terça-feira, 30 de junho de 2015

A DIFERENÇA ENTRE "SER IDOSO E SER VELHO"



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A velhice é algo que preocupa todos os cidadãos, à medida que se aproximam dessa etapa derradeira da vida. É muito importante que cada um saiba exactamente como quer viver esse período da etapa final.

Ser IDOSO ou ser VELHO? Aparentemente, as duas palavras parecem querer dizer a mesma coisa mas na realidade elas são bem distintas.

Que papel vai querer desempenhar quando está para atingir ou já atingiu a 3ª idade? O papel de idoso ou o papel de velho?

O poema de Jorge R. Nascimento sobre o tema, é muito elucidativo na forma como acentua a diferença entre IDOSO e VELHO. Leia o texto com atenção e, depois, dê a si próprio uma resposta adequada à forma como vive ou quer viver a sua 3ª idade.


 
 SER  IDOSO  E  SER  VELHO
 
“Idoso é quem tem muita idade;
 Velho é quem perdeu a jovialidade.
 A idade causa degeneração das células;
 A velhice, a degeneração do espírito.
 Você é idoso quando se pergunta se vale a pena;
 Você é velho quando, sem pensar, responde que não.
 Você é idoso quando sonha;
 Você é velho quando apenas dorme.
 Você é idoso quando ainda aprende;
 Você é velho quando já nem ensina.
 Você é idoso quando se exercita;
 Você é velho quando apenas descansa.
 Você é idoso quando ainda sente amor;
 Você é velho quando só sente ciúmes.
 Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida;
 Você é velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.
 Você é idoso quando o seu calendário tem amanhãs;
 Você é velho quando ele só tem ontens.
 O idoso renova-se a cada dia que começa; o velho acaba-se a cada noite que termina, pois,       enquanto o idoso tem os olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e ilumina a esperança, o velho tem sua miopia voltada para as sombras do passado.
 O idoso tem planos;
 O velho tem saudades.
 O  idoso curte o que lhe resta da vida;
 O velho sofre o que o aproxima da morte.
 O idoso leva uma vida activa, plena de projetos e prenhe de esperança.
 Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
 Para o velho suas horas arrastam-se destituídas de sentido.
 As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso;
 As rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura.
 Em suma, idoso e velho podem ter a mesma idade no Bilhete de Identidade, mas têm idades    diferentes no coração.
 Que você, idoso, viva uma longa vida, mas não fique velho nunca”
 Jorge R. Nascimento

 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

PODERIA TER SIDO EVITADA A PRIVATIZAÇÃO DA TAP, METRO E CARRIS?


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A decisão do actual governo privatizar a TAP, a CARRIS e o METRO, por razões de ordem económica, está a ser fortemente contestada pelos Sindicatos do Sector e pelas forças políticas da oposição.
 
De facto, nem sempre a alienação de património por parte do Estado poderá ser considerado um bom acto de gestão mas quando estão em causa a transportadora aérea nacional que sempre gozou de grande confiança e credibilidade a nível mundial e a Carris e o Metro, as duas grandes empresas de transporte de passageiros nas duas maiores cidades do País, só em circunstâncias financeiras muito graves, essa alienação terá alguma atenuante ou razão de ser, o que parece ser o caso.
 
A TAP está numa situação de falência, com uma dívida acumulada no final de 2014 de 1.062 milhões de euros e sem meios para renovar e ampliar a sua frota de aviões, de forma a poder dar resposta às necessidades das actuais rotas e, numa perspectiva de crescimento, a curto prazo, ampliá-las.
 
Quanto à Carris e ao Metro, os seus deficits ascendem a dezenas de milhões de euros anuais, os quais são suportados pelo Estado com as receitas dos impostos cobrados aos portugueses.

Sindicatos e trabalhadores do sector dos transportes, contestam as privatizações e como forma de protesto, têm levado a cabo inúmeras greves. Mas atenção, muito antes de se falar em privatização, os sindicatos do sector dos transportes, sempre fizeram greves, sendo mesmo o sector de actividade em Portugal, atrevo-me a dizer, que mais greves realizaram desde 25 de abril de 1974.

De facto, a greve é um direito consagrado na Constituição mas há muita gente, inclusive eu, que não concorda com elas, porque penalizam a dobrar quem não tem culpa, o cidadão trabalhador, que num primeiro momento se vê privado do transporte que já pagou e a seguir, é também obrigado a pagar a factura correspondente aos prejuízos causados, na medida em que, sendo empresas do Estado, o contribuinte é que paga a factura. Por outro lado, se nos lembrarmos que a maioria dos trabalhadores portugueses não tem as mesmas condições para fazer as greves e reivindicações que são feitas no sector dos transportes públicos, tal situação representa uma flagrante desigualdade, bem patente nas remunerações que uns e outros auferem no final de cada mês.

Há ainda uma nota que considero muito desagradável, já que a mesma demonstra falta de sensibilidade e solidariedade dos sindicatos e trabalhadores dos transportes, os quais durante o período difícil (2011/2014) em que Portugal esteve intervencionado e governado pela Troika, vergado ao peso de uma austeridade insuportável, com dezenas de milhar de empresas falidas e centenas de milhar de cidadãos (homens e mulheres) a perder o seu emprego, continuaram nas suas lutas egoístas e mesquinhas, para melhoria dos seus salários, pouco se importando com o desemprego que arruinou a vida de tantos milhares de trabalhadores como eles e completamente indiferentes às dificuldades e prejuízos causados a esses trabalhadores e ao Estado, de cada vez que decidiam fazer greve.

Onde esteve, nesse período, a solidariedade dos sindicatos e dos trabalhadores do sector dos transportes para com os seus congéneres que por todo o País ficaram sem emprego?

E nesse período difícil, o Estado não deveria ter contado com uma trégua patriótica dos sindicatos e dos trabalhadores do sector dos transportes,  não permitindo que a "luta política" se sobrepusesse aos superiores interesses de Portugal e dos portugueses?

Afinal, naquele período difícil, os trabalhadores dos transportes, ao contrário de muitas centenas de milhar, mantiveram os seus postos de trabalho e receberam religiosamente os seus salários no final de cada mês, por sinal, uma remuneração simpática e atractiva que a maioria dos trabalhadores portugueses não aufere.

Nesse sentido, creio que o actual processo de privatização em curso, se deve também, em parte, à actuação leviana e desmesuradamente reivindicativa dos sindicatos e dos trabalhadores do sector dos transportes ao longo dos anos e, mais concretamente, nesta conjuntura de grave crise económica em que o País tem estado mergulhado, pois tenho a certeza que uma actuação mais colaborante,  ponderada e patriótica, teria evitado a alienação destas importantes empresas do Estado.

Por manter a minha independência política ao longo dos anos, sempre pude expressar livremente o meu pensamento, dizendo aquilo que em cada momento me pareceu mais equilibrado e justo. Desde sempre fui contra as greves porque entendia que elas obedeciam a motivações políticas e entendia também que causavam muitos mais problemas e prejuízos ao cidadão comum do que ao patronato. Por essa razão, nunca aderi a nenhuma paralisação decretada pelos sindicatos do sector das finanças, onde pertencia. Foi também por pensar desta maneira que nunca me filiei em nenhum sindicato ao longo dos 38 anos de serviço prestado ao Estado.

Sinceramente, na altura, em alguns momentos, cheguei a ter dúvidas acerca do meu procedimento e, por vezes ficava angustiado. Porém, os anos decorridos, vieram esclarecer o meu espírito e dar razão a esse meu procedimento e ao meu pensamento de então, de tal forma que, se por hipótese, fosse possível voltar a percorrer o mesmo caminho, fazia tudo o que fiz, agora com mais certezas e convicções.

Para amadurecer esta minha forma de estar na vida, bastou prestar alguma atenção ao papel subserviente desempenhado pelos sindicatos portugueses face ao poder político. Na maioria das greves, os interesses políticos e partidários sobrepõem-se aos interesses dos trabalhadores, os quais não passam de meros "bonecos articulados" nas mãos dos hábeis políticos e dirigentes sindicais.

As coisas más acontecem porque alguém não actuou de forma empenhada e competente. Nesta história da privatização das empresas do sector dos transportes, parece-me que os sindicatos não saem de cena isentos de culpas.

domingo, 21 de junho de 2015

NÃO HÁ JUSTIÇA ISENTA SE QUEM A APLICA NÃO FOR INDEPENDENTE



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A Justiça devia ser CEGA, SURDA E MUDA
 
A justiça produz todos os dias inúmeras sentenças de absolvição mas isso não quer dizer que os absolvido(a)s não tenham praticado os crimes de que foram acusados. Em muitos casos, a sentença de absolvição acontece porque a acusação não conseguiu apurar nem demonstrar, de forma inequívoca e clara, a culpabilidade do arguido, sem deixar dúvidas no espírito de quem julga.
 
Porém, da experiência pessoal que fui adquirindo ao longo das 65 primaveras sobre matéria de justiça, não tenho dúvidas em afirmar que a demonstração dos factos nem sempre tem o mesmo peso na produção da sentença, a qual depende muitas vezes de aspectos marginais e secundários, relativamente à matéria criminal do processo, nomeadamente, o estatuto social, político ou económico das pessoas em confronto no julgamento.
 
Durante décadas, contam-se pelos dedos das mãos, as sentenças condenatórias proferidas  relativamente aos chamados "crimes de colarinho branco". Foi um período em que governantes, políticos, autarcas, grandes empresários, banqueiros e todas as personalidades públicas e privadas que ocupavam cargos importantes, gozaram de uma monstruosa impunidade por parte da justiça, a qual originou a prática de toda a espécie de vigarices que delapidaram o erário público e o surgimento de práticas de corrupção que atingiram proporções gigantescas em todos os sectores de actividade do Estado e que muito contribuiu para o colapso financeiro da República em 2010.
 
É por tudo isso que eu afirmei e continuo a afirmar que a Justiça, por não ter cumprido durante décadas a sua nobre função de "fazer justiça", teve também uma boa quota parte de responsabilidade na grave situação económica e financeira que atingiu o seu pico no final de 2010, início de 2011 e que obrigou Portugal a recorrer a um empréstimo de cerca de 70 mil milhões de euros para poder honrar os seus compromissos a nível interno e externo.
 
A Justiça para desempenhar a sua importantíssima missão com rigor e isenção, diz o povo e com razão, devia ser cega, surda e muda, isto é, não poder distinguir ou diferenciar os que são julgados e muito menos, ouvir ou falar com eles.
 
Se há alguém que necessita de total independência para exercer a sua profissão com absoluta isenção, são os magistrados e, nesse sentido, deviam conservar total distanciamento relativamente ao poder político.  Enquanto a promiscuidade reinar na Justiça entre os diferentes poderes, será difícil, senão impossível, cumprir com isenção a sua missão de "fazer justiça".
 
Se no passado a Justiça actuou de forma negativa e contribuiu para que Portugal perdesse a sua independência económica, neste momento, é necessário e imprescindível que funcione com acerto e retire do seu vocabulário judicial a palavra "impunidade", não permitindo que os criminosos fiquem sem castigo, sejam eles quais forem e que o Tribunal, em julgamento, transforme culpados em inocentes e inocentes em culpados.
 
Hoje, mais do que nunca, é necessária uma Justiça forte e credível para ajudar Portugal a restabelecer a sua soberania económica, por forma a poder devolver aos portugueses o que lhes foi retirado nos anos de crise, mas acima de tudo, devolver-lhes uma vida sem sobressaltos constantes, confiança no futuro e alegria de viver. 
         
 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

LEGISLATIVAS 2015 - COMEÇOU A ÉPOCA DA CAÇA... AO... VOTO

 
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 De quatro em quatro anos, antes de terminar a legislatura, há um período de campanha eleitoral que eu designo de "caça ao voto". Nesse período, os políticos dos principais partidos percorrem o País de Norte a Sul e de Este a Oeste, indo ao encontro das pessoas de todas as condições sociais com o objectivo de "caçar" o seu voto. E para concretizar os seus desígnios, os políticos recorrem a todos os truques de sedução e convencimento, com um tal descaramento e demagogia que ultrapassa todas as fronteiras do tolerável.

Está provado que o voto é muito mais importante para os políticos e para os partidos a que pertencem do que as pessoas, embora, cinicamente, façam questão de afirmar o contrário. A prova de que o voto é mais importante do que as pessoas, está no facto de os políticos só se lembrarem de percorrer o País e ir ao encontro das pessoas, em tempo de campanha eleitoral, esquecendo-se delas e das promessas que lhes fizeram, logo após a contagem dos votos.
 
Durante a campanha eleitoral incentivam as pessoas a votar, de preferência no seu partido, argumentando que a abstenção favorece as forças de direita ou de esquerda, consoante a linha ideológica dos políticos que fazem o apelo ao voto.
 
Mas porque é mais importante o voto do que as pessoas para os partidos políticos?
 
Eu explico: Os partidos vivem essencialmente da subvenção anual que recebem do Estado, em função e na proporção da quantidade de votos recebidos nas eleições legislativas que se realizam de 4 em 4 anos. Nesse sentido, cada força política procura convencer o maior número de eleitores a votar na sua sigla, utilizando para isso, toda a espécie de argumentação que possa prejudicar e descredibilizar os adversários. É a chamada "baixa política" em que tudo vale, mesmo o insulto e a difamação, para "caçar" mais uns míseros votos.

De acordo com a lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, as várias forças recebem por cada voto 1/135 do salário mínimo nacional. Actualmente, o valor fixado e aprovado para vigorar até 31 de Dezembro de 2015, é 505 euros. Feitas as contas, para estas eleições, o valor de um voto, caso seja actualizado, é de 3,74 euros.
 
Os partidos, se cada voto não representasse dinheiro a entrar nos seus cofres (3,74 €), que multiplicados pelos 4 anos da legislatura soma 14,96 €, estavam-se nas tintas para os eleitores e para a abstenção. Para eles seria indiferente alcançar uma vitória com 500 mil, 1 milhão ou 2 ou 3 milhões de votos. Mas como a subvenção do Estado para cada partido é equivalente ao número de votos alcançados nas urnas, obriga os partidos e os seus líderes a fazer pela vida em tempo de campanha eleitoral.
 
Agora imaginemos, a título de exemplo, que os principais partidos políticos  alcançavam nas próximas legislativas, o número de votos que a seguir apresento. Multiplicado o número total de votos pelo valor de cada um (14,96 €), encontramos o montante da subvenção recebida do Estado por cada partido, referente aos 4 anos da legislatura e que, neste caso, representa um encargo de 89.236.400 euros (Oitenta e nove milhões duzentos e trinta e seis mil e quatrocentos euros).
 
Partido A  -  2.500.000  x 14,96  =  37.400.000 (Trinta e sete milhões e quatrocentos mil euros).
Partido B  -  1.900.000  x  14,96  = 28.424.000 (Vinte e oito milhões quatrocentos e vinte e quatro mil euros).
Partido C  -     700.000  x  14,96  =  10.472.000 (Dez milhões quatrocentos e setenta e dois mil euros).
Partido D  -     400.000  x  14,96  =   5.984.000 (Cinco milhões novecentos e oitenta e quatro mil euros).
Partido E  -     280.000  x 14,96   =   4.188.800 (Quatro  milhões cento e oitenta e oito mil e  oitocentos euros).
Partido F  -     100.000  x  14,96  =    1.496.000 (Um milhão quatrocentos e noventa e seis mil euros).
Partido G -       45.000  x  14,96  =        673.200 (Seiscentos e setenta e três mil e duzentos euros).
Partido H -       40.000  x  14,96  =        598.400 (Quinhentos e noventa e oito mil e quatrocentos euros).
 
Indubitavelmente, o montante da subvenção a alcançar nas próximas legislativas é a única forte razão que motiva os partidos a redobrar os seus esforços junto dos eleitores, onde quer que eles se encontrem, seja nas ruas,  nas fábricas,  nas feiras, nos campos, no interior do País ou no litoral, nas vilas ou nas aldeias, nas grandes ou nas pequenas cidades, porque o seu voto vale 14,96 euros.
 
Com a experiência adquirida nos 41 anos de democracia, o povo que não se iluda! Os políticos só correm atrás dos seus próprios interesses.

NOTA: - Nas anteriores eleições legislativas, os pequenos partidos que não alcançaram um número de votos igual ou superior a 50.000, não receberam qualquer tipo de subvenção. Nas próximas, com 25.000 votos já vão ter direito a subvenção porque, entretanto, a lei foi alterada.

 

sábado, 13 de junho de 2015

ARMÉNIA / PORTUGAL, 2-3 - COM HATTRICK DE CRISTIANO RONALDO

Ronaldo
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Como milhões de portugueses, segui atentamente o jogo Arménia/Portugal através da transmissão em directo da RTP. Há jogos empolgantes, com jogadas perigosas sucessivas de ataque e contra-ataque, que nos mantêm em constante entusiasmo e, ao mesmo tempo, na incerteza e expectativa quanto ao resultado final. Tais jogos fazem-nos vibrar de emoção e entusiasmo e até ficamos com pena que os 90 minutos de jogo se tenham esgotado tão depressa.
 
Em minha modesta opinião, não foi o caso deste jogo. Portugal entrou mal na partida e os arménios aproveitaram para exercer um maior domínio e criar mais situações de perigo. O golo que apareceu aos 14 minutos não causou surpresa e, de certa forma, premiava a melhor equipa em campo. Portugal tardava em contrariar o jogo do adversário, não conseguia ter posse de bola e Ronaldo raramente foi bem servido.
 
Mas eis que aos 28 minutos, Moutinho é derrubado dentro da grande área e Ronaldo, encarregado da marcação do penalty, não perdoou e empatou a partida. Cheguei a pensar que este golo caído do céu aos trambulhões, seria capaz de dar ânimo e força à equipa para inverter a situação e começar a mandar no jogo. Enganei-me. A equipa portuguesa continuou a cometer os mesmos pecados e a não ser capaz de contrariar um maior ascendente dos arménios, pelo que o resultado de 1-1 ao intervalo não é totalmente justo para os da casa.
 
Normalmente, o intervalo serve para que a equipa técnica reflita sobre o que esteve mal ou menos bem e transmita aos jogadores a forma de ultrapassar as dificuldades e fazer melhor.  Se isso aconteceu, não se notou porque a equipa continuou a jogar mal e a não conseguir superiorizar-se ao adversário.
 
Como noutras ocasiões, emergiu do naufrágio colectivo da equipa das quinas, um trunfo valiosíssimo de nome, Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo que por vezes, face ao desacerto da equipa e à falta de oportunidades, inventa golos impossíveis, como aquele que colocou Portugal a ganhar por 2-1. Um balão para a frente, os centrais arménios a falharem e Cristiano a acreditar, a meter o pé e a antecipar-se ao guarda-redes arménio que ficou a meio do caminho, vendo desesperadamente a bola a entrar na sua baliza.
 
E depois do 2-1, mesmo com Portugal a jogar mal, bastaram mais 3 minutos para Cristiano Ronaldo inventar mais um monumental golo, dominando na perfeição uma bola que o adversário falhou o corte, virou-se para a baliza, deu dois passos e disparou um daqueles seus "petardos" teleguiados, sem qualquer hipótese de defesa. Ninguém esperaria e muito menos o guarda-redes arménio que Ronaldo se atrevesse a visar a baliza, com êxito, àquela distância! Mas CR7 é exímio na arte de rematar à baliza a grandes distâncias e, na verdade, tem feito golos fabulosos, autênticas obras de arte, como este, que vai correr mundo e fazer jus ao melhor jogador do Mundo.
 
Com a reviravolta no marcador e o resultado em 3-1 aos 58 minutos de jogo, toda a gente acreditou que a vitória portuguesa estava consumada e quebrado o enguiço de a equipa nunca ter ganho na Arménia. Porém, aos 62 minutos, através de uma falta absolutamente desnecessária, Tiago foi imprudente, viu o 2º cartão amarelo e foi expulso. Faltava ainda muito tempo de jogo, os arménios colocaram mais velocidade no jogo e as coisas começaram a complicar-se, tanto mais que Portugal começava a recuar demais e a não ter o discernimento necessário para trocar a bola e sair da zona da sua grande área. Numa dessas insistências dos arménios, Rui Patrício não defendeu uma bola que aparentemente devia ter agarrado, permitindo a Mkoyan, muito atento e oportuno, fazer a recarga vitoriosa, reduzindo para 2-3, aos 71 minutos.
 
Com pelo menos 20 minutos para jogar, adivinhava-se um final difícil para a equipa das quinas, já que o adversário, muito aguerrido, não desistia de tentar chegar ao golo. Valeu à equipa portuguesa, neste período, uma maior experiência por parte dos seus jogadores que passaram a fazer muita mais circulação e posse de bola, recorrendo até à táctica de "queimar tempo", motivo pelo qual Rui Patrício foi admoestado com cartão amarelo.
 
Enfim, uma vitória muito sofrida mas que não deixa de ser uma importante vitória, já que evita as habituais dificuldades e "contas de cabeça" de última hora, relativamente ao apuramento para a fase final do EURO 2016.
 
Cristiano Ronaldo, com os seus golos, tem empurrado a Selecção das Quinas para as vitórias e para o topo da classificação e será uma pena se o conjunto liderado por Fernando Santos não atingir um desempenho competitivo de excelência, capaz de poder fazer brilhar Ronaldo no Europeu de 2016 e com a sua imprescindível ajuda, chegar ao título. Ele merece conquistar um título ao serviço da Selecção Portuguesa de Futebol.
 
Para que isso aconteça, há muita afinação a fazer e até atletas a substituir e Fernando Santos não pode descansar à sombra da bananeira.
 
Parabéns Cristiano e parabéns Portugal, pela vitória.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

OS TRABALHADORES PORTUGUESES VENCERAM A CRISE

 
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É de facto visível e indesmentível que Portugal está bem melhor do que estava em 2011. O optimismo e a confiança parecem estar a regressar ao dia-a-dia dos portugueses e das empresas, as quais têm apresentado bons resultados e têm sido a mola real do crescimento da economia, com as exportações a bater sucessivos recordes.
 
Esta inversão de uma situação económica muito difícil em que Portugal teve que enfrentar um checkmat (resgate) e aturar uma exigente troika durante mais de 3 anos, deve-se aos sacrifícios e ao trabalho dos portugueses que viveram uma insuportável austeridade e a aguentaram com heroico patriotismo para salvar Portugal.
 
O maior mérito, é portanto dos trabalhadores portugueses. Mas atenção, nem todos os trabalhadores estão incluídos neste reconhecido mérito. Os trabalhadores a que me refiro, foram aqueles que reconhecendo a grave situação do País, compareceram diariamente no seu local de trabalho, dispostos a dar o seu melhor, sem nada pedir em troca, até ultrapassar a crise. Esses, foram sem dúvida os grandes obreiros da mudança que se verificou em Portugal, para melhor, nestes últimos 4 anos e agora, logo que possível, o mais breve possível, devem ser recompensados e ressarcidos desses seus sacrifícios e avultados prejuízos.

Mas há também o reverso da medalha. Muitos portugueses, provavelmente por questões ideológicas e com o objectivo de desgastar e "combater" o Governo, organizaram e participaram em sucessivas greves, muitas das quais dificultaram e até impediram muitos portugueses que pretendiam trabalhar. A maioria delas, foram greves de cariz político, despropositadas, tendo em conta o momento delicado que se vivia e a debilidade económica do País, mesmo que houvesse fortes razões reivindicativas. Nesse sentido, os trabalhadores que participaram em greves e causaram grandes prejuízos ao País, não podem partilhar do mérito a que os outros têm pleno direito.

Do mesmo modo, também as forças políticas da oposição, que para além de nunca terem colaborado com o Governo, fizeram questão de o "combater" até à exaustão, por tudo e por nada, sempre do contra, não podem agora partilhar o "sucesso" das medidas deste Governo e, como tal, vão continuar a negar a evidência de um Portugal melhor e a insistir nas críticas, porque, pelos vistos, não têm nada mais importante para realizar em prol do País e dos portugueses.
 
A oposição tem feito o vergonhoso papel de "profeta da desgraça", prevendo e anunciando resultados catastróficos acerca da governação que felizmente não aconteceram. Previu, por exemplo, o desastre antecipado que iria terminar num segundo resgate e o governo passou com distinção em todos os "exames" a que foi sujeito pela troika. Para além disso, a economia cresce, o desemprego diminui, os impostos são agora cobrados com mais eficiência, a justiça está a cumprir muito melhor a sua nobre missão, foi dado um novo impulso ao sector do turismo e o consumo de bens e serviços está de novo em franca recuperação.
 
Tudo isto está a acontecer porque Portugal está melhor e Portugal estando melhor, mais dia menos dia, também vai proporcionar essa melhoria aos portugueses.
 
Quando oiço diariamente as forças da oposição repetir até à exaustão que "o Governo diz que Portugal está melhor mas os portugueses estão pior", não posso deixar de lamentar tão pobre e descabida argumentação política, por não ser verdade e porque para melhorar as condições de vida dos portugueses, primeiro era necessário e fundamental melhorar as condições económicas do País.
 
Não nutro grande simpatia pelo actual governo, quanto mais não fosse e se outras razões não houvesse, pelas inúmeras medidas impopulares que teve que tomar e que muito me penalizaram, mas reconheço-lhe a coragem com que enfrentaram a situação económica e a oposição, nunca mostrando desânimo perante as dificuldades nem nunca vacilando perante as medidas difíceis e impopulares.
 
Pela minha parte, espero que nas próximas eleições legislativas, os portugueses saibam reconhecer as condições difíceis em que este governo trabalhou e lhe dêem oportunidade de governar o País nos próximos 4 anos para poder consolidar as reformas e as políticas que iniciou, por forma a tornar mais atractiva e estável a vida dos portugueses.
 
 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

FALTA LIMPEZA E MANUTENÇÂO NA PRAÇA DO COMÉRCIO


 
 
Fotos do autor do Blogue
 
Ontem, domingo, 7 de Junho de 2015, pelas 9,30 horas, participei num passeio de bicicleta que começou e terminou na Praça do Comércio. Enquanto esperava o início do passeio pelas ruas da baixa lisboeta, dei umas voltas pela emblemática Praça e não fiquei satisfeito com aquilo que vi.
Posso dizer que fiquei chocado com o grau de sujidade, desleixo e abandono de um dos locais mais procurados e admirados pelos turistas que visitam Lisboa.
 
Para além do pavimento se encontrar completamente lavrado com a gravilha toda solta, propícia a provocar quedas perigosas a quem por ali passa, também as pedras mármore se encontram partidas, dando um aspecto de desleixo e abandono.
 
Mas para além de tudo isto que não é pouco, verifiquei que em toda a área havia garrafas partidas, muito lixo, papel e plástico e até vi em vários sítios VOMITADO. Depois, a estátua de D. José está transformada num mictório ou wc público, pois a urina é visível, a cor das escadarias tem a sua cor e o cheiro não engana. Que lástima deplorável!!!
 
Toda a gente sabe que em locais deste género, onde se servem bebidas alcoólicas até às tantas da madrugada, há sempre quem beba demais e depois faça disparates. O que não se aceita é que a Câmara Municipal de Lisboa não tome as medidas necessárias para reduzir ao máximo o impacto dos disparates dessas pessoas, vigiando e limpando toda a área, antes de se iniciar o novo dia.
 
Estive em Barcelona recentemente e verifiquei que lugares públicos do género da Praça do Comércio, são cuidadosamente tratados pelos serviços de limpeza logo de madrugada e de manhã quando as pessoas por ali passam, já está tudo impecavelmente limpo.
 
A Praça do Comércio é um dos mais belos postais ilustrados da Capital do País e não merece o desleixo e abandono a que está votada pelos responsáveis do Departamento de Manutenção e Limpeza dos Espaços Públicos da Câmara Municipal de Lisboa. 
 
 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

LFV, OS BENFIQUISTAS QUEREM MARCO SILVA NO BENFICA

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Ninguém imaginaria um desenlace desta natureza do ex-treinador do Benfica e muito menos que escolhesse ser treinador do Sporting. Mas já que aconteceu, é uma óptima oportunidade para o Presidente encarnado contratar o ex-treinador do Sporting, Marco Silva que já tinha sido equacionado anteriormente para ingressar na Luz e só não aconteceu porque Luis Filipe Vieira, contra tudo e contra todos, numa época em que nada ganhou, segurou Jorge Jesus.
 
Nesta inesperada troca de treinadores, o Benfica ficará a ganhar se contratar Marco Silva porque este já deu provas suficientes quanto à sua competência e conhecimentos. Veja-se o trabalho brilhante que realizou no Estoril e esta época, num Clube onde os dirigentes leoninos tanto atrapalharam o seu trabalho, acabou mesmo assim por ganhar a Taça de Portugal e classificar-se no 3º lugar do campeonato, com acesso à Liga dos Campeões.
 
Marco Silva, para além das qualidades que todos lhe reconhecem como treinador, é também um exemplo de "fair-play" e um óptimo comunicador. A dimensão planetária do Sport Lisboa e Benfica não permite ter nas suas fileiras um treinador que não sabe articular uma frase com princípio meio e fim e que alimentou as páginas de humor da comunicação social ao longo destes últimos seis anos, desprestigiando o centenário Clube da Águia.  O treinador do Benfica tem que ser alguém que se saiba expressar correctamente em português mas se souber espanhol, francês ou inglês, tanto melhor.
 
Para o Benfica, é uma sorte o Jorge Jesus ter batido com a porta e o Marco Silva estar livre. Troca por troca, o Benfica fica a ganhar. Há oportunidades que não podem ser desperdiçadas. Eu lembro-me perfeitamente do que aconteceu com José Mourinho. Tivemos a chance de ter o melhor treinador do mundo como técnico do Glorioso e os dirigentes da época, por ingenuidade ou incompetência, mandaram-no embora.
 
Quer-me parecer que todos os benfiquistas querem Marco Silva como treinador do Benfica e Luis Filipe Vieira deve ter essa sua vontade em atenção. Não sei se já teria alguém apalavrado mas face ao que aconteceu, neste momento só há uma decisão a tomar: contratar imediatamente o ex-treinador do Sporting.
 
É o treinador ideal para levar o Benfica às grandes vitórias e superar os resultados alcançados por Jorge Jesus. A próxima época já irá responder a todas as dúvidas sobre as qualidades e competência dos dois treinadores. É só ter um pouco de paciência e aguardar. 
 
O mundo é feito de mudança e o Benfica não podia continuar a apostar num treinador que não estava de acordo com a sua tradição, grandeza e prestígio.
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

JORGE JESUS - UM DESFECHO SURPREENDENTEMENTE INIMAGINÁVEL!!!


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Imagem retirada do Google
 
JORGE JESUS relativamente ao Sport Lisboa e Benfica já é passado e o seu nome deve, a partir de agora, ser completamente ignorado pelos adeptos, sócios e simpatizantes do Glorioso. Não merece o mínimo de respeito e consideração da nação benfiquista. Ninguém estaria à espera de ver alguém que foi treinador dos encarnados durante 6 épocas, bater com a porta e sair directamente para o eterno rival de Alvalade.
 
Jorge Jesus que se diz sportinguista dos sete costados, sempre ambicionou treinar o Clube de Alvalade mas a verdade, nua e crua, é que os dirigentes leoninos nunca lhe deram essa oportunidade antes de ser treinador do Benfica. Foi precisamente o Clube Rival que lhe deu essa chance e tempo suficiente para poder conquistar alguns títulos em Portugal e brilhar nalgumas competições europeias em que participou, nomeadamente a Liga Europa e a Liga dos Campeões.
 
É certo que o seu currículo desportivo, poderia ter sido muito melhor, tanto interna como externamente, mas foi severamente afectado pelos muitos erros tácticos e decisões erradas que cometeu, demonstrando "medo" e falta de ambição em muitos jogos.
 
A nível europeu, estou a lembrar-me concretamente das duas finais da Liga Europa perdidas ingloriamente para o Chelsea e para o Sevilha, a meia final da Liga Europa perdida para o Braga e o insucesso que caracterizou a sua participação na Liga dos Campeões, nomeadamente esta época que não ultrapassou a fase de grupos e nem sequer se classificou para a Liga Europa, num grupo que parecia acessível.
 
A nível interno, época 2012/2013, lembrar a final da Taça de Portugal perdida para o Vitória de Guimarães e o campeonato nacional perdido escandalosamente na última jornada aos 90+2 para o F. C. Porto. E referente a esta época, não esquecer a escandalosa eliminatória da Taça de Portugal, em pleno estádio da Luz (1-2), pelo Sporting Clube de Braga, ficando ainda como registos muito negativos as 3 derrotas para o campeonato, em Braga 2-1, em Paços de Ferreira 1-0 e em Vila do Conde 2-1.
 
Como adepto benfiquista, indignei-me muitas vezes com atitudes incorrectas e desrespeitosas de JJ durante o decorrer dos jogos e quando chegava a altura das entrevistas, era impossível disfarçar um certo constrangimento, em consequência das inúmeras calinadas gramaticais que depois eram objecto de chacota e glosadas pelos humoristas da nossa praça e pela comunicação social.
 
Em conclusão, direi que JJ não faz nenhuma falta ao Benfica e vamos constatar isso mesmo já na próxima época e, por outro lado, tenho a certeza que o próximo treinador, será alguém capaz de continuar a proporcionar muitas conquistas desportivas ao Glorioso mas acima de tudo, alguém que ao nível do comportamento moral e intelectual, prestigiará muito mais a Instituição Sport Lisboa e Benfica. 
 
Os actos e as atitudes ficam para quem as pratica. JJ não podia mudar-se para o rival Sporting. Desrespeitou a Instituição que lhe deu a mão e lhe proporcionou a ascensão na carreira. Nesse sentido, Jorge Jesus, sempre igual a si próprio, acaba por transformar a rescisão tão caricata e apalhaçada como foi a permanência.
 
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

CONTRASTE ENTRE GERAÇÕES JOVENS DE ONTEM E DE HOJE


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 Imagem retirada do Google
 
As gerações jovens do meu tempo eram muito diferentes das actuais. Os jovens começavam desde tenra idade a colaborar com os pais nas tarefas diárias da família.
 
A vida era muito dura nas regiões do Interior, onde a maioria da população se dedicava à agricultura e trabalhava do nascer ao pôr do Sol, enfrentando, ao longo do ano, as difíceis e constantes alterações climatéricas.
 
Enquanto os pais e os filhos mais velhos trabalhavam no campo, os mais novos asseguravam as tarefas de casa, confeccionando as fracas refeições, zelando pela sua limpeza, alimentando os animais domésticos e providenciando produtos hortícolas para consumo da família e dos animais, entre muitas outras coisas.
 
Na generalidade, as gerações jovens cresciam com hábitos saudáveis de trabalho e rigorosos métodos de educação, o que fazia deles jovens humildes, solidários e respeitadores. Por outro lado, as dificuldades e a dureza da vida forjava-lhes uma tão rija têmpera que os tornava homens antes mesmo de o serem. 
 
Mesmo aqueles jovens privilegiados que ingressavam nas universidades para tirar um curso superior, nos seus tempos livres, nas férias ou sempre que podiam, ajudavam a família nos diferentes sectores de actividade a que se dedicavam. Mesmo assim, arranjavam tempo para estudar e concluíam os seus cursos com distinção. Actualmente, uma boa parte dos jovens, não chega a formar-se mas passam anos e anos nas faculdades brincando com os caloiros, gastando o dinheiro dos pais e a fazer que estudam. Então, havia um grande respeito pelos progenitores e o reconhecimento dos sacrifícios que faziam para lhes proporcionar um futuro mais agradável e promissor.
 
Eram gerações pouco exigentes que não pediam nada em troca. Não exigiam gordas mesadas, roupa, calçado e objectos pessoais de marca e tantas outras coisas sumptuosas e supérfluas, como agora acontece, pouco se importando com as eventuais dificuldades económicas dos progenitores.
 
As gerações jovens do meu tempo casavam pela Igreja e saíam de casa dos pais muito cedo, tornando-se independentes, económica e socialmente. As mulheres celebravam o matrimónio antes de atingirem os 20 anos para não terem que ouvir em surdina: "esta vai ficar para tia"; já os homens, faziam-no logo depois de cumprirem o serviço militar obrigatório, por volta dos 23/24 anos de idade.
 
Actualmente, a maioria dos jovens não casam e os que o fazem, uma boa parte acaba por se divorciar; ficam em casa dos pais até aos 30/40 anos e outros nem sequer chegam a sair; aqueles que optam por constituir família, fazem-no a título de experimentação, concordando mutuamente juntar os trapinhos.
 
As gerações jovens do meu tempo, numa época difícil de ditadura, apesar de tudo, embora não tivessem as mordomias das actuais, viviam felizes, rodeados de afectos e estabilidade familiar, tão necessária a um crescimento emocionalmente equilibrado e confiante, ao contrário do que acontece presentemente, com pais separados e filhos divididos, muitas vezes disputados em dolorosos e morosos processos judiciais, uma situação que é responsável pela intranquilidade, insegurança e rebeldia de muitos dos nossos jovens que acabam por ter muitas dificuldades de integração na sociedade e de adaptação às suas regras.
 
Na verdade, com a idade que tenho, já experimentei e vi muita coisa, como ser emigrante e inclusive viver na ditadura durante 25 anos.  Porém, uma das coisas que mais me surpreende negativamente e que jamais imaginei  pudesse acontecer quando festejei entusiasticamente a conquista da "liberdade" e da democracia, é que a coberto do manto protector dessa liberdade democrática se tenha arruinado o conceito de família, o casamento e tantos outros padrões e regras absolutamente fundamentais que fragilizaram e minaram seriamente o forte e sagrado significado da palavra FAMÍLIA.
 
NOTA: - Acredito que haja pessoas do meu tempo que possam não concordar com o texto e possam afirmar que foram tudo, menos jovens exemplares. Para salvaguarda, direi que em todos as épocas houve excepções à regra; porém, aquilo que o texto descreve sobre as gerações jovens do meu tempo, era efectivamente a regra.