terça-feira, 21 de novembro de 2017

AGÊNCIA EUROPEIA DO MEDICAMENTO - RIVALIDADES POLÍTICAS PREJUDICARAM A CANDIDATURA PORTUGUESA

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Numa primeira apreciação, o governo tinha decidido, e bem, candidatar Lisboa à Agência Europeia do Medicamento, actualmente sediada em Londres, onde deixará de operar a partir de 2019, na sequência do Brexit.

Portugal é um País pequeno e de reduzida influência política no contexto europeu. Logo, qualquer candidatura europeia protagonizada por Portugal tem que ser suficientemente forte, quase a roçar a excelência, para ter alguma probabilidade de êxito.

Lisboa, era sem dúvida, uma excelente candidatura, porque goza actualmente de grande prestígio e notoriedade a nível mundial e cumpria a maioria dos requisitos técnicos nessa corrida à EMA, em que participavam mais 18 cidades europeias.

Porém, devido a lutas políticas partidárias de que Portugal nunca sai beneficiado, o governo deixou cair a proposta inicial, acabando por aceitar e concordar com a candidatura do Porto. Infelizmente, os políticos colocam sistematicamente os seus interesses pessoais à frente dos interesses do País e, neste caso, mais uma vez aconteceu. Lisboa reunia melhores condições para lutar pela vitória e se a alcançasse, era Portugal no seu todo que ficaria a ganhar.

O ditado é simples e muito antigo: "A UNIÃO FAZ A FORÇA". Pois em Portugal assiste-se constantemente à desunião das forças políticas com influência na governação, prejudicando gravemente os interesses do País e da sua população.

Quando será que os agentes políticos tomarão consciência de que os seus actos e atitudes terão que ser sempre tomados em função dos superiores interesses da Nação?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

PORQUE SÃO AS FORÇAS POLICIAIS VÍTIMAS DE CONSTANTES AGRESSÕES?


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Ultimamente, os casos de agressões às forças policiais têm aumentado exponencialmente e quase todos os dias ouvimos ou lemos notícias sobre essa lamentável realidade. 

Somos a favor da lei, da justiça e da razão, esteja ela do lado dos agentes policiais ou dos cidadãos mas não aceitamos que cada um faça justiça por suas próprias mãos. Se o polícia agiu de forma inadequada, deve ser objecto de uma queixa ao Comando respectivo e se, pelo contrário, foi o cidadão a infringiu a lei, este deve ser punido de acordo com o estipulado na lei. Polícias e cidadãos têm o dever de se respeitar e nunca por nunca tentar substituir-se aos órgãos judiciais.

Então porque é que chegámos a esta tão grave situação de vermos tantos agentes da autoridade desrespeitados e agredidos, por vezes selvaticamente?

Em minha modesta opinião, por uma razão muito simples: brandura, ineficácia e impunidade da justiça. Na verdade, tem que ser atribuída à justiça uma enorme quota parte de responsabilidade na crescente onda de desrespeito que se tem verificado para com as forças policiais, precisamente porque os Senhores Magistrados que aplicam a justiça têm sistematicamente ilibado e permitido que gozem de vergonhosa impunidade, toda a espécie de perigosos marginais, muitos deles com cadastro e responsáveis pelo cometimento dos mais variados crimes.

Inacreditavelmente, muitos criminosos apanhados pelas forças policiais em flagrante delito e levados a tribunal, são sistematicamente absolvidos e soltos por esses senhores que administram a justiça, ridicularizando, vexando e desautorizando o papel dos agentes envolvidos que depois são também objecto de chacota dos próprios marginais que deviam ter ficado presos mas que o juiz, vamos lá a saber porquê, decidiu perdoar-lhes e permitir que fiquem livres para voltarem a cometer os mesmos ou ainda mais graves crimes.

Algo vai muito mal na justiça à portuguesa. Temos tido conhecimento de muitas decisões que envolvem sentenças em julgamentos que nos deixam perplexos e indignados porque, pela natureza dos crimes, jamais poderíamos imaginar punições tão leves.

Se há polícias que não têm perfil para desempenhar tão nobre profissão que sejam afastados mas no geral, as forças de segurança têm que ser respeitadas e o Estado tem o dever e a obrigação de garantir esse respeito, produzindo legislação adequada para as proteger.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

QUE GRANDE JORNADA DE SOLIDARIEDADE PARA COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS!!!

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Ontem assisti, via televisão, a mais um jogo particular de solidariedade para com as vítimas dos incêndios do Verão e do Outono que atingiram, tragicamente, dezenas de famílias, "roubando-lhes" a vida dos seus entes queridos e todos os bens materiais adquiridos com o fruto do seu trabalho abnegado e esforçado ao longo de uma vida.

Valeram as centenas de milhar de euros provenientes da receita porque o jogo, em si, não prestigiou grandemente a Selecção Portuguesa de Futebol, cujos jogadores que estiveram em campo, embora esforçados, nunca se encontraram como equipa, e, por isso mesmo, realizaram uma pobre exibição com a Selecção dos Estados Unidos da América, cujo resultado terminou milagrosamente empatado a uma bola, graças a um monumental frango do guardião americano.

Todavia, constatei uma vez mais a imensa generosidade do povo português que faz questão de nunca faltar com a sua solidariedade perante as trágicas desgraças que com frequência se verificam em Portugal.

Desta vez, os portugueses, chocados com a dimensão dos fogos e com as suas trágicas consequências, já contribuíram com milhões de euros, em dinheiro e material diverso, dádivas que, pelos vistos, têm sido canalizadas para prestar o indispensável apoio a quem tudo perdeu, substituindo, até ao momento, passados que são mais de 4 meses sobre os incêndios de Julho e mais de 1 mês sobre os de Outubro, o apoio do Estado, cujos membros do Governo falam muito e prometem muito mas, na prática, tudo isso não passa da habitual retórica do blá blá blá, porque aos que sofreram tão graves perdas, o Governo ainda não reparou nada.

Para o Governo não há situações de emergência em que é necessário ajudar imediatamente. Quem sofre e quem precisa, que espere pelas demoradas decisões dos governantes que não conseguem encarnar os problemas dos outros, colocar-se na pele deles e actuar como se deles próprios se tratasse.

Todos os dias oiço queixas e lamentos das vítimas dos incêndios, nos diferentes noticiários informativos sobre a falta de ajuda do Governo, dizendo que apenas têm tido a ajuda das pessoas e de algumas instituições de solidariedade social, a quem muito agradecem.

À falta de melhor, aconselho os governantes portugueses a pôr os olhos nas autoridades galegas e nas medidas que tomaram relativamente às consequências dos incêndios. Que diferença abismal entre as medidas galegas e portuguesas! Além disso, em Portugal, este Governo não faz nada de moto próprio, anda sempre a reboque do que diz o Senhor Presidente da República, que tem sido incansável na denúncia dos problemas e empenhadíssimo na sua resolução, visitando com frequência as gentes dos concelhos atingidos para lhes levar a sua solidariedade e uma palavra de amizade e esperança.

Oxalá que todos os recursos doados pela grande generosidade dos portugueses sejam irrepreensivelmente administrados e totalmente canalizados para ajudar aqueles que foram efectivamente vítimas dos incêndios. Se isso acontecer, muitas dessas pessoas voltarão a refazer as suas vidas e, com o tempo, talvez possam ultrapassar o trauma de terem passado por tão grande tragédia. 

sábado, 11 de novembro de 2017

SERÁ UTOPIA ESTA VISÃO SOBRE O DESPORTO NACIONAL?

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O desporto nacional vive à décadas mergulhado num clima de criminosa promiscuidade, onde tudo é possível e permitido, sendo que os mais prejudicados são precisamente aqueles (poucos) que vão respeitando as normas desportivas e se recusam a pactuar com ilegalidades.

Tem sido no futebol onde mais se tem prevaricado. Os dirigentes não olham a meios para se poderem beneficiar a si próprios e aos seus clubes. Praticam actos à margem dos regulamentos que envergonham o desporto e, como figuras públicas que são, transmitem exemplos miseráveis aos seus concidadãos.

A gravidade de algumas das infracções cometidas por certos dirigentes, caso fossem devidamente analisadas, daria matéria incriminatória suficiente para irradiar dirigentes e outros agentes desportivos e até para despromover os clubes a que pertencem. No entanto, neste País do faz-de-conta, em que as instâncias desportivas não têm a coragem e a independência necessárias para cortar a direito, nada lhes acontece.

A corrupção na arbitragem, o compadrio, a promiscuidade a todos os níveis, o desrespeito pelos adversários, pelos dirigentes das instituições que regem o desporto  e respectivos regulamentos, tem sido absolutamente escandaloso ao longo de décadas e não há meio de se acabar com essa triste realidade.

Em meu modesto entender, só haveria uma forma de colocar tudo nos eixos: esquecer tudo o que se passou até agora, virar a página e iniciar uma nova era, tomando as seguintes medidas: 
  1. Afastar todos os dirigentes conotados com o passado vergonhoso do nosso desporto nacional e impedir que gente incompetente e sem a idoneidade e independência suficientes se candidate a qualquer cargo desportivo.
  2. Rever os regulamentos disciplinares de forma a agravar substancialmente as actuais penalizações.
  3. Em casos de erros grosseiros dos órgãos disciplinares na aplicação da justiça desportiva, que seja criado um órgão disciplinar independente com poderes para julgar os julgadores e aplicar-lhes penas pesadas.
  4. Os regulamentos disciplinares revistos devem colocar em evidencia, como palavra-chave, o RESPEITO e prever gravíssimas penalizações para os infractores. Em nenhuma circunstância, nesta nova era, se deve permitir a falta de RESPEITO.

Nesta nova era, não haveria mais lugar para condescendências, compadrios e impunidades. Todos os prevaricadores seriam exemplarmente punidos de acordo com o estipulado nos regulamentos, sem olhar ao nome, cargo, estatuto social, económico ou político. 

Com estas medidas, a jagunçada que campeia no nosso desporto nacional e que o cobriu de vergonha, repetidamente, ano após ano, seria rapidamente filtrada e excluída, deixando os seus lugares livres e à disposição daqueles que amam e querem o melhor para o desporto e que nunca se reviram nos métodos mafiosos e antidesportivos que estiveram em  vigor nas últimas décadas.

Sonhar ainda não é proibido. Mas do sonho à realidade, na maior parte dos casos, vão anos-luz de distância e, por isso mesmo, isto que acabei de escrever não passa de uma mera utopia, um daqueles devaneios que de vez em quando assaltam o espírito do autor deste blogue.

domingo, 5 de novembro de 2017

CHUVA ABENÇOADA

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Ao sexto mês de rigorosa seca, eis que chega a tão ansiada chuva! Foram seis meses consecutivos sem chover, com início na Primavera e que se prolongou por todo o Verão e início do Outono. Foram meses difíceis para a agricultura e pecuária mas também fatais para a propagação dos incêndios que lavraram desenfreados por todo o País e que provocaram uma destruição nunca vista e a morte de 110 pessoas. Uma tragédia imensa que emocionou o País e enlutou centenas de famílias, a quem "roubou" a esperança e a alegria de viver.

A água é fonte de vida. Sem ela, este maravilhoso planeta seria estéril. Todos os seres vivos dependem da água.

A natureza é extraordinariamente generosa, põe à disposição da humanidade tudo quanto necessita para sobreviver. Dá-nos a água, esse preciosíssimo líquido de que tanto necessitamos, dá-nos o sol, esse astro maravilhoso  que nos ilumina e nos aquece e dá-nos o ar que respiramos.

Porém, a natureza é imprevisível, não obedece nem às leis nem às regras da humanidade. Não chove quando o homem precisa e quer que chova. Chove quando a natureza cria condições para que isso possa acontecer. Porém, essas condições, podem não ter lugar durante longos períodos.

Como em tudo na vida, é necessário prevenir. Em caso de seca prolongada como agora aconteceu, há que garantir uma reserva de água suficiente para suprir a falta de chuva. Compete ao Estado dotar o País das infraestruturas necessárias para a captação e armazenamento da água da chuva, de forma a que essas reservas possam aguentar e suprir todo o impacto de longos períodos de seca.

A seca de 2017 veio confirmar a carência de barragens e albufeiras, distribuídas com critério de norte a sul do País. A solução está no máximo aproveitamento da água da chuva. Enquanto não forem construídos os reservatórios suficientes, as secas continuarão a atormentar o País e os portugueses.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SURPRESAS MUITO DESAGRADÁVEIS!!!


Limite de velocidade na Av. Santos e Castro: 50 km/hora!!!


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Anteontem, cerca das 14,40 horas, quando seguia pela Avenida Santos e Castro, no sentido Alta de Lisboa/Segunda Circular, com destino à Rua Marquesa de Alorna em Alvalade, a transportar os meus netos ao cabeleireiro, tive uma surpresa muito desagradável.

Durante alguns segundos, verifiquei pelo espelho retrovisor que um carro de côr escura se mantinha atrás de mim, a cerca de 200 metros de distância. Não desconfiei de nada e continuei a viagem a cerca de 115/120 kms/hora. Quando vou a entrar na última curva antes de chegar ao nó das Calvanas, verifiquei que o tal carro que seguia atrás de mim se aproximou com o "pirilampo" ligado e um dos agentes a fazer sinal para encostar.

O carro descaracterizado, não sei de onde apareceu porque eu não o ultrapassei e se assim foi, uma vez que eu ia a cerca de 120 kms/hora, para me alcançar teve que atingir uma velocidade de mais de 150 kms/hora, sem qualquer tipo de sinalização e, por isso mesmo, também em transgressão. Para fazer o que foi feito, esta patrulha da polícia teria que assinalar "marcha de urgência" desde o início da perseguição mas apenas o fez quando se aproximou da minha viatura.

Independentemente do ocorrido, estamos a falar de uma via rápida com separador central e três faixas de rodagem em cada sentido. Junto a esta Avenida não há casas de habitação, não há empresas e não existem passadeiras para peões. De um lado fica a fronteira com o aeroporto, com vedação a todo o comprimento e do outro, até ao Eixo Central, ficam terrenos,  ainda a monte.

Esta Avenida não tem qualquer tipo de sinalização, tanto na entrada norte como na entrada sul. Quase todos os dias faço uma ou duas viagens nela e nunca viajei a menos de 80/90 km/hora. Sempre pensei que a velocidade limite fosse, no mínimo, 80 km/hora. Pois bem, fiquei a saber que a velocidade autorizada na Avenida Santos e Castro, é 50 km/hora! Fiquei estupefacto, porque não se trata de uma via dentro da cidade, nem tão pouco causa qualquer perigo às pessoas.

Pois meus amigos, a velocidade que foi registada nem sequer condizia com a velocidade a que eu ia. Eu ainda protestei mas o agente logo me sossegou: Olhe, senhor condutor, tanto faz 115, 120, 130 ou 140 km/hora, porque cometeu uma infracção ao código de estrada "muito grave" quando ultrapassou os 111 km/hora e, nesse sentido, o valor dessa infracção é de 500 euros.

Fiquei sem palavras. Caíram-me os tomates ao chão. Não valia a pena reclamar nem pedir clemência, embora estivesse revoltado com aquele tipo de actuação para caçar multas. Portanto, depois de articular algumas palavras de circunstância, peguei no cartão de crédito e prontifiquei-me a pagar.

Meu Deus, nessa Avenida, no sentido norte/sul, com o carro em ponto morto, é necessário travar para não se ultrapassar os 50 km/hora.

Sinceramente, isto é uma brincadeira de mau gosto mas é também, acima de tudo, o resultado de muita incompetência por parte de quem tem a responsabilidade de apurar as condições e definir os "limites de velocidade".

Já vivi em Países onde as polícias ajudam os cidadãos de bem. Em Portugal, é tudo ao contrário. Para os marginais, Portugal é um paraíso.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

PRESIDENTE DA REPÚBLICA INCOMODADO COM A ACTUAÇÃO DO GOVERNO, DIRIGIU-LHE PALAVRAS MUITO DURAS


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Incomodado com a péssima actuação do governo no combate aos incêndios e na prestação de socorro às vítimas dessa enorme tragédia, o Senhor Presidente da República viu-se obrigado a dizer, com muita clareza, aquilo que não foi feito e já devia ter sido realizado.

O Senhor Presidente da República, cansado da retórica do Primeiro-Ministro disse basta e deixou o aviso: ou as coisas melhoram rapidamente ou terá que haver eleições antecipadas.

É sem dúvida alguma um discurso duro, brutal, em que o Senhor Presidente da República exigiu responsabilidades políticas, exigiu um "novo ciclo" e até ameaçou com "todos os seus poderes".

A partir de agora, nada será como antes, entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República. Acabaram-se as cumplicidades. O Presidente da República quis vincar muito bem as diferenças que os separam, mostrando grande inquietação e desagrado sobre a acção do governo, essencialmente no que diz respeito ao combate aos fogos mas também relativamente a outros temas, como por exemplo, o "roubo das armas de Tancos" e tantos outros episódios caricatos em que este governo tem sido fértil.

Fica, para memória futura, o discurso do Senhor Presidente da República:

“O Presidente da República é, antes de mais, uma pessoa. Uma pessoa que reterá para sempre na sua memória imagens como as de Pedrógão. (…) Mais de 100 pessoas mortas em menos de quatro meses em fogos em Portugal. Por muito que a frieza destes tempos cheios de números e chavões políticos, económicos e financeiros nos convidem a minimizar ou banalizar, estes mais de 100 mortos não mais sairão do meu pensamento, como um peso enorme na minha consciência, tal como no meu mandato presidencial.”

“Se falei aos portugueses primeiro como pessoa, foi para tornar bem claro que sempre, e mais ainda em tempos como estes, olhar para os dramas de pessoas de carne e osso com a distância das teorias, dos sistemas ou das estruturas, por muito necessário que possa ser, é passar ao lado do fundamental, na vida como na política. E o fundamental é o que vai na alma de cada uma e de cada um dos portugueses. Mas mais de 100 mortos em menos de quatro meses , sendo um peso na consciência, são igualmente uma interpelação política ao Presidente da República, que foi eleito para servir incondicionalmente os portugueses. Para cumprir e fazer cumprir uma Constituição que quer garantir a confiança e segurança dos cidadãos.”

“Se há realidade que objetivamente ocorreu com estas mortes e estas duas e tão diferentes provações de um verão interminável foi a fragilização de muitos portugueses. Não vale a pena negá-lo. (…) Ficaram fragilizados perante o que lhes pareceu ser a insuficiência de estruturas ou pessoas em face de condições meteorológicas, dimensão e natureza de fogos tão diferentes daquilo a que estavam habituados.”

“Ficaram fragilizados perante leituras de relatórios sobre Pedrógão, em especial a do relatório da Comissão Parlamentar Independente, que acentuam dúvidas, temores, preocupações. Ficaram fragilizados perante nova tragédia, três dias depois da divulgação do relatório e por isso mesmo antes de ações possíveis por ele recomendadas.”

“Ficaram sobretudo fragilizados perante a ideia da impotência da sociedade e dos poderes públicos em face de tamanha confluência de catástrofes. Claro que uma tal fragilidade foi, ou é em muitos casos, excessiva ou injusta, atendendo à extensão das áreas atingidas, à virulência dos fogos e em particular à abnegação, ao heroísmo dos que a pé firme estiveram mobilizados cinco meses seguidos ao serviço da comunidade. Mas o certo é que a fragilidade existiu e existe, e atingiu os poderes públicos. E exige uma resposta rápida e convincente. E agora?”

“O Presidente da República pode e deve dizer que esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta e a convertermos em prioridade nacional. Com meios para tanto, senão será uma frustração nacional. Se houver margens orçamentais, que se dê prioridade à floresta e à prevenção dos fogos.”

“Deve haver uma convergência alargada, porque os governos passam e é crucial que a prioridade permaneça.”

“O Presidente da República pode e deve dizer novamente que espera do governo que retire todas, mas todas, as consequências da tragédia de Pedrógão, à luz das conclusões dos relatórios, como de resto o governo se comprometeu publicamente a retirar.”

“O Presidente da República pode e deve dizer que nessas decisões não se esqueça daquilo que nos últimos dias confirmou ou ampliou as lições de junho e olhe para estas gentes, para o seu sofrimento, com maior atenção ainda do que aquela que merecem os que têm os poderes de manifestação pública em Lisboa.”

“Pode e deve dizer que abrir um novo ciclo inevitavelmente obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, como e quando melhor serve esse ciclo.”

“Pode e deve dizer que, se na Assembleia da República há quem questione a atual capacidade do Governo para realizar estas mudanças, que são indispensáveis e inadiáveis, então que, nos termos da Constituição, esperemos que a mesma Assembleia soberanamente clarifique se quer ou não manter em funções este Governo, condição essencial para, em caso de resposta negativa, se evitar um equívoco, e de resposta positiva, reforçar o mandato para as reformas inadiáveis.”

“Pode e deve dizer que reformar a pensar no médio e longo prazo não significa termos que conviver com novas tragédias até lá chegarmos.”

“Pode e deve dizer que estará atento e exercerá todos os seus poderes para garantir que onde existiu ou existe fragilidade ela terá de deixar de existir.”

“Pode e deve dizer que a melhor, se não única, forma de verdadeiramente pedir desculpa às vítimas de junho e de outubro, e de facto é justificável que se peça desculpa, é por um lado reconhecer com humildade que portugueses houve que não viram os poderes públicos como garante de segurança e de confiança, e por outro lado romper com o que motivou a fragilidade, ou motivou o desalento ou a descrença dos portugueses. Quem não entenda isto — humildade cívica e ruptura com o que não provou ou não convenceu — não entendeu nada do essencial que se passou no nosso país.”

Para mim, como Presidente da República, o mudar de vida neste domínio é um dos testes decisivos ao cumprimento do mandato que assumiu e nele me empenharei totalmente até ao fim desse mandato. Impõem-no milhões de portugueses mas impõem-no sobretudo os mais de 100 portugueses que tanto esperavam da vida no início do verão de 2017 e não chegaram ao dia de hoje.”

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO


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Não há palavras suficientemente fortes no dicionário de língua portuguesa para descrever todo o horror que viveram as populações atingidas pelos incêndios do último fim-de-semana. Fiquei surpreendido com a atitude aligeirada do senhor Primeiro-Ministro que num momento de profunda dor e luto nacional, apareceu na televisão com um sorriso nos lábios para falar ao país sobre os incêndios, sobre os quais disse tudo aquilo que lhe interessava dizer para iludir e “sacudir a água do capote” mas nada disse sobre o que os portugueses esperavam, sobretudo os familiares e amigos dos mais de cem mortos, devorados pelo fogo insaciável que lavrou solto e descontrolado, uma vez mais, pelo norte e centro do país, provocando um rasto desolador de destruição e morte.
O Senhor Primeiro-Ministro perdeu uma grande oportunidade de falar ao coração dos portugueses, porque não foi capaz de ser sincero, assumindo a sua quota parte de responsabilidades, na qualidade de chefe do governo e não teve também a coragem e o bom senso de enumerar as muitas coisas que correram mal e, ao mesmo tempo, apontar as causas e os culpados de tão grande tragédia, pedindo humildemente desculpa ao país e às famílias das vítimas.
Depois da catástrofe de Pedrógão, ouvimos o Senhor Primeiro-Ministro dizer: “depois de Pedrógão, nada pode ficar como antes”. Agora nesta ridícula e desapropriada comunicação, refez a frase para dizer: “depois deste ano, nada pode ficar como antes”. O Senhor Primeiro-Ministro é exímio na arte de ir contornando os problemas, à medida que vão aparecendo, através de uma táctica que incide na desvalorização da sua importância.
Em que é que ficamos, Sr. Primeiro-Ministro? Afinal, passados apenas quatro meses, Pedrógão repetiu-se, 41 pessoas foram devoradas pelo fogo, várias aldeias foram tomadas pelas chamas, milhares de hectares de floresta e terrenos de cultivo foram dizimados e reduzidos a cinzas e não morreram mais pessoas porque a Divina Providência se encarregou de as salvar da morte, milagrosamente.
Vi imagens de horror, vi populações à sua sorte, sem qualquer tipo de ajuda, a lutar heroica e corajosamente contra o fogo, na defesa das suas habitações. Vi carros encurralados pelo fogo nas estradas que só por milagre se salvaram. Vi gente desesperada nas aldeias, de mãos atadas, sem comunicações, sem água e sem luz. Vi gente completamente louca gritando, chorando e rezando. Vi quadros tão dolorosos e dramáticos que enlutaram a minha alma, me arrepiaram o corpo e me tiraram a vontade de sorrir e de comer.
Para sentir os efeitos de mais esta grande tragédia, é preciso parar para pensar por alguns momentos e colocarmo-nos no lugar de quem viveu e sentiu na carne a tragédia dos fogos e perdeu os seus entes mais queridos. Devemos avaliar o que é a dor de perder um pai, um irmão, um filho, uma esposa/esposo ou mesmo um amigo ou pessoa conhecida. Da forma ligeira como o Sr. Primeiro-Ministro apareceu na televisão, quer-me parecer que não teve tempo para parar e pensar por uns momentos, quão grande é a tragédia e a dor daquelas pessoas.
O Sr. Primeiro-Ministro anda tão assoberbado a gerir a “Geringonça” que ainda não teve tempo nem coragem para tirar ilacções políticas do descalabro que foi o combate aos incêndios em 2017. Os relatórios apontam para a ineficácia da Protecção Civil e muitas outras falhas, nomeadamente da rede de comunicações. Mas não são só os relatórios que apontam essas graves falhas, também a população portuguesa que assistiu a toda essa incompreensível bagunçada, semana após semana, tem plena consciência de que houve descoordenação e incompetência no combate aos incêndios, nomeadamente atrasos inconcebíveis no imediato ataque à sua nascença e sinalização das estradas que punham em perigo a vida dos automobilistas. Tem que haver responsáveis por não ter sido possível, pelo menos, evitar a perda de vidas humanas. Estamos a falar de mais de uma centena de pessoas que foram vítimas inocentes de fogos que provavelmente não teriam atingido uma tão grande dimensão se tivessem sido detectados e combatidos a tempo.
Oh Sr. Primeiro-Ministro e depois, pergunto: que é feito dos guardas florestais que tão úteis foram enquanto não foram extintos? E por onde andam os vigilantes que instalados em lugares estratégicos enxergavam os focos de incêndio e até os criminosos que os ateavam? Durante séculos,  Portugal possuiu uma área infindável de floresta, preciosa fonte de receita para o País e para as populações rurais. No período democrático foram extintas ou negligenciadas algumas das estruturas que zelavam pela floresta. O resultado está à vista, em quatro décadas toda essa riqueza foi delapidada e agora, por esse País fora apenas vislumbramos uma paisagem morta, desoladora, em que apenas as pedras escaparam e mesmo assim, ficaram negras.
Mas para além disso, Sr. Primeiro-Ministro, porque não existe uma boca-de-incêndio nas aldeias? E porque não foram cortadas as estradas tomadas pelo fogo, impedindo os automobilistas de viajar para a morte? E depois, Sr. Primeiro-ministro, já que não houve capacidade para defender as florestas, porque não foram utilizados os meios disponíveis para defender as habitações e as pessoas? Infelizmente, Sr. Primeiro-Ministro, o amadorismo de gente sem experiência e a desorganização foram tão evidentes que nem uma coisa nem outra foi conseguida.
V. Excia continua a sorrir, fazendo de conta que nada se passou e até diz e repete até à exaustão que “este não é o tempo de demissões, é tempo de soluções”. Que soluções Sr. Primeiro-Ministro, se passados 4 meses sobre o horror de Pedrógão não foi impedida uma nova tragédia? Que soluções, Sr. Primeiro-Ministro, se passados 4 meses, o Estado ainda não prestou o auxílio solenemente prometido às populações de Pedrógão e concelhos limítrofes e, pelos vistos, também não cumpriu o que prometeu relativamente às vítimas dos fogos de há um ano, no Algarve e na Madeira? Que soluções, Sr. Primeiro-Ministro, se perante esta tão grande tragédia nacional, V. Excia continua a assobiar para o lado, recusando-se a assumir responsabilidades e, ao mesmo tempo, a apontar os graves falhanços que se verificaram e, consequentemente os seus culpados?
Senhor Primeiro-Ministro, V. Excia ainda se recorda como chegou ao cargo de Secretário-Geral do Partido Socialista? Lembra-se também, com certeza, como se apoderou da presidência da Câmara Municipal de Lisboa? E, como não há duas sem três, está também lembrado da forma engenhosa e pouco ética  como conquistou o poder e chegou ao cargo de Primeiro-Ministro?
Todos estes factos são reveladores de um tipo de carácter que não olha a meios para alcançar os seus objectivos. Mas Senhor Primeiro-Ministro, quando as ambições e os interesses pessoais se sobrepõem aos sagrados interesses do País e dos seus cidadãos, estamos perante alguém que não serve e não tem condições para desempenhar o importante cargo de Primeiro-Ministro e por isso mesmo, por sua própria iniciativa, deve demitir-se. E se o não fizer, que seja o povo a exigir a sua demissão, manifestando-se de norte a sul do País. São imensas as trapalhadas do seu governo que eu aqui e agora não vou enumerar. Não há memória de tanta trapalhada noutro qualquer governo, a maior parte delas sem a necessária e exigível explicação.
Na vizinha Galiza, por muitíssimo menos, por terem morrido 4 pessoas nos incêndios do fim-de-semana, milhares de pessoas saíram à rua nas principais cidades, nomeadamente, Corunha, Vigo e Ourense, exigindo a demissão do Presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo. Em Portugal é necessário fazer a mesma coisa, exigindo a sua demissão, Senhor Primeiro Ministro, porque tem tentado secundarizar e minimizar a gravidade dos fogos quando na verdade se trata de uma das maiores tragédias de que há memória. É preciso honrar os mortos e acudir rapidamente, sem burocracias, às necessidades dos vivos, reparando e reconstruindo tudo quanto os fogos destruíram.
O Senhor Presidente da República tem andado com o seu governo ao colo, Senhor Primeiro Ministro mas creio que está a ficar farto. A forma como ontem se dirigiu aos portugueses demonstra que não aprova o seu comportamento e procura distanciar-se. Ele já deve ter percebido que se não toma cuidado, poderá ser a próxima vítima do Primeiro-Ministro, tendo em conta a sua capacidade de conseguir aquilo que quer, ainda que por atalhos e atropelando os mais elementares valores da ética e da moral.
 O Senhor Presidente da República é um homem bom, sábio e patriota, um verdadeiro arquétipo dos homens e mulheres deste País. O Senhor Presidente da República tem sido inexcedível na atenção, na esperança, no conforto e no carinho que tem levado a todas as pessoas que foram vítimas dos trágicos incêndios. Os portugueses apreciam as suas qualidades e vêem nele a pessoa certa para o cargo que ocupa. É bom que se acautele, para não vir a ser surpreendido com alguma profunda desilusão que o prejudique e sobretudo para não ficar ligado às más decisões deste governo e do seu Primeiro-Ministro.

domingo, 15 de outubro de 2017

OPERAÇÃO MARQUÊS - FOI FINALMENTE DEDUZIDA ACUSAÇÃO CONTRA SÓCRATES E + 27 ARGUIDOS

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No âmbito da "Operação Marquês", José Sócrates foi detido no aeroporto da Portela, vindo de Paris, em Novembro de 2014, tendo permanecido na prisão durante 9 meses. Vai portanto a caminho de 4 anos que se deu esse soberbo e inédito acontecimento em Portugal: a justiça, finalmente, arranjava coragem para enfrentar os poderosos deste País!

Durante estes quase três anos, tenho seguido o processo com alguma atenção e ouvido e lido as notícias que ao mesmo se referem. Nunca outro processo judicial em Portugal teve tanta notoriedade e profusão de notícias ao nível da imprensa escrita e falada (jornais, revistas, redes sociais, rádios e televisões), como este.

As notícias têm sido tantas e tão pormenorizadas que a serem verdadeiras, qualquer cidadão que pense pela sua cabeça, já terá formado uma opinião acerca dos crimes cometidos e atribuídos pelo Ministério Público aos arguidos.

Durante estes 3 últimos anos, a defesa do antigo Primeiro-Ministro passou o tempo a negar todas as acusações que eram noticiadas na imprensa e a afirmar que o Ministério Público nunca iria deduzir qualquer acusação porque José Sócrates não cometeu qualquer crime e que estava a ser vítima de perseguição política. Aliás, os advogados de defesa e o próprio Sócrates tiveram, ao longo do tempo, palavras muito duras para com o Ministério Público, muitas vezes roçando o insulto e atingindo a honra dos magistrados.

Pois bem, o Ministério Público, contrariando o prognóstico da defesa do antigo Primeiro-Ministro, acaba de deduzir acusação contra Sócrates, acusando-o de ter "ganho 34 milhões de euros de forma ilegal, através de um esquema que mascarou dinheiro vindo dos grupos Lena, Espírito Santo e Vale de Lobo", atribuindo-lhe um total de 31 crimes: 3 crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documento e 3 de fraude fiscal qualificada.

Esta acusação, segundo a crítica especializada, é muito forte e bem fundamentada, explicando em detalhe todos os crimes. Nesse sentido, será muito difícil à defesa  contrariar  a acusação, pelo que Sócrates está mesmo metido em maus lençóis, de nada lhe valendo resistir e insistir na narrativa da negação

É o próprio Sócrates que nas conversas que manteve com alguns dos arguidos e que foram objecto de escuta, confirma algumas das acusações do Ministério Público. Como vai ele agora desdizer aquilo que disse?

Ninguém em Portugal é trouxa e muito menos os "julgadores" da "Operação Marquês". A justiça tem levado tempo mas quero crer que no actual Ministério Público dirigido por Joana Marques Vidal, nada será como antes quanto aos poderosos. A prova é este mega-processo, do qual constam 28 arguidos, todos eles figuras públicas de relevo.

Pessoalmente, espero que se faça justiça. Se Portugal foi efectivamente vítima da irresponsabilidade dessas pessoas e teve que exigir grandes sacrifícios aos seus cidadãos para o resgatar da bancarrota, então é tempo de ajuste de contas e não de impunidades. O País está de olho nos "julgadores" e vai escrutinar todos os seus actos e decisões até ao final.




sábado, 14 de outubro de 2017

TAÇA DE PORTUGAL - BENFICA IGUALZINHO A SI PRÓPRIO!

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Gabriel Barbosa (Gabigol) foi o herói da Taça. Oxalá ele jogue e possa ser o herói do próximo jogo da Liga dos Campeões.

Sabemos que os jogos da Taça de Portugal têm um cariz muito diferente dos do Campeonato Nacional, desde logo porque as eliminatórias se discutem a uma só mão. Equipa que cometa erros não terá oportunidade para se redimir. É por isso mesmo que aparecem os "tomba gigantes", denominação que se dá às pequenas equipas que conseguem vencer os grandes do nosso futebol ou mesmo equipas do primeiro escalão.

Hoje, o Benfica tinha pela frente a modesta equipa do Olhanense que milita no Campeonato de Portugal, equivalente a uma 3ª ou 4ª divisão nacional. Pois bem, a equipa da capital teve uma actuação sofrível e ultrapassou a eliminatória com uma vitória magra e difícil (1-0), se nos lembrarmos que o olhanense teve duas ou três boas ocasiões para marcar.

Valeu o golo, logo aos 4 minutos de jogo do brasileiro Gabriel Barbosa (Gabigol) que a passe magistral de Pizzi para o interior da área, Gabigol amorteceu com o joelho e rematou de pronto de pé esquerdo, mais em jeito do que em força, fazendo um monumental chapéu ao guarda-redes Cléber que apenas pôde seguir com o olhar a trajectória da bola até entrar no canto superior direito da baliza à sua guarda.

Convenhamos que para uma equipa tetra campeã, a exibição produzida foi muito fraquinha, um pouco na linha do que nos tem habituado desde o início da temporada 2017/2018, dando a entender que a crise futebolística continua instalada na equipa.

Na próxima semana, o Benfica recebe no estádio da Luz o Manchester United para o terceiro jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões e a jogar assim, não tenho qualquer dúvida de que vai averbar a terceira derrota consecutiva, ficando numa situação em que nem para a Liga Europa vai ser apurado.

A jogar tão desconchavadamente, terá esta equipa do Benfica alguma chance de vencer a poderosa equipa de José Mourinho? A resposta será dada na próxima terça-feira, entre as 19,45 e as 21,30. Pessoalmente, temo que seja uma resposta desastrada e que deixe descontentes os milhões de benfiquistas.

Vamos esperar e ter alguma fé.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

AO 10º JOGO DE QUALIFICAÇÃO PARA O MUNDIAL 2018, PORTUGAL CHEGA AO 1º LUGAR

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Logo à noite, às 19,45 horas, tem início no Estádio da Luz, completamente esgotado, o jogo mais importante da fase de Grupos, já que poderá levar a Selecção Portuguesa ao 1º lugar e dessa forma passar directamente para a fase final do Campeonato do Mundo de 2018.

No primeiro jogo desta fase de grupos, Cristiano Ronaldo não pôde jogar por se encontrar lesionado, situação muito rara, ao longo de toda a carreira. Com CR7 em campo e jogando em Portugal perante uma moldura humana de mais de 60 mil pessoas, a equipa das quinas vai, com toda a certeza, conquistar uma vitória e, dessa forma, reparar o desaire do primeiro jogo.

Para o desaire ocorrido nesse primeiro jogo, concorreu o facto de Portugal se ter sagrado Campeão Europeu e os jogadores ainda não estarem com os pés bem assentes no chão. Pensavam que pelo facto de serem campeões europeus passariam a ganhar os jogos com toda a facilidade mas a verdade é que as coisas sairiam totalmente ao contrário porque todas as equipas se passaram a esfolar para ganhar ao campeão europeu em título.

Neste momento, a equipa já está bem avisada e sabe perfeitamente o valor do conjunto helvético, pelo que acredito que mais logo a vitória sorrirá a Portugal com golos ou assistências de Cristiano Ronaldo, um jogador formidável que tem batido todos recordes nacionais e internacionais e está aí ainda para durar e dar muitas alegrias aos portugueses.

Portanto, o meu pedido à equipa para jogar na potência máxima, concentrada e solidária para ganhar e não permitir que os suíços façam a festa nas nossas barbas. Façam o vosso trabalho bem feito que o resultado será a vitória.

FORÇA PORTUGAL!  

domingo, 8 de outubro de 2017

CRISTIANO RONALDO FAZ A DIFERENÇA. SEM ELE, A VULGARIDADE TOMA CONTA DA SELECÇÃO

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Ao longo dos últimos 10/12 anos, os portugueses têm visto o Cristiano Ronaldo a marcar muitos golos pela Selecção e a resolver muitos jogos complicados e difíceis. Ontem, uma vez mais isso aconteceu. Na primeira parte, o Seleccionador entendeu poupá-lo e deixá-lo no banco, acreditando que Patrício, André Silva, Bernardo Silva, Gelson Martins & Companhia, seriam capazes de vencer a modesta equipa de Andorra que no primeiro jogo, em Portugal, foi copiosamente derrotada por 6-0.

Pois bem, não obstante o domínio exercido durante toda a primeira parte, a equipa portuguesa não foi capaz de ultrapassar a bem organizada e esforçada defesa adversária. Muita posse de bola, muitos passes lateralizados mas muito pouca eficácia, tendo sido raros e sem perigo os remates à baliza.

O Seleccionador, temendo o pior, deu ordens para que o melhor jogador do mundo entrasse no início da segunda parte. Em boa hora o fez porque o jogo passou a ser completamente diferente. As jogadas de perigo sucediam-se e o golo adivinhava-se iminente. O guarda-redes Josep Gomes que fez uma belíssima exibição, foi evitando que a bola entrasse na sua baliza mas aos 63 minutos o grande goleador da Selecção Portuguesa, fez jus ao seu título de "melhor do mundo" inaugurando o marcador com um golo de rara técnica e oportunidade. São aqueles golos que só mesmo os grandes avançados são capazes de marcar.

Cristiano Ronaldo é sem dúvida o talismã da Selecção portuguesa e quando não joga, nota-se imediatamente a sua falta, atingindo por vezes as suas exibições uma vulgaridade impressionante. Com Cristiano em Campo, a equipa ganha mais confiança porque sabe que o "génio" a qualquer momento pode fazer golos. Mas Cristiano Ronaldo não é só bom a marcar golos, ele é também óptimo a fazer assistências, sendo mesmo o jogador que mais assistências faz mas que infelizmente muitas não são aproveitadas.

Na próxima terça-feira tem lugar no estádio da Luz o jogo mais importante e decisivo para atribuição do primeiro lugar no Grupo. Aos Suíços basta o empate já que levam 3 pontos de vantagem na classificação, graças à vitória sobre Portugal no primeiro jogo da fase de grupos. Agora, a Selecção das Quinas para destronar os helvéticos do primeiro lugar, terá obrigatoriamente de vencer para se livrar de jogar o play off de apuramento com um adversário que obteve o melhor 2º lugar de todos os grupos.

Força Cristiano! Força Portugal!




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SECA IMPLACÁVEL - FALTA ÁGUA EM MUITAS REGIÕES DO PAÍS

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A água é essencial e imprescindível no quotidiano do ser humano. A água é fonte de vida, sem ela, rapidamente acabaria a vida no planeta terra.

A prolongada seca que teve início na primavera, atravessou todo o Verão e persiste em pleno Outono, esvaziou daquele líquido precioso a maioria das albufeiras espalhadas pelo País, colocando em grave situação de seca as populações de várias regiões do País.

Esta grave situação de falta de água, que se repete quase todos os anos, significa que o armazenamento feito durante o período das chuvas, é manifestamente insuficiente. A razão principal é, sem dúvida, a falta de empreendimentos que permitam um bom aproveitamento da água da chuva.

Chegados a esta conclusão, vou referir o exemplo de uma barragem que deixou de ser construída, depois de aturados estudos e muitos milhões de euros gastos, porque uns ambientalistas geniais decidiram que umas gravuras rupestres do período Paleolítico Superior são mais importantes do que abastecer uma qualquer área do território português de água suficiente para consumo das suas populações.

Não haveria forma de copiar e estudar aqueles desenhos sem inviabilizar a construção de tão importante e necessária barragem para aquela zona do País? É que tal empreendimento se tivesse sido construído, teria acrescentado riqueza, fartura de água e desenvolvimento àquela região carenciada do distrito da Guarda, ao contrário do que aconteceu com a opção da preservação das gravuras, tomada pelos governantes da altura.

Portugal necessita de armazenar muita mais água nas diferentes regiões do País e, para isso, os governantes têm que mandar construir mais barragens, mesmo com a oposição dos ambientalistas, porque é aos governantes que cabe a responsabilidade de resolver o problema da falta de água que se vem verificando, ano após ano.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

PRISIONEIROS DA "GERINGONÇA" POR VONTADE PRÓPRIA

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Nas últimas eleições legislativas, a esquerda e a extrema-esquerda, em conjunto, alcançaram um resultado eleitoral superior ao da direita, mesmo tendo o Partido Socialista ficado em 2º lugar, acabando o PPD/PSD por resistir ao gigantesco desgaste político  por que passou, obrigado que foi a impor uma série de medidas muito impopulares e de grande austeridade aos portugueses, única forma de poder vencer e ultrapassar a grave crise económica instalada no País, herdada da ruinosa governação socialista, com a responsabilidade do então primeiro-ministro José Sócrates.

Num golpe de raro oportunismo político, o partido Socialista, agora liderado por António Costa, embora não tenha ganho nas urnas o direito constitucional de formar governo, inventou logo uma fórmula engenhosa de o poder fazer mesmo tendo sido derrotado nas urnas. Nesse sentido, piscou imediatamente o olho ao PCP e ao BE para um acordo de governo socialista suportado por estes dois partidos, que garantiam uma maioria estável no Parlamento, em troca da satisfação de algumas das suas reivindicações (umas míseras sopas de lentilhas).

Os partidos da extrema-esquerda, movidos pelo desejo de aniquilar a direita e impedi-la de continuar a governar, aceitaram sem grande resistência, servir de muleta a um governo socialista, o qual, durante os primeiros 2 anos, acautelou muito mais os seus próprios interesses do que propriamente os de quem o apoiava e levava ao colo. Bloco e PCP, a partir do momento em que aceitaram garantir e dar estabilidade ao governo socialista, deixaram de ter identidade própria, venderam a alma ao diabo, porque deixaram de poder atacar e combater as políticas socialistas, precisamente a força política onde poderiam conquistar votos para poderem sobreviver.

Nesse sentido, o PS canalizou para si a quase totalidade dos louros provenientes de uma governação conjuntural bem sucedida, penalizando os dois partidos que garantem a sua sobrevivência, como atrás se disse, devido à enorme passividade, compreensão e tolerância com que passaram a tratar o PS.

Esta eleição autárquica acaba de demonstrar isso mesmo: o PS obteve a maior vitória de sempre, conquistando mais de metade dos Municípios do País, 9 dos quais "roubados" ao PCP. Por sua vez, o BE, não conquistou qualquer Edilidade e os resultados a nível nacional, em termos de poder autárquico, foram irrelevantes.

O pior, é que no futuro, o descalabro pode ser ainda maior para estes dois pequenos partidos, porque na realidade, estão irremediavelmente aprisionados ao governo PS, sendo "obrigados" a continuar a dar cobertura aos seus actos governativos, mesmo não estando de acordo, isto porque se fizerem cair o governo e provocarem eleições antecipadas, serão com toda a certeza responsabilizados e penalizados nas urnas, pela quebra do acordo celebrado; mas por outro lado, continuando a garantir que o governo se mantenha em funções, à custa das suas próprias cedências, nas próximas legislativas, os seus tradicionais eleitores continuarão a penalizá-los. Neste caso aplica-se o ditado: "preso por ter e por não ter cão". Serão penalizados das duas formas, não têm alternativa.

Mas há ainda um outro aspecto, não menos terrível, que pode vir a fazer com que o PCP venha a perder, nas próximas autárquicas, mais umas quantas Câmaras, agora que as populações constataram que o mundo não acabou pelo facto de os seus municípios terem deixado de ser geridos pelos comunistas e, ao mesmo tempo, compreenderem finalmente que qualquer força política ou grupo de cidadãos independentes, pode governar os seus concelhos tão bem ou melhor que o PCP.

Nestas autárquicas, Câmaras que sempre pertenceram ao PCP, governadas com maiorias absolutas, foram agora conquistadas pelo Partido Socialista, com a sua própria ajuda!

Nesse sentido, não se adivinha um futuro fácil para os comunistas mas também para o BE, porque o seu crescimento se fazia, em grande parte, à custa do eleitorado do PS. Desta forma, o seu oportunístico protagonismo no apoio a um governo que não teve legitimidade nas urnas e, consequentemente, não nasceu da vontade do povo, pode custar-lhes uma factura muito cara, tão cara, que poderão não ter arcaboiço político para a pagar, acabando por sair-lhe o "tiro pela culatra", ou seja: sair-lhe tudo ao contrário do que imaginaram quando aceitaram integrar a "GERINGONÇA" como muleta do PS.

Mais uma vez, o Partido Socialista soube contornar a situação difícil em que se encontrava, visto que, como devem estar lembrados, nem sequer conseguiu ganhar as legislativas a um partido que se encontrava praticamente moribundo, após quatro anos de grande austeridade, muitíssimo dolorosos para os portugueses e que se encontravam muito descontentes com o governo.

O actual Primeiro-Ministro soube construir com apuradíssima arte e engenho, um verdadeiro golpe de mestre, um perfeito golpe de usurpação do PODER, envolvendo numa teia venenosa os dois partidos da extrema-esquerda que se deixaram cair nela e que agora pagam a factura da sua imprudência e leviandade.

É o que acontece quando os nossos actos e atitudes não obedecem a impulsos genuínos da nossa razão, na defesa intransigente e exclusiva dos interesses do País e dos cidadãos e têm por suporte, unicamente, motivos de vingança, inveja ou ódio.