sábado, 30 de março de 2013

"É PRECISO SEPARAR A BOA DA MÁ MOEDA"


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O tempo se encarrega, tal como a natureza, de colocar as coisas no seu devido lugar, desde que se tenha paciência para esperar. Neste caso, o tempo veio dar razão a um homem que em 2004 foi violentamente atacado e injustiçado por muita gente que o devia ter defendido, especialmente aqueles que ganharam estatuto e notoriedade ao serviço do mesmo Partido, o PSD.

Nessa altura, em 2004, deu jeito ao actual Presidente da República rotular o candidato do Partido Social Democrata às eleições legislativas de "má moeda", mesmo sabendo que a personalidade a que se referia, era possuidora de grande coragem, forte nobreza de carácter e impoluta, atributos que muitos dos que o Presidente da República selecionou como "boa moeda" não tinham, nem têm.
 
Este infeliz rótulo da autoria do actual Presidente da República, aconteceu numa conjuntura em que se preparava para ser candidato à Presidência da República, pretendendo com essa maldosa demarcação, prejudicar o candidato do seu partido, Pedro Santana Lopes para agradar aos socialistas e contribuir para a sua vitória nas legislativas de Fevereiro de 2005, pois só dessa forma tinha hipóteses de ser eleito Presidente da República, tendo em conta que o povo, por norma, nunca elege um PR do mesmo Partido do Primeiro-Ministro.
 
Sendo o candidato a Presidente da República, Cavaco Silva, militante e ex-presidente do PSD, ao serviço do qual foi ministro das finanças e primeiro-ministro, a sua atitude, favorecendo claramente o candidato do Partido Socialista em detrimento do candidato do Partido Social Democrata, na corrida a primeiro ministro, é própria de gente que não olha a meios para alcançar os seus objectivos, numa palavra, é traição.
 
Pois o actual Presidente da República teve o descaramento e a pouca vergonha de ter recusado fazer parte de um outdoor alusivo às eleições legislativas de 2005, ao lado de Pedro Santana Lopes e de outras figuras políticas do PSD, declarando então, solenemente, referindo-se ao actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que "é preciso separar a boa da má moeda".
 
Passaram entretanto 9 anos sobre essa data e tudo se alterou. O tempo, como atrás referi, é uma fórmula infalível para repôr a verdade e desmascarar o carácter ganancioso e pérfido dos desonestos.
 
Entretanto, há uma ilação a tirar: neste interregno, alguém passou de besta a bestial e de bestial a besta ou, se quisermos ser mais precisos e concretos, utilizando a mesma linguagem do PR, alguém passou de boa, a má moeda e de má, a boa moeda.

Adivinhem quem foi!.............

Sobre este tema, li o comentário do Dr. Pedro Santana Lopes publicado no "CM" de 29.03.2013, do qual gostei e que com muito prazer publico no meu blogue.
 
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As Fases da Lua

Voltou a boa moeda igual a si próprio

A "boa moeda." Criaram-no, agora aturem-no. Gostam, alguns, muito de dizer que José Sócrates foi lançado para Primeiro-Ministro nos debates que mantivemos, em 2002 e 2003. Percebo a ideia, mas não foi. Sócrates ganhou e "reinou" porque viveu em lua de mel com muitos centros de poder em Portugal.
 
Muitos, a começar pelo próprio Presidente da República – mas não só – andaram embevecidos com José Sócrates, nos primeiros anos da sua governação. Agora já odeiam, não gostam ou estão afastados. Pois, mas andaram com o "menino de oiro" "ao colo".
 
A Vida, muitas vezes, é assim. Durante anos, ele usou comigo e com o meu Governo a manipulação em que é exímio e a que recorreu, abundantemente, na quarta-feira à noite na RTP. A começar pela burla do tal défice de 6,83% em 2005 que é dele e de mais ninguém.
 
Na altura, quase todos colaboraram com essa impostorice. O silêncio de Seguro em relação a Sócrates, tive-o eu de Marques Mendes, quando me sucedeu na liderança do PSD.
 
Agora, muitos mais se irritam com as engenhosas construções do ex-Primeiro-Ministro? Custou ouvi-lo a falar de deslealdades quando foi o primeiro a romper a solidariedade institucional? Pois é! Pois não é agradável...
Anteontem, Cavaco Silva, Teixeira dos Santos, Passos Coelho, Manuela Ferreira Leite, António José Seguro, António Costa, entre outros, por diferentes razões, terão experimentado – em maior ou menor grau, consoante os casos – uma sensação muito desagradável.
 
Eu conheço a sensação. Sei o que se sente quando apetece estar lá na vez de quem tem José Sócrates pela frente para o desmentir e dizer a verdade. Pois! É que, se não for na hora, já não é igual. E a mensagem passa até porque é repetida muitas vezes.
 
Não disse verdades? Disse, algumas e uma ou duas significativas. E disse-as com força e com desassombro, igual a si próprio. Eu sempre lhe reconheci qualidades, nunca o menosprezei. Mas nunca estive do lado dele, nunca o apoiei, sempre o combati. A diferença é essa.
 
Porreiro, pá!

quinta-feira, 28 de março de 2013

JOSÉ SÓCRATES - A MESMA PETULÂNCIA DE SEMPRE

 
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Ele veio de peito feito e bem treinado para acabar com a "narrativa única", a narrativa da direita, sem contraditório que ao longo de dois anos lhe atribuiu todas as culpas sobre a crise mas veio também e sobretudo, para fazer um ajuste de contas com o passado, atacando aqueles que se atravessaram no seu caminho, esquecendo que esse ajuste foi feito pelo povo português, nas urnas, em 2011, na sequência da demissão do seu governo.
 
Apresentou-se perante os entrevistadores e perante os portugueses com o descaramento de sempre e, nesse sentido, o homem não aprendeu nada de novo com o mestrado em ciência política que diz andar a tirar lá por Paris, porque continua obstinadamente mentiroso, irresponsável e petulante.
 
A entrevista foi conduzida à sua maneira, como sempre, fazendo de entrevistador e entrevistado, detendo-se demoradamente nas matérias que lhe dava jeito "desmistificar" e passando a galope por aquelas que lhe causavam mais embaraço. Em muitos momentos ignorou os entrevistadores, qualificando mesmo as suas perguntas como uma consequência da "narrativa" construída pela direita.
 
Da entrevista, os portugueses ficaram a saber que ele, José Sócrates, ex-primeiro-ministro, não tem qualquer responsabilidade na grave crise económica que se instalou em Portugal durante o seu governo e muito menos no pedido de ajuda externa que ele próprio subscreveu. A culpa, diz ele, foi da crise política provocada pelo Presidente da República e do chumbo do PEC IV.
 
Porém, Sócrates também não reconheceu qualquer responsabilidade no aumento exponencial da dívida pública, nas contrapartidas ruinosas para o Estado das PPPs (Parcerias Público-Privadas), na catastrófica nacionalização do Banco BPN, no esbanjamento de milhões de euros em estudos e projectos supérfluos e magalómanos irrealizáveis, na distribuição de regalias sociais irrealistas e sem controle e, de uma forma geral, na administração ruinosa do seu Executivo, gastando desregradamente em todos os sectores da governação verbas de que não dispunha, porque não criou riqueza, contribuindo decisivamente para o trágico aumento da dívida pública e do empobrecimento do País e dos portugueses.
 
Mas Sócrates tinha um objectivo-alvo a quem pretendia atingir com violência, o qual no seu entender, foi o causador do derrube do seu governo minoritário e da crise que tal medida originou. Esse alvo era o Presidente da República, Cavaco Silva, sobre o qual disse: "não reconheço nenhuma autoridade moral ao PR para me dar lições de lealdade institucional"; depois referiu-se às acusações que lhe fez no prefácio do livro "Roteiros VI" e à "conspiração organizada e inventada contra o governo, baseada na acusação de que o Governo estaria a espiar a Casa Civil", acusando o PR de nunca se ter demarcado  e de até ter promovido o principal implicado no caso, o acessor Fernando Lima.
 
Para além disso, Sócrates, completamente focado no passado e no ajuste de contas, acusou o PR de "ter estado na origem da crise política, adoptando duplicidade de critérios e actuando com dois pesos e duas medidas ao tratar com o anterior governo e com o actual". E continuou: "o PR não fez nada para evitar a queda do meu governo", "o Senhor PR esteve na origem desta solução política" e por isso, neste momento, está de mãos atadas porque não pode ir contra uma solução que ele próprio apoiou.
 
Portanto, Sócrates, não surpreendeu ninguém, foi igual a si próprio: continuou a mentir e a não assumir qualquer responsabilidade sobre a sua desastrosa governação, preferindo sacudir a água do capote e endossar essas responsabilidades para o Presidente da República e para os partidos da oposição que não aprovaram o PEC IV.
 
Para além do mais, Sócrates garantiu que não pretende voltar à política activa e que o seu objectivo ao aceitar comentar na RTP, é contrariar a tal "narrativa única, sem contraditório, que não tem oposição" (frase repetida ao longo da entrevista mais de uma centena de vezes) e que lhe atribui, a si e aos seus governos, todas as responsabilidades pela actual crise.
 
Disse também Sócrates, em sua defesa, que fez um empréstimo para poder pagar a sua estadia em Paris, que tem uma única conta bancária há mais de 25 anos na Caixa Geral de Depósitos, que nunca comprou acções e jamais teve contas no estrangeiro ou em off-shores.
 
Por conveniência ou propositadamente estruturada, a entrevista não questionou Sócrates sobre como iria realizar  as megalómanas obras do TGV, do aeroporto, da 3ª travessia sobre o Tejo e da 3ª auto-estrada norte/sul, entre outras, sabendo ele melhor do que ninguém que Portugal estava na bancarrota.
 
Também causou estranheza, uma vez que a entrevista versou o passado, porque não foram abordados os desprestigiantes casos em que esteve envolvido e que a justiça não sancionou, como por exemplo a  caricata licenciatura, Freeport, Cova da Beira, Face oculta, passagem pela Câmara da Guarda e outros actos que não abonam a honorabilidade de quem os pratica.
 
Pela minha parte, porque sou independente, penso pela minha cabeça e ainda estou na posse de todas as minhas faculdades, gostaria de perguntar como é que um político sem depósitos no estrangeiro e sem saldo na sua única conta bancária da CGD, aceita fazer comentário político na RTP "Pro Bono" e, mesmo assim, ter crédito para viver em Paris, sem trabalhar, durante dois anos!
 
Agora dizem que José Sócrates foi contratado por uma empresa farmacêutica Suíça, a Octapharma, a qual lucra milhões com contratos negociados com o Estado Português, para vender medicamentos na América Latina! Já vi coisas piores mas um engº civil a vender medicamentos, tem a sua piada!
 
Porém, para que tudo fique esclarecido e em nome da transparência, acho que os portugueses gostariam de saber qual a relação de Sócrates com essa empresa enquanto exerceu as funções de primeiro-ministro.
 

terça-feira, 26 de março de 2013

UMA SENTENÇA SURPREENDENTEMENTE CONTRADITÓRIA!


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Para quem estava à espera de uma sentença que tivesse em conta a prova produzida em tribunal pelas vítimas que sofreram abusos na casa de Elvas, as quais foram capazes de identificar o percurso  e até as instalações já depois de sofrerem alteraçõessignificativas no seu interior, o veredicto foi uma decepção. 
 
O colectivo de juízes da 8ª Vara Criminal de Lisboa, presidido pela juíza Ana Peres, considerou que "não foram provados em audiência de julgamento os factos constantes da acusação", factos esses que já tinham sido dados como provados no primeiro julgamento do processo.
 
Porém, nesta sentença, há algo que não soa bem e me faz bastante confusão. Afinal, neste julgamento, relativo apenas aos crimes praticados na casa de Elvas, também ficou provado que um dos arguidos praticou os crimes de que estava acusado, tendo sido fundamental para a sua absolvição o facto de os mesmos  juízes terem agora concluído  que os mesmos já teriam ocorrido em Janeiro de 2000 e não em finais de 1999, como tinha ficado provado no primeiro julgamento.
 
Como é normal, esta sentença não impede as pessoas de pensarem pela sua própria cabeça e de se questionar: Se relativamente ao arguido absolvido ficou provada a utilização da casa de Elvas e a prática dos crimes, então é porque as vítimas falaram verdade sobre os acusados e o que lá se passou não é ficção nem fantasia de crianças e seria válido para todos.
 
Nesse sentido, é lógico perguntar: Porque foram absolvidos todos os arguidos se de facto foi provado no primeiro e no segundo julgamento que os factos ocorreram no interior da habitação da casa de Elvas, confirmando os relatos das vítimas? 
 
As esclarecedoras declarações prestadas pelo Senhor Carlos Silvino no início do processo sobre a casa de Elvas, afirmando que eram frequentes as idas e explicando detalhadamente como tudo se processava e quem a frequentava, não deixaram dúvidas a ninguém.
 
Por outro lado, quem seguiu minimamente o processo e ouviu o Senhor Silvino e as vítimas de um lado e a versão dos acusados do outro, pôde tirar, ao longo do processo, algumas dúvidas que pudessem subsistir e ficar com uma ideia clara de que lado estaria a razão.
 
Da mesma forma, também acredito que o colectivo de juízes, ao longo de centenas de audiências, ouvindo acusadores e acusados e tomando contacto com a imensa documentação de prova e contra/prova apensa ao processo, pôde tirar todas as dúvidas para proferir uma acertada sentença.
 
O que aconteceu ontem no Campus de Justiça de Lisboa, lá para os lados do Parque das Nações, não é para ser entendido por cidadãos normais e medianamente inteligentes como eu; entender uma decisão tão contraditória, só está ao alcance de seres humanos superdotados e com formação específica na área da justiça.

Este processo podia ter sido um exemplo para todos quantos se dedicam a práticas pedófilas, as quais constituem, em meu entender, crimes horrendos e sem perdão e não foi. Estamos a falar de crianças inocentes e indefesas obrigadas a praticar actos sexuais e a guardar silêncio, através de intimidações e ameaças dos seus carrascos.

Ao longo do processo foram referidos dezenas de nomes de pedófilos das mais diversas áreas da vida pública portuguesa mas muitos nem chegaram a ser constituídos arguidos e outros que o foram, por serem poderosos, conseguiram romper as frágeis malhas da justiça e alcançar a liberdade relativamente à justiça dos homens mas não em relação à sua consciência e à Justiça de Deus.

"Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele". Quem comete crimes deve pagar por eles, independentemente de quem os pratique, porque a justiça deve ser cega, surda e muda, precisamente para actuar com equidistância e ser equitativa e justa. Quando isso não acontece, é muito mau para a justiça e um terramoto arrasador para as vítimas.
 

domingo, 24 de março de 2013

A MÁSCARA DO ANONIMATO



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Já por mais de uma vez afirmei que aqueles que agem sobre anonimato e que se escondem por detrás de uma qualquer máscara,  não têm aceitação no espaço de opinião "DIREITO DE OPINAR", cujo autor sempre e em qualquer circunstância deu a cara e detesta quem o não faz, por conveniência, cobardia ou má fé.
 
É apenas por esta e só por esta razão que o autor não publica os comentários sem prévia verificação, certificando-se que aqueles que comentam em "DIREITO DE OPINAR", a favor ou contra a sua opinião, não o fazem sob a capa do anonimato.
 
Um anónimo não é ninguém, quando muito, será alguém sem nome e sem rosto, desfigurado, que deve ser combatido e banido do seio da sociedade. Só em circunstâncias excepcionalmente raras, quando por exemplo, por questões de segurança, se trate de salvar uma vida, aceitaria sem constrangimentos a omissão da identidade.
 
 De resto, cada homem que se digne sê-lo, tem que assumir a responsabilidade de todos os seus actos, para o bem e para o mal.
 
Dito isto, fica claro que em "DIREITO DE OPINAR", quem se apresente sob a máscara do anonimato não terá qualquer aceitação e não verá reproduzido o seu comentário.
 
 
 

sábado, 23 de março de 2013

PLANO MARSHALL



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Embora num contexto diferente daquele que se verificou há 66 anos, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, a Europa necessita urgentemente de outro plano Marshall.
 
Em consequência dessa guerra, dezenas de milhões de pessoas perderam a vida e vários países ficaram devastados, urbanística, económica e socialmente, tendo valido, nessa altura, a intervenção dos Estados Unidos da América, com o seu famoso "Plano Marshall", distribuindo por 16 países, entre 1948 e 1951, uma ajuda financeira de 15 mil milhões de dólares.

Agora, à distância de uma geração, a Europa encontra-se de novo arruinada economicamente e desta vez, não foi motivada por acção da artilharia e da aviação nazi, mas pela ruinosa governação dos seus líderes que por irresponsabilidade, inabilidade ou incompetência, não têm encontrado soluções adequadas para criar riqueza e fazer as respectivas economias prosperar.
 
Em vez disso, os governantes europeus arrastaram os seus países para a bancarrota. As instituições financeiras colapsaram, o desemprego é um flagelo que atinge milhões de trabalhadores, as regalias sociais conquistadas pelos trabalhadores ao longo de décadas estão seriamente ameaçadas e em muitos casos até já foram banidas, deixando muitas famílias em desespero por não poderem cumprir os seus compromissos com as entidades a quem compraram a casa, o carro, os seguros, etc. e por não poderem proporcionar aos filhos a educação e o nível de vida que planearam.
 
A Europa do Século XXI está numa situação de grave enfermidade económica e os seus cidadãos  chegaram ao limite das suas capacidades de sofrimento. Se de facto não aparecer urgentemente um qualquer "Plano Marshall" que a salve, pode mesmo desmoronar-se e perder definitivamente a sua identidade de região do mundo mais desenvolvida, próspera e equitativa na distribuição da riqueza e mais solidária no capítulo das regalias sociais.
 
Porém, desta vez, a potência que então se propôs ajudar a Europa, por motivos políticos e conveniências várias, num contexto de "Guerra Fria" em que era necessário reconstruir e recuperar a economia dos países capitalistas europeus destruídos pela guerra, para melhor poder suster o avanço do socialismo comandado pela extinta União Soviética, não está em condições de o fazer, essencialmente porque a sua economia também dá sinais de grande fragilidade e sofre praticamente dos mesmos problemas que afectam a Europa.
 
Comparando o poderio económico mundial de então com o da actualidade, parece-me que só uma grande potência económica teria capacidade para patrocinar um tal gigantesco plano, a República Popular da China e, nesse caso, imitando o exemplo americano, designar-se-ia de "Plano Xi Jinping" em homenagem ao seu Presidente da República ou então "Plano Li Keqiang", o nome do Primeiro-Ministro. 
 
De uma coisa, porém, eu tenho absoluta certeza: não havendo nenhum "plano" oriundo do exterior da Europa, os países da linha da frente terão que abandonar rapidamente a táctica do ziguezague e defesa dos próprios interesses que levou a esta grave situação e entender-se quanto à urgência de criar um "Plano" interno de emergência (qualquer nome serve) que dê prioridade à recuperação da economia e dos empregos perdidos, abdicando de boa parte da carga fiscal e distribuindo fortes incentivos aos que mais contribuírem para essa recuperação.
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

A RÁDIO TELEVISÃO PORTUGUESA NÃO PODE TROÇAR DOS PORTUGUESES



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Eu nem queria acreditar na notícia que dava como certa a presença do ex-ministro Sócrates num programa semanal da RTP com a duração de 25 minutos, a partir do próximo mês de Abril!
 
Será possível que a Estação Pública, paga a peso de ouro pelos impostos dos contribuintes portugueses, não tenha pingo de respeito por eles e convide um dos principais responsáveis pela crise instalada no País para fazer comentários políticos?
 
Sinceramente! Quanto descaramento!
 
O responsável da RTP que teve tão infeliz ideia, deve ser imediatamente demitido. Não se pode troçar de maneira tão desenvergonhada dos contribuintes portugueses que para além de suportarem os gastos milionários da Televisão do Estado, estão a pagar a dolorosa factura dos desmandos criminosos praticados pelo mentiroso, irresponsável e incompetente ex-primeiro-ministro.
 
José Sócrates, era alguém que não tinha perfil ético e moral para desempenhar as importantes funções de primeiro-ministro e durante o desempenho do cargo demonstrou isso mesmo, envolvendo-se em sucessivos casos de corrupção e outros, para além de mentir sistematicamente aos portugueses acerca dos actos governativos.
 
A Justiça portuguesa deu-lhe total cobertura e garantiu a sua impunidade nos diversos casos e processos-crime em que esteve envolvido, eis alguns:
  • Projectista de edifícios na Câmara da Guarda
  • Licenciatura/Univ Independente
  • Computador Magalhães
  • Caso Freeport Outlet Alcochete
  • Processo Face Oculta
  • Tentativa de contolo dos meios de comunicação
  • Processos contra jornalistas
  • As polémicas viagens à Líbia e ao Brasil
  • Despesas de representação
  • Fumar no avião - Violação das regras de segurança
Os portugueses não vão esquecer, não podem esquecer, o que representa este ex-primeiro-ministro, um refinado mentiroso compulsivo, relativamente à gravíssima situação económica em que o País e os portugueses estão afundados. Não obstante haver muitos mais culpados, Sócrates é sem dúvida um dos principais responsáveis e deve responder pela sua ruinosa governação.
 
Os portugueses têm que julgar os governantes pelos actos que praticam e não pelas suas afinidades políticas, as quais obedecem a maior parte das vezes a interesses pessoais e não a convicções ideológicas, recordando que o próprio Sócrates iniciou a sua actividade política em 1974 como membro fundador da Juventude Social Democrata (JSD), sector juvenil do PSD da Covilhã e em 1981, por conveniência, mudou a sua filiação política para o Partido Socialista.

Sei que já existe uma petição assinada por cerca de seis mil pessoas contra a presença de Sócrates na Televisão Pública. Este número de assinaturas já obriga a que o assunto seja discutido em plenário da Assembleia da República mas não garante que os deputados se insurjam contra as pretenções de Sócrates e da RTP, na medida em que são todos farinha do mesmo saco, antigos companheiros, e na hora do aperto, esquecem as diferenças e defendem-se uns aos outros.

Pela minha parte, estarei disposto a fazer o que estiver ao meu alcance para impedir que a RTP contrate alguém que tantos maus exemplos transmitiu aos portugueses.
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

CHIPRE TAXA DEPÓSITOS SUPERIORES E INFERIORES A 100.000 EUROS!!!



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Razão tinha o sábio Professor MEDINA CARREIRA quando afirmava, muito antes do pico da crise acontecer que a catástrofe económica era inevitável e que o pior ainda estava para vir.
 
Na verdade, depois de todas as suas péssimas previsões sobre a evolução da dívida pública, economia, desemprego, segurança social, etc., se terem confirmado, eis que chega mais uma notícia aterradora para todos quantos pensavam que os seus depósitos bancários eram intocáveis e nunca seriam objecto de qualquer taxa ou sobretaxa.
 
O governo do Chipre prepara-se para aprovar uma taxa "excepcional" de 6,6% para depósitos inferiores a 100 mil euros e 12,5% para depósitos acima deste valor. Esta anunciada medida originou uma corrida desenfreada dos cipriotas aos bancos, fazendo filas intermináveis nas caixas multibanco, para levantar as suas economias, situação que levou o director-geral do banco Central das Cooperativas a anunciar o congelamento dos depósitos.
 
Esta taxa excepcional sobre todos os depósitos em bancos cipriotas, foi uma imposição das autoridades da Zona Euro e do FMI, em troca de um resgate no valor de 10 mil milhões de euros.

Esta medida, para além de insólita e injusta, é muito perigosa e põe em causa a confiança das pessoas no sistema bancário, destruindo os incentivos de poupança, corroendo o direito à propriedade e dando um péssimo exemplo para a segurança dos depósitos na zona euro; no Chipre, essencialmente e por enquanto, o receio de novos confiscos, poderá provocar uma corrida aos depósitos, logo que os mesmos sejam descongelados.

Toda a gente sabe que quando arde a casa do vizinho, a nossa corre sérios riscos. Quer isto dizer que os restantes países da Zona Euro, especialmente os que foram objecto de resgate, poderão também vir a ser contemplados com a mesma medida.

Pobre Europa, ao que chegaste!

De região mais desenvolvida e evoluída do Mundo, onde os Países proporcionavam aos seus habitantes uma situação económica privilegiada que lhes permitia um acesso fácil aos bens e serviços, passou a uma zona de crise recessiva permanennte em que todos os direitos adquiridos ao longo de décadas pelos cidadãos, estão em causa e o mais trágico, é que a Europa não tem dirigentes à altura para inverter esta situação.

A Europa está de rastos, em decadência, os líderes não se entendem, não há solidariedade, o que é bom para uns é mau para outros e cada um defende os seus interesses.

Esta inimaginável imposição agora decretada ao Chipre de taxar todos os depósitos superiores e inferiores a 100.000 euros, é bem a prova do estado deplorável a que chegou a economia europeia e também o grau de incapacidade dos seus líderes para encontrar soluções eficazes e justas.

 

"QUERO UMA IGREJA POBRE, PARA OS POBRES"



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O Papa Francisco I cativou a minha simpatia desde a primeira aparição em público, pela sua simplicidade, humildade, bondade e desprendimento, marcas que deixou bem vincadas na forma como anunciou ao mundo que "deseja uma Igreja pobre, para os pobres".

Pelas decisões que lhe vi tomar nestes primeiros dias do seu pontificado, não restam dúvidas que as palavras correspondem às acções e foram do agrado de todos os crentes, católicos e não-católicos.
 
O Papa Francisco fez questão de abdicar e colocar de lado uma certa sumptuosidade usufruída pelos seus antecessores, bem como das tradicionais honrarias que o cargo prevê, merecendo especial referência as seguintes alterações:
  • Em vez de entrar pela porta principal da Basílica, triunfante, o Papa preferiu uma das entradas laterais. Já no seu interior, pediu aos seguranças que não trancassem as portas e ter-lhes-á dito: " A Igreja é de todos".
  • Dispensou as vestes cerimoniais mais elaboradas e passou a usar o hábito branco simples.
  • Preferiu a cruz de prata que usa há anos, em vez da tradicional cruz de ouro do papado.
  • Do mesmo modo, parece ter abdicado do sumptuoso anel papal e continua a usar o seu anel de cardeal.
  • Renunciou à limusina oficial dos papas, preferindo utilizar um simples carro familiar.
  • Até agora, o Papa Francisco tem usado sapatos pretos, em vez do tradicional par vermelho reservado aos papas.
 Por outro lado, o Papa Francisco quis também testemunhar, desde a primeira hora, com o seu exemplo, que o homem deve ser simples e humilde, indo pessoalmente ao hotel onde esteve alojado antes do início do conclave, buscar as malas, fazendo questão de as carregar, pagar a conta e pedir a respectiva factura, "para dar o exemplo".
 
Esta postura do Santo Padre, transmite aos católicos de todo o mundo a esperança das mudanças necessárias na Igreja, de forma a que ela se actualize, acompanhe a evolução das sociedades e seja efectivamente o refúgio e o consolo dos mais necessitados.
 
E o Papa Francisco não tem poupado as palavras para fazer chegar aos representantes da Igreja em todo o mundo os seus propósitos, através de frases como estas:
  • "Quando não se professa Jesus Cristo, professa-se a mundanidade do diabo, do demónio".
  • "Sem Jesus Cristo, podemos ser uma ONG (Organização Não Governamental) piedosa, mas não seremos a Igreja"
  • "Não basta ser padre ou bispo para fazer parte da Igreja. É preciso entrega e sacrifício".
  • "Quando professamos um Cristo sem cruz não somos discípulos do Senhor, somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, Papas, mas não discípulos do Senhor".
  • E disse também o Santo Padre: "Jesus nunca se cansa de perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão".
 
O Papa Francisco I, é o primeiro Pontífice não-Europeu em mais de 1200 anos, sucede a Bento XVI, o Papa que resignou, segundo as suas palavras, para bem da Igreja, por entender que não tinha condições físicas para a liderar e exercer com sucesso, o seu ministério.
 
Em breve saberemos se a decisão do seu antecessor foi um gesto magnânimo e "milagroso" para o futuro de sucesso que todos esperamos da Igreja no Mundo, onde tem um papel relevantíssimo a desempenhar.
 

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

NÃO ME CONFORMO


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Não me conformo com a impunidade concedida pela JUSTIÇA aos responsáveis pelo estado deplorável de pobreza a que chegou o País.

Que é feito dos criminosos que "assassinaram" economicamente o País e desgraçaram a vida de tantos milhares de famílias?

Onde estão eles?

O que fazem?

Como é possível que não haja consequências drásticas para essas pessoas?

Governantes, banqueiros, administradores, autarcas e políticos, entre outros, que de forma irresponsável, anti-patriota e criminosa, contribuíram para o colapso económico que colocou Portugal e os portugueses na mais dramática situação de sobrevivência de que há memória, se houvesse um pingo de justiça, há muito teriam sido processados pelos crimes que cometeram, condenados, metidos na prisão e confiscados todos os seus bens.

Desgraçadamente, não há justiça em Portugal. O sistema mafioso que se instalou no País, com tentáculos em todos os órgãos do poder, impede a justiça de funcionar. Os poderes instituídos vivem num constante relacionamento promíscuo e defendem-se uns aos outros, quando são alvo de processos-crime.
Os tribunais existem como meros instrumentos decorativos das nossas urbes, consumindo somas astronómicas do herário público, provenientes dos insuportáveis impostos que a maioria dos trabalhadores paga com imenso sacrifício.

Portugal chegou à situação de bancarrota porque a justiça permitiu que os principais culpados actuassem criminosamente ao longo dos anos, dando-lhe total cobertura e garantindo-lhes total impunidade.

A exemplo do que se passa no poder autárquico e noutros, também na justiça existe o grave problema da eternização dos cargos. Os responsáveis máximos dos principais órgãos da Justiça, são os mesmos desde há muitos anos, provocando tal longevidade, a banalização do cargo e a criação de gravíssimos vícios de falta de isenção que têm a ver com a situação de dependência a que se deixaram submeter, perante outros órgãos de soberania e toda a espécie de corruptores, tornando-se cúmplices de esquemas máfio-criminosos, aos quais têm que dar o seu aval e jurar o seu silêncio.

Na verdade, não me conformo com esta monstruosa situação de impunidade concedida pela justiça a indivíduos da pior espécie, sem escrúpulos, que tanto mal causaram às pessoas deste País.

Enquanto não se fizer justiça, viverei diariamente revoltado, triste e amargurado com a miserável actuação da Justiça em Portugal.

terça-feira, 5 de março de 2013

MORREU HUGO CHÁVEZ

 
Imagem retirada do google
 
Após imensos rumores de que a doença que atingiu o Presidente da Venezuela se agravara e estaria mesmo em fase terminal, hoje, dia 5 de Março de 2013, o vice-presidente Nicolás Maduro dava razão a esses rumores anunciando a sua morte, aos 58 anos de idade.
 
O Presidente da Venezuela lutava contra um cancro na região pélvica desde Junho de 2011. Sujeitou-se a quatro intervenções cirúrgicas e a tratamentos de radioterapia no País do seu amigo Fidel Castro, mas após pequenos períodos de recuperação, o cancro voltava a reincidir e na última cirurgia surgiram complicações muito graves que não conseguiu superar, acabando a doença por levar a melhor e  roubar-lhe a vida.
 
Hugo Chavez venceu quatro eleições, sempre com vantagens confortáveis e estava no poder desde 1999. A alta finança odiava-o mas o povo idolatrava-o e dava a vida por ele.
 
O povo sabe distinguir os seus beneméritos e, neste caso, ao longo da sua governação e mais ainda durante a sua grave doença, Hugo Chávez pôde contar com esse grande aliado que o apoiou e esteve sempre ao seu lado.
 
Não sendo um verdadeiro admirador de Hugo Chávez, reconheço que se empenhou na melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos e, ao mesmo tempo, combateu os poderosos. Se o não fez da melhor maneira, não estou em condições de fazer essa avaliação. O que posso dizer, é que em traços gerais, sou a favor da sua política: ajudar os pobres e ter a coragem de fazer os ricos e poderosos cumprir as leis.
 
Nesse sentido, tendo em conta todo o bem que fez aos pobres, Deus perdoar-lhe-á alguns excessos cometidos em vida e permitir-lhe-á que goze da paz eterna.
 
Adeus Comandante.