia podem conviver, abraçar e beijar a sua mãe, porque muitos outros também amariam fazê-lo, mas elas já partiram deste mundo, restando somente a lembrança da vivência, a sua imagem e a saudade.

Ser Mãe é, talvez, a mais profnda expressão de amor que existe. É no silêncio do seu ventre que a vida começa a desenhar-se, frágil e promissora, e é no calor do seu abraço que o mundo ganha sentido.

A Mãe é raiz e é abrigo. É força nos dias difíceis e ternura nos momentos de cansaço. É quem ensina sem impor, quem guia sem prender, quem ama sem medida nem condição e nos seus gestos simples vivem as maiores lições de vida - a paciência, a entrega, a coragem e o perdão.

Hoje celebramos todas as mães: as que caminham ao nosso lado, com o seu sorriso e presença constante, e as que partiram, mas permanecem vivas na memória e no coração. Porque o amor de mãe não conhece ausência - transforma-se, mas nunca desaparece.

A todas as mães, que são princípio, porto seguro e luz: que o reconhecimento seja eterno, ainda que expresso num só dia. Porque delas nasce a vida... e é por elas que o mundo continua a florescer.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

SABER DISTINGUIR OS AMIGOS


No caminho da vida, aprendemos que nem todas as amizades têm o mesmo peso nem o mesmo valor.

Há quem se aproxime apenas quando precisa, fazendo dos outros um apoio conveniente, quase invisível, fora dos momentos de interesse.

Essas relações, embora por vezes antigas, merecem reflexão.

Por outro lado, existem aquelas pessoas raras que nunca exigiram nada, mas que estiveram presentes nos momentos mais difíceis, oferecendo apoio, compreensão e presença sincera. São essas que, muitas vezes em silêncio, demonstram o verdadeiro significado da amizade.

Vale a pena, por isso, olhar com atenção para o nosso círculo de amizades. Saber distinguir quem apenas passou pelas nossas vidas de quem realmente caminhou ao nosso lado.

Aos primeiros, talvez baste a distância serena. Aos segundos, devemos gratidão, estima e, sobretudo, reciprocidade.

Porque os verdadeiros amigos não são os que mais pedem, mas sim os que mais dão — e permanecem.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

NA EUROPA, LÍDERES POLÍTICOS FORTES, PRECISAM-SE!

Quem olha para o panorama europeu no que respeita a líderes políticos, constata que há, efectivamente, uma enorme falta de líderes fortes, tanto na defesa dos seus próprios Países como na defesa do Continente Europeu e da CEE.

Os fracos líderes europeus têm anulado completamente a Europa no contexto político mundial e, actualmente, não é tida nem achada na discussão dos importantes temas globais, sendo completamente maltratada, achincalhada e ignorada pelo presidente americano, a quem os líderes europeus não foram capazes de responder à letra, por incompetência ou covardia política. 

O comportamento do presidente americano relativamente à Ucrânia e ao Médio Oriente, é completamente errado e tem prejudicado o esforço europeu na ajuda que tem prestado à Ucrânia. O presidente americano cancelou todas as ajudas à Ucrânia e tem privilegiado o entendimento com o presidente russo Vladimir Putin e, ao contrário, tem recriminano e culpado Volodimir Zelensky pela guerra que a Rússia iniciou. Também não se compreendem muito bem as razões porque declarou guerra ao Irão mas sabemos todos muito bem o que aconteceu a seguir a nível mundial com o encerramento do Estreito de Ormuz: os preços dos combustíveis dispararam para preços recorde e, em consequência, todos os outros produtos aumentaram exponencialmente, tornando cada vez mais difícil a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, algo que a ele pouco incomoda porque até lucra com esta situação de guerra.

De facto, a Europa perdeu relevância internacional e tudo por culpa dos fracos líderes que tem. Onde estão os grandes líderes de outrora e que fizeram da Europa o centro do mundo? Que é feito das gerações que lhes sucederam? Porque não geraram grandes líderes? É de facto intrigante e causa alguma perplexidade o facto de não se vislumbrarem grandes líderes europeus e mundiais e sem líderes fortes, o mundo não avança.

Ao falar da falta de líderes, vem a propósito, o nome de PÉTER MAGYAR, advogado de 44 anos que no dia 12 de abril, em eleições legislativas, destronou Viktor Orbán, que governava a Hungria à 16 anos.

Péter Magyar parece ser um líder forte, pela forma corajosa como denunciou os abusos da governação de Viktor Orbán e pela forma inteligente como soube transmitir essas denúncias ao povo húngaro a quem convenceu plenamente, uma vez que lhe deram uma vitória estrondosa com maioria de dois terços. Mais: Magyar tratou o Presidente da República como uma marioneta ao serviço do ex-primeiro ministro e um facilitador de todas as inúmeras irregularidades que cometeu. E disse mais: o presidente Tomás  Sulyok não tem competência para exercer  o cargo e, por isso, deve demitir-se imediatamente. Ao contrário de Viktor Orbán que era pro-russo, o actual primeiro ministro é pró-europeu e isso é fundamental para que a Comissão Europeia possa tratar dos diferentes dossiers entre dirigentes que defendem as mesmas causas e têm interesses comuns. Viktor Orbán era um intruso na UE e um espião ao serviço de Vladimir Putin.

Claro que não sei ler nas estrelas mas Péter Magyar parece-me um líder capaz de fazer história na Europa. O tempo se encarregará de nos dar uma resposta. 

sábado, 18 de abril de 2026

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL CONTRADIZ REPRESENTAÇÃO DEMOCRÁTICA!


Durante meses, os três maiores partidos do nosso regime democrático, envolveram-se em disputadíssimos processos reivindicativos para os diversos órgãos do Estado, inclusivé o Tribunal Constitucional.

O controle dos órgãos do Estado sempre foi uma prioridade dos partidos da área governativa, PSD e PS e, na prática, sempre se entenderam perfeitamente ao longo de meio século, dividindo mais ou menos equitativamente esses lugares, mas sempre com algum avanço do PS relativamente ao PSD.

Actualmente, o espectro partidário é bem diferente, já que o Chega se intrometeu entre os dois e se transformou, em 6 anos, no segundo maior partido com representação na Assembleia da República e, por via disso, deveria ser também contemplado, na proporção da sua dimensão, nos diferentes órgãos do Estado.

Ora aqui é que a porca torce o rabo, porque os dois partidos a que pertencem os detentores desses lugares, numa atitude antidemocrática, não aceitam que o Chega tenha direito a nomear alguns desses representantes.

Feita a respectiva escolha para o Tribunal Constitucional, constato que André Ventura perdeu o confronto reivindicativo, uma vez que não conseguiu fazer eleger qualquer membro, para além de si próprio, lugar que por direito lhe pertence, na qualidade de líder da oposição e que os outros dois partidos distribuem entre si, equitativamente, os restantes 18 lugares.

Resumindo, os dois partidos que governaram Portugal nos últimos 50 anos, continuam a querer ser os "donos disto tudo", porque a democracia para eles é açambarcar o mais que puderem as estruturas fundamentais do estado de direito, pouco se importando que o povo tenha atribuído ao Chega um papel representativo importantíssimo na denúncia dos podres da democracia que os dois partidos implantaram em Portugal após a revolução dos cravos.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

HUNGRIA E EUROPA LIVRARAM-SE DE VIKTOR ORBÁN


Viktor Orbán, na qualidade de primeiro ministro, liderou a Hungria durante 16 anos e, nesse longo período, fez aprovar diversas alterações à Constituição, no sentido de lhe facilitar o acesso aos órgãos do poder e tornar cada vez mais difícil o trabalho da oposição.

Viktor Orbán, governou com mão de ferro e feriu de morte a democracia ao restringir liberdades, com o controle da imprensa e da justiça e, como se isso não bastasse, também se envolveu em esquemas fraudulentos e corrupção que prejudicaram o povo húngaro. 

A sua governação foi marcada pela construção de uma "democracia iliberal", que culminou na sua derrota eleitoral em abril de 2026. Para além dos grandes "pecados" governativos, o seu maior erro estratégico final, foi subestimar o grande descontentamento interno, que permitiu a ascensão meteórica de Péter Magyar e do partido Tisza. Este movimento capitalizou o desgaste de 16 anos de poder e o sentimento de que o governo se tinha tornado uma "tirania moderna" focada na sobrevivência da sua própria elite.

Durante os seus longos 16 anos de governação, Viktor Orbán abusou do poder em seu benefício e entre outras medidas, reformou o sistema judicial para aumentar o controlo político sobre os tribunais; capturou os media através de aliados comerciais e da criação da fundação KESMA, o seu governo consolidou um vasto império mediático que abafou vozes críticas e transformou os meios estatais em órgãos de propaganda; a corrupção e o clientelismo abrangia o sistema de concursos públicos, os quais favoreciam um círculo restrito de empresários próximos de Orbán (como Lőrinc Mészáros), desviando fundos da UE para fortalecer a elite política do regime. 

Mas Viktor Orbán também criou uma guerra permanente com a União Europeia, boicotando acordos diversos, inclusive o financiamento à Ucrânia. A sua proximidade com o Kremlin e Vladimir Putin, fizeram com que obstruisse sistematicamente sanções e ajuda à Ucrânia, deixando a Hungria isolada dentro da UE e da NATO.

A estrondosa derrota sofrida em 13 de Abril, deve-se essencialmente à sua proximidade ao regime autocrático de Putin, à sua política negacionista com a UE e, também porque o povo húngaro estava cansado do seu autoritarismo e sem esperança de uma vida melhor.

A vontade de mudança da nação húngara era tão forte que de nada valeu a Orbán o apoio recebido dos presidentes dos EUA e da Rússia, facto que os deve ter deixado profundamente envergonhados.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

POEMA - O AMOR NAS ESTAÇÕES DA VIDA


O Amor nas Estações da Vida

O amor, quando é puro e verdadeiro,
Não conhece pausas nem estação,
Vive em cada gesto, em cada dia inteiro,
Como luz constante no coração.

Na Primavera, renasce em flor,
Leve como brisa ao amanhecer,
Traz nos olhos o brilho do amor,
E na alma vontade de viver.

No Verão, aquece com intensidade,
Arde em chama doce sem ferir,
É entrega, é ternura, é verdade,
É no outro que se aprende a sorrir.

No Outono, amadurece com o tempo,
Ganha raízes, força e compreensão,
Aceita a vida em cada momento,
Com paciência, carinho e união.

No Inverno, abriga-se com calor,
Não teme o frio nem a escuridão,
Agradece a vida, celebra o amor,
E encontra paz em cada estação.

(mcm)

O AMOR É COMO O TEMPO

 

O amor entre duas pessoas devia ser constante, como uma brisa suave que nunca se interrompe — cheio de harmonia, tolerância e compreensão em todos os dias da vida.

Mas a verdade é que nem sempre é assim. Pela minha própria experiência e do que tenho observado tambbém nos outros, ao longo dos anos, o amor é como o tempo: muda, transforma-se, passa por diferentes estações.

Há momentos em que é quente e intenso como o Verão, cheio de luz e energia. Outros, leves e alegres como a Primavera, onde tudo parece mais bonito e florido. Mas também existem fases mais silenciosas e tristes, como o Outono, em que a chama parece diminuir. E, por vezes, surgem dias frios e difíceis, como no Inverno, onde a paciência e a compreensão parecem faltar.

Nem sempre acertamos — ora por um, ora por outro. Mas o mais bonito é que esses momentos são passageiros. No fundo, o que fica é a vontade de continuar, de recomeçar, de voltar ao calor do Verão e à leveza da Primavera.

Porque, apesar de tudo, quando o amor é verdadeiro, encontra sempre o caminho de volta.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

POEMA - O AMOR É COMO O TEMPO

 

O AMOR É COMO O TEMPO

O amor entre dois corações
Devia ser brisa constante,
Suave, serena, sem estações,
Eternamente harmonizante.

Devia viver em cada dia
Com ternura, paz e compreensão,
Num laço feito de alegria,
Sem sombras no coração.

Mas a vida, sábia e imperfeita,
Mostra-nos outro sentir:
Nem sempre a chama é perfeita,
Nem sempre é fácil florir.

O nosso amor é como o tempo,
Caprichoso no seu andar:
Ora ardente, pleno, intenso,
Como o Verão a brilhar.

Ora leve, doce e colorido,
Risonho como a Primavera,
Onde tudo é mais florido
E a alma em festa espera. 

Mas há dias de folha caída,
Silêncios de um Outono interior,
Onde a chama parece perdida
E se entristece o amor.

E chegam também frios instantes,
De Inverno duro e agreste,
Com palavras menos tolerantes
E um céu cinzento que entristece.

Mas mesmo nesses dias sombrios,
Há algo que insiste em ficar:
Um calor escondido nos vazios,
Uma vontade de recomeçar.

Porque o amor, embora inconstante,
Tem raízes que não se vão,
E volta, firme e radiante,
Ao calor do Verão.

E regressa, leve e singelo,
Como a Primavera em flor,
Recordando, doce e belo,
Que vale sempre a pena o amor.

(mcm)

segunda-feira, 6 de abril de 2026

EU SABIA QUE UM DIA IRIA APARECER UM POLÍTICO BRILHANTE PARA DENUNCIAR OS PODRES DA DEMOCRACIA

 

O 25 de Abril de 1974, para mim foi uma tragédia, vivida em sucssivos episódios dolorosos e trágicos que, só por milagre não causou danos irreparáveis na minha vida, estando por mais que uma vez em perigo a minha própria vida e a dos meus.

Foi a vergonhosa e covarde descolonização que me obrigou a abandonar um território que eu tanto amava e onde me casei e nasceram os meus filhos. Foram as ocupações e as expropriações selvagens que se seguiram à revolução dos cravos, pelo poder popular, ao serviço do partido comunista português. Foram os maltratos, as perseguições e as prisões sem culpa formada a gente boa e inocente e foram, finalmente os partidos do poder que covardemente nunca se interessaram por fazer justiça a tamanhos desmandos e que ao longo de todo o período democrático partilharam o poder à vez, pouco preocupados em fazer reformas estruturais para oferecer aos portugueses melhores condições de vida e muito mais motivados no sentido de criar riqueza para si próprios e para as suas clientelas políticas, arrastando o País para uma situação de enorme corrupção a qual, neste meio século de democracia foi responsável pela subtracção de milhares de milhões de euros ao erário público, dinheiro que bem podia ter contribuído para dotar o País de melhores estruturas e dar aos portugggueses melhores condições de vida.

Os sucessivos governos afectos ao PS e ao PSD, lesaram gravemente o erário público, apoderaram-se das suas estruturas, sugaram o seu património e empobreceram Portugal e os portugueses. Os grandes crimes económicos e financeiros, os chamados crimes de colarinho branco, nunca foram julgados e condenados porque, na realidade, os seus autores pertenciam às tais clientelas políticas e, portanto, era preciso evitar que fossem condenados.

Ao longo de todo este período democrático, sempre me interroguei se não apareceria um dia alguém com fibra e coragem para denunciar e apontar o dedo aos culpados de 50 anos de inércia, irresponsabilidade e corrupção.

No meu íntimo, eu sabia que mais tarde ou mais cedo iria aparecer um António, um João, um Manuel ou um qualquer nome, com a coragem  e a têmpera necessária para pôr em causa este pseudo regime democrático e desassombradamente, chamar os bois pelos nomes.

Embora esse dia tardasse, não me enganei porque esse Homem apareceu no dia 19 de Abril de 2019 e é hoje, para mim, a pessoa que eu sempre imaginei para romper com o status quo da política e do regime, denunciar os crimes do passado e os seus autores e apontar um caminho para a redenção deste lindo País; e ele tem feito esse caminho na perfeição. Revejo-me totalmente na sua actuação e acredito também que o povo, que é soberano e sábio, também gosta e acredita neste Homem corajoso, guerreiro e patriota que quer fazer de Portugal um País mais próspero, mais justo e mais feliz.

De facto, eu imaginava que um dia apareceria um político capaz de fazer frente ao regime (SISTEMA), mas o seu nome, esse estava no segredo dos deuses. Podia ser um nome qualquer porque qualquer nome pode encerrar em si, uma pessoa séria, honrada, corajosa e patriota, mas quis o destino que esse nome fosse ANDRÉ, sim ANDRÉ VENTURA, de seu nome completo, ANDRÉ CLARO AMARAL VENTURA, o Homem que eu imaginei e veio revolucionar a política à portuguesa, não permitindo que nada, mas mesmo nada, continue como dantes.

Parabéns André Ventura, Portugal precisa de ti. Tens feito um trabalhoo notável que alguns teimam em não reconhecer por mera ideologia política, mas que o tempo acabará por demonstrar o quanto ele tem razão e, por isso mesmo, até os seus detractores acabarão por aceitar essa realidade.


domingo, 29 de março de 2026

QUANDO AVANÇAMOS NA IDADE...

 

FRAGMENTOS DA MINHA VELHICE

Felizes os que chegam a velhos,
com a vida escrita no olhar,
mesmo quando o corpo cede
e começa, devagar, a abrandar.

Sinto a velhice a entrar em mim
nos gestos que já não são ligeiros,
no cansaço que chega cedo,
nos passos antes tão certeiros.

As pernas já não correm o mundo,
os braços perderam vigor,
e a força que antes me guiava
vai perdendo o seu fulgor.

A cabeleira negra e farta
tornou-se branca, rarefeita,
como neve que cai em silêncio

numa memória já refeita.

As rugas marcam o meu rosto,
linhas de histórias vividas,
cada uma guarda um instante,
de alegrias, tristezas e feridas.

As articulações queixam-se,
os ossos falam sem voz,
numa linguagem de dor
que o tempo deixou em nós.

A visão agora pede ajuda,
os óculos tornam-se companhia,
para continuar a ver o mundo
com a mesma velha magia.

Ninguém quer partir tão cedo,
nem dizer adeus à vida,
todos desejamos mais tempo,
mais uma história vivida.

Mas a velhice… ah, a velhice,
é caminho duro e desigual,
cada um leva a sua carga,
cada história é singular.

Ainda assim, sigo em frente
com coragem e gratidão,
vivendo cada novo dia
como uma bênção do Céu.

Viver com dignidade é meu lema,
aceitar o tempo sem revolta,
e dar graças, dia após dia,
por cada instante que o Criador me acrescenta.

(mcm)

segunda-feira, 16 de março de 2026

VIVEMOS EM DEMOCRACIA?

Vivemos em Democracia?

Por tudo quanto se passa neste pequeno País à margem da Constituição e das leis, direi que este suposto regime democrático, é tudo menos democracia.

A liberdade de expressão está gravemente condicionada e aqueles que se atrevem a chamar aos bois pelos nomes, são completamente perseguidos, marginalizados e ostracizados. 

Não se pode ter uma opinião crítica que vá contra o politicamente correcto. Há temas tabu dos quais não se pode falar e muitos deles referem-se às minorias étnicas que vivem em Portugal. Aos criminosos dessas minorias e que são muitos, não se podem identificar pelo país de origem, pela raça ou religião, e a comunicação social refere simplesmente que se trata de uma pessoa ou de indivíduo.

As minorias são religiosamente defendidas por esta nossa democracia e há um grande número de organizações de defesa dos seus direitos mas não dos seus deveres. São organizações taxistas, cujos dirigentes são pagos a peso de ouro, também com dinheiro dos contribuintes, já que o seu financiamento provém de uma combinação de fundos estatais, europeus e instituições privadas. 

São pelo menos dúzia e meia de Entidades, públicas e privadas que subsidiam estas organizações que apoiam minorias étnicas e o Estado Português já distribuiu, em dez anos, mais de 53 milhões de euros para apoio a imigrantes e refugiados, através destas entidades. 

São subsídios e mais subsídios que chovem de todo o lado, e a verdade é que uma boa parte desses apoios, são para pagar chorudos ordenados aos parasitas digo, dirigentes, dessas inúteis organizações.

Portugal anda a lidar de forma errada com a problemática da imigração e das minorias étnicas. Para se ser imigrante em qualquer País do mundo, é preciso respeitar as leis e os costumes desses países. Jamais os costumes desses imigrantes se podem sobrepôr aos costumes dos países que escolheram para procurar uma nova vida. 

Em Portugal há muitos imigrantes que não cumprem as leis e nem sequer respeitam os hábitos e costumes dos portugueses. Há que reflectir sobre este problema e os governantes têm que fazer alguma coisa antes que a situação seja impossível de controlar.

quinta-feira, 12 de março de 2026

UM IMPROVÁVEL PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Na actual conjuntura política, em que a Direita, pela primeira vez, na era democrática conseguiu uma maioria parlamentar, não deixa de ser surpreendente, o facto de o candidato da área socialista ter tido acesso à segunda volta das presidenciais e, depois, ter derrotado facilmente o outro candidato que passou à segunda volta, apoiado pelo partido Chega, alcançando o maior número de votos de todas as eleições presidenciais.

Neste percurso eleitoral, o actual Presidente da República, para além de André Ventura, superou o candidato apoiado pelo partido do Governo, Marques Mendes, o candidato apoiado pela IL, Cotrim de Figueiredo e ainda o Almirante Gouveia e Melo que muita gente apontava como o próximo Presidente, em parte devido ao excelente trabalho que realizou aquando da pandemia, na organização da vacinação. 

No que diz respeito ao Almirante, o fraco resultado eleitoral tem muito a ver com a sua inexperiência política mas também com alguns erros crassos que cometeu, nomeadamente na escolha do seu mandatário, Rui Rio e em algumas figuras que escolheu para a sua Comissão de Honra, como Isaltino Morais. Gouveia e Melo, sendo alguém independente, devia ter-se rodeado de personalidades sem ligação à política e não o fez, sendo penalizado por isso. Também jogou contra ele o facto de ter apontado linhas vermelhas ao Chega, porque tal atitude fez com que o partido lhe retirasse o apoio e decidisse apresentar um candidato e, dessa forma, lá se foram os 15 ou 20 por cento de votos que teria dos eleitores do Chega.

Mas o facto de a Direita não se ter unido na eleição de um candidato de direita, foi a melhor coisa que podia ter acontecido para que António José Seguro pudesse ter chances de ser eleito e, nesse aspecto, bem pode agradecer a essa direita desorganizada e desavinda que em vez de combater os adversários, se guerreia entre si, não sendo capaz de aproveitar a hegemonia política que alcançou nas últimas eleições legislativas e que a continuar assim, provavelmente a perderá em próximo acto eleitoral.

E, assim, António José Seguro que no início da pré-campanha nem sequer tinha o apoio declarado do Partido Socialista, acabou por conquistar o voto de todas as forças políticas, com excepção do Chega, que apostou no seu candidato de princípio ao fim, com uma votação na segunda volta superior à da primeira em 10 pontos percentuais (33,17%).

Para já, a certeza maior, é que Seguro vai ser um Presidente diferente de Marcelo. Ficam para trás as selfies, os abraços, os beijinhos, o falar por tudo e por nada e, pelos vistos, também a sua actuação, tendo em conta as declarações que já fez, nomeadamente quando declarou que "o chumbo do Orçamento de Estado (OE) não implica automaticamente a dissolução da Assembleia da República", um entendimento contrário ao do Presidente cessante.

Pela nossa parte, desejamos-lhe um mandato que seja bom para Portugal e para os portugueses, com a isenção que difundiu ao longo de toda a campanha.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

ENCONTRO - (CULTO DA FAMÍLIA!)




Há famílias que se fazem
no nome que herdámos,
outras fazem-se no gesto
de chegar, mesmo cansados.

Um dia marcado no ano,
um abraço repetido,
rostos novos, histórias velhas,
um passado repartido.

Quem vem, volta sempre diferente:
leva risos na memória,
descobre familiares, descobre afetos,
acrescenta capítulos à história.

Há quem não venha — e está tudo bem,
a vida corre, sabemos bem.
Mas quem não vem não imagina
o calor que fica quando alguém vem.

Porque ali não se contam presenças,
cultiva-se pertença com emoção.
Não é obrigação, é prazer:
é família em celebração.

E talvez um dia, por curiosidade,
ou por saudade que ainda não sentiu,
alguém decida aparecer
e então perceba tudo o que perdeu…

(mcm)


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

OLÁ MÃE, OLÁ PAI


 Olá Mãe. Olá Pai.

Que Deus vos recompense no Paraíso de todo o sofrimento por que passaram durante a vossa vida terrena.

Pai, hoje, dia 25 de Fevereiro de 2026, farias 104 anos, mas infelismente já partiste há 36, quando tinhas apenas 68 anos de idade.

Não foi uma existência fácil. Foi complicada e infeliz porque também cometeste muitos erros que levaram a que a vida nunca te corresse de feição e isso foi mau para toda a família. 

Mas o que passou passou. Ninguém é dono do seu destino. Pagaste em vida todos os teus erros e foste acolhido na casa de Deus para, finalmente, poderes gozar da felicidade eterna.

Quanto a ti, Mãe que nos deixaste há precisamente 4 anos, com a bonita idade de 99, queria dizer-te mais uma vez que foste uma extraordinária guerreira, uma heroína que não te poupaste a grandes sacrifícios para que nada faltasse aos filhos. Foi a tua força, a tua coragem e a tua resiliência que fizeram com que todos se fizessem homens respeitados e respeitadores, algo que nos enche de orgulho e que deve servir de exemplo para todas as famílias que mesmo com dificuldades, nunca devem deixar de trilhar os caminhos da verdade, os caminhos do bem.

Hoje, dia do aniversário do pai, é também a data em que foste sepultada, precisamente no dia do seu aniversário. Minha mãe, tendo o ano 365 dias, divididos por 12 meses, não posso deixar de pensar que algo de transcendente aconteceu.

E era isto minha mãe e meu pai, que vos queria dizer neste dia.

Um forte abraço do tamanho do mundo deste vosso filho que nunca vos esquecerá. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

RAÍZES E PARTIDAS



No Nordeste transmontano,

aprendi cedo a escassez:

faltava quase tudo, 

sobrava a coragem.

A vida era pobre,

e a tristeza caminhava descalça

ao nosso lado.


Para fugir ao aperto do mundo,

parti ainda jovem,

levando pouco mais que esperança.

Angola chamou-me

como chama a luz a quem anda na sombra.


Lá encontrei trabalho e futuro,

dias sem medo da fome,

noites com horizonte.

Lá encontrei o amor da minha vida

- uma mulher bela como aquela terra quente -

e lá nasceram os meus filhos,

um casal de orgulho inteiro,

minha herança mais feliz.


Angola, terra vasta e generosa, 

onde fui homem completo,

onde fui feliz.

A ti ficarei ligado

para além do tempo e da distância.


Mas a história não pede licença.

Com a descolonização

veio a fuga,

o abandono forçado,

o adeus sem despedida.


Deixei bens, casa, passado -

mas salvei a família,

a minha maior riqueza.

Parti com a mágoa colada à pele

e uma parte de mim ficou lá,

entre a poeira vermelha

e as memórias intactas.


Guardo imagens que não envelhecem,

rostos, cheiros, caminhos.

Porque há terras que não se deixam,

mesmo quando somos obrigados a partir.


(mcm)