DIREITO DE OPINAR
É um espaço onde, como o próprio título do Blogue indica, se pretende emitir opiniões válidas sobre todas as questões relevantes da vida portuguesa e do mundo em geral. Embora sendo opiniões muito próprias, procuraremos ser sempre responsáveis, sensatos e justos nas matérias abordadas, tendo sempre presente o respeito que todas as pessoas e instituições nos merecem.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
NÃO DERRUBA O PARTIDO CHEGA QUEM QUER!
sábado, 15 de agosto de 2026
ÚLTIMA E SENTIDA HOMENAGEM
Que me desculpem se, neste momento, a emoção me embargar a voz e uma lágrima sentida me toldar a vista. Mas, nesta última despedida do meu compadre e grande amigo Carlos Pereira Fernandes, não podia deixar de lhe prestar uma última, sentida e merecida homenagem.
Fomos companheiros de longas jornadas nas lutas travadas pela nossa Associação para fazer valer junto das entidades oficiais, nomeadamente a Câmara Municipal de Lisbboa, o direito de todos os associados, no acesso a uma habitação condigna.
Ao longo desses anos, pude conhecer muito bem o homem que era: uma pessoa boa, solidária, sempre disponível para ajudar e que deixou bons exemplos a toda a comunidade.
Mas o Fernandes (era assim que eu o tratava) era, acima de tudo, um homem que adorava a Família e pela qual fazia tudo com amor. Um marido extremoso, um pai dedicado e um avô apaixonado pelos seus netos.
O Fernandes foi um amigo de verdade. E é precisamente por isso que hoje me custa tanto vê-lo partir.
Eu sei que todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos de partir. É a lei da vida. Mas, no teu caso, Fernandes, tudo aconteceu de uma forma tão inesperada, tão sem contar, que ainda me custa acreditar. Apenas três dias depois de te teres sentido mal, o pior aconteceu.
É doloroso ver-te partir assim, tão inesperadamente, deixando atrás de ti a família que tanto amavas, os amigos que te estimavam e todos aqueles que contigo partilharam tantos e tantos momentos de confraternização.
Hoje, só já nos resta a saudade, mas também a gratidão por termos tido o privilégio de te conhecer e de caminhar contigo durante tantos anos.
Obrigado, Fernandes, por teres sido uma tão boa pessoa. Obrigado pela tua amizade, pela tua dedicação e por todos os bons exemplos que nos deixaste.
Que Deus te receba nos Seus braços e te conceda, no outro mundo, a felicidade eterna que mereces.
Descansa em paz, meu compadre, meu amigo.
Até um dia, Fernandes.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
VELHOS SEM ABRIGO! - QUE INGRATIDÃO!!!
Eles, os velhos Sem/Abrigo de hoje, também já foram jovens activos, cheios de entusiasmo, ambição e com enorme esperança no futuro; a maioria constituiu família e trabalhou arduamente, enquanto pôde, para a sustentar e contribuir com o seu trabalho para o progresso do País.
Infelizmente, muitos não conseguiram nessa vida de trabalho, amealhar o suficiente para garantirem uma velhice digna, acabando por ser abandonados pelo Estado e, em muitos casos, pelos próprios familiares, não lhes restando outra alternativa senão passar à condição de SEM/ABRIGO, mendigando diariamente para conseguir matar a fome e sujeitando-se a dormir no espaço público sem quaisquer condições de conforto e higiene.
Esta situação é de uma tão cruel desumanidade que toca profundamente a minha sensibilidade e, por vezes, ao ver esses quadros tão tristes e chocantes, não consigo evitar que algumas lágrimas se soltem e me façam pensar: Senhor, quanta desumanidade e ingratidão para com os velhos!
Sim, como é possível que o Estado e a sociedade em geral permitam que pessoas velhas que trabalharam arduamente enquanto puderam, mas para quem a vida foi madrasta, sejam obrigadas a terminar os seus dias na condição de SEM/ABRIGO, sofrendo diariamente vissicitudes inenarráveis.
Esta situação é revoltante e não devia acontecer num País que se diz cristão, democrata e civilizado.
domingo, 9 de agosto de 2026
III ENCONTRO DA FAMÍLIA MEIRELES
MENSAGEM DE BOAS VINDAS
Sejam todos muito bem-vindos ao III Encontro da Família Meireles, aqui em Santo André, neste dia tão especial de convívio, amizade, reencontro e celebração das nossas raízes.
Depois do extraordinário primeiro Encontro em Aveiras de Cima, no Restaurante Pôr do Sol 2, que reuniu cerca de setenta familiares, num ambiente de enorme alegria e emoção, e do segundo encontro realizado no recinto da antiga Escola Primária da aldeia de Misquel, no concelho de Carrazeda de Ansiães – terra de nascimento e de memória para tantos de nós – voltamos hoje a reunir-nos, em Sines, no Pavilhão Multiusos da Junta de Freguesia, para dar continuidade a esta bonita história familiar.
Aqui estamos novamente, unidos pelos laços do sangue, da amizade e das recordações, trazendo connosco, filhos, netos e bisnetos, bem como familiares dos vários ramos que o tempo foi fazendo crescer. Se os apelidos mudaram – Carmo, Macieira, Anes, Silva, Aleixo, Costa e tantos outros – o sentimento de pertença continua o mesmo: somos todos FAMÍLIA.
Este é um dia para matar saudades, trocar abbraços apertados, distribuir beijos sinceros e recordar as muitas histórias, peripécias e aventuras dos tempos de infância, das brincadeiras nos lugares de origem e dos momentos simples que ficaram eternamente gravados e guardados na memória de cada um.
Que este Encontro seja vivido com alegria, entusiasmo e união, fortalecendo os laços que herdámos dos nossos antepassados, deixando às novas gerações o orgulho de pertencer a esta grande FAMÍLIA.
Desejamos que cada momento deste dia fique gravado no coração de todos e que o espírito da Família Meireles continue bem vivo por muitos e bons anos.
Sejam bem-vindos e desfrutem deste Encontro inesquecível.
PRIMAVERAS DE GRATIDÃO
Amanhã desperta um novo dia,
mais
uma página que a vida escreveu;
setenta e sete anos de
caminho,
que Deus, com bondade, me concedeu.
Os
anos voaram como o vento,
num sopro breve, quase sem dar por
isso;
mas cada aniversário alcançado
é um prémio, um
milagre, um compromisso.
Olho
em redor e sinto-me rico,
não pelo ouro que alguém possa
ter,
mas porque a minha maior fortuna
é esta Família que
me viu crescer.
A
Ana, companheira de uma vida,
meu porto seguro, meu eterno
abrigo;
o Marco, a Sónia, filhos tão queridos,
que sempre
caminharam comigo.
O
Fernando e a Inês, com tanto carinho,
vieram ampliar este nosso
lar;
e fizeram da palavra "Família"
um verbo
bonito de amar.
Depois
chegam eles... os meus tesouros,
que iluminam os dias meus:
a
Sofia, com sete anos de sonhos,
a Diana, com oito, sorriso de
Deus.
O
Francisco, já homem feito,
vinte e dois anos a florescer;
e
o Zé Pedro, com vinte e quatro,
orgulho que me faz agradecer.
Que
privilégio vê-los crescer,
escutar-lhes a voz, brincar sem
idade;
dar-lhes um beijo, receber um abraço,
e
ensinar-lhes o valor da amizade.
Eu
não tive igual felicidade.
Uma avó nunca cheguei a
conhecer;
os outros avós partiram cedo,
quando mal
começava a viver.
Talvez
por isso o destino me ensine
a saborear cada instante de
emoção;
porque cada momento junto dos meus
fica gravado
para sempre no coração.
Amanhã,
à volta da mesma mesa,
no HAO HUA vamos celebrar;
não
será apenas um jantar,
mas um pretexto bonito para amar.
Depois,
em casa, virá o bolo,
os copos erguidos num feliz brinde;
e
entre sorrisos, beijos e abraços,
que a alegria nunca tenha
fim.
Porque
a felicidade mora nas coisas simples:
num olhar, numa palavra,
num gesto de ternura;
é no calor da nossa Família
que a
vida encontra a sua maior formosura.
Se
amanhã apagar mais uma vela,
não apagarei a esperança nem o
amor;
cada chama será um agradecimento
pelos dias vividos
com tanto valor.
E
se alguém me perguntar um dia
qual foi a riqueza que consegui
juntar,
responderei, sem sombra de dúvida:
A
Família é a maior riqueza terrena;
é nela que encontrei a
verdadeira felicidade,
é por ela que vale sempre a pena viver
e agradecer a Deus cada novo aniversário.
sábado, 8 de agosto de 2026
EM CADA ANIVERSÁRIO REPITO: A FAMÍLIA É A MAIOR RIQUEZA TERRENA
Amanhã celebrarei mais um aniversário. Completarei 77 anos.
À medida que a idade avança, os anos parecem correr cada vez mais depressa. O tempo, que na juventude parecia caminhar devagar, transforma-se num veloz companheiro de viagem. Mal termina um aniversário, já outro bate à porta.
Chegar aos 77 anos é, para mim, um privilégio que recebo com enorme gratidão. Sei que muitas pessoas não tiveram a felicidade de alcançar esta idade e, por isso, cada novo ano vivido representa uma bênção que merece ser celebrada.
Mas, acima de tudo, o que me faz verdadeiramente feliz não é o número de anos que somo. É a forma como tenho o privilégio de os viver.
A minha maior alegria é poder reunir à minha volta a minha esposa Ana, companheira de uma vida inteira, os meus filhos Marco e Sónia, o meu genro Fernando, a minha nora Inês e os meus quatro netos: a Sofia, a Diana, o Francisco e o Zé Pedro.
Ao vê-los crescer e ao sentir o carinho que existe entre nós, não consigo deixar de pensar na minha própria infância. Não cheguei a conhecer uma das minhas avós e os restantes avós partiram demasiado cedo, quando eu ainda era criança. Talvez por isso valorize tanto o privilégio de poder acompanhar o crescimento dos meus netos, conversar com eles, brincar, aconselhá-los e oferecer-lhes o mais importante de tudo: o meu tempo e o meu amor.
Amanhã iremos jantar todos juntos no restaurante HAO HUA. Depois regressaremos a casa para cantar os parabéns, partilhar o bolo de aniversário e brindar à saúde de todos.
Na verdade, o jantar será apenas um pretexto.
O que realmente importa é estarmos juntos. São os abraços, os beijos, as conversas, as gargalhadas e aqueles pequenos momentos que, aparentemente simples, acabam por se transformar nas mais belas recordações da vida.
Ao longo dos anos aprendi que a felicidade raramente se encontra nas grandes conquistas materiais. Encontra-se muito mais facilmente numa mesa rodeada pelas pessoas que amamos, num abraço sincero ou num olhar cheio de carinho.
Se hoje me perguntassem qual foi a maior riqueza que consegui conquistar durante a minha vida, responderia sem hesitar:
A minha Família.
É nela que encontro a força para continuar, a serenidade para enfrentar os dias mais difíceis e a alegria para celebrar os mais felizes.
Enquanto Deus me conceder o privilégio de continuar por cá, procurarei aproveitar cada instante ao lado daqueles que amo. Porque os anos passam depressa, mas o amor que semeamos na nossa Família permanece muito para além do tempo.
E é por isso que continuo a afirmar, com toda a convicção:
A Família é, e será sempre, a maior riqueza terrena.
Manuel, queremos desejar-lhe um feliz aniversário 🍰
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terça-feira, 4 de agosto de 2026
CASÓRIO DO CARLOS E DA MANUELA
Uma dedicatória especial ao meu mano Carlos que depois de 20 anos de vida em comum com a Manuela, decidiu reforçar essa união através do matrimónio, numa festa bonita, alegre, divertida e bem preenchida com a presença de muitos dos seus familiares.
Mano Carlos, este poema é para ti e para a Manuela.
Parece que captou o sol aquele dia,
que até o céu sorriu com emoção;
vinte anos de partilha e companhia,
selados enfim pela força do coração.
Na Quinta Fonte dos Trevos, engalanada,
entre abraços, sorrisos e familiar calor,
nasceu uma promessa renovada,
abençoada pelo tempo e pelo amor.
Meu mano Carlos, foste o grande obreiro,
de cada detalhe, de cada atenção;
com dedicação e carinho verdadeiro,
fizeste da festa um hino à união.
Vestiste o fato da boa disposição,
o sorriso aberto, a alegria sem igual;
foste o primeiro na dança e na canção,
dando exemplo num convívio fraternal.
O calor apertava sem piedade,
mas ninguém arredou daquela cerimónia;
porque ali reinava a felicidade,
e cada instante merecia ser memória.
Quando trocaram palavras de ternura,
o silência falou mais do que a voz;
vinte anos de amor e de aventura
ganharam novo brilho entre vós.
Manuela, companheira dedicada,
Carlos, irmão de coração generoso,
que a vossa caminhada, já tão abençoada,
continue sempre num destino luminoso.
Eu saí dali com a alma agradecida,
feliz por vos ver tão plenamente felizes;
que Deus vos conceda muitos anos de vida,
repletos de amor, de paz e de raízes.
E quando o tempo folhear mais um capítulo,
recordareis este dia com emoção profunda:
o casamento foi apenas um novo título
de uma história de amor que nunca se dá por finda.
Muitos
parabéns, querido mano Carlos e querida Manuela.
Que a alegria vivida neste dia vos acompanhe sempre,
e que a felicidade de ontem, seja apenas o início de muitos e belos amanhãs.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
É URGENTE TRAVAR A IMIGRAÇÃO CLANDESTINA
As autoridades portuguesas não fazem a mínima ideia de quantos imigrantes ilegais há em solo português. Os números oficiais falam em um milhão e meio mas este número, em meu entender, está muito distante da realidade. ´
Durante vários anos, nos governos de António Costa e do partido socialista, os imigrantes entraram em Portugal aos milhares, sem qualquer tipo de controle, dando origem a um período nebuloso, de expedientes ilícitos e criminosos no respeitante ao processo de legalização dos mesmos, como se veio posteriormente a descobrir.
Em resultado desse período nebuloso, a AIMA colapsou, a segurança social colapsou e de uma forma geral, isso aconteceu em todas as instituições onde os imigrantes tinham que solicitar documentos.
Mas tudo isto aconteceu porque num curto espaço de tempo, entraram em Portugal mais de meio milhão de imigrantes, oriundos de todos os continentes. Portugal esteve de portas escancaradas e por elas entrou todo o tipo de pessoas, inclusivé muitos criminosos, alguns muito perigosos e até com mandado de captura internacional.
Actualmente, há imigrantes em Portugal, em todo o Portugal, mesmo nos locais mais recônditos, de norte a sul e de este a oeste e há outra coisa gravíssima, a construção de habitações clandestinas e ocupações selvagens, que deveriam mobilizar as autoridades para impedir tais práticas.
Há milhares de imigrantes a viver em barracas que constroem da noite pró dia, em vários locais na área do concelho de Lisboa, mas o panorama, segundo nos contam, é igual nos outros concelhos do País. Essas barracas são quase sempre construídas em locais ermos, longe do olhar das autoridades e dos transeuntos.
Perguntamos: Como é possível construir bairros com 50, 100, 200, 300 casas, sem que a fiscalização actue e faça cumprir a lei? Sim, como é possível que se construam milhares de barracas? Onde está a fiscalização? Quem é responsável por esta tragédia?
As autoridades portuguesas não sabem quantos imigrantes há em Portugal mas de uma coisa eu tenho plena certeza, a verdade nua e crua, andará à volta de dois milhões de imigrantes, legais e ilegais! Ora, para um pequeno País com pouco mais de dez milhões de habitantes, 20% de imigrantes é demasiado!
domingo, 2 de agosto de 2026
ONGs - COMO SÃO ADMINISTRADAS AS DOAÇÕES?
Sinceramente, penso que em parte, esse pensamento das pessoas estará correcto, atendendo a que essas organizações com ramificações em todo o mundo, exigem uma imensa estrutura em equipamentos e em matéria humana. Haverá concerteza voluntários que prescindem de qualquer tipo de remuneração porque têm posses e decidiram dedicar o seu tempo e as suas economias a ajudar os mais desfavorecidos. Porém, haverá muitos funcionários nessas organizações que não terão poder económico e que vivem exclusivamente das remunerações que recebem pelo trabalho missionário que realizam a ajudar quem precisa.
Na verdade, o ser humano não é perfeito e, infelizmente, por vezes pratica actos e acções que são absolutamente condenáveis e, neste caso das ONGs, apropriar-se de recursos que se destinam a minorar a fome e o sofrimento de milhões de seres humanos em todo o mundo, é de facto a demonstração do mais miserável e vergonhoso carácter humano.
Todas os maus exemplos existem e continuarão a existir até ao juízo final. Porém, não contribuir para minorar tanta carência e desumanidade no mundo, penso não ser a melhor atitude de uma pessoa de bem que se condoi com as notícias que todos os dias e a toda a hora nos informam do sofrimento e da doença e da fome de milhões de pessoas.
E não é uma boa atitude porquê? Todo o ser humano é dotado de inteligência para poder destrinçar o que é bom ou mau. Nesse sentido, cada um é responsável pelos actos e atitudes que pratica na sua vida. Na sequência deste raciocínio, cada um deve preocupar-se consigo próprio e fazer o que está certo, sem se preocupar com aquilo que os outros fazem porque, não tenham dúvidas, quem pratica as más acções é responsável por elas e a sua vida pessoal há-de ter o seu reflexo.
Por isso, escudarmo-nos na desculpa de não contribuir porque achamos que a nossa contribuição não vai ser bem utilizada, é uma forma habilidosa de tentarmos desculpar-nos da nossa insensibilidade perante o sofrimento dos outros.
Não se desculpe, faça o que deve ser feito.
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