quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CSKA / BENFICA - RESULTADO E EXIBIÇÃO MAIS QUE PREVISÍVEIS!!!


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Poderíamos, sem qualquer dificuldade, escrever antecipadamente a crónica deste 5º jogo da Liga dos Campeões entre o CSKA Moscovo e o Sport Lisboa e Benfica, tal é a previsibilidade da actuação da equipa encarnada!

Sabíamos antecipadamente que o Benfica não iria ter argumentos para impor uma derrota à equipa adversária, na medida em que, esta época, o seu futebol é demasiado pobre para poder ter alguma possibilidade de êxito e é por isso mesmo que no final do 5º jogo, o Benfica soma 5 derrotas, 12 golos sofridos e apenas 1 golo marcado, tendo como adversários, pelo menos duas equipas de igual valia, o CSKA e o Basileia, com os quais não conseguiu somar um único ponto! É obra! Fica a faltar o jogo com o Basileia em Lisboa e, sinceramente, face ao futebolzinho apresentado até ao momento, quer na Primeira Liga, quer na Liga dos Campeões, não nos surpreenderá se a equipa Suíça vier a Portugal alcançar mais uma vitória. É preciso lembrar que no jogo da primeira mão, os encarnados foram copiosamente cilindrados por 5-0!

Creio que neste momento, das 32 equipas que constituem os 8 grupos de apuramento para os oitavos de final, apenas uma equipa tem pior registo que o Benfica, com 0 pontos, 15 golos sofridos e 0 golos marcados. Trata-se do Anderlecht, do grupo B, que tem como adversários PSG, Bayern e Celtic de Glasgow.

Temos visto alguns jogos do Benfica via TV e Internet e na verdade tem sido uma grande desilusão. Temos visto exibições decepcionantes de uma equipa desorientada, intranquila e pouco agressiva. O futebol é demasiado pausado, com muita pouca pressão sobre o adversário, demasiados passes errados, fraquíssima no um para um e quase nunca leva a melhor nos ressaltos e lances divididos. Por outro lado, a equipa do Benfica tem-se revelado uma autêntica nulidade nas jogadas de ataque em que normalmente perde a bola infantilmente e, sinceramente, não existe uma equipa mecanizada com jogadas estudadas e ao primeiro toque. É tudo muito forçado, aos repelões, sem cérebro e sem objectividade.

Neste cenário, não admira que o campeão em título do futebol português se encontre classificado no 3º lugar da Primeira Liga, a 5 pontos do rival FCP e tenha protagonizado uma tão medíocre e vergonhosa presença na Liga dos Campeões Europeus.

Rui Vitória soma mais um recorde negativo: depois da derrota mais volumosa na história da Taça e Liga dos Campeões (5-0), soma agora 5 derrotas em 5 jogos e vê a equipa sofrer 12 golos e apenas um golo marcado! É uma participação humilhante e desprestigiante!

A Nação benfiquista não compreende como é que uma equipa tetracampeã está a protagonizar uma época tão decepcionante! Há culpados para este insucesso e seria bom para o Clube que os dirigentes reconhecessem isso e rectificassem rapidamente o que está mal.

De resto, quando falta apenas uma jornada para se completar esta fase de grupos, dar os parabéns ao Futebol Clube do Porto que mantém intacta a esperança de chegar aos oitavos de final da Champions e também ao Sporting que nesta jornada, ao derrotar o Olimpiakos por 3-1, assegurou o 3º lugar no grupo e a passagem à Liga Europa. Os dois rivais do Benfica tiveram um comportamento muito meritório na fase de grupos, com exibições de grande nível e a conquista de 2 vitórias e um empate que lhes renderam 7 pontos. No caso do Sporting, dificilmente poderá alcançar os oitavos de final mas no que diz respeito ao FCP, isso está ao seu alcance, basta que vença o Mónaco na última jornada, no Dragão.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

AGÊNCIA EUROPEIA DO MEDICAMENTO - RIVALIDADES POLÍTICAS PREJUDICARAM A CANDIDATURA PORTUGUESA

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Numa primeira apreciação, o governo tinha decidido, e bem, candidatar Lisboa à Agência Europeia do Medicamento, actualmente sediada em Londres, onde deixará de operar a partir de 2019, na sequência do Brexit.

Portugal é um País pequeno e de reduzida influência política no contexto europeu. Logo, qualquer candidatura europeia protagonizada por Portugal tem que ser suficientemente forte, quase a roçar a excelência, para ter alguma probabilidade de êxito.

Lisboa, era sem dúvida, uma excelente candidatura, porque goza actualmente de grande prestígio e notoriedade a nível mundial e cumpria a maioria dos requisitos técnicos nessa corrida à EMA, em que participavam mais 18 cidades europeias.

Porém, devido a lutas políticas partidárias de que Portugal nunca sai beneficiado, o governo deixou cair a proposta inicial, acabando por aceitar e concordar com a candidatura do Porto. Infelizmente, os políticos colocam sistematicamente os seus interesses pessoais à frente dos interesses do País e, neste caso, mais uma vez aconteceu. Lisboa reunia melhores condições para lutar pela vitória e se a alcançasse, era Portugal no seu todo que ficaria a ganhar.

O ditado é simples e muito antigo: "A UNIÃO FAZ A FORÇA". Pois em Portugal assiste-se constantemente à desunião das forças políticas com influência na governação, prejudicando gravemente os interesses do País e da sua população.

Quando será que os agentes políticos tomarão consciência de que os seus actos e atitudes terão que ser sempre tomados em função dos superiores interesses da Nação?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

PORQUE SÃO AS FORÇAS POLICIAIS VÍTIMAS DE CONSTANTES AGRESSÕES?


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Ultimamente, os casos de agressões às forças policiais têm aumentado exponencialmente e quase todos os dias ouvimos ou lemos notícias sobre essa lamentável realidade. 

Somos a favor da lei, da justiça e da razão, esteja ela do lado dos agentes policiais ou dos cidadãos mas não aceitamos que cada um faça justiça por suas próprias mãos. Se o polícia agiu de forma inadequada, deve ser objecto de uma queixa ao Comando respectivo e se, pelo contrário, foi o cidadão a infringiu a lei, este deve ser punido de acordo com o estipulado na lei. Polícias e cidadãos têm o dever de se respeitar e nunca por nunca tentar substituir-se aos órgãos judiciais.

Então porque é que chegámos a esta tão grave situação de vermos tantos agentes da autoridade desrespeitados e agredidos, por vezes selvaticamente?

Em minha modesta opinião, por uma razão muito simples: brandura, ineficácia e impunidade da justiça. Na verdade, tem que ser atribuída à justiça uma enorme quota parte de responsabilidade na crescente onda de desrespeito que se tem verificado para com as forças policiais, precisamente porque os Senhores Magistrados que aplicam a justiça têm sistematicamente ilibado e permitido que gozem de vergonhosa impunidade, toda a espécie de perigosos marginais, muitos deles com cadastro e responsáveis pelo cometimento dos mais variados crimes.

Inacreditavelmente, muitos criminosos apanhados pelas forças policiais em flagrante delito e levados a tribunal, são sistematicamente absolvidos e soltos por esses senhores que administram a justiça, ridicularizando, vexando e desautorizando o papel dos agentes envolvidos que depois são também objecto de chacota dos próprios marginais que deviam ter ficado presos mas que o juiz, vamos lá a saber porquê, decidiu perdoar-lhes e permitir que fiquem livres para voltarem a cometer os mesmos ou ainda mais graves crimes.

Algo vai muito mal na justiça à portuguesa. Temos tido conhecimento de muitas decisões que envolvem sentenças em julgamentos que nos deixam perplexos e indignados porque, pela natureza dos crimes, jamais poderíamos imaginar punições tão leves.

Se há polícias que não têm perfil para desempenhar tão nobre profissão que sejam afastados mas no geral, as forças de segurança têm que ser respeitadas e o Estado tem o dever e a obrigação de garantir esse respeito, produzindo legislação adequada para as proteger.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

QUE GRANDE JORNADA DE SOLIDARIEDADE PARA COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS!!!

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Ontem assisti, via televisão, a mais um jogo particular de solidariedade para com as vítimas dos incêndios do Verão e do Outono que atingiram, tragicamente, dezenas de famílias, "roubando-lhes" a vida dos seus entes queridos e todos os bens materiais adquiridos com o fruto do seu trabalho abnegado e esforçado ao longo de uma vida.

Valeram as centenas de milhar de euros provenientes da receita porque o jogo, em si, não prestigiou grandemente a Selecção Portuguesa de Futebol, cujos jogadores que estiveram em campo, embora esforçados, nunca se encontraram como equipa, e, por isso mesmo, realizaram uma pobre exibição com a Selecção dos Estados Unidos da América, cujo resultado terminou milagrosamente empatado a uma bola, graças a um monumental frango do guardião americano.

Todavia, constatei uma vez mais a imensa generosidade do povo português que faz questão de nunca faltar com a sua solidariedade perante as trágicas desgraças que com frequência se verificam em Portugal.

Desta vez, os portugueses, chocados com a dimensão dos fogos e com as suas trágicas consequências, já contribuíram com milhões de euros, em dinheiro e material diverso, dádivas que, pelos vistos, têm sido canalizadas para prestar o indispensável apoio a quem tudo perdeu, substituindo, até ao momento, passados que são mais de 4 meses sobre os incêndios de Julho e mais de 1 mês sobre os de Outubro, o apoio do Estado, cujos membros do Governo falam muito e prometem muito mas, na prática, tudo isso não passa da habitual retórica do blá blá blá, porque aos que sofreram tão graves perdas, o Governo ainda não reparou nada.

Para o Governo não há situações de emergência em que é necessário ajudar imediatamente. Quem sofre e quem precisa, que espere pelas demoradas decisões dos governantes que não conseguem encarnar os problemas dos outros, colocar-se na pele deles e actuar como se deles próprios se tratasse.

Todos os dias oiço queixas e lamentos das vítimas dos incêndios, nos diferentes noticiários informativos sobre a falta de ajuda do Governo, dizendo que apenas têm tido a ajuda das pessoas e de algumas instituições de solidariedade social, a quem muito agradecem.

À falta de melhor, aconselho os governantes portugueses a pôr os olhos nas autoridades galegas e nas medidas que tomaram relativamente às consequências dos incêndios. Que diferença abismal entre as medidas galegas e portuguesas! Além disso, em Portugal, este Governo não faz nada de moto próprio, anda sempre a reboque do que diz o Senhor Presidente da República, que tem sido incansável na denúncia dos problemas e empenhadíssimo na sua resolução, visitando com frequência as gentes dos concelhos atingidos para lhes levar a sua solidariedade e uma palavra de amizade e esperança.

Oxalá que todos os recursos doados pela grande generosidade dos portugueses sejam irrepreensivelmente administrados e totalmente canalizados para ajudar aqueles que foram efectivamente vítimas dos incêndios. Se isso acontecer, muitas dessas pessoas voltarão a refazer as suas vidas e, com o tempo, talvez possam ultrapassar o trauma de terem passado por tão grande tragédia. 

sábado, 11 de novembro de 2017

SERÁ UTOPIA ESTA VISÃO SOBRE O DESPORTO NACIONAL?

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O desporto nacional vive à décadas mergulhado num clima de criminosa promiscuidade, onde tudo é possível e permitido, sendo que os mais prejudicados são precisamente aqueles (poucos) que vão respeitando as normas desportivas e se recusam a pactuar com ilegalidades.

Tem sido no futebol onde mais se tem prevaricado. Os dirigentes não olham a meios para se poderem beneficiar a si próprios e aos seus clubes. Praticam actos à margem dos regulamentos que envergonham o desporto e, como figuras públicas que são, transmitem exemplos miseráveis aos seus concidadãos.

A gravidade de algumas das infracções cometidas por certos dirigentes, caso fossem devidamente analisadas, daria matéria incriminatória suficiente para irradiar dirigentes e outros agentes desportivos e até para despromover os clubes a que pertencem. No entanto, neste País do faz-de-conta, em que as instâncias desportivas não têm a coragem e a independência necessárias para cortar a direito, nada lhes acontece.

A corrupção na arbitragem, o compadrio, a promiscuidade a todos os níveis, o desrespeito pelos adversários, pelos dirigentes das instituições que regem o desporto  e respectivos regulamentos, tem sido absolutamente escandaloso ao longo de décadas e não há meio de se acabar com essa triste realidade.

Em meu modesto entender, só haveria uma forma de colocar tudo nos eixos: esquecer tudo o que se passou até agora, virar a página e iniciar uma nova era, tomando as seguintes medidas: 
  1. Afastar todos os dirigentes conotados com o passado vergonhoso do nosso desporto nacional e impedir que gente incompetente e sem a idoneidade e independência suficientes se candidate a qualquer cargo desportivo.
  2. Rever os regulamentos disciplinares de forma a agravar substancialmente as actuais penalizações.
  3. Em casos de erros grosseiros dos órgãos disciplinares na aplicação da justiça desportiva, que seja criado um órgão disciplinar independente com poderes para julgar os julgadores e aplicar-lhes penas pesadas.
  4. Os regulamentos disciplinares revistos devem colocar em evidencia, como palavra-chave, o RESPEITO e prever gravíssimas penalizações para os infractores. Em nenhuma circunstância, nesta nova era, se deve permitir a falta de RESPEITO.

Nesta nova era, não haveria mais lugar para condescendências, compadrios e impunidades. Todos os prevaricadores seriam exemplarmente punidos de acordo com o estipulado nos regulamentos, sem olhar ao nome, cargo, estatuto social, económico ou político. 

Com estas medidas, a jagunçada que campeia no nosso desporto nacional e que o cobriu de vergonha, repetidamente, ano após ano, seria rapidamente filtrada e excluída, deixando os seus lugares livres e à disposição daqueles que amam e querem o melhor para o desporto e que nunca se reviram nos métodos mafiosos e antidesportivos que estiveram em  vigor nas últimas décadas.

Sonhar ainda não é proibido. Mas do sonho à realidade, na maior parte dos casos, vão anos-luz de distância e, por isso mesmo, isto que acabei de escrever não passa de uma mera utopia, um daqueles devaneios que de vez em quando assaltam o espírito do autor deste blogue.

domingo, 5 de novembro de 2017

CHUVA ABENÇOADA

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Ao sexto mês de rigorosa seca, eis que chega a tão ansiada chuva! Foram seis meses consecutivos sem chover, com início na Primavera e que se prolongou por todo o Verão e início do Outono. Foram meses difíceis para a agricultura e pecuária mas também fatais para a propagação dos incêndios que lavraram desenfreados por todo o País e que provocaram uma destruição nunca vista e a morte de 110 pessoas. Uma tragédia imensa que emocionou o País e enlutou centenas de famílias, a quem "roubou" a esperança e a alegria de viver.

A água é fonte de vida. Sem ela, este maravilhoso planeta seria estéril. Todos os seres vivos dependem da água.

A natureza é extraordinariamente generosa, põe à disposição da humanidade tudo quanto necessita para sobreviver. Dá-nos a água, esse preciosíssimo líquido de que tanto necessitamos, dá-nos o sol, esse astro maravilhoso  que nos ilumina e nos aquece e dá-nos o ar que respiramos.

Porém, a natureza é imprevisível, não obedece nem às leis nem às regras da humanidade. Não chove quando o homem precisa e quer que chova. Chove quando a natureza cria condições para que isso possa acontecer. Porém, essas condições, podem não ter lugar durante longos períodos.

Como em tudo na vida, é necessário prevenir. Em caso de seca prolongada como agora aconteceu, há que garantir uma reserva de água suficiente para suprir a falta de chuva. Compete ao Estado dotar o País das infraestruturas necessárias para a captação e armazenamento da água da chuva, de forma a que essas reservas possam aguentar e suprir todo o impacto de longos períodos de seca.

A seca de 2017 veio confirmar a carência de barragens e albufeiras, distribuídas com critério de norte a sul do País. A solução está no máximo aproveitamento da água da chuva. Enquanto não forem construídos os reservatórios suficientes, as secas continuarão a atormentar o País e os portugueses.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SURPRESAS MUITO DESAGRADÁVEIS!!!


Limite de velocidade na Av. Santos e Castro: 50 km/hora!!!


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Anteontem, cerca das 14,40 horas, quando seguia pela Avenida Santos e Castro, no sentido Alta de Lisboa/Segunda Circular, com destino à Rua Marquesa de Alorna em Alvalade, a transportar os meus netos ao cabeleireiro, tive uma surpresa muito desagradável.

Durante alguns segundos, verifiquei pelo espelho retrovisor que um carro de côr escura se mantinha atrás de mim, a cerca de 200 metros de distância. Não desconfiei de nada e continuei a viagem a cerca de 115/120 kms/hora. Quando vou a entrar na última curva antes de chegar ao nó das Calvanas, verifiquei que o tal carro que seguia atrás de mim se aproximou com o "pirilampo" ligado e um dos agentes a fazer sinal para encostar.

O carro descaracterizado, não sei de onde apareceu porque eu não o ultrapassei e se assim foi, uma vez que eu ia a cerca de 120 kms/hora, para me alcançar teve que atingir uma velocidade de mais de 150 kms/hora, sem qualquer tipo de sinalização e, por isso mesmo, também em transgressão. Para fazer o que foi feito, esta patrulha da polícia teria que assinalar "marcha de urgência" desde o início da perseguição mas apenas o fez quando se aproximou da minha viatura.

Independentemente do ocorrido, estamos a falar de uma via rápida com separador central e três faixas de rodagem em cada sentido. Junto a esta Avenida não há casas de habitação, não há empresas e não existem passadeiras para peões. De um lado fica a fronteira com o aeroporto, com vedação a todo o comprimento e do outro, até ao Eixo Central, ficam terrenos,  ainda a monte.

Esta Avenida não tem qualquer tipo de sinalização, tanto na entrada norte como na entrada sul. Quase todos os dias faço uma ou duas viagens nela e nunca viajei a menos de 80/90 km/hora. Sempre pensei que a velocidade limite fosse, no mínimo, 80 km/hora. Pois bem, fiquei a saber que a velocidade autorizada na Avenida Santos e Castro, é 50 km/hora! Fiquei estupefacto, porque não se trata de uma via dentro da cidade, nem tão pouco causa qualquer perigo às pessoas.

Pois meus amigos, a velocidade que foi registada nem sequer condizia com a velocidade a que eu ia. Eu ainda protestei mas o agente logo me sossegou: Olhe, senhor condutor, tanto faz 115, 120, 130 ou 140 km/hora, porque cometeu uma infracção ao código de estrada "muito grave" quando ultrapassou os 111 km/hora e, nesse sentido, o valor dessa infracção é de 500 euros.

Fiquei sem palavras. Caíram-me os tomates ao chão. Não valia a pena reclamar nem pedir clemência, embora estivesse revoltado com aquele tipo de actuação para caçar multas. Portanto, depois de articular algumas palavras de circunstância, peguei no cartão de crédito e prontifiquei-me a pagar.

Meu Deus, nessa Avenida, no sentido norte/sul, com o carro em ponto morto, é necessário travar para não se ultrapassar os 50 km/hora.

Sinceramente, isto é uma brincadeira de mau gosto mas é também, acima de tudo, o resultado de muita incompetência por parte de quem tem a responsabilidade de apurar as condições e definir os "limites de velocidade".

Já vivi em Países onde as polícias ajudam os cidadãos de bem. Em Portugal, é tudo ao contrário. Para os marginais, Portugal é um paraíso.