Quem olha para o panorama europeu no que respeita a líderes políticos, constata que há, efectivamente, uma enorme falta de líderes fortes, tanto na defesa dos seus próprios Países como na defesa do Continente Europeu e da CEE.
Os fracos líderes europeus têm anulado completamente a Europa no contexto político mundial e, actualmente, não é tida nem achada na discussão dos importantes temas globais, sendo completamente maltratada, achincalhada e ignorada pelo presidente americano, a quem os líderes europeus não foram capazes de responder à letra, por incompetência ou covardia política.
O comportamento do presidente americano relativamente à Ucrânia e ao Médio Oriente, é completamente errado e tem prejudicado o esforço europeu na ajuda que tem prestado à Ucrânia. O presidente americano cancelou todas as ajudas à Ucrânia e tem privilegiado o entendimento com o presidente russo Vladimir Putin e, ao contrário, tem recriminano e culpado Volodimir Zelensky pela guerra que a Rússia iniciou. Também não se compreendem muito bem as razões porque declarou guerra ao Irão mas sabemos todos muito bem o que aconteceu a seguir a nível mundial com o encerramento do Estreito de Ormuz: os preços dos combustíveis dispararam para preços recorde e, em consequência, todos os outros produtos aumentaram exponencialmente, tornando cada vez mais difícil a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, algo que a ele pouco incomoda porque até lucra com esta situação de guerra.
De facto, a Europa perdeu relevância internacional e tudo por culpa dos fracos líderes que tem. Onde estão os grandes líderes de outrora e que fizeram da Europa o centro do mundo? Que é feito das gerações que lhes sucederam? Porque não geraram grandes líderes? É de facto intrigante e causa alguma perplexidade o facto de não se vislumbrarem grandes líderes europeus e mundiais e sem líderes fortes, o mundo não avança.
Ao falar da falta de líderes, vem a propósito, o nome de PÉTER MAGYAR, advogado de 44 anos que no dia 12 de abril, em eleições legislativas, destronou Viktor Orbán, que governava a Hungria à 16 anos.
Péter Magyar parece ser um líder forte, pela forma corajosa como denunciou os abusos da governação de Viktor Orbán e pela forma inteligente como soube transmitir essas denúncias ao povo húngaro a quem convenceu plenamente, uma vez que lhe deram uma vitória estrondosa com maioria de dois terços. Mais: Magyar tratou o Presidente da República como uma marioneta ao serviço do ex-primeiro ministro e um facilitador de todas as inúmeras irregularidades que cometeu. E disse mais: o presidente Tomás Sulyok não tem competência para exercer o cargo e, por isso, deve demitir-se imediatamente. Ao contrário de Viktor Orbán que era pro-russo, o actual primeiro ministro é pró-europeu e isso é fundamental para que a Comissão Europeia possa tratar dos diferentes dossiers entre dirigentes que defendem as mesmas causas e têm interesses comuns. Viktor Orbán era um intruso na UE e um espião ao serviço de Vladimir Putin.
Claro que não sei ler nas estrelas mas Péter Magyar parece-me um líder capaz de fazer história na Europa. O tempo se encarregará de nos dar uma resposta.