O Benfica tem vindo a melhorar o seu jogo, notando-se um maior entendimento entre sectores, uma maior dinâmica, mobilidade, velocidade e pressão sobre os adversários. Porém, tem acontecido que na maioria dos jogos, o Benfica não consegue construir um resultado que reflita as muitas oportunidades de golo. Quando o Benfica melhorar no capítulo da finalização, então poderá construir resultados mais robustos e tranquilizadores.
Hoje, contra o Estoril, aconteceu uma vez mais que o resultado de 2-1 não corresponde às muitas oportunidades de golo. O Benfica foi superior, dominou e controlou o adversário que marcou um golo praticamente na única oportunidade que teve em todo o jogo.
Vejamos a estatística do jogo: Remates 23/4; à baliza 7/2; posse de bola 61%/31%; passes 600/314; precisão no passe 91%/78%; faltas 14/12; cantos 9/0. A estatística demonstra de facto uma grande superioridade da equipa encarnada sobre o Estoril mas o jogo chegou ao final com o resultado na diferença mínima, 2-1.
Marco Silva está a tentar que a equipa, nesta fase de construção, vá ganhando os jogos, neste início de época conturbada, se nos lembrarmos que pegou numa equipa construída por outro treinador e teve que entrar muito cedo na Liga Europa para disputar os jogos de apuramento para a fase de liga da Liga Europa, missão que concluiu com êxito, eliminando sucessivamente o St. Galen, o Hearts e o Aarhus.
O Benfica está a melhorar. Já se nota o dedo de Marco Silva, um treinador que passou vários anos a treinar em Inglaterra e que está a tentar fazer no Benfica o que fez nos clubes que lá treinou.
Lembrar que hoje, embora o jogo fosse contra o penúltimo classificado da liga, o estádio da luz lotou com mais de sessenta e três mil adeptos nas bancadas.