sábado, 18 de abril de 2026

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL CONTRADIZ REPRESENTAÇÃO DEMOCRÁTICA!


Durante meses, os três maiores partidos do nosso regime democrático, envolveram-se em disputadíssimos processos reivindicativos para os diversos órgãos do Estado, inclusivé o Tribunal Constitucional.

O controle dos órgãos do Estado sempre foi uma prioridade dos partidos da área governativa, PSD e PS e, na prática, sempre se entenderam perfeitamente ao longo de meio século, dividindo mais ou menos equitativamente esses lugares, mas sempre com algum avanço do PS relativamente ao PSD.

Actualmente, o espectro partidário é bem diferente, já que o Chega se intrometeu entre os dois e se transformou, em 6 anos, no segundo maior partido com representação na Assembleia da República e, por via disso, deveria ser também contemplado, na proporção da sua dimensão, nos diferentes órgãos do Estado.

Ora aqui é que a porca torce o rabo, porque os dois partidos a que pertencem os detentores desses lugares, numa atitude antidemocrática, não aceitam que o Chega tenha direito a nomear alguns desses representantes.

Feita a respectiva escolha para o Tribunal Constitucional, constato que André Ventura perdeu o confronto reivindicativo, uma vez que não conseguiu fazer eleger qualquer membro, para além de si próprio, lugar que por direito lhe pertence, na qualidade de líder da oposição e que os outros dois partidos distribuem entre si, equitativamente, os restantes 18 lugares.

Resumindo, os dois partidos que governaram Portugal nos últimos 50 anos, continuam a querer ser os "donos disto tudo", porque a democracia para eles é açambarcar o mais que puderem as estruturas fundamentais do estado de direito, pouco se importando que o povo tenha atribuído ao Chega um papel representativo importantíssimo na denúncia dos podres da democracia que os dois partidos implantaram em Portugal após a revolução dos cravos.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

HUNGRIA E EUROPA LIVRARAM-SE DE VIKTOR ORBÁN


Viktor Orbán, na qualidade de primeiro ministro, liderou a Hungria durante 16 anos e, nesse longo período, fez aprovar diversas alterações à Constituição, no sentido de lhe facilitar o acesso aos órgãos do poder e tornar cada vez mais difícil o trabalho da oposição.

Viktor Orbán, governou com mão de ferro e feriu de morte a democracia ao restringir liberdades, com o controle da imprensa e da justiça e, como se isso não bastasse, também se envolveu em esquemas fraudulentos e corrupção que prejudicaram o povo húngaro. 

A sua governação foi marcada pela construção de uma "democracia iliberal", que culminou na sua derrota eleitoral em abril de 2026. Para além dos grandes "pecados" governativos, o seu maior erro estratégico final, foi subestimar o grande descontentamento interno, que permitiu a ascensão meteórica de Péter Magyar e do partido Tisza. Este movimento capitalizou o desgaste de 16 anos de poder e o sentimento de que o governo se tinha tornado uma "tirania moderna" focada na sobrevivência da sua própria elite.

Durante os seus longos 16 anos de governação, Viktor Orbán abusou do poder em seu benefício e entre outras medidas, reformou o sistema judicial para aumentar o controlo político sobre os tribunais; capturou os media através de aliados comerciais e da criação da fundação KESMA, o seu governo consolidou um vasto império mediático que abafou vozes críticas e transformou os meios estatais em órgãos de propaganda; a corrupção e o clientelismo abrangia o sistema de concursos públicos, os quais favoreciam um círculo restrito de empresários próximos de Orbán (como Lőrinc Mészáros), desviando fundos da UE para fortalecer a elite política do regime. 

Mas Viktor Orbán também criou uma guerra permanente com a União Europeia, boicotando acordos diversos, inclusive o financiamento à Ucrânia. A sua proximidade com o Kremlin e Vladimir Putin, fizeram com que obstruisse sistematicamente sanções e ajuda à Ucrânia, deixando a Hungria isolada dentro da UE e da NATO.

A estrondosa derrota sofrida em 13 de Abril, deve-se essencialmente à sua proximidade ao regime autocrático de Putin, à sua política negacionista com a UE e, também porque o povo húngaro estava cansado do seu autoritarismo e sem esperança de uma vida melhor.

A vontade de mudança da nação húngara era tão forte que de nada valeu a Orbán o apoio recebido dos presidentes dos EUA e da Rússia, facto que os deve ter deixado profundamente envergonhados.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

POEMA - O AMOR NAS ESTAÇÕES DA VIDA


O Amor nas Estações da Vida

O amor, quando é puro e verdadeiro,
Não conhece pausas nem estação,
Vive em cada gesto, em cada dia inteiro,
Como luz constante no coração.

Na Primavera, renasce em flor,
Leve como brisa ao amanhecer,
Traz nos olhos o brilho do amor,
E na alma vontade de viver.

No Verão, aquece com intensidade,
Arde em chama doce sem ferir,
É entrega, é ternura, é verdade,
É no outro que se aprende a sorrir.

No Outono, amadurece com o tempo,
Ganha raízes, força e compreensão,
Aceita a vida em cada momento,
Com paciência, carinho e união.

No Inverno, abriga-se com calor,
Não teme o frio nem a escuridão,
Agradece a vida, celebra o amor,
E encontra paz em cada estação.

(mcm)

O AMOR É COMO O TEMPO

 

O amor entre duas pessoas devia ser constante, como uma brisa suave que nunca se interrompe — cheio de harmonia, tolerância e compreensão em todos os dias da vida.

Mas a verdade é que nem sempre é assim. Pela minha própria experiência e do que tenho observado tambbém nos outros, ao longo dos anos, o amor é como o tempo: muda, transforma-se, passa por diferentes estações.

Há momentos em que é quente e intenso como o Verão, cheio de luz e energia. Outros, leves e alegres como a Primavera, onde tudo parece mais bonito e florido. Mas também existem fases mais silenciosas e tristes, como o Outono, em que a chama parece diminuir. E, por vezes, surgem dias frios e difíceis, como no Inverno, onde a paciência e a compreensão parecem faltar.

Nem sempre acertamos — ora por um, ora por outro. Mas o mais bonito é que esses momentos são passageiros. No fundo, o que fica é a vontade de continuar, de recomeçar, de voltar ao calor do Verão e à leveza da Primavera.

Porque, apesar de tudo, quando o amor é verdadeiro, encontra sempre o caminho de volta.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

POEMA - O AMOR É COMO O TEMPO

 

O AMOR É COMO O TEMPO

O amor entre dois corações
Devia ser brisa constante,
Suave, serena, sem estações,
Eternamente harmonizante.

Devia viver em cada dia
Com ternura, paz e compreensão,
Num laço feito de alegria,
Sem sombras no coração.

Mas a vida, sábia e imperfeita,
Mostra-nos outro sentir:
Nem sempre a chama é perfeita,
Nem sempre é fácil florir.

O nosso amor é como o tempo,
Caprichoso no seu andar:
Ora ardente, pleno, intenso,
Como o Verão a brilhar.

Ora leve, doce e colorido,
Risonho como a Primavera,
Onde tudo é mais florido
E a alma em festa espera. 

Mas há dias de folha caída,
Silêncios de um Outono interior,
Onde a chama parece perdida
E se entristece o amor.

E chegam também frios instantes,
De Inverno duro e agreste,
Com palavras menos tolerantes
E um céu cinzento que entristece.

Mas mesmo nesses dias sombrios,
Há algo que insiste em ficar:
Um calor escondido nos vazios,
Uma vontade de recomeçar.

Porque o amor, embora inconstante,
Tem raízes que não se vão,
E volta, firme e radiante,
Ao calor do Verão.

E regressa, leve e singelo,
Como a Primavera em flor,
Recordando, doce e belo,
Que vale sempre a pena o amor.

(mcm)

segunda-feira, 6 de abril de 2026

EU SABIA QUE UM DIA IRIA APARECER UM POLÍTICO BRILHANTE PARA DENUNCIAR OS PODRES DA DEMOCRACIA

 

O 25 de Abril de 1974, para mim foi uma tragédia, vivida em sucssivos episódios dolorosos e trágicos que, só por milagre não causou danos irreparáveis na minha vida, estando por mais que uma vez em perigo a minha própria vida e a dos meus.

Foi a vergonhosa e covarde descolonização que me obrigou a abandonar um território que eu tanto amava e onde me casei e nasceram os meus filhos. Foram as ocupações e as expropriações selvagens que se seguiram à revolução dos cravos, pelo poder popular, ao serviço do partido comunista português. Foram os maltratos, as perseguições e as prisões sem culpa formada a gente boa e inocente e foram, finalmente os partidos do poder que covardemente nunca se interessaram por fazer justiça a tamanhos desmandos e que ao longo de todo o período democrático partilharam o poder à vez, pouco preocupados em fazer reformas estruturais para oferecer aos portugueses melhores condições de vida e muito mais motivados no sentido de criar riqueza para si próprios e para as suas clientelas políticas, arrastando o País para uma situação de enorme corrupção a qual, neste meio século de democracia foi responsável pela subtracção de milhares de milhões de euros ao erário público, dinheiro que bem podia ter contribuído para dotar o País de melhores estruturas e dar aos portugggueses melhores condições de vida.

Os sucessivos governos afectos ao PS e ao PSD, lesaram gravemente o erário público, apoderaram-se das suas estruturas, sugaram o seu património e empobreceram Portugal e os portugueses. Os grandes crimes económicos e financeiros, os chamados crimes de colarinho branco, nunca foram julgados e condenados porque, na realidade, os seus autores pertenciam às tais clientelas políticas e, portanto, era preciso evitar que fossem condenados.

Ao longo de todo este período democrático, sempre me interroguei se não apareceria um dia alguém com fibra e coragem para denunciar e apontar o dedo aos culpados de 50 anos de inércia, irresponsabilidade e corrupção.

No meu íntimo, eu sabia que mais tarde ou mais cedo iria aparecer um António, um João, um Manuel ou um qualquer nome, com a coragem  e a têmpera necessária para pôr em causa este pseudo regime democrático e desassombradamente, chamar os bois pelos nomes.

Embora esse dia tardasse, não me enganei porque esse Homem apareceu no dia 19 de Abril de 2019 e é hoje, para mim, a pessoa que eu sempre imaginei para romper com o status quo da política e do regime, denunciar os crimes do passado e os seus autores e apontar um caminho para a redenção deste lindo País; e ele tem feito esse caminho na perfeição. Revejo-me totalmente na sua actuação e acredito também que o povo, que é soberano e sábio, também gosta e acredita neste Homem corajoso, guerreiro e patriota que quer fazer de Portugal um País mais próspero, mais justo e mais feliz.

De facto, eu imaginava que um dia apareceria um político capaz de fazer frente ao regime (SISTEMA), mas o seu nome, esse estava no segredo dos deuses. Podia ser um nome qualquer porque qualquer nome pode encerrar em si, uma pessoa séria, honrada, corajosa e patriota, mas quis o destino que esse nome fosse ANDRÉ, sim ANDRÉ VENTURA, de seu nome completo, ANDRÉ CLARO AMARAL VENTURA, o Homem que eu imaginei e veio revolucionar a política à portuguesa, não permitindo que nada, mas mesmo nada, continue como dantes.

Parabéns André Ventura, Portugal precisa de ti. Tens feito um trabalhoo notável que alguns teimam em não reconhecer por mera ideologia política, mas que o tempo acabará por demonstrar o quanto ele tem razão e, por isso mesmo, até os seus detractores acabarão por aceitar essa realidade.


domingo, 29 de março de 2026

QUANDO AVANÇAMOS NA IDADE...

 

FRAGMENTOS DA MINHA VELHICE

Felizes os que chegam a velhos,
com a vida escrita no olhar,
mesmo quando o corpo cede
e começa, devagar, a abrandar.

Sinto a velhice a entrar em mim
nos gestos que já não são ligeiros,
no cansaço que chega cedo,
nos passos antes tão certeiros.

As pernas já não correm o mundo,
os braços perderam vigor,
e a força que antes me guiava
vai perdendo o seu fulgor.

A cabeleira negra e farta
tornou-se branca, rarefeita,
como neve que cai em silêncio

numa memória já refeita.

As rugas marcam o meu rosto,
linhas de histórias vividas,
cada uma guarda um instante,
de alegrias, tristezas e feridas.

As articulações queixam-se,
os ossos falam sem voz,
numa linguagem de dor
que o tempo deixou em nós.

A visão agora pede ajuda,
os óculos tornam-se companhia,
para continuar a ver o mundo
com a mesma velha magia.

Ninguém quer partir tão cedo,
nem dizer adeus à vida,
todos desejamos mais tempo,
mais uma história vivida.

Mas a velhice… ah, a velhice,
é caminho duro e desigual,
cada um leva a sua carga,
cada história é singular.

Ainda assim, sigo em frente
com coragem e gratidão,
vivendo cada novo dia
como uma bênção do Céu.

Viver com dignidade é meu lema,
aceitar o tempo sem revolta,
e dar graças, dia após dia,
por cada instante que o Criador me acrescenta.

(mcm)