domingo, 2 de agosto de 2026

ONGs - COMO SÃO ADMINISTRADAS AS DOAÇÕES?


Muitas pessoas dizem que não colaboram com as ONGs, (Organizações Não Governamentais) de carácter social, porque nas suas estruturas há responsáveis que auferem ordenados milionários e, dessa forma, a maior fatia das doações ou contribuições é consumida com esses encargos.

Sinceramente, penso que em parte, esse pensamento das pessoas estará correcto, atendendo a que essas organizações com ramificações em todo o mundo, exigem uma imensa estrutura em equipamentos e em matéria humana. Haverá concerteza voluntários que prescindem de qualquer tipo de remuneração porque têm posses e decidiram dedicar o seu tempo e as suas economias a ajudar os mais desfavorecidos. Porém, haverá muitos funcionários nessas organizações que não terão poder económico e que vivem exclusivamente das remunerações que recebem pelo trabalho missionário que realizam a ajudar quem precisa.

Na verdade, o ser humano não é perfeito e, infelizmente, por vezes pratica actos e acções que são absolutamente condenáveis e, neste caso das ONGs, apropriar-se de recursos que se destinam a minorar a fome e o sofrimento de milhões de seres humanos em todo o mundo, é de facto a demonstração do mais miserável e vergonhoso carácter humano.

Todas os maus exemplos existem e continuarão a existir até ao juízo final. Porém, não contribuir para minorar tanta carência e desumanidade no mundo, penso não ser a melhor atitude de uma pessoa de bem que se condoi com as notícias que todos os dias e a toda a hora nos informam do sofrimento e da doença e da fome de milhões de pessoas.

E não é uma boa atitude porquê? Todo o ser humano é dotado de inteligência para poder destrinçar o que é bom ou mau. Nesse sentido, cada um é responsável pelos actos e atitudes que pratica na sua vida. Na sequência deste raciocínio, cada um deve preocupar-se consigo próprio e fazer o que está certo, sem se preocupar com aquilo que os outros fazem porque, não tenham dúvidas, quem pratica as más acções é responsável por elas e a sua vida pessoal há-de ter o seu  reflexo.

Por isso, escudarmo-nos na desculpa de não contribuir porque achamos que a nossa contribuição não vai ser bem utilizada, é uma forma habilidosa de tentarmos desculpar-nos da nossa insensibilidade perante o sofrimento dos outros.

Não se desculpe, faça o que deve ser feito.

terça-feira, 21 de julho de 2026

MUNDIAL DE FUTEBOL - DESTA VEZ, VENCEU A MELHOR SELECÇÃO


Perante a decepção com que nos brindaram algumas Selecções, nomeadamente o Brasil, a Alemanha e Portugal, a Espanha é, sem dúvida, uma justa vencedora deste Mundial, a maior prova futebolística do planeta.

A selecção espanhola demonstrou ao longo da competição, ser a equipa mais consistente e organizada, competente na defesa, no meio campo e no ataque, sofreu apenas um golo da Bélgica mas visou as redes adversárias por catorze vezes.

A equipa espanhola joga com grande intensidade, q.b. de agressividade, extraordinário domínio e posse de bola, rapidíssimos na recuperação da bola e fortíssimos no um contra um.

Os jogos terminaram quase todos com resultados tangenciais mas as vitórias da equipa espanhola foram sempre justas e os resultados escassos.

Já a Argentina chegou injustamente à final, levada ao colo pelas más arbitragens, visto que houve casos demasiados nos seus jogos, sempre em prejuízo dos seus adversários. É incompreensível como puderam passar impunes jogadas com faltas gravíssimas, placagens, agarrões, cotoveladas, pontapés e outras agressões físicas e verbais que fizeram com que os adversários fossem desarmados em falta e impedidos de prosseguir as jogadas. 

Sinceramente, a equipa argentina não merecia estar na final e, na verdade, se não contasse com a classe de Leonel Messi, tal não teria acontecido. Veja-se, nos jogos em que Messi não marcou nem assistiu, a Argentina teve grandes dificuldades em vencer os seus adversários.

O Mundo inteiro seguiu o Mundial através das televisões e não gostou da forma violenta como a equipa da argentina se exibiu: viu muita porrada e pouco futebol. Por isso, pudemos ver os povos de todo o mundo, menos o povo argentino, claro, a torcer pela Espanha.

Há um conjunto de Selecções que decepcionaram o mundo do futebol, especialmente o Brasil, a Alemanha e Portugal, para já nem falar da Itália que nem sequer se apurou para o mundial.

Mas a verdade é que o futebol não é uma ciência exacta e, por isso mesmo, num jogo de futebol tudo pode acontecer e é por isso que muitas vezes o mais fraco pode ganhar ao mais forte.

Parabéns Espanha pela brilhante conquista.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

AS FERIDAS QUE O TEMPO NÃO APAGA!...

 

Costuma dizer-se que  o tempo tudo cura.  Eu não estou certo de que seja mesmo assim...

Há feridas que cicatrizam, mas deixam uma marca permanente na memória. Os maus tratos sofridos, as ingratidões, as burlas, as ofensas à honra, as humilhações ou as injustiças podem ser atenuados pelo tempo e, em muitos casos, pela ajuda de familiares, amigos ou profissionais de saúde. No entanto, raramente desaparecem por completo.

O ser humano tem a capacidade de perdoar, mas esquecer é muito mais difícil. Basta um acontecimento, uma palavra, uma imagem ou uma data para despertar recordações que pareciam adormecidas. É como uma brasa escondida e adormecida sob as cinzas: basta um pequeno sopro para voltar a ganhar calor.

O mesmo acontece com os povos. A memória colectiva conserva episódios de sofrimento, derrotas, invasões e conflitos que passam de geração em geração, alimentando sentimentos de pertença, orgulho e, por vezes, de ressentimento.

Foi isso que me ocorreu ao ver o recente jogo entre a Inglaterra e a Argentina, no Mundial de Futebol. Quarenta e quatro anos depois da Guerra das Malvinas, os jogadores argentinos exibiram uma tarja com a frase: "As Malvinas são Argentinas".

Independentemente da posição que cada um tenha sobre esse conflito, o gesto demonstrou que a guerra terminou no campo militar, mas continua viva na memória de muitos argentinos.

Este episódio recorda-nos que o tempo, por si só, nem sempre apaga as feridas da História. As cicatrizes permanecem, tanto nas pessoas como nas nações.

Talvez a verdadeira grandeza não esteja em esquecer o passado, porque isso é muitas vezes impossível, mas em aprender com ele. Recordar sem alimentar o ódio, honrar a memória sem transformar a dor em desejo de vingança e construir um futuro onde os erros de ontem não se repitam.

A memória é um património que nos ajuda a compreender quem somos. Mas só quando caminhamos de mãos dadas com a razão, a tolerância e a paz é que ela deixa de ser um peso e passa a ser uma lição.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

2ª MEIA FINAL: A ARGENTINA ESTÁ NA FINAL!


A velocidade e a agressividade avassaladora dos argentinos derrotou a estratégia inglesa que não conseguiu responder com a mesma bravura às suas sucessivas investidas, especialmenta na segunda parte, onde a superioridade da selecção albiceleste foi por demais evidente.

Aos 55 minutos, contra a corrente do jogo, a Inglaterra inaugurou o marcador e, a partir desse momento, a equipa argentina instalou-se no meio campo inglês e  tomou conta do jogo de forma avassaladora, criando diversas ocasiões para empatar a partida, empate que só viria a surgir aos 85 minutos, com um pontapé fulminante de Enzo Fernandez, bem longe da grande área, sem qualquer hipótese de defesa para Jordan Pickford.

A Argentina continuou a carregar e adivinhava-se a remontada a todo o momento, tantas eram as jogadas de perigo junto à baliza inglesa. O golo surgiu finalmente aos 95+2, quando L. Martinez instalado na grande área, correspondeu brilhantemente de cabeça a um cruzamento perfeito, saído dos pés de Messi.

Quem assistiu ao jogo, ficou cedo com a ideia de que a Inglaterra dificilmente passaria à final do mundial, mesmo depois de inaugurado o marcador. Hoje, a Argentina ganhou com mérito mas de facto a agressividade dos jogadores ultrapassou em alguns momentos, os limites máximos da agressividade e, nesse aspecto, acho que alguns cartões ficaram por mostrar.

Esperava mais da Inglaterra que depois de inaugurar o marcador deixou praticamente de jogar, limitando-se a defender. Deu uma fraca imagem do seu valor e foi justamente afastada da final.

A final Espanha/Argentina vai ser renhida e de difícil prognóstico. Que vença o melhor.

SELECÇÃO ESPANHOLA MAIS PRÓXIMA DO TÍTULO MUNDIAL!

É claro que o futebol não é uma ciência exacta e num jogo tudo pode acontecer. Um pequeno detalhe pode decidir o resultado do jogo: uma desatenção da defesa, uma penalidade não intencional, lesão de um atleta preponderante, expulsão de um jogador ou mesmo uma má arbitragem, podem alterar o resultado final, ficando-se com a sensação de que a melhor equipa em campo não conseguiu vencer. E a verdade é que esta situação já aconteceu imensas vezes e vai continuar a acontecer.

Neste mundial, temos assistido a todos esses detalhes que mencionei e, no caso da arbitragem, há realmente selecções com fortes razões para se queixarem, em face da dualidade de critérios relativamente aos contendores.

Porém, não é dos detalhes nem das arbitragens que quero falar. Hoje, quero realçar a vitória claríssima da Espanha sobre a França, cujo resultado de 2-0 é lisonjeiro para os franceses. De facto, foi uma surpresa decepcionante a sua exibição ao longo de todo o jogo, o qual foi dominado e controlado pelos espanhois do primeiro ao último minuto.

Face à demonstração futebolística a que tínhamos assistido até então relativamente às duas equipas, prevíamos um jogo muito mais equilibrado e intenso de parte a parte. Porém, a intensidade só existiu da parte dos espanhóis na velocidade, nas bolas divididas, nos desarmes e na posse de bola. A Selecção Francesa não conseguiu gisar um ataque à baliza adversária com cabeça, tronco e membros, porque nunca conseguiram evitar a superioridade adversária em todos os capítulos.

É claro que num jogo de futebol tudo pode acontecer e os melhores de ontem podem ser os piores de hoje mas de facto, os espanhóis deram um grande passo na possibilidade de vencerem este campeonato mundial de futebol.

E, veja-se: a Espanha começou por empatar com a selecção coboverdiana, estreante nestas lides de campeonatos do mundo e depois afastou justamente a selecção portuguesa, uma das melhores selecções deste mundial, que nesse confronto também não esteve à altura dos seus pergaminhos, nem colectiva nem individualmente.

Hoje à noite vamos ver qual será o outro finalista: se será a Inglaterra ou a Argentina. Qualquer uma destas selecções, pelo que lhes tenho visto jogar, estão ao alcance do poderio futebolístico espanhol que se tem mostrado técnica e tacticamente em excelente forma.

Da Argentina apenas uma nota: Messi é um jogador excepcional mas as arbitragens têm-no levado ao colo e empurrado a a sua selecção até às meias finais e provavelmente até à final.

A ver vamos. Porém, acredito que com uma arbitragem imparcial, a Espanha levará de vencida a Argentina.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

JORGE JESUS CHEGOU COM MÉRITO AO TOPO


A Federação Portuguesa de Futebol nunca deveria ter recorrido a um treinador estrangeiro para comandar a nossa Selecção. O treinador que agora termina o seu mandato em Portugal como seleccionador, não tinha grande currículo quando foi contratado; creio que venceu uma taça de Inglaterra. 

Em Portugal, à data, havia matéria humana capaz de conduzir a Selecção a outros patamares, tendo em conta o lote de grandes jogadores com que Martinez trabalhou. Treinou a Selecção da Bélgica, também com grandes jogadores e não ganhou qualquer título. Acabou por vencer a Liga das Nações ao serviço da Selecção Portuguesa, muito pouco para quem dispunha de tão bons jogadores. Sinceramente, não consigo descortinar a razão que levou os dirigentes federativos a fazer esta contratação. Há concerteza razões que só eles conhecem e provavelmente não serão as melhores razões.

Jorge Jesus foi agora a escolha da FPF e, em meu entender, muito acertada. JJ, ao contrário de Martinez, é um treinador ganhador e provou-o ao vencer campeonatos em Portugal, Brasil e Arábia Saudita. Por outro lado, JJ sabe tirar o melhor rendimento de cada jogador, sabe ler o jogo e o seu futebol é vistoso e entusiasmante, como deve ser  um espectáculo de futebol.

Jorge Jesus, se não tivesse ido para o estrangeiro granjear tão grande sucesso, dificilmente teria sido escolhido pelos dirigentes federativos para ocupar o cargo de Seleccionador Nacional. Aqui, nunca o teriam levado a sério e, no entanto, ele aqui também provou ser um bom treinador, ao mais alto nível. Mas foi realmente o grande sucesso alcançado no Brasil e na Arábia Saudita que deixou rendidos os responsáveis pela FPF. 

Neste momento, não estando reunidas as condições para José Mourinho ocupar o lugar, Jorge Jesus é, sem dúvida, a melhor escolha.

Uma nova era vai começar com JJ e dificilmente, acredito eu, fará pior que o seu antecessor. A Selecção com JJ, vai alterar o seu paradigma de jogo e vai, com toda a certeza, jogar muito mais. 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

MUNDIAL DE FUTEBOL - PROTECÇÃO DESCARADA A LEONEL MESSI!

 

Nada me move contra Leonel Messi que até considero um jogador extraordinário. Se não existisse Cristiano Ronaldo, provavelmente eu até teria uma maior simpatia e admiração por ele. 

Na verdade, embora não sendo ele o culpado de receber os títulos de "melhor do mundo" que lhe atribuíram, Ronaldo foi injustiçado em pelo menos duas épocas, quando merecia ser considerado o vencedor e esse galardão foi atribuído a Messi.


Volto a repetir: nada me move contra Leonel Messi que não tem culpa da desonestidade e das injustiças praticadas pelos Senhores que mandam na UEFA e na FIFA e que ao longo dos seus mandatos têm beneficiado uns em detrimento de outros, tratando uns como filhos e outros como enteados.


Neste Mundial, essa pouca vergonha continua com arbitragens habilidosas que em circunstâncias idênticas, as faltas só são marcadas contra os adversários de Messi.

Na fase de grupos, a Argentina passou com alguma tranquilidade, vencendo os três jogos: Jordânia 3-1, Austria 2-0 e Argélia 3-0. Segundo as crónicas desses jogos, as arbitragens beneficiaram sempre a Argentina. E houve lances muito polémicos e escandalosos. lembro-me de um lance em que Messi atinge violentamente o adversário na perna direita, por trás, um lance para cartão vermelho e o árbitro nem cartão amarelo mostrou. Critérios manifestamente tendenciosos e escandalosos que têm poupado Messi ao cartão amarelo e à expulsão em varias situações, empurrado a Argentina para os 16 avos de final, para os oitavos de final e agora, para os quartos de final, num jogo em que a arbitragem foi mais uma vez parcial e desonesta, penalisando a equipa do Egito de forma escandalosa.

Aconselho as pessoas a rever o jogo com Cabo Verde e agora com o Egito para constatarem essa dualidade de critérios da arbitragem, em alguns lances mesmo escandalosa e que, mesmo assim, com Cabo Verde o jogo chegou ao final empatado a 2 golos, sendo necessário recorrer ao prolongamento para decidir quem seguiria para os oitavos de final e aí, a Argentina chegou ao 3-2 através de um autogolo de Disney Borges.

A grande Argentina de Messi, só no prolongamento e através de um autogolo conseguiu ultrapassar uma equipa que participou pela primeira vez num mundial e diga-se, de forma brilhante, porventura com grandes hipóteses de seguir em frente, caso tivesse sido bafejado com a arbitragem com que foi brindada a Argentina.

O espectáculo da arbitragem tendenciosa repetiu-se contra o Egito com penalte duvidoso e com golo validado precedido de jogada irregular. A análise da jogada irregular serviu para anular um golo ao Egito mas já não serviu para fazer o mesmo relativamente à Argentina.

A minha estupefacção relativamente às arbitragens consiste no facto de serem tão escandalosas no favorecimento a determinadas Selecções, estando no topo Messi e a Argentina.

As equipas consideradas mais modestas têm dado cartas neste mundial e acredito que se não fossem tão prejudicadas pelas arbitragens, teriam possibilidades de fazer ainda melhor.