À boleia das manifestações legítimas e pacíficas que ocorrem em todos os países da Europa, os encapuzados de cara tapada e vestindo normalmente de negro, infiltram-se nelas para provocar, desrespeitar e agir com violência contra o património público e privado, fugindo completamente ao controlo das forças de segurança.
Na maioria dos países, esses jovens delinquentes, menores de idade, que eram agarrados e presos pela polícia, depois de identificados eram imediatamente soltos, podendo logo a seguir ir cometer os mesmos crimes.
Em Itália deixou de ser assim. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aprovou recentemente um novo decreto de segurança que agrava severamente as punições para este tipo de manifestantes:
- Qualquer pessoa que se junte a um grupo de cinco ou mais indivíduos e lance objectos perigosos (como pedras, paus ou pirotecnia), arisca uma pena de até 5 anos de prisão e multas de até 20.000 euros.
- As sanções previstas serão ainda mais severas se o infractor estiver a usar máscaras, capuzes ou qualquer acessório para ocultar o rosto, ou se o acto resultar em feridos.
- O decreto determina ainda que os pais de menores que participem em actos de vandalismo e pilhagens, passem a ser financeiramente responsáveis pela reparação imediata dos danos causados pelos filhos.
- A aplicação da detenção preventiva, passa a abranger também os menores de idade identificados como agitadores conhecidos ou suspeitos, antes de manifestações de risco.
- E para reforçar a segurança nas ruas de Milão, onde ocorreram os maiores distúrbios, o governo italiano ordenou o envio imediato de 500 militares.
A corajosa primeira-ministra italiana defendeu o decreto de emergência afirmando que vandalispetir o velho provérbiomo e roubo não são protesto nem processos reivindicativos, são crimes e classificou os tumultos como cenas inaceitáveis que não podem ser minimizadas e toleradas.
Quando é que em Portugal se tomam medidas mais penalisadoras para os agitadores? A prevenção é o melhor remédio para qualquer mal. Não podemos permitir que em Portugal venha a acontecer o mesmo que aconteceu em Itália e em França, para só citar estes dois países. Esperamos não vir a ter razões para repetir o velho provérbio "depois da casa arrombada trancas à porta".







