sábado, 27 de dezembro de 2014

JOSÉ SÓCRATES - OS AMIGOS SÃO PARA AS OCASIÕES

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Todas as pessoas têm amigos, umas mais do que outras, mas há circunstâncias em que esses amigos são postos à prova, especialmente quando somos vítimas de uma grande tragédia. De facto, é nos momentos mais adversos e mais trágicos que é possível avaliar com mais rigor quem são os nossos verdadeiros amigos.

Valer a um amigo na doença e na desgraça e visitá-lo em casa, no hospital ou num estabelecimento prisional, é o dever daqueles que merecem ser dignos dessa consideração. 

Nesse sentido, não fico surpreendido com o elevado número de visitas que o ex-primeiro-ministro José Sócrates, preso preventivamente no estabelecimento prisional de Évora sob a acusação dos crimes de fuga ao fisco, corrupção e branqueamento de capitais, recebe todos os dias, pois alguém que abraçou a carreira política desde os primórdios da democracia e que exerceu vários cargos políticos, entre os quais, Secretário-Geral do Partido Socialista, ministro e primeiro-ministro, tem que ter, inevitavelmente, muitos amigos, alguns verdadeiros e outros talvez apenas por afinidade e solidariedade política.

A prisão de José Sócrates transformou o anonimato e a pacatez do estabelecimento prisional de Évora que passou a ser notícia todos os dias nos meios de comunicação social, com jornalistas instalados nas imediações, prontos a interpelar qualquer dos visitantes do preso nº 44, procurando arrancar-lhes opiniões acerca do preso mais famoso do País.

Alguns dos visitantes fizeram declarações cuidadosas, contidas e responsáveis, respeitando a justiça, enquanto outros se permitiram fazer afirmações demasiado imprudentes, lamentáveis e irresponsáveis, ilibando o acusado e achincalhando a justiça.

Todos sabemos que a presunção de inocência significa que toda a pessoa é considerada inocente até ter sido condenada por sentença transitada em julgado. Nesse sentido, José Sócrates, por enquanto e até ser julgado, goza da "presunção de inocência", independentemente do que dizem as visitas, a opinião pública e a comunicação social.

Sabemos que é inédita em Portugal a prisão preventiva de um ex-primeiro ministro ou de outro qualquer governante! Mas alguma vez tinha que acontecer a primeira! O regime democrático só terá futuro e verdadeiramente se justifica se houver justiça e se esta garantir a defesa dos mais fracos e não tiver medo de julgar e condenar os mais fortes, tratando-os de forma absolutamente igual.

Há muita gente à solta que contribuiu para a ruína do País e que devia estar presa, a prestar contas à justiça e é pena que isso não aconteça porque a impunidade para além de desacreditar a justiça, incentiva e anima os impunes a prosseguir as suas actividades criminosas.

Dos amigos, dos verdadeiros amigos, espera-se sensibilidade, compreensão, solidariedade e partilha, nos bons e nos maus momentos. Neste mau momento de Sócrates, é absolutamente natural que os muitos amigos que granjeou ao longo da sua vida o visitem na prisão, uma situação que o ex-líder socialista provavelmente nunca tinha equacionado, pensando que o estatuto de ex-primeiro-ministro o "salvaria" de todas as acusações que lhe eram imputadas.

Pois bem, se a Justiça "teve a coragem" de lhe pedir contas e decretar-lhe a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva, que todos demonstrem respeito por ele e pela justiça e saibam aguardar as conclusões da fase de inquérito do processo, para ver se se confirmam ou não os crimes de que está acusado.

Deixem a justiça funcionar e fazer o seu trabalho.

domingo, 21 de dezembro de 2014

BENFICA - UMA VITÓRIA TANGENCIAL, SOFRIDA, FRENTE AO LANTERNA VERMELHA!!!

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GAITÁN, o homem do jogo. Marcou o único golo que garantiu a vitória
 
Depois da eliminação da Taça de Portugal pelo Sporting de Braga, perante o seu público, a equipa do Benfica recebeu hoje, no seu estádio, para o jogo da 14ª jornada do Campeonato Nacional, o Gil Vicente, último classificado, com apenas 6 pontos e nenhuma vitória e conquistou os 3 pontos em disputa com o resultado tangencial de 1-0.
 
Independentemente da vitória e da conquista dos 3 pontos, há que referir o mau futebol praticado pela equipa de Jorge Jesus que nunca dominou claramente o adversário e teve grandes dificuldades em conservar a diferença no marcador porque o Gil Vicente trabalhou bem a defender e esteve forte nos movimentos de ataque à baliza de Júlio César.
 
Com alguma surpresa, foi até o Gil Vicente que nos últimos 15/20 minutos de jogo criou diversas jogadas de ataque perigosas que podiam muito bem ter resultado no golo do empate. A equipa de Barcelos não veio a Lisboa para ver jogar o Benfica e demonstrou ao longo dos 93 minutos, o tempo total de jogo, que tinha outras ambições.
 
É verdade que o Benfica fez, uma vez mais, uma má partida, com péssima circulação de bola e muitos passes errados e bolas perdidas. Uma equipa que comanda a classificação da principal competição portuguesa, com 6 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o rival F. C. Porto, tem forçosamente de apresentar melhor futebol. A equipa anda desinspirada, sem alegria, sem garra e isso reflete-se no futebol que pratica.
 
Estas exibições e estes resultados levam-nos a pensar que perante adversários mais fortes, o Benfica vai ter muitas dificuldades em construir vitórias e como ainda faltam 20 jornadas, é natural que os adeptos se questionem e tenham dúvidas sobre a capacidade de o Benfica conquistar o bi-campeonato.
 
Esperamos que as férias de Natal e Ano Novo sejam retemperadoras para os jogadores e contribuam para que a equipa se apresente forte em Janeiro, capaz de enfrentar com êxito as restantes jornadas do Campeonato.
 
Felizes Festas de Natal e Ano Novo para todos os atletas, dirigentes, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica.

NOTA: - Depois de rever as imagens do jogo, constatei que o golo do Benfica foi obtido em claro fora de jogo, por deslocação de Maxi Pereira.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

JORGE JESUS: - "O NOSSO FOCO É O CAMPEONATO NACIONAL E A TAÇA DE PORTUGAL" - A TAÇA JÁ FOI

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Este Benfica que o treinador poupou nas competições europeias para poder ganhar as competições internas, acabou hoje de provar o quanto este técnico estava enganado. Para mim, equipa que não consiga impor-se na Europa e competir de igual para igual com as melhores equipas, também não terá capacidade de evidenciar-se a nível interno, como ficou demonstrado neste jogo.
 
Hoje, o Benfica recebeu o Sporting Clube de Braga para disputar o jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal e foi justa e vergonhosamente eliminado, em sua casa, perante os seus adeptos, por uma equipa desfalcada mas guerreira que até conseguiu dar a volta ao resultado que lhe era desfavorável desde os 33 minutos da primeira parte, devido ao golo apontado por Jonas.
 
De resto e quanto ao jogo, a equipa do Benfica cometeu erros em todos os sectores. Na defesa esteve mal e os golos são consequência desse desacerto. O meio campo não carburou, esteve desgarrado, não houve ligação, passes transviados e muitas perdas de bola. O ataque não fugiu à regra. Foi tudo muito atabalhoado. A cabeça não funcionou e embora a equipa rematasse muito, os mesmos não ofereceram grande perigo, à excepção de dois ou três que o guarda-redes defendeu superiormente, ao contrário do que aconteceu na baliza contrária em que Júlio César esteve francamente mal.
 
Resumindo, a Taça de Portugal já foi e o Campeonato, a ver vamos pois ainda faltam muitos jogos e este Benfica não tem estofo de campeão. Considero até que o jogo da 13ª jornada com o F.C.P. foi ganho com alguma sorte à mistura.
 
Depois, este treinador Jorge Jesus, tem que explicar por que razão não é capaz de ganhar um jogo contra o Braga, a "besta negra" do Benfica nos últimos anos. 
 
Nesta, como noutras derrotas do Benfica, há uma grande dose de aselhice do treinador que não coloca em campo a melhor equipa para cada jogo e depois, durante a partida, não é capaz de fazer as alterações necessárias para inverter o resultado.
 
Tenho que dar os parabéns ao Braga e ao seu treinador que demonstrou maior competência na forma como preparou o jogo e no esquema táctico que apresentou para travar o Benfica e ganhar a eliminatória. Nestes jogos a eliminar, é necessária muita astúcia e, nesse aspecto, o Treinador do Benfica foi um "anjinho".
 
Os dirigentes gostam dele e quando assim é, não há nada a fazer. Sugiro que façam um contrato vitalício.

domingo, 14 de dezembro de 2014

BENFICA - FINALMENTE... UMA VITÓRIA IMPORTANTE SOBRE O SEU PRINCIPAL RIVAL!


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LIMA, o caçador de dragões
 
Finalmente, a equipa de Jorge Jesus conseguiu vencer um jogo importante em confronto directo com o seu principal rival, o Futebol Clube do Porto, em sua casa, alargando a sua liderança, de 3 para 6 pontos de diferença.
 
Não foi uma vitória categórica e convincente, com um domínio avassalador sobre o adversário, mas penso que foi justa, em face da inteligente estratégia posta em campo que não permitiu que os alas construíssem as perigosas jogadas de ataque e, depois, toda a equipa do Benfica foi batalhadora, guerreira e solidária na difícil tarefa de travar os jogadores adversários.
 
É certo que houve um pouco de sorte na obtenção do resultado. O primeiro golo resultou de um lançamento de bola da linha lateral que não foi interceptada por nenhum jogador azul e foi esbarrar ao peito de lima que a empurrou para dentro da baliza. Já o segundo golo teve origem numa recarga de Lima a uma bola rematada por Talisca que o guarda-redes portista não segurou e sacudiu para a frente.
 
Depois da participação decepcionante que teve na fase de grupos da Liga dos Campeões, classificando-se em último lugar, com apenas 5 pontos, correspondentes a 1 vitória e 2 empates, resta ao Benfica, para salvar a época, lutar pela renovação do título de campeão nacional e, ao mesmo tempo, empenhar-se seriamente na conquista da Taça de Portugal e da Taça da Liga.
 
Se durante o mercado de transferências de Janeiro o Benfica se vir privado dos dois melhores jogadores, Enzo e Gaitán, a equipa poderá ressentir-se e pode mesmo colocar em causa a conquista do título de campeão.
 
É certo que o plantel é composto por vinte e tantos jogadores e até já foram ensaiados com êxito os seus possíveis substitutos mas não será a mesma coisa.
 
Como benfiquista, gostaria que a equipa continuasse forte e competitiva, de forma a poder revalidar o título. Vamos esperar que tudo corra bem e que a nação benfiquista possa celebrar a conquista do 34º Campeonato Nacional. 
 

sábado, 13 de dezembro de 2014

PARA TODOS OS AMIGOS, FELIZES FESTAS DE NATAL E ANO NOVO

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Vivemos tempos difíceis. Esta quadra natalícia é uma excelente oportunidade para o homem parar um pouco para pensar, reflectir e corrigir comportamentos que são contrários aos interesses e bem-estar da humanidade.
 
Há, sem dúvida, uma magia invulgar nesta quadra natalícia que encanta as crianças e torna os corações dos adultos mais sensíveis e generosos. Que pena essa magia não ter poder suficiente para incendiar o coração dos homens com essa sensibilidade e generosidade ao longo de todo o ano! Se isso acontecesse, seria todos os dias Natal e o mundo viveria em abundante clima de PAZ e AMOR.
 
Para todos os amigos que de alguma forma têm tido algum contacto com o meu modesto blogue "DIREITO DE OPINAR", onde quer que eles se encontrem, seja na Europa, em África, na América, na Ásia ou na Oceânia, quero enviar-lhes um forte abraço natalício e desejar-lhes Festas Felizes de Natal e Ano Novo, com muita saúde e alegria, na companhia de todos os seus familiares e amigos.
 
Um Feliz Natal e um radioso 2015 para todos.
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

GREVE NA TAP - OS TRABALHADORES DEVEM REFLECTIR E RECTIFICAR A SUA DECISÂO

 

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Os trabalhadores da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), acertaram uma greve para o final do ano, concretamente, para os dias 27, 28, 29 e 30 de Dezembro.
 
Esta é uma decisão absolutamente incrível e inacreditável, porque a efectivar-se a sua concretização, demonstra uma enorme insensibilidade e uma desumanidade que choca e indigna a maioria dos cidadãos.
 
Estamos a falar de uma greve que causará enormíssimos problemas a milhares de pessoas que pretendiam juntar-se aos familiares nesta quadra natalícia e que, provavelmente, viveram durante todo o ano, com ansiedade a chegada desse momento.
 
Não discuto nem contesto as razões dos trabalhadores da TAP e muito menos me oponho às suas reivindicações. Porém, não posso deixar de considerar uma abusiva indecência que os 12 sindicatos da TAP se tenham unido para acertarem a paralisar de uma empresa que presta serviço público e que vai fazer a vida negra a dezenas de milhar de pessoas que tinham decidido juntar-se aos familiares e amigos na celebração do Natal e Ano Novo.
 
Até admito que os trabalhadores da TAP tenham carradas de razão, tal como acontece com a maioria dos trabalhadores deste País. Porém, se levarem esta greve por diante, não olhando à crueldade dos meios utilizados para alcançarem os seus fins, prejudicando milhares de pessoas que não têm culpa nenhuma e descarregando sobre elas o ónus das suas reivindicações, então os trabalhadores da TAP perderão toda a razão e, simultaneamente, hipotecarão todo o respeito, estima e consideração que desfrutavam no seio da maioria dos portugueses.
 
As empresas que prestam serviço público mas também todas as outras, não podem ser usadas pelos trabalhadores como arma reivindicativa porque elas têm que estar disponíveis e cumprir escrupulosamente os deveres que assumiram perante os cidadãos. É um abuso parar uma empresa que afecta milhares de pessoas diariamente e causa prejuízo de milhões.
 
Há coisas que não deviam acontecer num regime democrático. A democracia poderia ser um regime quase perfeito se as pessoas a soubessem interpretar. Os problemas resolvem-se através da palavra, conversando e apresentando argumentação válida. O homem é o único ser vivo do reino animal a quem foi dado o supremo privilégio de se expressar através da fala. Para resolver os problemas, só tem que falar e apresentar a argumentação correcta.
 
Se os trabalhadores da TAP concretizarem esta greve, engrossarei o coro dos milhões de portugueses que repudiarão a sua decisão porque não é justo que milhares de crianças, adultos e velhos sejam impedidos de visitar as famílias e passar juntos a quadra natalícia.
 
Na vida, é preciso saber, em cada momento, qual a melhor opção a tomar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"QUEM TUDO QUER TUDO PERDE"

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Neste mundo corrompido, destituído dos mais elementares princípios éticos e morais, há gente que para conseguir os seus objectivos é capaz de matar o próprio pai.
 
Tomei agora conhecimento, através do "Correio da Manhã" de mais uma história verídica que demonstra a ganância obsessiva dos homens e as criminosas falcatruas que são capazes de fazer para alcançar o que pretendem.
 
Um milionário na casa dos 80 anos, como não tinha filhos, decidiu deixar em testamento a sua imensa fortuna a vários sobrinhos. Porém, um deles, imaginou imediatamente que podia ficar com toda a fortuna e decidiu forjar o testamento a seu favor. Para levar a cabo tal maquinação, "comprou" um amigo para servir de testemunha e também o notário, igualmente amigo, para legitimar a falsificação.
 
Acontece que o milionário detectou a falsificação do testamento original através da sua assinatura e com a ajuda dos familiares anulou o testamento e participou o caso à judiciária. Na sequência dos acontecimentos, o sobrinho e os dois amigos foram presos.
 
Aqui, bem pode aplicar-se o velho ditado que diz: "quem tudo quer tudo perde" porque o tio para além de denunciar a falsificação à Judiciária, também deserdou completamente o sobrinho burlão.
 
É caso para dizer que esta história teve um final feliz. O prevaricador teve aquilo que merecia. Assim fossem castigados todos os protagonistas das histórias criminosas que acontecem todos os dias e talvez não houvesse tanta gente interessada em prevaricar.

DIREITO À INDIGNAÇÃO - O EXEMPLO DA JOVEM SOFIA LIXA

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SOFIA LIXA, uma jovem estudante de 16  anos que frequenta o 11º ano na Escola Secundária Alves Redol, em Vila Franca de Xira, escreveu uma carta ao Primeiro-Ministro e ao Prof Marcelo Rebelo de Sousa a denunciar o comportamento dos deputados no debate do Orçamento do Estado (OE) para 2015, após uma visita que fez ao Parlamento.
 
Esta Jovem teve a coragem de fazer aquilo que a grande maioria dos cidadãos portugueses não é capaz de ter nem fazer, indignando-se com o vergonhoso comportamento dos deputados durante o debate do OE para 2015.
 
Eu creio que toda a gente sabe o que se passa no Parlamento, um local onde devia imperar a compostura, o respeito, a responsabilidade, a competência e o máximo de honestidade mas, em vez disso, assistimos, sessão após sessão, às graçolas dos deputados, risadas, insinuações, acusações, ofensas e falta de respeito, entretendo-se e gastando o tempo com intervenções de faz de conta, vazias e demagógicas, tantas vezes construídas com factos distorcidos ou inexistentes.
 
Eu já me tinha referido ao assunto noutra ocasião, para censurar o seu comportamento e afirmar que há um número exagerado de deputados. Os 230 representantes (?) do povo podiam muito bem ser reduzidos para metade que mesmo assim, tendo em conta que o País está dividido em 18 Distritos, ainda dava mais de 6 representantes para cada região.
 
Neste País há a tendência compulsiva para o exagero, para as grandezas e depois quem paga a factura é o contribuinte que é esmifrado de toda a maneira e feitio para pagar essas grandezas, exageros e principescas mordomias.
 
SOFIA LIXA, não quis deixar passar em vão a sua negativa observação na primeira vez que visitou o Parlamento e denunciou o que viu, escrevendo:
 
"Da galeria onde me encontrava, informo que o que vi foi uma vergonha. Desculpe, mas estou a ser o mais sincera possível."
 
"Vi deputados, o tempo todo, e não estou a exagerar, no Facebook a ver raparigas avantajadas, outros a assistir a vídeos de quedas, e até houve uma vez que três deles se juntaram a rir com qualquer coisa que viram no computador."

Os portugueses não podem continuar a viver com tanta apatia. É preciso estar alerta. Já toda a gente teve tempo de chegar à conclusão que a classe política e governante não merece um mínimo de credibilidade e confiança e que é preciso a máxima vigilância, denunciando todas as suas más práticas.
 
É por isso que a actuação da jovem Sofia Lixa deve servir de exemplo para todos os cidadãos portugueses. Parabéns.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

CRIMINALIZAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO COM QUARENTA ANOS DE ATRASO!

 
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Em 40 anos de democracia, os políticos adiaram sucessivamente a criação de legislação para combater o enriquecimento ilícito, permitindo que muitos milhares de "figurões" construíssem grandes fortunas, através de actos de corrupção e de imaginativos esquemas fraudulentos, gozando de vergonhosa impunidade da Justiça.

Inacreditavelmente, o projecto de lei aprovado em 2012 na Assembleia da República que determinava a inversão do ónus da prova, foi chumbado pelo Tribunal Constitucional (TC)  porque os juízes entenderam que o diploma violava “os princípios constitucionais da presunção da inocência e da determinabilidade do tipo legal ”. Os juízes discordaram do facto de ser o arguido a justificar a proveniência dos bens por considerarem que isso viola direitos e garantias e, por outro, consideraram que não havia bem jurídico atendível, ou seja, não havia valor que justificasse a autonomização do crime de enriquecimento ilícito.
 
Quem não deve não teme. Se alguém enriqueceu licitamente, qual o problema em justificar a proveniência dos bens? A dificuldade em fazer essa justificação só afecta aqueles que ganharam dinheiro ilicitamente. Seria importante que em casos de justiça, os suspeitos de enriquecimento ilícito, fossem obrigados a justificar a proveniência do dinheiro.
 
Então expliquem-me porque razão o Tribunal Constitucional chumbou o diploma que determinava a inversão do ónus da prova?
 
Quem é que o Tribunal Constitucional quis proteger? Não foram, com toda a certeza, os cidadãos que enriqueceram licitamente porque esses não têm qualquer problema em justificar a origem dos seus bens. Nesse sentido, sou obrigado a pensar que a actuação do TC não serviu os interesses da Justiça nem do País e, nesse caso, o povo devia ter-se insurgido, manifestado e revoltado contra tal medida, completamente contrária aos seus interesses.
 
Na criminalização do enriquecimento ilícito, a inversão do ónus da prova é fundamental e é necessária a sua aprovação o mais urgentemente possível na Assembleia da República pela maioria e que desta vez, como o fez, erradamente em 2012, o Senhor Presidente da República, não tenha dúvidas sobre a sua constitucionalidade para evitar pedir a fiscalização preventiva da proposta de lei.
 
É necessário que os políticos se convençam que não podem continuar a enganar o povo tão descaradamente. Esta coisa de fazerem leis à medida das suas necessidades e dos seus objectivos é indecorosa e profundamente desrespeitosa para os cidadãos portugueses que têm sido vítimas dos seus representantes na Assembleia da República, de forma oportunista, próprio de quem não tem pingo de vergonha e nunca soube o que é a ética e a moral.
 
O enriquecimento ilícito tem um peso brutal no PIB, entre 5 a 10 por cento, relativos a actos de corrupção e outras manigâncias lesivas do interesse do Estado. Esta percentagem é igual àquela que anualmente se verifica no aumento da dívida pública! É brutal! Imaginem que a nossa descomunal dívida pública podia ser completamente anulada só com os montantes desviados para alimentar o enriquecimento ilícito!
 
É Obra!!! Cabe ao povo exigir medidas legislativas capazes de poder estancar toda esta sangria criminosa que empobrece os portugueses e envergonha o País.
 
 

domingo, 30 de novembro de 2014

É MUITO DIFÍCIL COMPREENDER O POVO!...

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Até agora, a Justiça tem andado de cu à mostra; veremos se no futuro, para bem do País e dos Portugueses, consegue tapar o cu.

Os recentes acontecimentos provam o quão difícil é compreender o povo. Se a Justiça não funciona e não apura responsabilidades, o povo reclama e manifesta-se negativamente contra essa mesma Justiça; mas por outro lado, se a Justiça funciona e apura responsabilidades, sem se importar com o estatuto dos implicados, assistimos a declarações patéticas e sem sentido, em sua defesa e fortes críticas à Justiça.

A detenção do ex-Primeiro-Ministro José Sócrates, acusado de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada, veio uma vez mais demonstrar que o povo é a favor ou contra a Justiça, consoante os arguidos que estão em causa. Afinal o povo nem para si é bom e, relativamente a certas pessoas, nem sequer se interessa que seja escandalosamente roubado através de actos de corrupção e vergonhosos esquemas fraudulentos que delapidam as finanças públicas e, consequentemente, o dinheiro dos impostos dos contribuintes, do povo.
 
É preso por ter cão e preso por não ter. Nestas alturas, é impossível não relembrar aquela velha história, sempre tão actual, do velho, o rapaz e o burro, lembram-se?
 
As pessoas achavam mal se os dois (rapaz e velho) iam a pé e levavam o burro pela rédea; achavam mal se o velho ia montado e o rapaz a pé; achavam igualmente mal se o rapaz ia montado no burro e o velho ia a pé; e, finalmente, também achavam mal se os dois carregavam o burro às costas. Moral da história: em nenhuma situação é possível contentar o povo.

Esta falta de racionalidade e unanimidade do povo relativamente aos criminosos, é a principal causa da ineficácia da Justiça porque, em democracia, seria impossível que essa cambada de corruptos que por aí andam à solta, escapasse à Justiça, caso o povo actuasse em sintonia, exigindo justiça.

Se a Justiça não tem desempenhado eficazmente o seu papel de "fazer justiça", ao longo de todos estes anos de democracia, em meu entender, o povo também tem, nesse aspecto, uma boa quota parte de responsabilidade.

O POVO devia imitar o grande líder indiano que foi Mahatma Gandhi e o nobre conceito que ele tinha da Justiça: "Se agir contra a JUSTIÇA... a INJUSTIÇA é minha".
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

JORGE SAMPAIO PRECIPITOU A CRISE ECONÓMICA DO PAÍS COM A DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO EM DEZEMBRO DE 2004

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O ex-Presidente da República Jorge Sampaio foi decisivo na construção da crise económica que se instaurou no País, a partir do final do primeiro mandato de José Sócrates, quando em 30 de Novembro de 2004 anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas, invocando como motivo principal que "desde a posse do Executivo, em Julho, o país assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo". Ficámos então a saber que a razão principal foi a  "a falta de credibilidade" do então Governo liderado por Pedro Santana Lopes, e na comunicação ao País de 10 de Dezembro de 2004 disse sobre o assunto: «Entendi que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência. Entendi, ainda, que se tinha esgotado a capacidade da maioria parlamentar para gerar novos governos».
 
Acontece que Jorge Sampaio não só impediu Pedro Santana Lopes de continuar a governar como ajudou a denegriu o seu nome, como era necessário, para promover o camarada José Sócrates que haveria de ganhar as eleições legislativas antecipadas realizadas em 24 de Fevereiro de 2005.
 
Na época, como hoje, considerei que não havia razões que justificassem, por parte do então Presidente da República, o recurso à "bomba atómica", solução que só deve ser adoptada para derrubar um Governo, em casos muitíssimo graves, o que não foi o caso, pois que eu saiba, o Primeiro-Ministro de então e a sua equipa governativa, não foram acusados de actos de corrupção, gestão danosa, branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada, falsificação de documentos, traição à Pátria ou qualquer outro crime de enorme gravidade.
 
É preciso recordar que esta sentença condenatória, foi decretada a um governo sólido, com maioria absoluta no Parlamento e que, no entender de muita gente, tinha todas as condições para continuar a dirigir os destinos do País, talvez até com mais rigor, competência, responsabilidade e eficácia do que veio a verificar-se com a governação de José Sócrates.
 
Em bom rigor, o ex-Presidente da República não tinha motivos claros e inequívocos para tomar a decisão que tomou. Fê-lo apenas porque na qualidade de ex-Secretário-Geral do Partido Socialista e um dos seus mais proeminentes membros, não resistiu à tentação de aproveitar tão soberana ocasião para reabilitar o Partido e oferecer-lhe de bandeja a hipótese de voltar à área da governação.
 
Foi isso que aconteceu, nada mais. Sócrates iniciou uma fase de divinização, adorado por todos, e sem nunca ter feito nada de jeito na vida, é eleito Secretário-Geral do PS em Setembro de 2004 e 5 meses depois, torna-se Primeiro-Ministro, ao ganhar as eleições legislativas antecipadas, com maioria absoluta, num confronto desigual com um adversário que tentaram "assassinar" politicamente.
 
Aliás, fiquei com a ideia que o ex-Presidente da República não marcou imediatamente eleições legislativas após o pedido de cessação de funções de Durão Barroso para ser investido no cargo de Presidente da Comissão Europeia, porque à data, o Partido Socialista andava à deriva, sem Secretário-Geral, o que só veio a acontecer a 24 de Setembro com a eleição de Sócrates. A partir daí, Sampaio apenas esperou que o PS se organizasse, mantendo o Governo a queimar em lume brando e logo que teve a percepção do sucesso de Sócrates, não perdeu tempo e dissolveu o Parlamento, utilizando uma débil justificação para o fazer.
 
Por mim, não tenho qualquer dúvida acerca de quem foi mais responsável na errada ascensão meteórica de José Sócrates, pormenor enganador que o levou pateticamente ao convencimento de que era "o maior" e podia fazer tudo o que lhe desse na real gana. Daí nasceu também, a sua arrogante postura, má criação, falta de humildade e ódio por aqueles que o criticavam, fazendo jus ao apelido por que era conhecido: "animal feroz".
 
Mas voltando à ideia inicial sobre a culpabilidade de Jorge Sampaio na grave crise económica que se instaurou no País durante a governação de José Sócrates, reafirmo convicto que a mesma está relacionada com a dissolução do Parlamento, um acto de extrema irresponsabilidade, uma vez que não havia motivos para demitir um Governo de maioria sólida, que estava a dar os primeiros passos e a tentar encontrar o rumo certo para Portugal. Santana Lopes tinha tomado posse no dia 17.07.2004 como Primeiro-Ministro do XVI Governo Constitucional, tendo 4 meses de governação quando foi anunciada a dissolução.
 
Pois bem, Sampaio tem agora que tirar as respectivas ilacções, não só acerca da governação do camarada que levou ao colo até à cadeira do poder, mas também acerca do homem que favoreceu e defendeu com unhas e dentes durante o seu desastrado reinado e que no momento, se encontra a contas com a justiça e em prisão preventiva, acusado de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.
 
Temo, porém, que Jorge Sampaio, não pretenda tirar qualquer lição ou ilacção dos actos que praticou e dar conta deles aos portugueses, porque ainda recentemente se juntou a personalidades como Mário Soares, Almeida Santos, Manuel Alegre e outros camaradas do Partido, para apoiar e ajudar o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa a "correr" com António José Seguro do lugar de Secretário-Geral do Partido, depois de este ter ganho todas as eleições em que o Partido Socialista esteve envolvido.
 
São negócios políticos complicados que nem todos entendem, mas os seus autores sabem muito bem porque os fazem.

 

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO - ELE ESTAVA CERTO! OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS PROVAM-NO!


 Como eles eram tão amigos!...
 
Os seguidores de António José Seguro (AJS), o ex-Secretário-Geral do Partido Socialista, são com certeza, neste momento, no universo de filiados e simpatizantes socialistas, aqueles que menos "tristes", "consternados" e "chocados" estarão com a detenção e prisão preventiva de Sócrates, ex-Secretário-Geral do PS e ex-Primeiro-Ministro, na medida em que AJS, deposto oportunisticamente por um movimento popular afecto a António Costa, tudo fez para se demarcar das catastróficas políticas governativas do seu antecessor, distanciando-se também, ao mesmo tempo, do seu carácter irrascível e irreverente com que brindou os portugueses ao longo da sua carreira política.
 
A actuação de AJS foi pautada pela decência e grande nobreza de carácter e, politicamente falando, foi ponderado, moderado e inteligente, mesmo quando pressionado e criticado por alguns sectores do Partido, porque ele sabia que qualquer líder socialista que se colasse à governação Sócrates, teria sempre grandes problemas no confronto com a oposição, ao tentar atribuir-lhe mérito e vantagens para o País, uma vez que a mesma se traduziu num enorme desastre nacional, mercê da concretização de uma infinidade de actos administrativos disparatados e sem sentido que delapidaram o erário público e conduziram ao resgate financeiro, o qual está a ser pago por todos os portugueses à custa de pesados sacrifícios
 
AJS soube, com louvável sagacidade e grande lucidez, ao contrário de outros camaradas socialistas, seguidistas da política socrática, separar a pesadíssima herança governativa do ex-Primeiro-Ministro, dos verdadeiros interesses do Partido e do País, mas teve contra si a concertada interferência dos notáveis, com Mário Soares à cabeça, acolitado por Jorge Sampaio, Almeida Santos, Manuel Alegre e tantos outros que infelizmente, para o bem e para o mal, neste caso para o mal, têm essa capacidade para influenciar as decisões do Partido e, como tal, promoveram, sem surpresa, o autarca lisboeta a secretário-geral do PS.
 
Pela forma inesperada e pouco ética como aconteceu a sua deposição, creio que neste momento, AJS, ao presenciar os acontecimentos  que envolvem de forma tão contundente e demolidora o seu antecessor e que muito provavelmente antecipadamente previra, embora não seja motivo de regozijo pessoal, como é óbvio, porque os mesmos afectam e de que maneira o seu Partido, creio, no entanto, que tais acontecimentos, quiçá por via indirecta (Deus escreve direito por linhas tortas), vieram repor justiça na sua actuação e lembrar àqueles que contribuíram para a sua "substituição" que estavam completamente errados e prestaram um péssimo serviço ao País e ao Partido Socialista.
 
Com a minha idade já ouvi imensos relatos sobre pessoas que "morreram" nos fogos que atearam para queimar os outros e, pelos vistos, ainda irei assistir a muitos mais.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

JOSÉ SÓCRATES QUE SE ENCONTRAVA DETIDO PARA INTERROGATÓRIO, FICA EM PRISÃO PREVENTIVA

 
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Pessoalmente, não fiquei "chocado" e muito menos surpreendido com a notícia da detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates para interrogatório judicial, na sequência da investigação denominada "operação Marquês", levada a cabo pelo ministério Público, em que está indiciado de fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e corrupção.
 
Na verdade, eu não fiquei surpreendido com a detenção de Sócrates, porque ainda não esqueci as suspeições que sobre ele recaíram, nos diversos casos em que esteve envolvido ao longo da sua carreira política, embora  nunca tenha sido visado directamente.
  • Assinatura de diversos projectos de arquitectura e engenharia relativos à Câmara da Guarda que não seriam da sua autoria;
  • Processo Judicial Cova da Beira -  "Investigou crimes de corrupção e branqueamento de capitais na adjudicação de um aterro sanitário daquela região, teve início em 1999, com uma carta anónima que acusava Sócrates de ter sido pago, enquanto secretário de Estado do Ambiente, para favorecer indevidamente o consórcio que integrava a Conegil, empresa detida pelo seu amigo Carlos Santos Silva. Nenhum dos dois foi, no entanto, constituído arguido".
  • Licenciamento do centro comercial Freeport em Alcochete. - Sócrates foi associado ao processo por suspeita de recebimento de "luvas" e ter efectuado, em tempo recorde, a aprovação do estudo de impacto ambiental ao projecto, ao mesmo tempo que o Governo fazia uma alteração dos limites da área da Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo para a preservação das aves selvagens.
  • As dúvidas e trapalhadas sobre a Licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente;
  • Processo Monte Branco - Relacionado com uma vasta rede de lavagem de dinheiro. Foi noticiada uma quantia superior a mil milhões!
  • Processo Face Oculta -  Relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objectivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho, nos negócios com empresas do sector empresarial do Estado e privadas. As escutas em que Armando Vara e José Sócrates foram apanhados em 11 conversas, foram mandadas destruir pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, depois de o PGR, Pinto Monteiro, ter considerado que o seu conteúdo não tinha relevância criminal, não tendo por isso, chegado ao  conhecimento da opinião pública.
  • Tagusparque - Foi noticiado que a Empresa terá pago a Luis Figo um eventual caché de várias centenas de milhar de euros para intervir e dar apoio na campanha eleitoral a Sócrates.
  • A Venda da TVI que depois não se concretizou,  fazia parte do processo de controlo da comunicação social - "A partir de escutas telefónicas, o Ministério Público concluiu que “a operação de aquisição da TVI se desenvolvia com um grande secretismo por solicitação do Primeiro-Ministro José Sócrates ao presidente executivo da PT, Zeinal Bava, cabendo o desenvolvimento das negociações a um grupo diminuto de pessoas integrado por Rui Pedro Soares, que se socorreu da ajuda de Paulo Penedos, Américo Thomati e João Carlos Silva”.
  • Conflitos com a comunicação social - O ex-primeiro-ministro nunca soube lidar com as críticas dos jornalistas e foi acusado de pretender controlar os meios de comunicação social, através de actos de censura e perseguição dos profissionais da informação. Processou 11 jornalistas e todos eles foram absolvidos.

Por outro lado, não posso esquecer que o resultado da sua governação precipitou o País numa enorme crise económica e financeira que levou milhares de famílias e empresas à ruina e gerou quase um milhão de desempregados.
 
O homem que hoje recebeu a medida de coacção mais gravosa (prisão preventiva), relativamente aos crimes de que está indiciado (fraude fiscal agravada, corrupção e branqueamento de capitais), teve nas suas mãos, entre 2005 e 2009, a búsula orientadora do País que se fosse usada com sensatez e sentido de estado, seguindo com muita atenção a indicação dos seus ponteiros magnéticos que lhe apontavam os caminhos da contenção nas despesas, a todos os níveis, abstinência dos investimentos dispensáveis e megalómanos e realização urgente de algumas reformas fundamentais para revitalização da economia, teria evitado a bancarrota e o sofrimento dos portugueses.
 
Porém, ignorando completamente a correcta indicação dos ponteiros da búsula, o ex-primeiro-ministro esbanjou milhares de milhões de euros em trivialidades, negociatas e favorecimentos à sua rede de camarradas e amigos, ampliando a dívida pública para patamares incomportáveis e fazendo chegar o País a uma situação de colapso financeiro que teve de ser suprido através da intervenção da TROIKA e um empréstimo de cerca de 78 mil milhões de euros que o povo português está a pagar à custa de grandes sacrifícios.

Pelos vistos, à luz dos últimos acontecimentos, o ex-primeiro ministro, para além de ter governado péssima e ruinosamente o País, também cometeu um conjunto de actos ilícitos de enorme gravidade, pelos quais está agora a responder perante a justiça portuguesa.

Tendo em conta as nefastas consequências da sua governação para o País e para os portugueses e os crimes de que agora está indiciado, caso os mesmos se confirmem, na qualidade de cidadão severamente penalizado pelas medidas de austeridade impostas pelo actual governo para reabilitar o País, espero que a justiça seja capaz de realizar o julgamento com rigor e transparência e proferir a sentença adequada.

A detenção de um primeiro-ministro neste País de brandos costumes, é inédita e leva-me a pensar que a justiça, neste momento, está a agir correctamente, sem olhar à condição social dos arguidos. Será que estaremos perante a reabilitação do poder judicial e que doravante nada mais vai ser como antes?

O País teria muitíssimo a ganhar.

sábado, 8 de novembro de 2014

25º ANIVERSÁRIO DA QUEDA DO MURO DE BERLIM

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Há 25 anos, a 9 de Novembro de 1989, o mundo assistia com muita satisfação e alguma estupefacção  à queda do Muro de Berlim, construído pela República Democrática Alemã em 1961, durante o período da "Guerra Fria", o qual circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental e Berlim Oriental e impedia a população de passar para o outro lado.
 
O muro, para além de dividir Berlim ao meio, também simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: de um lado a República Federal da Alemanha e os países capitalistas, com os Estados Unidos à cabeça e do outro, a República Democrática Alemã, juntamente com os países socialistas simpatizantes do regime soviético.
 
A construção da muralha teve início na madrugada de 13 de Agosto de 1961. Tinha 66,5 km de gradeamento metálico,  302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para os ferozes cães de guarda. Os militares que patrulhavam o muro tinham ordens de atirar a matar contra todos os cidadãos que tentassem passar para o outro lado, havendo registos de 80 mortos, 112 feridos e muitos milhares aprisionados quando tentavam fugir.
 
Embora as autoridades da Alemanha Oriental tenham baptizado aquela vergonhosa fronteira física como "muralha de protecção antifascista", nunca pronunciando uma palavra sobre o verdadeiro motivo que era, na verdade, o êxodo da população oriental para o ocidente, aos milhares, diariamente, desde o início dos anos 50, não esquecendo que antes da sua construção, mais de 3,5 milhões de alemães orientais já tinham fugido para a Alemanha Ocidental.
 
A 9 de Novembro de 1989, em consequência de uma enorme onda revolucionária que invadiu o bloco Leste, o Governo da Alemanha Oriental, após várias semanas de gigantescos distúrbios civis, anunciou que todos os cidadãos da República Democrática Alemã podiam visitar Berlim e Alemanha Ocidental. Foi a loucura: multidões de alemães orientais atravessaram o Muro e juntamente com os alemães ocidentais celebraram efusivamente o desaparecimento de tão tenebrosa barreira e, como que por instinto, começaram de imediato a desmantelar o muro, servindo-se de todo o tipo de ferramentas, levando consigo pedaços dos blocos como recordação.
 
A queda do Muro permitiu a reunificação da Alemanha que veio a concretizar-se, praticamente um ano depois, a 3 de Outubro de 1990.
 
Hoje completam-se 25 anos sobre essa efeméride que encheu de esperança e satisfação o mundo civilizado mas desde então para cá as relações entre os dois blocos não melhoraram e ultimamente têm-se degradado. A Rússia anda apostada em refazer o seu antigo império e tem promovido a guerra nas antigas Repúblicas Socialistas, afrontando, ao mesmo tempo, as outras potências mundiais, nomeadamente, a Europa e os Estados Unidos da América. Estaremos na iminência de mais uma "Guerra Fria"?
 
Mikhail Gorbatchov, o pai da "perestroika" e convidado especial das comemorações do 25º aniversário da queda do Muro, em Berlim, acha que sim.

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

OS BANCOS SÃO UM PERIGO CONSTANTE - CUIDADO COM O SEU DINHEIRO

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Fugir dos Bancos como o diabo foge da cruz, passou a ser o meu lema, desde que percebi que a minha modesta conta bancária era "assaltada" frequentemente sob a forma de comissões, a pretexto de serviços prestados, os quais, na maioria dos casos, eu pensava que eram gratuitos.
 
Acabei com os cartões de crédito e voltei ao antigamente, pagando em dinheiro ou cheque as minhas contas. Também acabei com as autorizações de débitos directos, excepto para a EDP e EPAL que no acto do contrato me obrigaram a isso. Presentemente, só fica na conta bancária a importância necessária para fazer face aos pagamentos mensais do consumo de água e luz e pouco mais.
 
Esta decisão obriga-me a ter mais dinheiro em casa, pormenor que não me incomoda, porque na actual difícil conjuntura político/económica do País e as consequentes dificuldades com que a Banca se debate, as minhas parcas economias estão mais seguras em casa do que no Banco.
 
Estava farto de ser "assaltado" por aqueles que deviam zelar pelos meus interesses. Eram-me cobradas toda a espécie de comissões por serviços a que qualquer cliente devia ter acesso gratuito, quanto mais alguém que leva 40 anos de fidelização naquela instituição bancária. Cobrar por um cheque visado cerca de 60 euros é inacreditável, tratando-se do meu dinheiro! Para confirmar que eu possuo o dinheiro necessário para pagar uma determinada importância, a alguém, o Banco cobra 60 euros!
 
Mas ontem, no mesmo Banco, aconteceu-me algo que me deixou completamente irritado. Fui fazer um depósito em dinheiro (notas e moedas), em nome da Colectividade de que sou Presidente da Direcção. Eram 9,50 euros em moedas de 1 e 2 cêntimos, devidamente acondicionadas em caixas plásticas, sem necessidade de contagem e consequente perda de tempo.
 
Pois, pasme-se! O banco cobrou 3,12 euros de comissão pelo depósito de 9,50 euros em moedas de 1 e 2 cêntimos, acondicionadas em embalagens próprias de 50 cêntimos e 1 euro, uma comissão que corresponde a cerca de 33%!
 
Nunca me tinha acontecido uma barbaridade destas! É mais uma para somar às inúmeras que me fizeram e que me obrigaram a tomar a decisão de levantar quase todas as minhas economias, precisamente porque cheguei à conclusão que os bancos são um perigo e põem constantemente em risco as nossas economias, por erros de gestão, corrupção e toda a espécie de fraudes, bem como uma total incapacidade para blindar os ficheiros informáticos dos ataques dos hackers que com a maior das facilidades sacam dinheiro das contas dos clientes e sobre as quais também não assumem responsabilidades.

Os bancos só têm utilidade para a rede de "amigalhaços" e para os espertalhões da nossa praça, que com a maior das facilidades, sacam milhões a título de empréstimo, sem qualquer tipo de garantias e depois nunca mais pagam.

Para a maioria dos clientes, os bancos não têm utilidade nenhuma, mas em contrapartida, representam uma grande mais valia na obtenção de receitas, as quais alimentam os tais "amigalhaços" e os espertalhões. É o que se chama "roubar a uns para dar a outros". Antigamente, até o dinheiro depositado na conta à ordem recebia juros, agora, para além de não se receber nada, é cobrada uma comissão exorbitante pela sua manutenção.

Bancos? Não, obrigado.

domingo, 2 de novembro de 2014

SER DIFERENTE, É SER DO CONTRA?

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Em Portugal, especialmente no mundo da política, já me habituei à ideia de que ser diferente é ser do contra, estar em desacordo com toda a gente e dizer mal de todas as iniciativas dos outros. Esse é o procedimento habitual de algumas forças políticas, incapazes de demonstrar a "diferença" pela positiva, fazendo melhor que os outros, ao nível das ideias, dos actos e das atitudes.
 
É por causa desse reprovável e nocivo comportamento que os políticos caíram em descrédito e são tão detestados pela maioria dos cidadãos portugueses.
 
A realidade política, porém, não é bom exemplo para ninguém e muito menos para o futebol português, onde é necessária uma certa harmonia entre os dirigentes dos principais clubes, para poderem resolver, com êxito, os muitos problemas que ele enfrenta, em especial, na área económica e estrutural.
 
Erradamente, o Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, parece apostado em copiar o modelo político, afrontando e dizendo mal de tudo e de todos, disparando farpas em todas as frentes, em vez de aproveitar a sua chegada recente ao mundo do futebol para vincar a sua "diferença" pela positiva, fazendo melhor que os outros e gerando concórdia e consensos.
 
Bruno de Carvalho entrou a matar no mundo do futebol, com alguma ingenuidade e leviandade à mistura, não sendo essa a melhor forma de defender os interesses da Instituição Sporting que vai, com toda a certeza, pagar com juros, algumas das suas polémicas declarações.
 
Nunca vi caçar moscas com fel. No mundo do futebol, onde cada clube procura o melhor para as suas cores, é preciso uma certa sagacidade intelectual  para ultrapassar os seus inúmeros problemas e, nesse particular aspecto, o presidente do Sporting não tem sido nada sagaz. Cozinhou problemas internos e externos, escusadamente, e vai sair-se mal dessa sua actuação.
 
Em minha modesta opinião, Bruno de Carvalho só sairia ileso desta incómoda situação em que se envolveu, caso o Sporting conquistasse o Campeonato Nacional ou ficasse em 2º lugar e ganhasse, por exemplo, a Taça de Portugal, porque uma prova europeia está completamente fora de questão.
 
Pois bem, embora ainda faltem muitas jornadas para o final, não me parece que o Sporting vá conquistar a principal competição do calendário futebolístico português e quanto à Taça de Portugal, pese embora o facto de ter eliminado categórica e brilhantemente o F. C. Porto, no Dragão, ainda há boas equipas em prova, nomeadamente o Benfica, o Braga, o Vitória de Guimarães, Belenenses, Marítimo, Vitória de Setúbal, Rio Ave e Passos de Ferreira e, por conseguinte, nesta altura, ainda é prematuro um prognóstico sobre quem será o vencedor da Taça de Portugal.
 
Porém, de uma coisa eu tenho a certeza: caso o Sporting não ganhe nada nesta época, vai ser uma frustração muito grande para os adeptos leoninos e a vida do Presidente vai ficar muito difícil, dentro e fora da Instituição Sporting.  
 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

CMVM CONFIRMA O QUE TODO O MUNDO SABIA E DENUNCIA CRIMES DE "INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA" COMETIDOS EM TODAS AS OPA DESDE 2009!!!

 
Desde que dei os primeiros passos na compra e venda de acções, já lá vão mais de 12 anos e, desde então, sempre tive a certeza que os grandes lucros, tinham por base esquemas fraudulentos, nomeadamente a informação privilegiada.
 
A Bolsa tem proporcionado grandes fortunas àqueles que têm conhecimento antecipado das grandes operações bolsistas mas, por outro lado, tem arruinado muitos dos investidores que não têm acesso a essa informação antecipada. São aqueles que jogam no escuro, como eu, muitas vezes induzidos em erro através da publicidade enganosa das Empresas, que de um momento para o outro, vêem o seu investimento dramaticamente desvalorizado, ficando reféns desse investimento anos e anos a fio, na esperança de um dia poder recuperar, pelo menos, o investimento inicial.
 
Se há negócios em que as pessoas honestas não devem participar, a bolsa é um deles, já que os grandes lucros têm, quase sempre, origem criminosa.
 
E se alguém ainda tinha dúvidas sobre as trafulhices da bolsa, é a própria Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) que vem agora referir no seu relatório anual de 2013 que em todas as OPA realizadas entre 2009 e 2013 detectou "indícios de utilização de informação priviliegiada", os quais participou ao Ministério Público.
 
A CMVM refere que "na generalidade dos casos os investidores são pessoas especialmente habilitadas e exerciam à data cargos de administração ou de direcção em intermediários financeiros ou sociedades cotadas", salientando ainda "as elevadas rentabilidades registadas pelos investidores que negociaram nas imediações da divulgação de informação privilegiada (sempre superiores a 100% em termos anualizados)".
 
Ainda segundo informação da CMVM, vale a pena conhecer os processos utilizados pelos investidores(?) para praticar os crimes:
 
“Em alguns dos casos os investidores realizaram as compras através de contas de terceiras pessoas; em alguns outros dispersaram o investimento por distintas contas e vários intermediários financeiros; em outros ainda decidiram utilizar circuitos de intermediação internacionais fazendo passar as operações por diversas jurisdições incluindo off-shore, recorrendo mesmo a veículos off-shore; também se observaram estratégias de investimento com recurso a instrumentos financeiros derivados”.
 
 Tendo em consideração a dimensão dos esquemas de corrupção e crimes de toda a natureza que minam e arruínam a economia do País, pergunto:  ainda haverá alguma instituição pública ou privada que seja administrada por gente honrada?
 
Pessoalmente, duvido.



 

domingo, 26 de outubro de 2014

BENFICA - UM LÍDER A PRAZO

 
Não me apetecia escrever nada sobre este jogo da 8ª jornada entre o Braga e o Benfica porque ele veio demonstrar tudo aquilo que tenho escrito sobre a falta de capacidade futebolística do ainda campeão em título para renovar essa conquista.
 
Jorge Jesus, apregoa aos sete ventos que a prioridade é o Campeonato Nacional e, por isso mesmo, faz uma péssima administração do plantel, poupando jogadores que depois, no encontro seguinte, jogam menos que os colegas que não foram poupados.
 
O resultado dessa gestão é absurdo e negativo e a prova disso é que em três jogos na Champions, averbou duas derrotas e um empate, marcou 1 golo e sofreu 5 e no Campeonato, empatou em casa no primeiro jogo a sério com o rival Sporting e no jogo de hoje, em Braga, o segundo teste da época à sua capacidade futebolística, o Benfica decepcionou e confirmou a falta de estofo de campeão e perdeu, normalmente, com o Sporting Clube de Braga, mandando às urticas 3 dos 4 pontos que levava de vantagem na classificação geral sobre o segundo classificado, o Futebol Clube do Porto.
 
Contrastando com outras opiniões que acham que o Benfica tem praticado o melhor futebol, eu tenho vindo a dizer que as suas exibições têm sido fracas e as vitórias muito sofridas contra equipas de outro campeonato, com orçamentos infinitamente mais pequenos. Neste momento, Sporting e Futebol Clube do Porto jogam melhor Futebol e o Braga, como ficou hoje demonstrado, também está melhor e até conseguiu dar a volta a um resultado desfavorável.
 
A jogar assim, sem garra nem ambição, não se aguentará durante muito mais tempo na liderança. Se enquanto líder, a equipa não foi capaz de se empolgar e ganhar motivação para arrancar grandes exibições, imagino o descalabro que não vai ser quando perder essa liderança.
 
Jorge Jesus é o principal responsável pelo "futebolzinho" do Benfica, com grandes dificuldades a nível nacional e claramente insuficiente a nível europeu, muito mastigado, previsível, sem velocidade nem pressing. É um treinador pouco ousado, medroso, de ideias fixas e nem sempre toma as melhores opções na formação da equipa, senda essa a principal razão de alguns insucessos que lhe custaram a perda de alguns títulos importantes.
 
Costuma dizer-se e com alguma razão: "Burro velho não aprende".
 
 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

BENFICA - EMPATE COM O MÓNACO GARANTE-LHE O ÚLTIMO LUGAR DO GRUPO

Jorge Jesus (foto ASF)
Jorge Jesus disse  que a má arbitragem condicionou a exibição do Benfica, um pouco à imagem do que aconteceu em Gelsenkirchen, na Alemanha, com o Sporting, roubado escandalosamente, e que, segundo ele, "as equipas portuguesas estão a ser prejudicadas propositadamente"
 
Comecei por ver o jogo Mónaco/Benfica mas cerca dos 20 minutos, cansado de ver uma partida de futebol da champions tão pobrezinha, mudei para o Liverpool/Real Madrid e garanto-vos que o espectáculo proporcionado por estas duas equipas é muitas vezes superior.
 
Enquanto que no Mónaco/Benfica, se jogou um futebol pouco esclarecido, mastigado, sem pressing e sem velocidade e praticamente sem situações de golo e remates à baliza, no outro jogo assistimos a um futebol total, em velocidade, com passes ao primeiro toque e muito pressing sobre o homem da bola.
 
Na equipa do Real Madrid, todos os jogadores pressionam e procuram roubar a bola ao adversário. É impressionante a "agressividade" de toda a equipa a roubar a bola do adversário e a defender quando não tem a bola.
 
Hoje, no Mónaco, a equipa a quem interessava a vitória, uma vez que em dois jogos somou duas derrotas, devia tomar a iniciativa do jogo, imprimir velocidade e cair em cima do adversário até inaugurar o marcador, incompreensivelmente, passou os primeiros 10 minutos perdida em campo, muitos passes errados, sem conseguir segurar a bola e sem criar uma única situação de perigo para a baliza monegasca e foi até a equipa da casa que se mostrou mais perigosa e criou uma flagrante situação de golo, de baliza escancarada que o avançado em noite não, desperdiçou escandalosamente.
 
Ao Benfica não interessava o empate e, por isso mesmo, tinha que jogar para ganhar. A verdade é que
não o fez, não sei se, por errada estratégia da equipa técnica ou então por não ter capacidade futebolística para fazer melhor perante o adversário mais acessível do seu grupo.
 
Assim sendo, perante o resultado e a exibição, tendo em conta que as outras 3 equipas do grupo levam uma vantagem de 5 pontos (Leverkusen) e 3 pontos (Zenit e Mónaco) e um goal-average bastante desfavorável (1-5), o Benfica está condenado a conquistar o último lugar do Grupo e, consequentemente, para além da triste figura na Liga dos Campeões, também arredado da Liga Europa, pois esse lugar pertence ao 3º classificado.
 
Não tendo o Benfica equipa para se bater na Europa, como o demonstrou nesta fase de grupos da champions, em confronto com equipas da sua dimensão (Leverkusen, Zenit e Mónaco), resta saber se a nível interno vai poder superar os seus eternos rivais e sagrar-se campeão nacional. Pessoalmente, tenho as minhas dúvidas, embora se encontre no topo da classificação, com quatro pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o F. C. Porto.
 
 
 
 
 

EM VEZ DE SER DESPEDIDO COM JUSTA CAUSA, FOI INDEMNIZADO COM 5 MILHÕES DE EUROS!!!

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ZEINAL BABA e seus acólitos, empurraram uma Empresa de sucesso e com elevado prestígio dentro e fora do País, para o abismo, devido a negócios ruinosos, entre os quais o (des)investimento de 900 milhões na Rioforte, uma holding do GES, que pelos vistos, já nessa data se encontrava em sérias dificuldades financeiras.
 
 Afinal, os 900 milhões que Zeinal Baba "enterrou" na Rioforte, não resolveram os problemas financeiros do Grupo GES, como se veio a constatar com o desmoronamento do "império" Espírito Santo, mas serviram para aniquilar a Portugal Telecom (PT) que perdeu uma boa oportunidade para fazer um óptimo negócio com a OI e que antes da crise do BES valia 2,6 mil milhões de euros e respirava saúde e solidez  e agora vale menos do que a quantia investida na Rioforte, ou seja, vale menos de 900 milhões de euros.
 
Inacreditavelmente, aqueles que protagonizaram tão ruinoso negócio, em vez de serem responsabilizados pelos colossais prejuízos causados à Empresa e, no mínimo, despedidos com justa causa, verificamos, incrédulos, que foram escandalosamente indemnizados com 5 milhões de euros!
 
O que se passa neste pequeno País, é inimaginável e vergonhoso. A justiça só penaliza e pede responsabilidades às pessoas que praticam pequenos delitos, muitas vezes em situação de desespero, por não terem poder económico. A justiça vai-se entretendo com processos onde estão em causa uns míseros tostões mas faz vista grossa quando se trata de milhões, privilegiando sistematicamente os mais poderosos.
 
O que aconteceu na PT é demasiado grave e merecia uma investigação isenta e séria para apurar todas as responsabilidades. Os portugueses não podem continuar a pagar indefinidamente os buracos financeiros provocados por gestores e governantes irresponsáveis e incompetentes e, mais grave ainda, em muitos casos, corruptos e criminosos.
 
Será que esta onda de crimes económicos não pára? Valha-nos Deus! O que é que virá a seguir?
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MOVIMENTO PARTIDO DA TERRA (MPT) USADO COMO "BARRIGA DE ALUGUER"



O PT (Partido da Terra), foi o instrumento político de que o ex-bastonário da Ordem dos Advogados se serviu para alcançar os ambiciosos objectivos políticos que à muito fervilhavam na sua cabeça: arranjar um bom tacho no Parlamento Europeu e fundar um partido político, caso de obtivesse um bom resultado eleitoral nas europeias, o que de facto aconteceu.

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados (OA) contou com a habitual tolerância e simpatia do povo português para com pessoas "finórias" e ousadas na linguagem que insultam e acusam tudo e todos, mas sem nunca formalizarem as respectivas denúncias.

Toda a gente sabe que o advogado Marinho Pinto é competentíssimo na arte da retórica e da demagogia, à qual soma um ilusório estilo  populista quando comunica, muito do agrado do povo português, razão pela qual gozou da sua simpatia e do seu voto, o qual lhe garantiu a conquista de 2 lugares de deputado nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, na qualidade de cabeça de lista do MPT.

No desempenho do cargo de bastonário da OA, constatei com frequência, a sua intromissão em diversas investigações do MP e processos judiciais, para sair em defesa dos mais fortes, nem sempre os detentores da razão. Basta lembrar a sua intromissão no "Processo de Pedofilia da Casa Pia" para desacreditar as jovens vítimas e defender os abusadores, declarando no final do processo que a sentença foi uma barbaridade e no seu dizer "mais o satisfazer da fúria justiceira da turba mediática do que de prevenção geral criminal"; poderia ainda lembrar a forma convicta e arrebatadora como sempre defendeu José Sócrates nos diversos "casos" em que foi citado pela comunicação social, uma posição no mínimo, censurável, pela sua falta de isenção e independência face ao poder político, sendo certo que estes e outros factos não abonam  em seu benefício, o que nos leva a pensar que a sua entrada oficial no mundo da política não trará nada de novo e que no curto ou médio prazo se transformará num enorme fiasco.

No caso do MPT, Marinho Pinto não teve qualquer constrangimento ético ou moral em se servir do nome do Partido e da sua estrutura, para conseguir entrar no mundo da política, ambição que pelos vistos já era antiga, utilizando uma fórmula ilegal mas que hoje está muito em voga: as "barrigas de aluguer", mulheres que aceitam gerar filhos no seu ventre, para terceiros, renunciando a todos os direitos, a troco de dinheiro. Só que neste caso, parece não ter havido negociações com essa finalidade, tendo a situação acontecido porque o ex-bastonário, depois de se ter servido e ter sido bem sucedido, não resistiu à tentação ambiciosa de aproveitar a embalagem para fundar um novo partido, sendo ele o principal protagonista, revelando, contudo, grande falta de imaginação quanto ao nome, o qual acabou por designar-se PDR, com as mesmas siglas do então PRD do General Ramalho Eanes, passando apenas o D, do final para o meio.

Neste caso, o MPT acabou por ser a "barriga de aluguer" do ex-bastonário da OA, porque este provavelmente não disse a verdade quando negociou com os dirigentes do Partido da Terra, os quais se consideram vítimas de uma traição, tanto mais que Marinho Pinto declarou que irá manter-se no cargo de eurodeputado, afirmando que em seu entender, "o compromisso é com os eleitores e não com o Partido da Terra".

O carácter das pessoas define-se em função da sua conduta e dos actos que praticam. É óbvio que Marinho Pinto quando pensou em concorrer às eleições europeias integrado nas listas do MPT, procurou conhecer os seus estatutos e informar-se sobre o funcionamento, projectos e objectivos. Se aceitou concorrer integrado nas listas do MPT é porque concordou com as suas regras, não sendo agora aceitável nem honesto vir apresentar como desculpa, para o abandonar o Partido, depois de conseguir a eleição para deputado europeu, que no MPT não era possível realizar o seu projecto político.

Uma pessoa com carácter, depois de tomar a decisão de abandonar o Partido, teria, obrigatoriamente, de renunciar ao cargo de deputado, conquistado por seu intermédio e não o fez.  Se o tivesse feito, ainda lhe reconheceria algum decoro e honorabilidade, assim, o seu procedimento, é igual ao de tantos outros, especialmente daqueles que têm governado o País e o puseram neste estado lastimável,  merecendo a mesma repulsa, censura e reprovação.

Pelo que conheço do seu historial, admira-me que os portugueses, por vezes, caiam com alguma facilidade no "conto do vigairo"




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL FEZ A MELHOR OPÇÃO

Imagem retirada do Google

É claro que é difícil agradar a gregos e a troianos simultaneamente, mas dos treinadores que foram ventilados na comunicação social para ocupar o cargo de Seleccionador Nacional, o nome de Fernando Santos é aquele que melhor pode servir os interesses da Selecção, por ser um homem de indiscutível idoneidade e de uma formação moral e intelectual que o distingue de muitos outros.
 
Estou de acordo com todas as declarações que fez e das decisões que tomou relativamente às convocatórias, indo de encontro à tese que sempre norteou o meu pensamento: convocar para cada compromisso da Selecção os melhores jogadores do momento, explicando aos próprios atletas, eventualmente preteridos e também à opinião pública, a razão de ser das suas escolhas. 
 
Jamais imaginaria Fernando Santos a integrar na comitiva que se deslocou ao Brasil para disputar o último Campeonato do Mundo, um conjunto de jogadores em péssimo momento de forma, uns porque estiveram muito tempo lesionados e outros porque continuavam lesionados, deixando em terra, incompreensivelmente, alternativas muito válidas e que teriam ajudado a Selecção a não passar pela vergonhosa humilhação da goleada frente à Alemanha e a não ter sucesso frente a Selecções de menos valor, o que lhe valeu o 3º lugar no grupo G, atrás dos Estados Unidos da América.
 
Um Seleccionador tem que saber enfrentar a difícil tarefa de lidar com atletas das mais variadas posturas comportamentais e, acima de tudo, para além do dever de disciplinar, ser credível e isento e nos momentos de tensão e conflito, possuir a dose certa de tolerância e sensibilidade humana para evitar a sua deflagração.
 
Estas qualidades faltaram ao ex-seleccionador Paulo Bento e, por isso mesmo, semeou ventos e colheu tempestades que criaram mau ambiente entre os selecionados e fizeram renunciar precocemente à Selecção, alguns bons jogadores que muita falta fizeram.
 
Fernando Santos é um homem de consensos e, tanto quanto sei, alguém que não tem "rabos de palha", o que é muito bom, para não ter que andar ao sabor das ordens de uns quantos, sejam eles agentes ou dirigentes.

A atestar a sua independência e idoneidade ficam as suas palavras relativamente à convocação de Tiago do Atlético de Madrid: “O Tiago mostrou disponibilidade para voltar, portanto também não vejo qual é o problema. Não há desrespeito nenhum: eu respeito as decisões de quem esteve aqui antes, mas agora tomo as minhas decisões. Não há aqui nada contra ninguém e convém referir bem isso. Há pessoas diferentes que fazem escolhas diferentes”.
 
Fernando Santos começou de imediato a tomar decisões que comprovam as qualidades atrás descritas, ao chamar para os trabalhos da Selecção alguns jogadores proscritos, que por razões diversas se tinham afastado ou tinham sido afastados da Selecção, dizendo que os problemas que se passaram não lhe diziam respeito e que por isso, nada o impedia de convocar quem ele achasse que o merecia.

Seguindo a sua lógica  convocacional, Fernando Santos não teve dúvidas em deixar de fora alguns jogadores que eu próprio discordava da sua chamada à Selecção, porque não tinham valor para merecerem tal distinção. Porque é que isso acontecia? Francamente, não sei, embora desconfie que essas situações se devessem a pressões externas.

Portugal até pode ter o azar de não ser apurado para o Europeu de 2016 pois, como toda a gente viu, começou pessimamente, perdendo em casa com a modesta equipa da Albânia. Porém, se tal desfecho acontecer, não me fará retirar uma vírgula sobre o que foi escrito e continuarei a afirmar que a escolha de Fernando Santos, perante o leque de treinadores apresentados, foi a melhor.

Pela minha parte, desejo a Fernando Santos o maior sucesso no comando da Selecção, porque esse seria também o sucesso de Portugal e dos portugueses. Felicidades.