segunda-feira, 6 de abril de 2026

EU SABIA QUE UM DIA IRIA APARECER UM POLÍTICO BRILHANTE PARA DENUNCIAR OS PODRES DA DEMOCRACIA

 

O 25 de Abril de 1974, para mim foi uma tragédia, vivida em sucssivos episódios dolorosos e trágicos que, só por milagre não causou danos irreparáveis na minha vida, estando por mais que uma vez em perigo a minha própria vida e a dos meus.

Foi a vergonhosa e covarde descolonização que me obrigou a abandonar um território que eu tanto amava e onde me casei e nasceram os meus filhos. Foram as ocupações e as expropriações selvagens que se seguiram à revolução dos cravos, pelo poder popular, ao serviço do partido comunista português. Foram os maltratos, as perseguições e as prisões sem culpa formada a gente boa e inocente e foram, finalmente os partidos do poder que covardemente nunca se interessaram por fazer justiça a tamanhos desmandos e que ao longo de todo o período democrático partilharam o poder à vez, pouco preocupados em fazer reformas estruturais para oferecer aos portugueses melhores condições de vida e muito mais motivados no sentido de criar riqueza para si próprios e para as suas clientelas políticas, arrastando o País para uma situação de enorme corrupção a qual, neste meio século de democracia foi responsável pela subtracção de milhares de milhões de euros ao erário público, dinheiro que bem podia ter contribuído para dotar o País de melhores estruturas e dar aos portugggueses melhores condições de vida.

Os sucessivos governos afectos ao PS e ao PSD, lesaram gravemente o erário público, apoderaram-se das suas estruturas, sugaram o seu património e empobreceram Portugal e os portugueses. Os grandes crimes económicos e financeiros, os chamados crimes de colarinho branco, nunca foram julgados e condenados porque, na realidade, os seus autores pertenciam às tais clientelas políticas e, portanto, era preciso evitar que fossem condenados.

Ao longo de todo este período democrático, sempre me interroguei se não apareceria um dia alguém com fibra e coragem para denunciar e apontar o dedo aos culpados de 50 anos de inércia, irresponsabilidade e corrupção.

No meu íntimo, eu sabia que mais tarde ou mais cedo iria aparecer um António, um João, um Manuel ou um qualquer nome, com a coragem  e a têmpera necessária para pôr em causa este pseudo regime democrático e desassombradamente, chamar os bois pelos nomes.

Embora esse dia tardasse, não me enganei porque esse Homem apareceu no dia 19 de Abril de 2019 e é hoje, para mim, a pessoa que eu sempre imaginei para romper com o status quo da política e do regime, denunciar os crimes do passado e os seus autores e apontar um caminho para a redenção deste lindo País; e ele tem feito esse caminho na perfeição. Revejo-me totalmente na sua actuação e acredito também que o povo, que é soberano e sábio, também gosta e acredita neste Homem corajoso, guerreiro e patriota que quer fazer de Portugal um País mais próspero, mais justo e mais feliz.

De facto, eu imaginava que um dia apareceria um político capaz de fazer frente ao regime (SISTEMA), mas o seu nome, esse estava no segredo dos deuses. Podia ser um nome qualquer porque qualquer nome pode encerrar em si, uma pessoa séria, honrada, corajosa e patriota, mas quis o destino que esse nome fosse ANDRÉ, sim ANDRÉ VENTURA, de seu nome completo, ANDRÉ CLARO AMARAL VENTURA, o Homem que eu imaginei e veio revolucionar a política à portuguesa, não permitindo que nada, mas mesmo nada, continue como dantes.

Parabéns André Ventura, Portugal precisa de ti. Tens feito um trabalhoo notável que alguns teimam em não reconhecer por mera ideologia política, mas que o tempo acabará por demonstrar o quanto ele tem razão e, por isso mesmo, até os seus detractores acabarão por aceitar essa realidade.


domingo, 29 de março de 2026

QUANDO AVANÇAMOS NA IDADE...

 

FRAGMENTOS DA MINHA VELHICE

Felizes os que chegam a velhos,
com a vida escrita no olhar,
mesmo quando o corpo cede
e começa, devagar, a abrandar.

Sinto a velhice a entrar em mim
nos gestos que já não são ligeiros,
no cansaço que chega cedo,
nos passos antes tão certeiros.

As pernas já não correm o mundo,
os braços perderam vigor,
e a força que antes me guiava
vai perdendo o seu fulgor.

A cabeleira negra e farta
tornou-se branca, rarefeita,
como neve que cai em silêncio

numa memória já refeita.

As rugas marcam o meu rosto,
linhas de histórias vividas,
cada uma guarda um instante,
de alegrias, tristezas e feridas.

As articulações queixam-se,
os ossos falam sem voz,
numa linguagem de dor
que o tempo deixou em nós.

A visão agora pede ajuda,
os óculos tornam-se companhia,
para continuar a ver o mundo
com a mesma velha magia.

Ninguém quer partir tão cedo,
nem dizer adeus à vida,
todos desejamos mais tempo,
mais uma história vivida.

Mas a velhice… ah, a velhice,
é caminho duro e desigual,
cada um leva a sua carga,
cada história é singular.

Ainda assim, sigo em frente
com coragem e gratidão,
vivendo cada novo dia
como uma bênção do Céu.

Viver com dignidade é meu lema,
aceitar o tempo sem revolta,
e dar graças, dia após dia,
por cada instante que o Criador me acrescenta.

(mcm)

segunda-feira, 16 de março de 2026

VIVEMOS EM DEMOCRACIA?

Vivemos em Democracia?

Por tudo quanto se passa neste pequeno País à margem da Constituição e das leis, direi que este suposto regime democrático, é tudo menos democracia.

A liberdade de expressão está gravemente condicionada e aqueles que se atrevem a chamar aos bois pelos nomes, são completamente perseguidos, marginalizados e ostracizados. 

Não se pode ter uma opinião crítica que vá contra o politicamente correcto. Há temas tabu dos quais não se pode falar e muitos deles referem-se às minorias étnicas que vivem em Portugal. Aos criminosos dessas minorias e que são muitos, não se podem identificar pelo país de origem, pela raça ou religião, e a comunicação social refere simplesmente que se trata de uma pessoa ou de indivíduo.

As minorias são religiosamente defendidas por esta nossa democracia e há um grande número de organizações de defesa dos seus direitos mas não dos seus deveres. São organizações taxistas, cujos dirigentes são pagos a peso de ouro, também com dinheiro dos contribuintes, já que o seu financiamento provém de uma combinação de fundos estatais, europeus e instituições privadas. 

São pelo menos dúzia e meia de Entidades, públicas e privadas que subsidiam estas organizações que apoiam minorias étnicas e o Estado Português já distribuiu, em dez anos, mais de 53 milhões de euros para apoio a imigrantes e refugiados, através destas entidades. 

São subsídios e mais subsídios que chovem de todo o lado, e a verdade é que uma boa parte desses apoios, são para pagar chorudos ordenados aos parasitas digo, dirigentes, dessas inúteis organizações.

Portugal anda a lidar de forma errada com a problemática da imigração e das minorias étnicas. Para se ser imigrante em qualquer País do mundo, é preciso respeitar as leis e os costumes desses países. Jamais os costumes desses imigrantes se podem sobrepôr aos costumes dos países que escolheram para procurar uma nova vida. 

Em Portugal há muitos imigrantes que não cumprem as leis e nem sequer respeitam os hábitos e costumes dos portugueses. Há que reflectir sobre este problema e os governantes têm que fazer alguma coisa antes que a situação seja impossível de controlar.

quinta-feira, 12 de março de 2026

UM IMPROVÁVEL PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Na actual conjuntura política, em que a Direita, pela primeira vez, na era democrática conseguiu uma maioria parlamentar, não deixa de ser surpreendente, o facto de o candidato da área socialista ter tido acesso à segunda volta das presidenciais e, depois, ter derrotado facilmente o outro candidato que passou à segunda volta, apoiado pelo partido Chega, alcançando o maior número de votos de todas as eleições presidenciais.

Neste percurso eleitoral, o actual Presidente da República, para além de André Ventura, superou o candidato apoiado pelo partido do Governo, Marques Mendes, o candidato apoiado pela IL, Cotrim de Figueiredo e ainda o Almirante Gouveia e Melo que muita gente apontava como o próximo Presidente, em parte devido ao excelente trabalho que realizou aquando da pandemia, na organização da vacinação. 

No que diz respeito ao Almirante, o fraco resultado eleitoral tem muito a ver com a sua inexperiência política mas também com alguns erros crassos que cometeu, nomeadamente na escolha do seu mandatário, Rui Rio e em algumas figuras que escolheu para a sua Comissão de Honra, como Isaltino Morais. Gouveia e Melo, sendo alguém independente, devia ter-se rodeado de personalidades sem ligação à política e não o fez, sendo penalizado por isso. Também jogou contra ele o facto de ter apontado linhas vermelhas ao Chega, porque tal atitude fez com que o partido lhe retirasse o apoio e decidisse apresentar um candidato e, dessa forma, lá se foram os 15 ou 20 por cento de votos que teria dos eleitores do Chega.

Mas o facto de a Direita não se ter unido na eleição de um candidato de direita, foi a melhor coisa que podia ter acontecido para que António José Seguro pudesse ter chances de ser eleito e, nesse aspecto, bem pode agradecer a essa direita desorganizada e desavinda que em vez de combater os adversários, se guerreia entre si, não sendo capaz de aproveitar a hegemonia política que alcançou nas últimas eleições legislativas e que a continuar assim, provavelmente a perderá em próximo acto eleitoral.

E, assim, António José Seguro que no início da pré-campanha nem sequer tinha o apoio declarado do Partido Socialista, acabou por conquistar o voto de todas as forças políticas, com excepção do Chega, que apostou no seu candidato de princípio ao fim, com uma votação na segunda volta superior à da primeira em 10 pontos percentuais (33,17%).

Para já, a certeza maior, é que Seguro vai ser um Presidente diferente de Marcelo. Ficam para trás as selfies, os abraços, os beijinhos, o falar por tudo e por nada e, pelos vistos, também a sua actuação, tendo em conta as declarações que já fez, nomeadamente quando declarou que "o chumbo do Orçamento de Estado (OE) não implica automaticamente a dissolução da Assembleia da República", um entendimento contrário ao do Presidente cessante.

Pela nossa parte, desejamos-lhe um mandato que seja bom para Portugal e para os portugueses, com a isenção que difundiu ao longo de toda a campanha.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

ENCONTRO - (CULTO DA FAMÍLIA!)




Há famílias que se fazem
no nome que herdámos,
outras fazem-se no gesto
de chegar, mesmo cansados.

Um dia marcado no ano,
um abraço repetido,
rostos novos, histórias velhas,
um passado repartido.

Quem vem, volta sempre diferente:
leva risos na memória,
descobre familiares, descobre afetos,
acrescenta capítulos à história.

Há quem não venha — e está tudo bem,
a vida corre, sabemos bem.
Mas quem não vem não imagina
o calor que fica quando alguém vem.

Porque ali não se contam presenças,
cultiva-se pertença com emoção.
Não é obrigação, é prazer:
é família em celebração.

E talvez um dia, por curiosidade,
ou por saudade que ainda não sentiu,
alguém decida aparecer
e então perceba tudo o que perdeu…

(mcm)


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

OLÁ MÃE, OLÁ PAI


 Olá Mãe. Olá Pai.

Que Deus vos recompense no Paraíso de todo o sofrimento por que passaram durante a vossa vida terrena.

Pai, hoje, dia 25 de Fevereiro de 2026, farias 104 anos, mas infelismente já partiste há 36, quando tinhas apenas 68 anos de idade.

Não foi uma existência fácil. Foi complicada e infeliz porque também cometeste muitos erros que levaram a que a vida nunca te corresse de feição e isso foi mau para toda a família. 

Mas o que passou passou. Ninguém é dono do seu destino. Pagaste em vida todos os teus erros e foste acolhido na casa de Deus para, finalmente, poderes gozar da felicidade eterna.

Quanto a ti, Mãe que nos deixaste há precisamente 4 anos, com a bonita idade de 99, queria dizer-te mais uma vez que foste uma extraordinária guerreira, uma heroína que não te poupaste a grandes sacrifícios para que nada faltasse aos filhos. Foi a tua força, a tua coragem e a tua resiliência que fizeram com que todos se fizessem homens respeitados e respeitadores, algo que nos enche de orgulho e que deve servir de exemplo para todas as famílias que mesmo com dificuldades, nunca devem deixar de trilhar os caminhos da verdade, os caminhos do bem.

Hoje, dia do aniversário do pai, é também a data em que foste sepultada, precisamente no dia do seu aniversário. Minha mãe, tendo o ano 365 dias, divididos por 12 meses, não posso deixar de pensar que algo de transcendente aconteceu.

E era isto minha mãe e meu pai, que vos queria dizer neste dia.

Um forte abraço do tamanho do mundo deste vosso filho que nunca vos esquecerá. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

RAÍZES E PARTIDAS



No Nordeste transmontano,

aprendi cedo a escassez:

faltava quase tudo, 

sobrava a coragem.

A vida era pobre,

e a tristeza caminhava descalça

ao nosso lado.


Para fugir ao aperto do mundo,

parti ainda jovem,

levando pouco mais que esperança.

Angola chamou-me

como chama a luz a quem anda na sombra.


Lá encontrei trabalho e futuro,

dias sem medo da fome,

noites com horizonte.

Lá encontrei o amor da minha vida

- uma mulher bela como aquela terra quente -

e lá nasceram os meus filhos,

um casal de orgulho inteiro,

minha herança mais feliz.


Angola, terra vasta e generosa, 

onde fui homem completo,

onde fui feliz.

A ti ficarei ligado

para além do tempo e da distância.


Mas a história não pede licença.

Com a descolonização

veio a fuga,

o abandono forçado,

o adeus sem despedida.


Deixei bens, casa, passado -

mas salvei a família,

a minha maior riqueza.

Parti com a mágoa colada à pele

e uma parte de mim ficou lá,

entre a poeira vermelha

e as memórias intactas.


Guardo imagens que não envelhecem,

rostos, cheiros, caminhos.

Porque há terras que não se deixam,

mesmo quando somos obrigados a partir.


(mcm)