quinta-feira, 30 de abril de 2026

SABER DISTINGUIR OS AMIGOS


No caminho da vida, aprendemos que nem todas as amizades têm o mesmo peso nem o mesmo valor.

Há quem se aproxime apenas quando precisa, fazendo dos outros um apoio conveniente, quase invisível, fora dos momentos de interesse.

Essas relações, embora por vezes antigas, merecem reflexão.

Por outro lado, existem aquelas pessoas raras que nunca exigiram nada, mas que estiveram presentes nos momentos mais difíceis, oferecendo apoio, compreensão e presença sincera. São essas que, muitas vezes em silêncio, demonstram o verdadeiro significado da amizade.

Vale a pena, por isso, olhar com atenção para o nosso círculo de amizades. Saber distinguir quem apenas passou pelas nossas vidas de quem realmente caminhou ao nosso lado.

Aos primeiros, talvez baste a distância serena. Aos segundos, devemos gratidão, estima e, sobretudo, reciprocidade.

Porque os verdadeiros amigos não são os que mais pedem, mas sim os que mais dão — e permanecem.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

NA EUROPA, LÍDERES POLÍTICOS FORTES, PRECISAM-SE!

Quem olha para o panorama europeu no que respeita a líderes políticos, constata que há, efectivamente, uma enorme falta de líderes fortes, tanto na defesa dos seus próprios Países como na defesa do Continente Europeu e da CEE.

Os fracos líderes europeus têm anulado completamente a Europa no contexto político mundial e, actualmente, não é tida nem achada na discussão dos importantes temas globais, sendo completamente maltratada, achincalhada e ignorada pelo presidente americano, a quem os líderes europeus não foram capazes de responder à letra, por incompetência ou covardia política. 

O comportamento do presidente americano relativamente à Ucrânia e ao Médio Oriente, é completamente errado e tem prejudicado o esforço europeu na ajuda que tem prestado à Ucrânia. O presidente americano cancelou todas as ajudas à Ucrânia e tem privilegiado o entendimento com o presidente russo Vladimir Putin e, ao contrário, tem recriminano e culpado Volodimir Zelensky pela guerra que a Rússia iniciou. Também não se compreendem muito bem as razões porque declarou guerra ao Irão mas sabemos todos muito bem o que aconteceu a seguir a nível mundial com o encerramento do Estreito de Ormuz: os preços dos combustíveis dispararam para preços recorde e, em consequência, todos os outros produtos aumentaram exponencialmente, tornando cada vez mais difícil a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, algo que a ele pouco incomoda porque até lucra com esta situação de guerra.

De facto, a Europa perdeu relevância internacional e tudo por culpa dos fracos líderes que tem. Onde estão os grandes líderes de outrora e que fizeram da Europa o centro do mundo? Que é feito das gerações que lhes sucederam? Porque não geraram grandes líderes? É de facto intrigante e causa alguma perplexidade o facto de não se vislumbrarem grandes líderes europeus e mundiais e sem líderes fortes, o mundo não avança.

Ao falar da falta de líderes, vem a propósito, o nome de PÉTER MAGYAR, advogado de 44 anos que no dia 12 de abril, em eleições legislativas, destronou Viktor Orbán, que governava a Hungria à 16 anos.

Péter Magyar parece ser um líder forte, pela forma corajosa como denunciou os abusos da governação de Viktor Orbán e pela forma inteligente como soube transmitir essas denúncias ao povo húngaro a quem convenceu plenamente, uma vez que lhe deram uma vitória estrondosa com maioria de dois terços. Mais: Magyar tratou o Presidente da República como uma marioneta ao serviço do ex-primeiro ministro e um facilitador de todas as inúmeras irregularidades que cometeu. E disse mais: o presidente Tomás  Sulyok não tem competência para exercer  o cargo e, por isso, deve demitir-se imediatamente. Ao contrário de Viktor Orbán que era pro-russo, o actual primeiro ministro é pró-europeu e isso é fundamental para que a Comissão Europeia possa tratar dos diferentes dossiers entre dirigentes que defendem as mesmas causas e têm interesses comuns. Viktor Orbán era um intruso na UE e um espião ao serviço de Vladimir Putin.

Claro que não sei ler nas estrelas mas Péter Magyar parece-me um líder capaz de fazer história na Europa. O tempo se encarregará de nos dar uma resposta. 

sábado, 18 de abril de 2026

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL CONTRADIZ REPRESENTAÇÃO DEMOCRÁTICA!


Durante meses, os três maiores partidos do nosso regime democrático, envolveram-se em disputadíssimos processos reivindicativos para os diversos órgãos do Estado, inclusivé o Tribunal Constitucional.

O controle dos órgãos do Estado sempre foi uma prioridade dos partidos da área governativa, PSD e PS e, na prática, sempre se entenderam perfeitamente ao longo de meio século, dividindo mais ou menos equitativamente esses lugares, mas sempre com algum avanço do PS relativamente ao PSD.

Actualmente, o espectro partidário é bem diferente, já que o Chega se intrometeu entre os dois e se transformou, em 6 anos, no segundo maior partido com representação na Assembleia da República e, por via disso, deveria ser também contemplado, na proporção da sua dimensão, nos diferentes órgãos do Estado.

Ora aqui é que a porca torce o rabo, porque os dois partidos a que pertencem os detentores desses lugares, numa atitude antidemocrática, não aceitam que o Chega tenha direito a nomear alguns desses representantes.

Feita a respectiva escolha para o Tribunal Constitucional, constato que André Ventura perdeu o confronto reivindicativo, uma vez que não conseguiu fazer eleger qualquer membro, para além de si próprio, lugar que por direito lhe pertence, na qualidade de líder da oposição e que os outros dois partidos distribuem entre si, equitativamente, os restantes 18 lugares.

Resumindo, os dois partidos que governaram Portugal nos últimos 50 anos, continuam a querer ser os "donos disto tudo", porque a democracia para eles é açambarcar o mais que puderem as estruturas fundamentais do estado de direito, pouco se importando que o povo tenha atribuído ao Chega um papel representativo importantíssimo na denúncia dos podres da democracia que os dois partidos implantaram em Portugal após a revolução dos cravos.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

HUNGRIA E EUROPA LIVRARAM-SE DE VIKTOR ORBÁN


Viktor Orbán, na qualidade de primeiro ministro, liderou a Hungria durante 16 anos e, nesse longo período, fez aprovar diversas alterações à Constituição, no sentido de lhe facilitar o acesso aos órgãos do poder e tornar cada vez mais difícil o trabalho da oposição.

Viktor Orbán, governou com mão de ferro e feriu de morte a democracia ao restringir liberdades, com o controle da imprensa e da justiça e, como se isso não bastasse, também se envolveu em esquemas fraudulentos e corrupção que prejudicaram o povo húngaro. 

A sua governação foi marcada pela construção de uma "democracia iliberal", que culminou na sua derrota eleitoral em abril de 2026. Para além dos grandes "pecados" governativos, o seu maior erro estratégico final, foi subestimar o grande descontentamento interno, que permitiu a ascensão meteórica de Péter Magyar e do partido Tisza. Este movimento capitalizou o desgaste de 16 anos de poder e o sentimento de que o governo se tinha tornado uma "tirania moderna" focada na sobrevivência da sua própria elite.

Durante os seus longos 16 anos de governação, Viktor Orbán abusou do poder em seu benefício e entre outras medidas, reformou o sistema judicial para aumentar o controlo político sobre os tribunais; capturou os media através de aliados comerciais e da criação da fundação KESMA, o seu governo consolidou um vasto império mediático que abafou vozes críticas e transformou os meios estatais em órgãos de propaganda; a corrupção e o clientelismo abrangia o sistema de concursos públicos, os quais favoreciam um círculo restrito de empresários próximos de Orbán (como Lőrinc Mészáros), desviando fundos da UE para fortalecer a elite política do regime. 

Mas Viktor Orbán também criou uma guerra permanente com a União Europeia, boicotando acordos diversos, inclusive o financiamento à Ucrânia. A sua proximidade com o Kremlin e Vladimir Putin, fizeram com que obstruisse sistematicamente sanções e ajuda à Ucrânia, deixando a Hungria isolada dentro da UE e da NATO.

A estrondosa derrota sofrida em 13 de Abril, deve-se essencialmente à sua proximidade ao regime autocrático de Putin, à sua política negacionista com a UE e, também porque o povo húngaro estava cansado do seu autoritarismo e sem esperança de uma vida melhor.

A vontade de mudança da nação húngara era tão forte que de nada valeu a Orbán o apoio recebido dos presidentes dos EUA e da Rússia, facto que os deve ter deixado profundamente envergonhados.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

POEMA - O AMOR NAS ESTAÇÕES DA VIDA


O Amor nas Estações da Vida

O amor, quando é puro e verdadeiro,
Não conhece pausas nem estação,
Vive em cada gesto, em cada dia inteiro,
Como luz constante no coração.

Na Primavera, renasce em flor,
Leve como brisa ao amanhecer,
Traz nos olhos o brilho do amor,
E na alma vontade de viver.

No Verão, aquece com intensidade,
Arde em chama doce sem ferir,
É entrega, é ternura, é verdade,
É no outro que se aprende a sorrir.

No Outono, amadurece com o tempo,
Ganha raízes, força e compreensão,
Aceita a vida em cada momento,
Com paciência, carinho e união.

No Inverno, abriga-se com calor,
Não teme o frio nem a escuridão,
Agradece a vida, celebra o amor,
E encontra paz em cada estação.

(mcm)

O AMOR É COMO O TEMPO

 

O amor entre duas pessoas devia ser constante, como uma brisa suave que nunca se interrompe — cheio de harmonia, tolerância e compreensão em todos os dias da vida.

Mas a verdade é que nem sempre é assim. Pela minha própria experiência e do que tenho observado tambbém nos outros, ao longo dos anos, o amor é como o tempo: muda, transforma-se, passa por diferentes estações.

Há momentos em que é quente e intenso como o Verão, cheio de luz e energia. Outros, leves e alegres como a Primavera, onde tudo parece mais bonito e florido. Mas também existem fases mais silenciosas e tristes, como o Outono, em que a chama parece diminuir. E, por vezes, surgem dias frios e difíceis, como no Inverno, onde a paciência e a compreensão parecem faltar.

Nem sempre acertamos — ora por um, ora por outro. Mas o mais bonito é que esses momentos são passageiros. No fundo, o que fica é a vontade de continuar, de recomeçar, de voltar ao calor do Verão e à leveza da Primavera.

Porque, apesar de tudo, quando o amor é verdadeiro, encontra sempre o caminho de volta.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

POEMA - O AMOR É COMO O TEMPO

 

O AMOR É COMO O TEMPO

O amor entre dois corações
Devia ser brisa constante,
Suave, serena, sem estações,
Eternamente harmonizante.

Devia viver em cada dia
Com ternura, paz e compreensão,
Num laço feito de alegria,
Sem sombras no coração.

Mas a vida, sábia e imperfeita,
Mostra-nos outro sentir:
Nem sempre a chama é perfeita,
Nem sempre é fácil florir.

O nosso amor é como o tempo,
Caprichoso no seu andar:
Ora ardente, pleno, intenso,
Como o Verão a brilhar.

Ora leve, doce e colorido,
Risonho como a Primavera,
Onde tudo é mais florido
E a alma em festa espera. 

Mas há dias de folha caída,
Silêncios de um Outono interior,
Onde a chama parece perdida
E se entristece o amor.

E chegam também frios instantes,
De Inverno duro e agreste,
Com palavras menos tolerantes
E um céu cinzento que entristece.

Mas mesmo nesses dias sombrios,
Há algo que insiste em ficar:
Um calor escondido nos vazios,
Uma vontade de recomeçar.

Porque o amor, embora inconstante,
Tem raízes que não se vão,
E volta, firme e radiante,
Ao calor do Verão.

E regressa, leve e singelo,
Como a Primavera em flor,
Recordando, doce e belo,
Que vale sempre a pena o amor.

(mcm)