Nada me move contra Leonel Messi que até considero um jogador extraordinário. Se não existisse Cristiano Ronaldo, provavelmente eu até teria uma maior simpatia e admiração por ele.
Na verdade, embora não sendo ele o culpado de receber os títulos de "melhor do mundo" que lhe atribuíram, Ronaldo foi injustiçado em pelo menos duas épocas, quando merecia ser considerado o vencedor e esse galardão foi atribuído a Messi.
Volto a repetir: nada me move contra Leonel Messi que não tem culpa da desonestidade e das injustiças praticadas pelos Senhores que mandam na UEFA e na FIFA e que ao longo dos seus mandatos têm beneficiado uns em detrimento de outros, tratando uns como filhos e outros como enteados.
Neste Mundial, essa pouca vergonha continua com arbitragens habilidosas que em circunstâncias idênticas, as faltas só são marcadas contra os adversários de Messi.
Na fase de grupos, a Argentina passou com alguma tranquilidade, vencendo os três jogos: Jordânia 3-1, Austria 2-0 e Argélia 3-0. Segundo as crónicas desses jogos, as arbitragens beneficiaram sempre a Argentina. E houve lances muito polémicos e escandalosos. lembro-me de um lance em que Messi atinge violentamente o adversário na perna direita, por trás, um lance para cartão vermelho e o árbitro nem cartão amarelo mostrou. Critérios manifestamente tendenciosos e escandalosos que têm poupado Messi ao cartão amarelo e à expulsão em varias situações, empurrado a Argentina para os 16 avos de final, para os oitavos de final e agora, para os quartos de final, num jogo em que a arbitragem foi mais uma vez parcial e desonesta, penalisando a equipa do Egito de forma escandalosa.
Aconselho as pessoas a rever o jogo com Cabo Verde e agora com o Egito para constatarem essa dualidade de critérios da arbitragem, em alguns lances mesmo escandalosa e que, mesmo assim, com Cabo Verde o jogo chegou ao final empatado a 2 golos, sendo necessário recorrer ao prolongamento para decidir quem seguiria para os oitavos de final e aí, a Argentina chegou ao 3-2 através de um autogolo de Disney Borges.
A grande Argentina de Messi, só no prolongamento e através de um autogolo conseguiu ultrapassar uma equipa que participou pela primeira vez num mundial e diga-se, de forma brilhante, porventura com grandes hipóteses de seguir em frente, caso tivesse sido bafejado com a arbitragem com que foi brindada a Argentina.
O espectáculo da arbitragem tendenciosa repetiu-se contra o Egito com penalte duvidoso e com golo validado precedido de jogada irregular. A análise da jogada irregular serviu para anular um golo ao Egito mas já não serviu para fazer o mesmo relativamente à Argentina.
A minha estupefacção relativamente às arbitragens consiste no facto de serem tão escandalosas no favorecimento a determinadas Selecções, estando no topo Messi e a Argentina.
As equipas consideradas mais modestas têm dado cartas neste mundial e acredito que se não fossem tão prejudicadas pelas arbitragens, teriam possibilidades de fazer ainda melhor.