sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ESPERANÇA E SONHOS NO INÍCIO DE CADA ANO


Imagem retirada do Google

No início do ano que agora está prestes a chegar ao fim, milhões de pesssoas em todo o mundo acreditaram na realização dos seus mais ambicionados sonhos e no momento de celebrarem a chegada do novo ano, não se esqueceram de cumprir a tradição, comendo uma passa de uva por cada um dos doze desejos que gostavam de ver concretizados ao longo do ano.
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No início de cada ano, é sempre assim. Quem é que não tem esperança de resolver os seus problemas? Quem é que não deseja concretizar os seus mais ardentes desejos? Claro que todos acreditam e desejam resolver os seus problemas e até mesmo os mais cépticos, não perdem a oportunidade de renovar anualmente essa esperança de uma vida melhor.
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É a chama da esperança que arde dentro de cada ser humano que faz com que, ano após ano, se sinta com forças suficientes para ultrapassar, sucessivamente, amargas e terríveis frustrações e, mesmo assim, continuar a ter vontade de viver.
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Quando a chama da esperança se apagar no coração de qualquer ser humano, ao ponto de deixar de sonhar, então a vida deixou de ter qualquer sentido e o seu caminho aproxima-se do fim.
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Na celebração das boas-vindas deste ano, vai acontecer a mesmíssima coisa; de novo, milhões de pessoas vão acreditar que 2012 será o ano das suas realizações e, no entanto, todos sabemos que apenas alguns, os mais capacitados, ousados e empreendedores, vão atingir esses objectivos.
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Para ter sucesso, é necessário que cada um faça a sua parte e, por vezes, trabalhar no duro e passar por grandes sacrifícios e privações. Quem pensar que basta pedir 12 desejos e comer 12 passas no início de cada ano para ter sucesso, está redondamente enganado porque só por milagre ou mero acaso isso acontecerá.
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A propósito de cada um fazer a sua parte, quero contar-vos a história de um pobre homem que todos os dias se lamentava que não lhe saía o totoloto ou o euromilhões e suplicava diariamente, com grande insistência e fervor ao seu Santo protector que intercedesse junto de Deus para que fosse bafejado pela sorte.
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O Santo protector, depois de tanto ouvir as súplicas do pobre homem, um dia lembrou-lhe:
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- Oh homem, como queres que eu te ajude e interceda por ti junto de Deus, se nem sequer preenches e registas o Boletim?
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Na verdade, em teoria, quantos seres humanos existem que esperam ter sorte na vida mas que, na prática, nada fazem para a conseguir?
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Em cada ano que passa, mesmo que não se alcancem os objectivos idealizados, há sempre ensinamentos muito importantes a retirar e que devidamente reflectidos e compreendidos podem ajudar a sinalisar as causas do insucesso e a alcançar o pretendido no ano seguinte.
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Se nunca se deixar vencer pelo desânimo e for corajoso e obstinado na procura das melhores soluções para os seus problemas, então estará muito próximo do caminho que o levará ao sucesso.
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Estamos na contagem final, 2012 está aí. Que todos aqueles que trabalharem árdua e seriamente ao longo do ano para realizar os seus sonhos, tenham o maior sucesso.
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FELIZ 2012.




domingo, 25 de dezembro de 2011

UMA GREVE INCOMPREENSÍVEL

IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE

A greve dos maquinistas da CP, mesmo admitindo que tivessem carradas de razão, não tem justificação nesta quadra natalícia, por excelência, dedicada à FAMÍLIA.
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Numa conjuntura em que as dificuldades económicas dos portugueses atingiram níveis nunca antes alcançados, não passa pela cabeça de ninguém privá-los do meio de transporte mais adequado para se deslocarem a casa dos familiares passar a noite da consoada; só mesmo os maquinistas da CP, uma classe de trabalhadores privilegiada e com os ordenados em dia, seria capaz de o fazer, causando grandes dificuldades a todos quantos planearam fazer a viagem de comboio.
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Pessoalmente, estou completamente em desacordo com a greve dos maquinistas e, por isso mesmo, não contam com a minha compreensão e solidariedade. Eu sei que eles se estão marimbando para o que eu penso e para a minha falta de solidariedade, mas a fazer fé nos comentários generalizados dos portugueses, ficamos com a convicção de que o sindicato e os maquinistas da CP, ficaram muitíssimo mal na fotografia.
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A nossa liberdade termina onde começa a dos outros e, por isso mesmo, não é razoável que uma classe de mil e poucos profissionais, decida paralisar na véspera da consoada, consoada e dia de Natal, um transporte público de grande audiência, com o pretexto de levar a cabo as suas reivindicações e discordâncias com a Administração da CP.
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Mais de dois mil comboios cancelados, cerca de 2,5 milhões de euros de prejuízo e milhares de cidadãos impedidos de viajar de comboio e obrigados a arranjar transporte alternativo, à última hora.
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Mas afinal, quem saiu prejudicado com os efeitos desta greve? Os mesmos de sempre, os utilizadores dos transportes, o povo; e foi penalisado duplamente, já que para além da privação do transporte, também vai pagar, na qualidade de contribuinte, a factura dos prejuízos causados à CP.
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No braço de ferro entre os maquinistas e a administração da Empresa, em que é que os administradores foram prejudicados? Porventura, vão ser despedidos ou deixar de continuar a receber os seus vencimentos no final de cada mês?
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Se a contestação dos maquinistas é contra a CP e a sua administração porque carga de água decidiram penalisar duplamente o cidadão português comum que não é tido nem achado no diferendo?
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E que dizer das duas centrais sindicais que se uniram para apadrinhar esta greve? Nestas coisas, quando uns são injustos e insensíveis, os outros intervêm como moderadores e mais sentido de responsabilidade. Neste caso, os dirigentes das duas centrais, decidiram prejudicar e fazer a vida negra a milhares de trabalhadores portugueses que pretendiam viajar de comboio para junto das suas famílias partilhar a ceia de natal!
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Há algo de muito errado nesta greve e é absolutamente incompreensível que alguém com um mínimo de sentido de responsabilidade a tenha decretado. São actuações desta natureza, levadas a cabo pelo movimento sindical que ridicularizam e descredibilizam a importância do seu papel na sociedade portuguesa.
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Segundo declaração do porta-voz dos maquinistas, esta greve teve o propósito de contestar os processos disciplinares ilegais, alegadamente interpostos pela empresa!
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Se foi este o motivo, com franqueza, não me parece que assista aos maquinistas o direito de tomar uma decisão tão drástica de paralisar os comboios em todo o País e causar tantos prejuízos e transtornos aos portugueses.
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Portugal necessita de grandes reformas para levar de vencida os seus graves problemas económicos mas precisa também de um movimento sindical responsável e adequado aos tempos que vivemos, capaz de ter em conta os reais interesses do País e dos trabalhadores. 
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Esta greve da CP, inoportuna e incompreensível, dada a gravidade da conjuntura económica que o País atravessa e tendo em conta o extraordinário significado que tem para as famílias a consoada e a quadra natalícia, é o reflexo de um movimento sindical inadequado ao País que somos e uma monumental nódoa negra  na actuação dos órgãos directivos da CGTP e da UGT que uma vez mais decidiram mal e deram mais um forte contributo para a sua descredibilização.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

UMA IMAGEM ENCANTADORA!!!

Imagem enviada para o meu mail s/nome de autor

Meu Deus!
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Santo Pai Natal!
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Quanta ternura no gesto desta ave!
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Quanto cuidado, protecção e amor para com os seus filhos!
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Que exemplo maravilhoso o deste pequenino ser, classificado de irracional, para tantos seres humanos que desprezam, maltratam, abandonam e até matam os seus filhos!
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O homem tem muito a aprender com as outras espécies de seres vivos, se tiver a humildade de deixar actuar serena e bondosamente a razão mas também o coração!
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Perante uma imagem tão bela, sinto que até o coração humano mais empedernido seria capaz de se sensibilizar!
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A natureza, como obra do Criador, é tão bela e esplendorosa que só ela é capaz de nos presentear e deslumbrar com quadros tão encantadores!
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É dever da humanidade amar e respeitar a natureza.
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Um Santo Natal para todos os amigos que seguem o meu blogue e um forte abraço fraternal.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MORREU UM DITADOR AMADO PELO POVO!!!


IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE

Os ditadores vivem tempos difíceis. Durante décadas exerceram o poder despoticamente, desrespeitando as regras fundamentais da democracia e desprezando em absoluto os direitos das pessoas. Simultâneamente, os ditadores, todos eles, acumularam fortunas fabulosas, enganando e explorando o povo e delapidando o erário público através de engenhosos esquemas fraudulentos e corruptos.
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Um pouco por todo o mundo, os ditadores estão a ser fortemente contestados e até parece que o povo decidiu, finalmente, acabar com essa nojenta espécie humana.
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Por incrível que pareça, há sempre excepções à regra e, de facto, o povo da Coreia do Norte, está completamente desalinhado com essa corrente contestatária, já que, de uma forma absolutamente pungente, chorou o seu líder Kim Jong-il que no dia 17, segundo notícias da imprensa, morreu de ataque cardíaco quando fazia uma viajem de comboio.
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Durante 17 anos, cultivou um dos regimes mais fechados do mundo, baseado no culto da sua pessoa e do sistema comunista e caso vivesse até aos 82 anos como seu pai, tomando como verdadeiras as lágrimas do seu povo então, com toda a certeza, governaria sem qualquer contestação até aos 30 anos, com mão de ferro mas, paradoxalmente, amado por um povo que vive na mais extrema miséria e totalmente privado de liberdade.
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Contudo, o governo hermético não impediu que idiossincrasias de Jong-il viessem a público, como o autoproclamado título de inventor do hambúrguer, formando a imagem complexa de um líder excêntrico de um país isolado do mundo, cujo futuro na península coreana é agora bastante incerto.
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As agências noticiosas anunciaram como sucessor o filho, Kim Jong-un de 27 ou 28 anos de idade. Estará este jovem preparado para manter o regime que recebeu em legado do seu progenitor? Ou, pelo contrário, já terá chegado à conclusão que o povo morre de fome, enquanto o regime esbanja a maioria dos recursos económicos na compra de armamento para o exército e na absurda manutenção do programa nuclear?
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E se Jong-un tiver intenções de reformular o regime e optar por canalizar os recursos económicos para o bem-estar do seu povo, as chefias militares e as estruturas comunistas deixá-lo-ão implementar tais medidas?
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Essa é a minha expectativa e, concerteza, a de milhões de pessoas, por esse mundo fora, nos próximos tempos!
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Aguardemos!

sábado, 17 de dezembro de 2011

MORREU CESÁRIA ÉVORA

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Cesária Évora morreu, este sábado, aos 70 anos. A diva dos pés descalços estava doente há vários meses e tinha já terminado a carreira, a 23 de Setembro de 2011.
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Segundo notícias da imprensa, Cesária Évora deu entrada no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, Cabo Verde, na sexta-feira, onde esteve internada nos serviços de cuidados intensivos "com um quadro muito complexo", tendo sido confirmada a sua morte pelo director clínico do hospital que revelou ter ocorrido por volta das 11:20 de hoje, 17 de Dezembro de 2011, apontando como principal causa "insuficiência cardio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada".
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Cesária Évora era a grande embaixadora de Cabo Verde. Os seus concertos esgotavam onde quer que se realizassem e o seu nome era conhecido no mundo inteiro. Os nomes do Presidente da República ou do Primeiro-Ministro de Cabo Verde eram totalmente desconhecidos da grande maioria dos cidadãos do mundo mas  o nome de Cesária Évora, a raínha das mornas ou diva dos pés descalços, era bem conhecido.
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Cise, como lhe chamavam os amigos, fumava e bebia descontroladamente e, tais vícios, colocaram muitas vezes em risco a sua vida ao longo da sua carreira. Resistiu até aos 70 anos, feitos a 27 de Agosto de 2011 mas era visível que o seu estado de saúde se agravava de dia para dia e que o pior poderia acontecer a qualquer momento. 
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Pela minha parte, para além de lamentar profundamente a sua partida e pedir a Deus que lhe conceda a felicidade eterna, desejo também agradecer-lhe e dizer-lhe muito obrigada por todos os bons momentos que me proporcionou ouvindo as suas maravilhosas interpretações.
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Cabo Verde tornou-se independente em 5 de Julho de 1975 e a partir dessa data, como consequência, Cesária Évora passou a ser uma cidadã caboverdeana; no entanto, para mim, ela também continuou a ser portuguesa já que nasceu e viveu durante mais de três décadas e meia em território sobre administração portuguesa  e, para além disso, não é novidade para ninguém que após a independência do seu País, Cesária continuou a amar Portugal.
Até  sempre.
  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MATADOUROS PARA HUMANOS NO INTERIOR DO PAÍS


IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE

Toda a gente sabe que os cuidados de saúde em Portugal deixam muito a desejar, não só nos hospitais dos grandes centros urbanos do litoral mas também e sobretudo, muitíssimo mais nos hospitais do  inóspito território do interior.
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Todos os dias ouvimos histórias arrepiantes sobre a incapacidade e a insuficiência de meios médicos nos principais hospitais portugueses, em consequência dos quais muitas vidas se perdem.
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Histórias são histórias e muitas vezes não são totalmente verdadeiras. Quando se critica ou fazem denúncias, as mesmas têm que se basear, sempre que possível, em factos verdadeiros.
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Uma coisa é a gente ouvir dizer que determinada pessoa morreu devido a negligência médica e outra, completamente diferente, é presenciarmos e termos a certeza que a morte de um amigo ou familiar se deveu efectivamente a negligência médica.
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E se há inúmeras queixas relativamente a hospitais como Santa Maria e S. José, em Lisboa; e S. João e Stº António, no Porto, então imaginem o que se passa ao nível dos hospitais regionais do interior do País!!!
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Por exemplo, no hospital de Carrazeda de Ansiães, morreu o meu jovem Sobrinho, João Silva, depois de ter tido um pequeno acidente de motorizada. O João deslocava-se numa motorizada e levava como pendura um amigo. A certa altura do percurso, por distracção, saiu da estrada e perdeu o controlo da motorizada, estatelando-se na valeta.
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Aparentemente, nem o condutor nem o pendura sofreram graves ferimentos e, por isso mesmo, montaram na motorizada e seguiram viagem. Porém, o João, nessa noite, notou que estava febril e com sede. A mãe, muito preocupada, no dia seguinte, levou-o ao hospital mais próximo da residência, o hospital de Carrazeda de Ansiães. Lá chegado, o meu sobrinho revelou que estava com muito frio e um mal-estar muito forte mas não havia clínico disponível para o observar. Vendo a gravidade da situação e a debilidade do jovem, uma empregada foi buscar uma maca para deitar o João e cobriu-o com um lençol.
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Passadas algumas horas à espera de ser atendido, o meu sobrinho pediu que o cobrissem porque estava com muito frio. O familiar que estava com ele procurou a empregada para lhe pedir uma manta mas quando apareceu com ela, já não era precisa porque o Joãozinho já tinha partido, sem que ninguém lhe tivesse valido dentro daquele hospital.
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De quem foi a culpa da morte deste jovem de 16 anos que morreu com uma pequena hemorrogia interna? Eu respondo: a culpa foi de um hospital que nem sequer observou o paciente e que provavelmente nem teria meios para efectuar uma operação de emergência. Um hospital deste tipo, só pode chamar-se matadouro humano.
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Mais recentemente, em Agosto de 2011, um outro sobrinho meu, o Zezinho, teve a fatalidade de lhe ter acontecido uma situação grave de saúde junto à porta de entrada da sua residência, tendo caído inanimado no chão. Com a ajuda das pessoas que na altura estavam com ele, conseguiu reanimar e retomar consciência total, a tal ponto de teimar que não queria ir para o hospital.
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Entretanto, vendo o grave estado de saúde em que se encontrava, a esposa solicitou os serviços do 112 que infelizmente não estava disponível. Dirigiu-se para o local uma ambulância dos bombeiros sem equipamento especializado em primeiros socorros. Os bombeiros entraram em contacto com o 112 e de lá receberam ordens para se dirigirem para o hospital de Mirandela, informando que iriam ao encontro da ambulância em determinado ponto do percurso.
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Entretanto, passaram-se mais de três quartos de hora e quando o INEM se encontrou com a ambulância para socorrer o malogrado cidadão José Silva, já nada mais havia a fazer do que confirmar o seu óbito.
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Casos como estes, acontecem, infelizmente, todos os dias neste País. Nós só nos indignamos e damos conta destas tragédias quando se trata dos nossos familiares e amigos mas deveríamos compreender e ser mais solidários com todos quantos são vítimas das mesmas grosserias e negligências. 
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No caso do 1º sobrinho, o hospital de Carrazeda deixou-o morrer deitado numa maca, sem sequer chegar a observá-lo. E no segundo caso, durante mais de 45 minutos, nem os bombeiros nem o INEM foram capazes de prestar o necessário socorro a um jovem que podia ter sobrevivido com a ajuda dos meios do 112. 
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Na saúde, praticam-se graves crimes de negligência médica todos os dias e a exemplo do que se passa em tantos outros sectores da vida portuguesa, gozam de total impunidade. É lamentável esta prática que privilegia a iniquidade. A vida das pessoas deve merecer maior consideração e respeito.
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Brincar à saúde, é um jogo demasiado perigoso, já que coloca em risco a vida, a única razão de existir do ser humano.
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Quem governa na área da saúde, deve ponderar muito bem todas as medidas que toma, agindo como se todos os cidadãos do País fossem seus familiares ou amigos. 
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O que é que acham que aconteceria?





domingo, 11 de dezembro de 2011

VIVER PERMANENTEMENTE EM ESPÍRITO DE NATAL!!!


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Por tradição, a quadra natalília é portadora de uma magia contagiante que inunda de amor o coração dos homens e preenche de boas intenções o seu espírito, tornando-os mais sensíveis e solidários perante os problemas dos outros.
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É um período muito especial em que o ESPÍRITO DE NATAL está presente em cada ser humano, como que por milagre e tal transformação, pode observar-se diariamente, à vista desarmada, no brilho do olhar, na doçura do sorriso, na meiguice e simpatia das palavras e na bondade e espontaneidade das acções.
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Se o verdadeiro espírito de Natal permanecesse no coração dos homens ao longo de todo o ano, o Mundo seria substancialmente melhor e acima de tudo, o seu espírito solidário jamais permitiria tanta miséria humana. 
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Neste Natal, para além daqueles pedidos obrigatórios de muita saúde para mim, familiares, amigos e todas as pessoas em geral, que renovo todos os anos, queria pedir ao Pai Natal que "tocasse" o coração dos homens, de tal forma que a partir desse gesto, fosse possível viver permanentemente em ESPÍRITO DE NATAL.
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Ao Criador, encarnando o Pai Natal ou o Menino Jesus, nada é impossível. Como homem de fé, acredito num Mundo melhor e acredito também que se os homens não forem capazes de o construir, o meu pedido possa um dia ser atendido.
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FELIZ NATAL PARA TODOS!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CONDENÁVEL A ACTUAÇÃO DA COMISSÃO MUNICIPAL DE TOPONÍMIA DE LISBOA!!!


Em Fevereiro de 2007, após um processo extremamente difícil e moroso que durou cerca de nove anos, a Associação de Moradores do Bairro das Calvanas (AMBC) via finalmente concretizar-se o grande objectivo da sua luta com a realização da cerimónia da entrega das chaves das novas habitações, construídas na freguesia da Charneca, junto ao Bairro dos Sete Céus.
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Desde então para cá, são decorridos cerca de cinco anos e até agora, a Comissão Municipal de Toponímia (CMT) ainda não arranjou tempo para colocar umas placas identificativas nas ruas.
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A Associação de Moradores já denunciou a situação por diversas vezes à Câmara e à própria Comissão Municipal de Toponímia através de ofícios registados e com aviso de recepção mas não obteve qualquer resposta.
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A AMBC enviou inclusivé um processo completo com os nomes de algumas personagens que os moradores gostariam de ver atribuídos às ruas mas o resultado foi o mesmo: não mereceu qualquer apreciação e muito menos resposta.
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Entretanto, durante cinco anos, os nossos associados não puderam actualizar os seus documentos e continuam numa situação de ilegalidade perante a lei, sujeitos a ser sancionados por isso. Por outro lado, os familiares, amigos e fornecedores que se queiram deslocar ao Bairro, também se deparam com dificuldades porque as ruas não estão oficialmente identificadas.
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Porque acontecem estas coisas no nosso País? Será que durante cinco anos a CMT não teve oportunidade de regularizar esta situação? E porque não respondeu aos divversos ofícios que a AMBC lhe enviou? Pode uma entidade pública ignorar a correspondência que lhe é endereçada pelos cidadãos?
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Estes serviços públicos não têm ponta por onde se lhe pegue... são pequenos feudos onde os funcionários agem a seu bel prazer e fazem o que lhes dá na real gana, sem se incomodarem minimamente com os graves problemas e prejuízos que o seu censurável comportamento causa às pessoas.
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Em qualquer País civilizado do Mundo quando se constroi um complexo habitacional, a primeira coisa a fazer são as vias de comunicação e toda a espécie de infraestruturas; depois constroem-se as habitações, identificam-se as ruas e, fnalmente, as casas são habitadas.
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Pois em Portugal, o panorama é muito diferente: em primeiro lugar constroem-se as casas, metem-se lá as pessoas e só depois se faz a maioria das infraestruturas, inclusivé as vias de comunicação e passados muitos anos é que identificam as ruas!!!
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Se não acreditam, procurem informar-se sobre o processo de construção da Alta de Lisboa. Verificarão que passados mais de dez anos sobre os realojamentos, as vias de comunicação ainda não estão concluídas e uma boa parte dos serviços e infraestruturas não passam de uma miragem.
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Quando uma CMT não consegue em cerca de cinco anos resolver um processo toponímico tão simples, colocando ou mandando colocar meia dúzia de placas de identificação em quatro ruas do novo Bairro das Calvanas,  então não é difícil compreender quão irresponsável, prejudicial e vergonhosa é a actuação dos responsáveis da maioria dos Serviços Públicos por esse País fora, também eles co-responsáveis pelo estado de crise profunda em que se encontra Portugal.
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Não haverá pessoas com outro tipo de sensibilidade e responsabilidade para integrar a Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa? Francamente!... É sina deste País escolher quase sempre as pessoas erradas para ocupar os cargos públicos de maior responsabilidade e o resultado não podia ser mais catrastófico.
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O Bairro das Calvanas continua à espera (só lhe resta mesmo esperar) que uns senhores importantes, colocados erradamente na CMTL arranjem tempo e decidam colocar as respectivas placas identificativas nas ruas. Será que ainda vai esperar mais cinco anos?
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Tenham decoro!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

DILMA ROUSSEFF EM MAUS LENÇOIS


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Lá, como cá, a corrupção é o desporto favorito de governantes e políticos. Essa monstruosa chaga da sociedade impede a nação brasileira de se tornar uma das maiores potencias económicas mundiais, já que o seu território tem potencialidades excepcionais para poder sê-lo.
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Em menos de um ano de mandato, a presidente Dilma Rousseff perdeu sete ministros, sendo que seis saíram por denúncias de corrupção. O último a pedir a demissão foi o ministro do trabalho, Carlos Lupi, pressionado por denúncias de irregularidades reveladas na Folha de São Paulo, alegadamente por ter acumulado dois cargos públicos durante anos, antes de aceitar ser ministro do Governo de Lula da Silva, em 2007, situação que já tinha levado a Comissão de Ética a recomendar a sua exoneração.
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Os outros ministros exonerados e também implicados em casos de corrupção, foram Antonio Palocci (ministro da Presidência), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Desporto).
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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também renunciou ao cargo, mas por divergências com o Executivo.
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Ao que parece, estes ministros foram herdados do mandato de Lula da Silva, não sendo por isso da inteira responsabilidade da actual Presidente.
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Porém, uma coisa é certa: se Dilma Roussef não se mostrar implacável e intransigente para com os infractores, não vai ser capaz de estancar os casos de corrupção e, nesse sentido, o seu mandato pode correr sérios riscos de chegar ao fim.
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O Brasil necessita de uma Presidente íntegra e corajosa, capaz de se opôr com êxito a todos quantos desrespeitem a lei, a começar pela classe política, para ganhar credibilidade mundial e tornar-se numa grande potência económica.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

RAMALHO EANES - UM EXEMPLO A SEGUIR


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Há notícias que deviam ter honras de primeira página e abertura de telejornais e, por incrível que pareça, são completamente desvalorizadas e ignoradas.
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A notícia já é velha e consta de uma crónica de Fernando Dacosta publicada em 2008 mas eu só recentemente tive conhecimento que o General Ramalho Eanes, ex-Presidente da República, recusou receber uma quantia significativa de um milhão e trezentos mil euros, porque durante o seu segundo mandato lhe foi apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si que o impedia de acumular o vencimento de Chefe do Estado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência públicas que viesse a receber.
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O então Presidente da República promulgou a lei e ficou impedido de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira; porém, perante o desconforto de tamanha injustiça, entregou o caso aos tribunais que acabaram por proferir uma sentença a seu favor.
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Ramalho Eanes teve uma dignidade e uma nobreza de carácter difícil de encontrar nos nossos dias e sem hesitar, rejeitou as importâncias não pagas durante catorze anos, com rectroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.
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Convenhamos que num País onde a corrupção, o suborno, a ganância e o compadrio descarado são vedetas cintilantes, será muito difícil encontrar actos de nobreza tão sublimes como este.
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Porém, a avaliar pelo destaque que a comunicação social lhe dispensou, dir-se-ia que não gostaram do gesto de Ramalho Eanes e, em consequência, boicotaram e silenciaram o acontecimento.
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Há gente neste País e não é assim tão pouca que reclama e recebe aquilo a que não tem direito sem qualquer tipo de constrangimento ou pudor e ainda conta com o elogio, a defesa e a compreensão da imprensa escrita e falada.
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Relativamente ao exemplo de grande nobreza de carácter protagonizado pelo ex-Presidente da República que poderia ser altamente positivo e moralisante para os portugueses, a comunicação social, vá lá saber-se por que razão, ignorou-o, não lhe atribuindo qualquer relevância.
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Pois para mim, tal gesto tem um significado e um valor incalculáveis porque respeito e aprecio as pessoas de bem e o General Ramalho Eanes que já tinha recusado a promoção a Marechal, demonstrou que é alguém com carácter e que continua a cultivar valores, hoje muito maltratados, como a integridade e a honra.
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Outros, no seu lugar, não tenho qualquer dúvida, regozijar-se-iam com a sentença, ficariam eufóricos e inchados para toda a vida, afrontariam até, provavelmente, aqueles que o pretenderam prejudicar e, por fim, arrecadariam o montante que por direito lhes pertencia, consumindo-o em trivialidades.
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Para Portugal vencer a crise que é, acima de tudo, uma enorme crise de valores, é necessário que políticos e governantes adoptem o carácter de Ramalho Eanes e sigam o seu nobre exemplo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

DEVOLUÇÃO DOS HOSPITAIS DAS MISERICÓRDIAS


IMAGEM RETIRADA DO GOOGLE

Quando a Justiça não funciona e permite todo o tipo de atropelos à lei,  é normalmente o tempo, muito ou pouco não interessa, que se encarrega de exercer essa justiça e colocar as coisas no seu devido lugar.
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O 25 de Abril de 1974 foi um tempo de excessivas loucuras, durante o qual foi praticado uma imensidão de actos que afectaram profundamente o País e os cidadãos.
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As nacionalizações selvagens de tudo o que era o tecido produtivo do País, arruinou a maioria das grandes empresas e consequentemente, arruinou também a economia de Portugal.
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Estou lembrado porque era funcionário da Direcção-Geral da Junta do Crédito Público, a entidade responsável pelo pagamento das indemnizações resultantes das nacionalizações, dos milhares de milhões que foram pagos em títulos do tesouro aos expropriados.

Nenhum sector produtivo escapou à voragem das nacionalizações que abrangeu a produção, transporte e distribuição de água, electricidade e gás; siderurgia; tabacos; cervejas; celulose; adubos; produtos sódidos e clorados; petroquímica; cimentos; construção naval; seguros; bancos; transportes aéreos; transportes ferroviários; transportes de massa urbanos e suburbanos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, etc.

Com todas estas indiscriminadas, impensadas e apressadas nacionalizações, a produção do País baixou consideravelmente mas o Estado passou  a ter encargos astronómicos com o pagamento de vencimentos aos "novos" funcionários públicos e passou a ter também um grande desequilíbrio ao nível das receitas e das despesas que infelizmente se manteve ao longo dos 36 anos do regime democrático e cujos efeitos estamos agora a sofrer na pele.

O regime que emergiu do 25 de abril, anticapitalista e antimonopolista, virado para uma economia de transição para o socialismo, também não perdeu a oportunidade de "confiscar" os hospitais que há data eram geridos (bem geridos) pela Santa Casa da Misericórdia que com menos dinheiro realizava mais consultas e cirurgias. A partir dessa data, os hospitais da Santa Casa  nacionalizados, embora prestando menos serviços aos portugueses começaram a acumular, ano após ano, milhões de prejuízo, contribuindo também para o enorme déficit verificado anualmente na área da saúde.

Mais de três décadas após as nacionalizações, vem agora o Primeiro-Ministro anunciar que vai devolver mais de 15 hospitais públicos às misericórdias que foram nacionalizados após o 25 de Abril. Afinal o Senhor Primeiro-Ministro vem repôr uma situação que nunca devia ter sido alterada e que ao longo de todos estes anos foi muito penalizante para os portugueses e para o País.

A propósito desse anúncio, o Presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), classificou o dia como histórico e com um significado político enorme. E na mesma ocasião afirmou que a devolução dos hospitais públicos às misericórdias é melhor para os portugueses porque as misericórdias fazem nos seus hospitais “mais consultas e cirurgias com menos custos” do que as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Presidente da UMP sabe do que fala e eu também sei que o Estado é um péssimo administrador e um gastador irresponsável dos dinheiros dos contribuintes. Para fazer melhor do que o Estado não é preciso um grande esforço.

Eu pertenço àquele grupo de portugueses que sempre condenei o aventureirismo revolucionário iniciado com o golpe militar de 25 de Abril, por isso mesmo, sempre que vejo reposta a verdade e alguma justiça nos desmandos praticados nessa época de má memória, não posso deixar de ficar satisfeito e de me regozijar com tal reposição.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AINDA O "CANUDO" DE JOSÉ SÓCRATES







































FOTO RETIRADA DO GOOGLE

Ex-vice reitor da Universidade Independente revela ter em sua posse documentos originais do processo da licenciatura de José Sócrates


A história da licenciatura do ex-Primeiro-Ministro José Sócrates é uma novela ordinária, de péssimo mau gosto que já tem episódios demasiados.

É chocante e muito deprimente para qualquer respeitável cidadão português, confrontar-se com as notícias que revelam a forma como o ex-Secretário-Geral do Partido Socialista e ex-Primeiro-Ministro conseguiu a sua licenciatura em engenharia.

Estas trapalhadas não deviam ser possíveis num País que se diz democrático mas, tendo acontecido, os responsáveis jamais deviam escapar às consequências dos seus actos fraudulentos de falsificação de documentos.

Como português, sinto uma enorme revolta por verificar que ao mais alto nível se pratica toda a espécie de crimes mas os seus autores, em vez de serem devidamente punidos, ainda são objecto de manifestações de apreço e solidariedade e alguns até são condecorados.

A licenciatura de Sócrates foi investigada e a conclusão apurou que não houve falsificação de documentos. Embora me custe abordar um tema que envolve uma figura pública muito polémica, é meu dever demonstrar que neste País a Justiça não actua de igual forma para com todos os cidadãos e que neste caso, o antigo Primeiro-Ministro foi privilegiadíssimo!... 

Nesse sentido, com a devida vénie, publico no meu blogue a notícia do "Expresso" de 30.11.2011 sobre a licenciatura de José Sócrates para que cada um tire as devidas ilações.

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"Rui Verde, ex-vice-reitor da Universidade Independente e acusado da prática de vários crimes na gestão daquele estabelecimento de ensino, disse ao jornal "Público" que os documentos originais da licenciatura de José Sócrates estão em sua posse.

O diário adianta que se esta informação for verdadeira, o inquérito realizado em 2007 para averiguar se tinha sido cometido um "crime de falsificação de documento autêntico" na obtenção da licenciatura do ex-primeiro-ministro foi feito com base em fotocópias.

"A conclusão a que chegaram a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida e a procuradora-adjunta Carla Dias, responsáveis pela investigação, terá tido como fundamento, entre outros, a análise de fotocópias e não de documentos originais", diz o jornal.

Em causa estão 17 documentos cuja natureza se torna relevante por ter sido investigado, precisamente, uma denúncia de falsificação de documentos.

No livro "O Processo 95385 - Como Sócrates e o poder político destruíram uma universidade", que hoje chega às bancas, Rui Verde reproduz todos os documentos do dossiê, identificando-os como originais.

Diferenças nos documentos

Questionado pelo "Público", o Departamento Central de Investigação e Acção Penal apenas diz que os papéis, que serviram de base à investigação, estão junto do processo no Tribunal de Instrução Criminal.

As diferenças entre as cópias mostradas aos jornalistas do Expresso e do "Público", em 2007, e os documentos agora revelados por Rui Verde não são muitas. No entanto, o diário da Sonae sublinha que as que existem são óbvias.

"Uma delas prende-se com a pauta relativa à prova de Inglês Técnico de José Sócrates. Nem cópia nem original são datadas, mas a cópia exibida aos jornalistas apresenta uma assinatura ilegível do responsável pela classificação. Já no exemplar de Rui Verde, a mesma pauta, idêntica em tudo o resto, mas preenchida a azul e em impressos originais, não tem qualquer assinatura."

Também na prova feita por José Sócrates na mesma disciplina há uma diferença. Nas cópias, "as correções efetuadas por Luís Arouca nas três páginas do texto entregue por aquele aluno estão assinaladas a vermelho. Ora, no exemplar que está na posse do antigo vice-reitor elas estão inscritas a lápis."

Rui Verde garante ter na sua posse os documentos originais da licenciatura do antigo primeiro-ministro "muito antes" da abertura do inquérito judicial. A investigação concluiu, em agosto de 2007, que não existiu qualquer crime de falsificação de documento autêntico na licenciatura de José Sócrates".

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DA MODESTA SCOOTER AO AUDI A7, FOI UM PULINHO!!!...


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PEDRO MOTA SOARES, o actual ministro da Solidariedade Social, apresentou-se na cerimónia da tomada de posse do XIX Governo Constitucional, de fato e gravata, protegido com capacete na cabeça e tripulando uma modesta lambareta.

O acontecimento, um pouco insólito, provocou alguns comentários abonatórios ao seu comportamento de rigor e austeridade em tempo de crise.

Porém, aquele episódio não passou de encenação e uma solução de recurso momentânea, a avaliar pelas notícias que dão conta que o tal PEDRO MOTA SOARES se faz deslocar num Audi topo de gama A7, cujo valor ultrapassa os 86.000 euros.

Soube também pelas notícias da comunicação social que este carro ainda foi encomendado pelo anterior Executivo, em 2011 e que o mesmo se destinava ao Secretário de Estado da Energia e Inovação e actual líder parlamentar da bancada do Partido Socialista, CARLOS ZORRINHO que recusou prestar declarações sobre o assunto.

Acresce ainda que o mesmo contrato (blindado) que envolvia 18 viaturas, todas elas topo de gama, foi celebrado de forma a ser integralmente cumprido, não contemplando a sua troca ou a sua devolução!

Pois muito bem, Senhor ministro da Solidariedade Social, perante os factos, fica para já ilibado da irresponsabilidade do esbanjamento de dinheiros públicos, já que neste caso e em tantos outros, cabem por direito ao anterior Executivo. Porém, se tiver alguma decência e vergonha e quiser continuar a desfrutar de alguma compreensão das pessoas que o toleram, não volte a sentar o rabo no A7 porque o País não pode aceitar nem comportar as despesas que uma viatura dessas acarreta e se o fizer, tal procedimento representa um ignominioso atentado a todos aqueles portugueses que nem sequer têm possibilidades de adquirir uma modesta bicicleta.

Haja decência e q.b. de vergonha, seja capaz de dizer basta ao regabofe generalizado adoptado pelos sucessivos governos desde o 25.04.1974.

domingo, 27 de novembro de 2011

FADO - Património Imaterial da Humanidade



O FADO, um tipo de canção bem portuguesa, passou, a partir de hoje a pertencer a toda a humanidade, já que alcançou essa distinção, este domingo, em Bali, na Indonésia, onde um Comité da UNESCO composto por 24 países aprovou a candidatura portuguesa.

O povo português está de parabéns pelo facto de o "seu" fado ter sido reconhecido com tão alta distinção e estão também de parabéns todos quantos trabalharam e se empenharam nesta candidatura.

Neste momento tão feliz, não queria deixar de lembrar também o homem que em 2004 lançou esta candidatura, o meu amigo Pedro Santana Lopes, na altura a desempenhar as funções de Presidente da Câmra Municipal de Lisboa.

A partir de agora, a universalidade do FADO, pode representar uma mais valia para os seus grandes obreiros, os fadistas, os poetas, os músicos, os compositores e os seus estudiosos.

Numa altura em que o moral dos portugueses anda tão em baixo, esta notícia veio trazer-lhes um pouco de satisfação e renovar o orgulho de ser português.

 

sábado, 26 de novembro de 2011

FACE OCULTA - UM RETRATO FIDEDIGNO DOS MAUS COSTUMES DO PAÍS


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Qualquer português medianamente inteligente e que siga com alguma regularidade as principais incidências da política, já chegou à conclusão que é quase impossível processar um governante ou um político e caso isso aconteça, a absolvição, é normalmente a sentença que lhe é decretada. 

São conhecidos os inúmeros processos judiciais que envolveram figuras públicas, em crimes económicos gravíssimos que acabaram por não resultar em nada.

Actualmente está a decorrer o julgamento do famoso processo "FACE OCULTA", em cujo centro está o sucateiro Manuel Godinho e a única pessoa que até ao momento esteve em prisão preventiva.

A abundante informação veiculada pelos órgãos de comunicação social sobre o processo, diz que o sucateiro para conseguir ganhar a maioria dos contratos de sucata das grandes empresas públicas, atribuía presentes caríssimos a governantes, políticos, administradores, chefes de finanças e, em regra geral, a todas as pessoas que, de alguma forma, pudessem ter alguma influência na adjudicação dos contratos.

À medida que os nomes de alguns dos implicados nesse gigantesco esquema de corrupção foram sendo noticiados, assistimos a declarações públicas de negação vigorosa dos factos e alguns até tiveram direito a entrevistas exclusivas em horários nobres da RTP e das suas congéneres.

Porém, desmentir o que é indesmentível, é sempre uma tarefa árdua e muito difícil. Nestas coisas, de tentar tapar o sol com a peneira, há sempre situações que acabam por trair os figurões e dar aso a grotescas e ridículas contradições, como já aconteceu relativamente a alguns dos implicados. São aqueles casos em que o provérbio "gato escondido com o rabo de fora" assenta que nem uma luva.

Os factos relatados, resultantes da investigação levada a cabo, são verdadeiros, aconteceram, foram praticados. O Estado foi efectivamente lesado em muitas dezenas de milhões de contos. As pessoas que tiveram papel activo nesse brutal esquema de corrupção (talvez não tenham sido todas), foram indiciadas e constituídas arguidas no processo, estando neste momento em fase de julgamento.

O processo está na fase em que a verdade se confronta com a mentira. É o momento de o Ministério Público fazer vingar a investigação ou a defesa deitar por terra toda a prova produzida. A verdade só pode estar de um lado. Terá esse lado a força suficiente para fazer Justiça e aplicar uma sentença exemplar aos culpados?

Se nos servirmos de exemplos de processos anteriores e tendo em conta a proeminência das testemunhas abonatórias, é quase certo que a Justiça sairá mais uma vez derrotada; no entanto, como em tudo na vida, a esperança é a última coisa a morrer, pode ser que desta vez, o tiro saia pela culatra a alguns figurões.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DEPOIS DA CASA ARROMBADA...


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Os trabalhadores portugueses têm carradas de razão para se indignar e contestar as medidas do Governo que agravam fortemente a sua já muito precária situação económica e o recurso à greve é um direito inalienável, consagrado na constituição.
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Não há nenhum trabalhador, digno desse nome, que não tenha fortes razões de queixa quanto à forma como está a ser expoliado das regalias sociais alcançadas ao longo de muitos anos de trabalho. Porém, em situações de greve, paradoxalmente, o trabalhador é penalizado duplamente, já que aqueles que aderem não recebem o salário referente ao dia ou dias de greve e os restantes trabalhadores são geralmente afectados pela falta dos serviços.
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Enquanto isso, os principais dirigentes das centrais sindicais, desdobram-se em entrevistas, conferências de imprensa e directos nas diferentes estações de televisão, esmiuçando números em confronto com os do governo e garantindo que a greve foi um sucesso!
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Um sucesso!??!? Francamente, a utilização deste adjectivo não tem sentido nenhum.
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Num País que está de tanga e em que milhares de trabalhadores nem sequer podem salvar o seu emprego, que sucesso pode ter uma greve geral?! Que contrapartidas alcançaram os trabalhadores, para além do dia que lhes vai ser descontado no ordenado no final do mês? E os milhares de trabalhadores que tiveram de fazer despesas extras e pagar transportes dos seus bolsos quando já tinham pago os seus passes?
Afinal, com o País neste estado de calamidade económica, a quem interessam as greves?
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Direi que elas não interessam ao patronato, ao governo e muito menos aos trabalhadores portugueses que são sempre os mais penalizados.
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Afinal, a quem interessam as greves?
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Neste País, há uma multidão de gente que faz carreira na política mas também há uma grossa fatia de cidadãos que fazem carreira no sindicalismo. São duas profissões sem grandes exigências e ao alcance de qualquer cidadão. Para se ser político, basta ser bom mentiroso e saber dizer umas larachas e para ser sindicalista, basta ter capacidade para decorar meia dúzia de frases e ousadia para as repetir, greve após greve, ao longo dos anos.
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Então as greves servem para justificar o quê? Não servem para salvar o emprego dos trabalhadores nem para lhes proporcionar melhores condições de vida mas, provavelmente, servem para justificar que existem duas centrais sindicais e milhares de sindicalistas, seus representantes, por esse País fora.
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"Depois da casa arrombada, trancas à porta". Este ditado popular espelha muito bem o papel dos sindicatos. Senão vejamos: o que é que eles fizeram para não deixar que o País chegasse à bancarrota? Evitaram as fraudes na banca? Porventura impediram que os governantes se governassem? Detectaram, denunciaram e acabaram com a corrupção ao nível dos governantes e das empresas públicas? Que fizeram as centrais sindicais para impedir que governantes corruptos utilizassem esquemas fraudulentos para delapidar o erário público e construir fortunas fabulosas?
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Se as centrais sindicais apostassem na prevenção e tivessem evitado essa usurpação do erário público, então os trabalhadores teriam concerteza, hoje, uma situação mais confortável, não teriam perdido regalias e não haveria necessidade de recorrer à greve.
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Apagar os fogos depois da mata toda ardida, não tem qualquer resultado prático nem faz qualquer sentido, porque já não há nada para salvar e eles próprios acabariam por se extinguir. Os sindicatos permitiram que o fogo consumisse toda a economia do País e depois, não consigo entender porquê, empurram os trabalhadores para greves inúteis e lutas inglórias, quando os cofres já foram totalmente saqueados e só há dívidas para saldar.
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Depois do que escrevi, há uma coisa que ainda não percebi bem e, por isso, não deixei totalmente esclarecida: se as greves, nesta conjuntura económica tão difícil, não têm qualquer hipótese de produzir regalias para os trabalhadores e, pelo contrário, ainda lhes causam graves prejuízos, porque motivo são convocadas e realizadas?
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Deixo esta questão no ar para que cada um tire as respectivas ilacções e produza um pensamento próprio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VALE & AZEVEDO E OS OUTROS "FIGURÕES"


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Portugal, para desgraça do seu povo, transformou-se num reduto apetecível para toda a espécie de criminosos, nacionais e estrangeiros.

Vale e Azevedo não passa de um menino de coro, se comparado com os figurões da política e da governação que durante três décadas e meia têm delapidado e usurpado o património do Estado, em benefício próprio, sendo responsáveis pela falência económica a que chegou.

Para tirarem as dúvidas, basta darem-se ao trabalho de pesquisar a situação de cada um desses figurões, antes e depois de entrarem na política e exercerem cargos públicos. Se o fizerem, chegarão, concerteza, à minha conclusão: como conseguiu aquela gentalha arranjar tantos milhões de euros em tão pouco tempo, usufruindo uma remuneração mensal equivalente à do Senhor Presidente da República que não chega a 7.000 €. Mas mesmo que ganhassem 25.000 € mensais, em 6 anos, o total auferido não ultrapassaria 1,5 milhões de contos e depois de subtraídos os encargos, já é preciso ser muito poupado para aforrar metade daquela importância, ou seja, 750.000 euros. Então como é que esses figurões conseguem com tanta facilidade, fortunas de centenas ou milhares de milhões de euros?

O cidadão comum protesta, interroga-se e indigna-se com estas situações mas não pode fazer nada. O que incomoda  e decepciona os cidadãos, é a passividade da Justiça perante casos tão graves, permitindo que todos esses figurões gozem de vergonhosa impunidade.

Vale e Azevedo que enquanto advogado e depois como Presidente do Sport Lisboa e Benfica demonstrou ser um indivíduo sem carácter e um descarado vigarista, sem qualquer pingo de ética e moral, envolveu-se em alguns casos fraudulentos que lhe renderam uns milhões mas nada que se pareça com os gigantescos atentados económicos perpretados por uma quantidade de figuras públicas contra o património do Estado, que são sobejamente conhecidos dos portugueses, já que são relatados diariamente pela comunicação social.

Por via desses casos, Vale e Azevedo foi condenado a 11 anos e meio de prisão, por cúmulo jurídico e a pagar mais de 10 milhões de euros de indemnizações. Encontra-se actualmente em Inglaterra, com passaporte apreendido e impedido de sair do País sem autorização. Já cumpriu cerca de três anos e meio de prisão efectiva e pelos vistos ainda terá que cumprir mais oito.

É evidente que este indivíduo merece as condenações que lhe foram sentenciadas pela Justiça portuguesa nos casos "Dantas da Cunha", "Ribafria", "Euroárea" e "Ovchinnikov" que só pecam por defeito.

Mas perante a condenação de Vale e Azevedo, é lícito e imperioso perguntar: então, o que anda a Justiça a fazer relativamente aos "figurões" que cometeram crimes incomparavelmente maiores e que continuam à solta, felizes, impávidos e serenos, dando continuidade aos esquemas em que sempre estiveram metidos?

A Justiça tem que ser cega, surda e muda para poder aplicar as leis sem olhar a quem. Sempre que a Justiça não tem coragem para aplicar correctamente as leis e produzir sentenças justas, está a cometer crimes monstruosos com consequências gravíssimas, tantas vezes irreparáveis.

É fundamental para o progresso de um País que os seus cidadãos tenham confiança na Justiça.

Para quando uma Justiça a sério? 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SERÁ TUDO VERDADE?!?!?!

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Duarte Lima no interior da viatura que o transportou para a zona prisional da Polícia Judiciária

DOMINGOS DUARTE LIMA festejou o seu quinquagésimo sexto aniversári nos calaboiços da Polícia Judiciária, por suspeita de ter usufruído directamente ou através de testas de ferro, de vários créditos no valor de mais de 40  milhões de contos, obtidos com garantias bancárias de baixo valor.

Porém, o que mais me surpreendeu na notícia sobre a sua prisão, foi o facto de o seu filho Pedro Lima, um jovem de 26 anos, também ter sido preso e depois solto sob caução de 500 mil euros, acusado de estar envolvido nos esquemas fraudulentos do pai. Caso se venha a confirmar este envolvimento, estamos perante um acto de completa irresponsabilidade por parte do progenitor que devia ter mantido o filho afastado de todos esses esquemas. A família deve ser sempre preservada, bem basta o sofrimento e a vergonha por que passa quando um membro da família cai em desgraça.
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No início da década de noventa, em plena ascensão e quando era líder parlamentar do PSD, Duarte Lima foi notícia no Semanário Independente por suspeita de negócios ilícitos, tendo então optado por demitir-se da liderança parlamentar social democrata e a recuar para a sombra da vida política.

Desde então para cá muitos acontecimentos marcaram a vida de Duarte Lima, tendo inclusivé resistido com êxito à leucemia que o vitimou. No entanto, aquele que maior incredualidade e impacto causou na sociedade portuguesa, foi sem dúvida a acusação, pelas  autoridades brasileiras, da morte de Rosalina Ribeiro, a companheira de Tomé Feteira e uma das herdeiras da sua fortuna. 

Tenho acompanhado as notícias sobre o caso e não me é lícito emitir qualquer opinião sobre o assunto, tanto mais que qualquer cidadão é considerado inocente enquanto não houver julgamento condenatório.

Porém, alguém que é acusado de crime tão hediondo, tem forçosamente que reagir com veemência, porque "quem não deve não teme" e colocar-se, desde o primeiro momento, à disposição das autoridades brasileiras para esclarecer detalhadamente toda a matéria que envolveu a sua viagem relâmpago ao Brasil e os contactos que ali estabeleceu.

A entrevista que deu na RTP não serviu para esclarecer ninguém, já que não sabia nada do que era suposto saber e desde então para cá remeteu-se a um isolamento e a um silêncio intrigante que não contribuiu para afastar as nuvens negras que pairam sobre a sua cabeça.

De qualquer modo, vou continuar a seguir com interesse este caso porque me custa a acreditar que aquele rapazinho simples de Miranda do Douro, de origem humilde, que estudou e subiu na vida graças à sua vontade de vencer e à ajuda de gente benemérita, esteja envolvido em esquemas de branqueamento, burla e fraude qualificada e, ao mesmo tempo, acusado pelas autoridades Brasileiras de ter assassinado Rosalina Ribeiro.
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Que a Justiça seja capaz de fazer justiça.


sábado, 19 de novembro de 2011

"PORTUGUESES EXTRAORDINÁRIOS" - EXCELENTE PROGRAMA!


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De vez em quando, a televisão pública surpreende-nos e apresenta programas que merecem o reconhecimento e o aplauso da esmagadora maioria dos portugueses. O programa "Portugueses Extraordinários" é disso exemplo e não tenho qualquer dúvida em classificá-lo de EXCELENTE!
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 Através dele, tem sido possível mostrar que há neste País e espalhados por esse Mundo fora, uma quantidade enormíssima de cidadãos portugueses que dedicam a sua vida a fazer o bem, sem olhar a quem, nalguns casos de forma tão dedicada, corajosa e heroica que para além de tocar o mais profundo da minha sensibilidade, me deixa totalmente rendido e arrepiado.
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É este tipo de programas que a RTP, na qualidade de empresa pública de informação, deveria apresentar com regularidade, já que os mesmos são arquétipos poderosos que contribuem decisivamente para a alteração de mentalidades e para o despertar de consciências que até então nunca tinham equacionado tão pungente realidade.
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O enormíssimo poder comunicativo de uma televisão, se usado única e exclusivamente para fazer o BEM, poderia alterar radicalmente a maneira de ser das pessoas, para melhor, numa região ou num País e contribuir para uma realidade bem diferente do mundo dos nossos dias.
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É inimaginável o quanto uma televisão responsável, solidária e atenta aos graves problemas da sociedade, poderia fazer em seu benefício.
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A televisão pública, pelo menos essa, que é paga pelos contribuintes, não deveria usar o seu tempo de antena para veicular programas que desvirtuam a ética e a moral e contribuem para que o ser humano seja cada vez mais insensível e irracional nos seus actos e atitudes.
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Definitivamente, uma empresa de comunicação tão poderosa como a RTP, não pode continuar a ser um instrumento para benefício de alguns, sempre de portas escancaradas para acolher políticos, governantes e poderosos, sempre que querem e especialmente nos momentos em que se confrontam com problemas graves na justiça e pretendem limpar a imagem.
  
Pela RTP, em horários nobres, têm desfilado os maiores corruptos e criminosos deste País, que aproveitam o tempo de antena para dizer as mais infâmes mentiras e, ao mesmo tempo, lançar a confusão na mente dos portugueses menos esclarecidos, fazendo-se passar por inocentes cordeiros...
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Muita gente que já foi chorar baba e ranho em programas promovidos pela televisão pública, veio a constatar-se que mentiram com quantos dentes tinham e, francamente, como cidadão português, tenho a ideia que a televisão de todos nós, não devia colaborar com essas ignominiosas farsas.

A RTP deve preocupar-se em dar visibilidade a tudo quanto é bom e construtivo e pode influenciar e dar ânimo aos portugueses e, por outro lado, evitar ou mesmo banir programas que ensinam e incentivam práticas que são censuráveis e condenáveis.

Este programa "PORTUGUESES EXTRAORDINÁRIOS", tenho a certeza que vai tocar a consciência de muitas pessoas, acordá-las para tantas e tão trágicas realidades que desconheciam e, consequentemente, alterar o seu comportamento perante essas realidades.

A RTP merece os parabéns pelo excelente programa e o que se lhe exige é que seja capaz de realizar muitos mais trabalhos com esta qualidade, capazes de aumentar a auto-estima dos portugueses, transmitir-lhes esperança e confiança no futuro e ajudá-los a superar os enormes desafios que têm pela frente.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO, CORRUPTORES & CORROMPIDOS


Imagem retirada do Google

Os de quatro patas chafurdam na merda, os outros chafurdam e emporcalham-se na corrupção

Eu sempre ouvi dizer que "tão ladrão é o que rouba a horta como o que fica à porta". Adaptando este velho ditado ao flagelo da corrupção, dir-se-á que "tão criminoso é o corruptor como o corrompido".
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Há quem considere até que o corruptor é bem mais culpado que o corrompido.
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Que me perdoem aqueles que pensam dessa maneira porque eu tenho uma ideia bem diferente e explico o meu ponto de vista. Ambos os agentes, corruptor e corrompido, são possuidores de um depravado perfil ético e moral que lhes permite fazer as mais incríveis maquinações sem um mínimo de pudor ou vergonha; são vermes, autênticos escroques da sociedade, capazes de praticar toda a espécie de crimes para conseguirem alcançar o poder económico que lhes permita lograr um estatuto privilegiado na sociedade. São pessoas que põem os seus interesses pessoais acima de quaisquer outros e para os conseguir não hesitam em enganar familiares e amigos e levar à falência as empresas onde trabalham ou mesmo trair os interesses de um povo ou de uma nação, porque a traição é o seu prato favorito.

O corrupto pertence ao escalão da espécie humana mais rasca e mais nojenta e é também um indivíduo potencialmente perigoso, não só porque infringe o dever de lealdade para quem presta serviços, a quem prejudica gravemente mas também porque sendo um indivíduo obcecado pelos bens materiais, é capaz de matar para os conseguir.

É essa repugnante espécie humana a causa primeira de toda a tragédia que atingiu toda a civilização do nosso planeta. Não fosse o incomensurável número de vigarices praticadas diária e continuadamente pelos corruptos e o mundo estaria numa situação bem mais confortável.

Porque é que o produto das pilhagens, dos assaltos à mão armada, dos desfalques e de toda a espécie de vigarices têm escoamento garantido? Porque existem receptadores (corruptos) que adquirem os materiais por tuta e meia e fazem fortunas à custa da desgraça alheia. Se não houvesse corruptos receptadores não haveria tantos criminosos violentos e tantas ladras e ladrões.

Num esquema de corrupção, aquele que se deixa corromper é, em minha opinião o agente que comete o crime maior, na medida em que só é possível a existência da corrupção porque existem bandalhos que se deixam corromper. Mais, se em vez de corruptos, os corruptores encontrassem pessoas honradas e sérias pela frente, essa raça repelente da espécie humana depressa se extinguiria porque essas pessoas incorruptíveis, denunciá-los-iam e não dariam sequência às condenáveis maquinações das suas mentes depravadas.
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Na sequência do meu raciocínio, direi que num processo-crime de corrupção, a pena de condenação de um corrupto deveria ser sempre, no mínimo, o dobro da pena do corruptor.
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A lei penal portuguesa, vá lá saber-se porquê (???!!!...), privilegia essa classe de cidadãos corruptos e de tal forma os protege que pelo facto de nunca encontrar forma de os condenar, a sua impunidade tem provocado um alastramento assustador dessa espécie, quase equivalente a uma das sete pragas do Egipto, a dos gafanhotos, que arrasou e devorou tudo por onde passou.
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Quando vejo os tribunais portugueses absolver sistematicamente os corruptos mais mafiosos deste pequeno País que têm enormíssima responsabilidade na sua catastrófica delapidação, não posso deixar de me interrogar:
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Será que aqueles que julgam nos tribunais portugueses não deveriam ser os primeiros a sentar-se no banco dos réus?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

OS BODES EXPIATÓRIOS


Imagem retirada do Google

Ainda não me mentalizei e nem quero acreditar que um grupo de gente sem experiência de vida mas com plenos poderes para "roubar" os meus poucos proventos, seja capaz de sacar de uma só vez, o subsídio de férias e de natal.

É preciso não ter a mínima noção do que custa a vida e de como é difícil o dia-a-dia de mais de dois terços das famílias portuguesas. Mas eles não sabem nem tão pouco estão interessados em saber. O que lhes interessa é alcançar os objectivos traçados pela troika e dessa maneira poderem agradar à Senhora Merkel e ao Senhor Sarkozy.
Os portugueses que na grande maioria nada contribuíram para a falência do País que se lixem e que paguem os milhares de milhões que uns quantos miseráveis governantes desbarataram em benefício próprio, dos amigos e familiares.

É verdade que o País está de tanga e também é verdade que se as coisas piorarem, quem mais vai sofrer é o povo trabalhador. Mas tudo isso não significa que tenhamos que aceitar as miseráveis condições que nos querem impôr, ao ponto de não se importarem que tenhamos que passar fome para pagar uma dívida que não contraímos.
Entretanto, àqueles que levaram o País à ruína e colocaram a salvo em paraísos fiscais milhões de euros, desviados dos cofres públicos, ninguém tem coragem de lhes confiscar todos os bens que adquiriram fraudulentamente e, ao mesmo tempo, fechá-los numa cela de prisão.

O povo não pode continuar à mercê dos desmandos dos governantes. É preciso criar leis que protejam os trabalhadores e, ao mesmo tempo, concedam uma rédea curtíssima aos que os governam, capazes de evitar os açambarcamentos que se têm verificado por parte de quem tem chegado à área da (des)governação do Estado.

Ao aumentar os impostos, os preços dos produtos, todos os produtos sem excepção e ao não estancar a onda de desemprego que é brutal, este governo não devia nem podia lembrar-se de aplicar tão penalisante medida aos funcionários públicos. Se muitos já estavam na miséria, caso esta medida chegue a ser concretizada, ficarão completamente arruinados.

Ainda há tempo para arrepiar caminho. Esta medida é brutal, desumana, injusta e discriminatória. Pensem maduramente no assunto e encontrem uma solução em que todos possam participar, especialmente os mais ricos e aqueles que contribuíram directamente para esta situação e não façam dos funcionários públicos cobaias ou bodes expiatórios.

É claro que o povo português tem demonstrado uma compreensão e uma paciência sem limites relativamente aos governantes e ao poder político, face aos atropelos de que tem sido vítima. Porém, ninguém pode garantir que um dia destes se canse e diga basta e não venha a manifestar a sua revolta e indignação de forma mais violenta. Quando já nada se tem a perder... 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

IMAGINEM - Mário Crespo




Gosto de ler Mário Crespo. Aprecio as suas reflexões sobre os mais divversos temas e o de hoje, não foje à regra. Este "imaginem" de Mário Crespo, um jornalista frontal de antes quebrar que torcer, podia muito bem passar da imaginação à prática se os gestores que ele invoca fossem homens de alma e coração. Porém, tirem o cavalinho da chuva, porque em Portugal não existem administradores capazes de abdicar de um cêntimo dos seus chorudos ordenados. Eles, se pudessem, não teriam qualquer pudor em aumentar ainda mais as suas principescas remunerações.
Pois, por apreciar tanto os artigos de Mário Crespo, dá-me imenso prazer publicá-los no meu modesto blogue, acima de tudo porque é necessário e urgente denunciar as situações escandalosas que envergonham os cidadãos e empobrecem o nosso País.
Eis o excelente artigo de Mário Crespo:
"Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.

Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.

Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.

Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.

Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha.

Imaginem que o faziam por consciência.

Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.

Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.

Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos.

Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.

Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.

Imaginem as pensões que se podiam actualizar.

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.

Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.

Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.

Imaginem que país seremos se não o fizermos......"