Em Portugal, as Forças da Ordem, provavelmente tendo em atenção o que se passa na Europa, têm agido de forma preventiva, não dando muito espaço aos manifestantes e obrigando-os a cumprir a lei.
Aqueles que se têm insurgido contra a actuação da Polícia, deviam preocupar-se em manifestar-se no estrito cumprimento da lei, colaborando com as forças da ordem para que em Portugal não se verifiquem os trágicos acontecimentos ocorridos na Europa e, nesse sentido, manifestantes bem intencionados e preocupados com a manutenção da ordem pública e população em Geral, deviam estar gratos à Polícia por terem actuado preventiva e prontamente, evitando a desordem e o caos.
Será que os manifestantes estão interessados em ver o comércio da Avenida da Liberdade, do Rossio, da Praça da Figueira e de outros locais emblemáticos de Lisboa e Porto, arrombados, incendiados e pilhados? Se isso acontecesse não seria uma grande tragédia?
Portugal não está imune a actos de vandalismo provocados por agitadores estrangeiros profissionais, pagos por organizações que têm como finalidade atentar contra o estado de direito e provocar a desordem e o caos.
Não nos iludamos, esses agitadores estão infiltrados nas nossas manifestações e espreitam uma oportunidade para pôr em prática os seus planos desordeiros e maquievélicos.
Há relatos e debates no espaço público que apontam para a participação de activistas ou "agitadores profissionais" transnacionais em protestos europeus, incluindo em Portugal, que promovem tácticas de confronto directo com as autoridades e danos à propriedade pública e privada. Adicionalmente, relatórios de segurança partilhados pelas autoridades europeias identificaram apelos informáticos de cariz jihadista a apontar multidões e manifestações em países como Espanha e Portugal como potenciais alvos de oportunidade.
Por tudo isto, espero sinceramente que o velho ditado "depois da casa arrombada, trancas na porta", jamais tenha que ser utilizado relativamente à segurança em Portugal.
O direito à habitação está consagrado na Constituição e o direito à manifestação tambbém. Que as coisas aconteçam cumprindo o que as leis determinam.








