terça-feira, 4 de agosto de 2026

CASÓRIO DO CARLOS E DA MANUELA

Uma dedicatória especial ao meu mano Carlos que depois de 20 anos de vida em comum com a Manuela, decidiu reforçar essa união através do matrimónio, numa festa bonita, alegre, divertida e bem preenchida com a presença de muitos dos seus familiares. 

Mano Carlos, este poema é para ti e para a Manuela.


Parece que captou o sol aquele dia,

que até o céu sorriu com emoção;

vinte anos de partilha e companhia,

selados enfim pela força do coração.


Na Quinta Fonte dos Trevos, engalanada,

entre abraços, sorrisos e familiar calor,

nasceu uma promessa renovada,

abençoada pelo tempo e pelo amor.


Meu mano Carlos, foste o grande obreiro,

de cada detalhe, de cada atenção;

com dedicação e carinho verdadeiro,

fizeste da festa um hino à união.


Vestiste o fato da boa disposição,

o sorriso aberto, a alegria sem igual;

foste o primeiro na dança e na canção,

dando exemplo num convívio fraternal.


O calor apertava sem piedade,

mas ninguém arredou daquela cerimónia;

porque ali reinava a felicidade,

e cada instante merecia ser memória.


Quando trocaram palavras de ternura,

o silência falou mais do que a voz;

vinte anos de amor e de aventura

ganharam novo brilho entre vós.


Manuela, companheira dedicada,

Carlos, irmão de coração generoso,

que a vossa caminhada, já tão abençoada,

continue sempre num destino luminoso.


Eu saí dali com a alma agradecida,

feliz por vos ver tão plenamente felizes;

que Deus vos conceda muitos anos de vida,

repletos de amor, de paz e de raízes.

E quando o tempo folhear mais um capítulo,
recordareis este dia com emoção profunda:
o casamento foi apenas um novo título
de uma história de amor que nunca se dá por finda.

Muitos parabéns, querido mano Carlos e querida Manuela.
Que a alegria vivida neste dia vos acompanhe sempre,
e que a felicidade de ontem, 
seja apenas o início de muitos e belos amanhãs.


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

É URGENTE TRAVAR A IMIGRAÇÃO CLANDESTINA

 

As autoridades portuguesas não fazem a mínima ideia de quantos imigrantes ilegais há em solo português. Os números oficiais falam em um milhão e meio mas este número, em meu entender, está muito distante da realidade. ´

Durante vários anos, nos governos de António Costa e do partido socialista, os imigrantes entraram em Portugal aos milhares, sem qualquer tipo de controle, dando origem a um período nebuloso, de expedientes ilícitos e criminosos no respeitante ao processo de legalização dos mesmos, como se veio posteriormente a descobrir.

Em resultado desse período nebuloso, a AIMA  colapsou, a segurança social colapsou e de uma forma geral, isso aconteceu em todas as instituições onde os imigrantes tinham que solicitar documentos.

Mas tudo isto aconteceu porque num curto espaço de tempo, entraram em Portugal mais de meio milhão de imigrantes, oriundos de todos os continentes. Portugal esteve de portas escancaradas e por elas entrou todo o tipo de pessoas, inclusivé muitos criminosos, alguns muito perigosos e até com mandado de captura internacional.

Actualmente, há imigrantes em Portugal, em todo o Portugal, mesmo nos locais mais recônditos, de norte a sul e de este a oeste e há outra coisa gravíssima, a construção de habitações clandestinas e ocupações selvagens, que deveriam mobilizar as autoridades para impedir tais práticas. 

Há milhares de imigrantes a viver em barracas que constroem da noite pró dia, em vários locais na área do concelho de Lisboa, mas o panorama, segundo nos contam, é igual nos outros concelhos do País. Essas barracas são quase sempre construídas em locais ermos, longe do olhar das autoridades e dos transeuntos.

Perguntamos: Como é possível construir bairros com 50, 100, 200, 300 casas, sem que a fiscalização actue e faça cumprir a lei? Sim, como é possível que se construam milhares de barracas? Onde está a fiscalização? Quem é responsável por esta tragédia?

As autoridades portuguesas não sabem quantos imigrantes há em Portugal mas de uma coisa eu tenho plena certeza, a verdade nua e crua, andará à volta de dois milhões de imigrantes, legais e ilegais! Ora, para um pequeno País com pouco mais de dez milhões de habitantes, 20% de imigrantes é demasiado!

domingo, 2 de agosto de 2026

ONGs - COMO SÃO ADMINISTRADAS AS DOAÇÕES?


Muitas pessoas dizem que não colaboram com as ONGs, (Organizações Não Governamentais) de carácter social, porque nas suas estruturas há responsáveis que auferem ordenados milionários e, dessa forma, a maior fatia das doações ou contribuições é consumida com esses encargos.

Sinceramente, penso que em parte, esse pensamento das pessoas estará correcto, atendendo a que essas organizações com ramificações em todo o mundo, exigem uma imensa estrutura em equipamentos e em matéria humana. Haverá concerteza voluntários que prescindem de qualquer tipo de remuneração porque têm posses e decidiram dedicar o seu tempo e as suas economias a ajudar os mais desfavorecidos. Porém, haverá muitos funcionários nessas organizações que não terão poder económico e que vivem exclusivamente das remunerações que recebem pelo trabalho missionário que realizam a ajudar quem precisa.

Na verdade, o ser humano não é perfeito e, infelizmente, por vezes pratica actos e acções que são absolutamente condenáveis e, neste caso das ONGs, apropriar-se de recursos que se destinam a minorar a fome e o sofrimento de milhões de seres humanos em todo o mundo, é de facto a demonstração do mais miserável e vergonhoso carácter humano.

Todas os maus exemplos existem e continuarão a existir até ao juízo final. Porém, não contribuir para minorar tanta carência e desumanidade no mundo, penso não ser a melhor atitude de uma pessoa de bem que se condoi com as notícias que todos os dias e a toda a hora nos informam do sofrimento e da doença e da fome de milhões de pessoas.

E não é uma boa atitude porquê? Todo o ser humano é dotado de inteligência para poder destrinçar o que é bom ou mau. Nesse sentido, cada um é responsável pelos actos e atitudes que pratica na sua vida. Na sequência deste raciocínio, cada um deve preocupar-se consigo próprio e fazer o que está certo, sem se preocupar com aquilo que os outros fazem porque, não tenham dúvidas, quem pratica as más acções é responsável por elas e a sua vida pessoal há-de ter o seu  reflexo.

Por isso, escudarmo-nos na desculpa de não contribuir porque achamos que a nossa contribuição não vai ser bem utilizada, é uma forma habilidosa de tentarmos desculpar-nos da nossa insensibilidade perante o sofrimento dos outros.

Não se desculpe, faça o que deve ser feito.

terça-feira, 21 de julho de 2026

MUNDIAL DE FUTEBOL - DESTA VEZ, VENCEU A MELHOR SELECÇÃO


Perante a decepção com que nos brindaram algumas Selecções, nomeadamente o Brasil, a Alemanha e Portugal, a Espanha é, sem dúvida, uma justa vencedora deste Mundial, a maior prova futebolística do planeta.

A selecção espanhola demonstrou ao longo da competição, ser a equipa mais consistente e organizada, competente na defesa, no meio campo e no ataque, sofreu apenas um golo da Bélgica mas visou as redes adversárias por catorze vezes.

A equipa espanhola joga com grande intensidade, q.b. de agressividade, extraordinário domínio e posse de bola, rapidíssimos na recuperação da bola e fortíssimos no um contra um.

Os jogos terminaram quase todos com resultados tangenciais mas as vitórias da equipa espanhola foram sempre justas e os resultados escassos.

Já a Argentina chegou injustamente à final, levada ao colo pelas más arbitragens, visto que houve casos demasiados nos seus jogos, sempre em prejuízo dos seus adversários. É incompreensível como puderam passar impunes jogadas com faltas gravíssimas, placagens, agarrões, cotoveladas, pontapés e outras agressões físicas e verbais que fizeram com que os adversários fossem desarmados em falta e impedidos de prosseguir as jogadas. 

Sinceramente, a equipa argentina não merecia estar na final e, na verdade, se não contasse com a classe de Leonel Messi, tal não teria acontecido. Veja-se, nos jogos em que Messi não marcou nem assistiu, a Argentina teve grandes dificuldades em vencer os seus adversários.

O Mundo inteiro seguiu o Mundial através das televisões e não gostou da forma violenta como a equipa da argentina se exibiu: viu muita porrada e pouco futebol. Por isso, pudemos ver os povos de todo o mundo, menos o povo argentino, claro, a torcer pela Espanha.

Há um conjunto de Selecções que decepcionaram o mundo do futebol, especialmente o Brasil, a Alemanha e Portugal, para já nem falar da Itália que nem sequer se apurou para o mundial.

Mas a verdade é que o futebol não é uma ciência exacta e, por isso mesmo, num jogo de futebol tudo pode acontecer e é por isso que muitas vezes o mais fraco pode ganhar ao mais forte.

Parabéns Espanha pela brilhante conquista.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

AS FERIDAS QUE O TEMPO NÃO APAGA!...

 

Costuma dizer-se que  o tempo tudo cura.  Eu não estou certo de que seja mesmo assim...

Há feridas que cicatrizam, mas deixam uma marca permanente na memória. Os maus tratos sofridos, as ingratidões, as burlas, as ofensas à honra, as humilhações ou as injustiças podem ser atenuados pelo tempo e, em muitos casos, pela ajuda de familiares, amigos ou profissionais de saúde. No entanto, raramente desaparecem por completo.

O ser humano tem a capacidade de perdoar, mas esquecer é muito mais difícil. Basta um acontecimento, uma palavra, uma imagem ou uma data para despertar recordações que pareciam adormecidas. É como uma brasa escondida e adormecida sob as cinzas: basta um pequeno sopro para voltar a ganhar calor.

O mesmo acontece com os povos. A memória colectiva conserva episódios de sofrimento, derrotas, invasões e conflitos que passam de geração em geração, alimentando sentimentos de pertença, orgulho e, por vezes, de ressentimento.

Foi isso que me ocorreu ao ver o recente jogo entre a Inglaterra e a Argentina, no Mundial de Futebol. Quarenta e quatro anos depois da Guerra das Malvinas, os jogadores argentinos exibiram uma tarja com a frase: "As Malvinas são Argentinas".

Independentemente da posição que cada um tenha sobre esse conflito, o gesto demonstrou que a guerra terminou no campo militar, mas continua viva na memória de muitos argentinos.

Este episódio recorda-nos que o tempo, por si só, nem sempre apaga as feridas da História. As cicatrizes permanecem, tanto nas pessoas como nas nações.

Talvez a verdadeira grandeza não esteja em esquecer o passado, porque isso é muitas vezes impossível, mas em aprender com ele. Recordar sem alimentar o ódio, honrar a memória sem transformar a dor em desejo de vingança e construir um futuro onde os erros de ontem não se repitam.

A memória é um património que nos ajuda a compreender quem somos. Mas só quando caminhamos de mãos dadas com a razão, a tolerância e a paz é que ela deixa de ser um peso e passa a ser uma lição.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

2ª MEIA FINAL: A ARGENTINA ESTÁ NA FINAL!


A velocidade e a agressividade avassaladora dos argentinos derrotou a estratégia inglesa que não conseguiu responder com a mesma bravura às suas sucessivas investidas, especialmenta na segunda parte, onde a superioridade da selecção albiceleste foi por demais evidente.

Aos 55 minutos, contra a corrente do jogo, a Inglaterra inaugurou o marcador e, a partir desse momento, a equipa argentina instalou-se no meio campo inglês e  tomou conta do jogo de forma avassaladora, criando diversas ocasiões para empatar a partida, empate que só viria a surgir aos 85 minutos, com um pontapé fulminante de Enzo Fernandez, bem longe da grande área, sem qualquer hipótese de defesa para Jordan Pickford.

A Argentina continuou a carregar e adivinhava-se a remontada a todo o momento, tantas eram as jogadas de perigo junto à baliza inglesa. O golo surgiu finalmente aos 95+2, quando L. Martinez instalado na grande área, correspondeu brilhantemente de cabeça a um cruzamento perfeito, saído dos pés de Messi.

Quem assistiu ao jogo, ficou cedo com a ideia de que a Inglaterra dificilmente passaria à final do mundial, mesmo depois de inaugurado o marcador. Hoje, a Argentina ganhou com mérito mas de facto a agressividade dos jogadores ultrapassou em alguns momentos, os limites máximos da agressividade e, nesse aspecto, acho que alguns cartões ficaram por mostrar.

Esperava mais da Inglaterra que depois de inaugurar o marcador deixou praticamente de jogar, limitando-se a defender. Deu uma fraca imagem do seu valor e foi justamente afastada da final.

A final Espanha/Argentina vai ser renhida e de difícil prognóstico. Que vença o melhor.

SELECÇÃO ESPANHOLA MAIS PRÓXIMA DO TÍTULO MUNDIAL!

É claro que o futebol não é uma ciência exacta e num jogo tudo pode acontecer. Um pequeno detalhe pode decidir o resultado do jogo: uma desatenção da defesa, uma penalidade não intencional, lesão de um atleta preponderante, expulsão de um jogador ou mesmo uma má arbitragem, podem alterar o resultado final, ficando-se com a sensação de que a melhor equipa em campo não conseguiu vencer. E a verdade é que esta situação já aconteceu imensas vezes e vai continuar a acontecer.

Neste mundial, temos assistido a todos esses detalhes que mencionei e, no caso da arbitragem, há realmente selecções com fortes razões para se queixarem, em face da dualidade de critérios relativamente aos contendores.

Porém, não é dos detalhes nem das arbitragens que quero falar. Hoje, quero realçar a vitória claríssima da Espanha sobre a França, cujo resultado de 2-0 é lisonjeiro para os franceses. De facto, foi uma surpresa decepcionante a sua exibição ao longo de todo o jogo, o qual foi dominado e controlado pelos espanhois do primeiro ao último minuto.

Face à demonstração futebolística a que tínhamos assistido até então relativamente às duas equipas, prevíamos um jogo muito mais equilibrado e intenso de parte a parte. Porém, a intensidade só existiu da parte dos espanhóis na velocidade, nas bolas divididas, nos desarmes e na posse de bola. A Selecção Francesa não conseguiu gisar um ataque à baliza adversária com cabeça, tronco e membros, porque nunca conseguiram evitar a superioridade adversária em todos os capítulos.

É claro que num jogo de futebol tudo pode acontecer e os melhores de ontem podem ser os piores de hoje mas de facto, os espanhóis deram um grande passo na possibilidade de vencerem este campeonato mundial de futebol.

E, veja-se: a Espanha começou por empatar com a selecção coboverdiana, estreante nestas lides de campeonatos do mundo e depois afastou justamente a selecção portuguesa, uma das melhores selecções deste mundial, que nesse confronto também não esteve à altura dos seus pergaminhos, nem colectiva nem individualmente.

Hoje à noite vamos ver qual será o outro finalista: se será a Inglaterra ou a Argentina. Qualquer uma destas selecções, pelo que lhes tenho visto jogar, estão ao alcance do poderio futebolístico espanhol que se tem mostrado técnica e tacticamente em excelente forma.

Da Argentina apenas uma nota: Messi é um jogador excepcional mas as arbitragens têm-no levado ao colo e empurrado a a sua selecção até às meias finais e provavelmente até à final.

A ver vamos. Porém, acredito que com uma arbitragem imparcial, a Espanha levará de vencida a Argentina.