A Federação Portuguesa de Futebol nunca deveria ter recorrido a um treinador estrangeiro para comandar a nossa Selecção. O treinador que agora termina o seu mandato em Portugal como seleccionador, não tinha grande currículo quando foi contratado; creio que venceu uma taça de Inglaterra.
Em Portugal, à data, havia matéria humana capaz de conduzir a Selecção a outros patamares, tendo em conta o lote de grandes jogadores com que Martinez trabalhou. Treinou a Selecção da Bélgica, também com grandes jogadores e não ganhou qualquer título. Acabou por vencer a Liga das Nações ao serviço da Selecção Portuguesa, muito pouco para quem dispunha de tão bons jogadores. Sinceramente, não consigo descortinar a razão que levou os dirigentes federativos a fazer esta contratação. Há concerteza razões que só eles conhecem e provavelmente não serão as melhores razões.
Jorge Jesus foi agora a escolha da FPF e, em meu entender, muito acertada. JJ, ao contrário de Martinez, é um treinador ganhador e provou-o ao vencer campeonatos em Portugal, Brasil e Arábia Saudita. Por outro lado, JJ sabe tirar o melhor rendimento de cada jogador, sabe ler o jogo e o seu futebol é vistoso e entusiasmante, como deve ser um espectáculo de futebol.
Jorge Jesus, se não tivesse ido para o estrangeiro granjear tão grande sucesso, dificilmente teria sido escolhido pelos dirigentes federativos para ocupar o cargo de Seleccionador Nacional. Aqui, nunca o teriam levado a sério e, no entanto, ele aqui também provou ser um bom treinador, ao mais alto nível. Mas foi realmente o grande sucesso alcançado no Brasil e na Arábia Saudita que deixou rendidos os responsáveis pela FPF.
Neste momento, não estando reunidas as condições para José Mourinho ocupar o lugar, Jorge Jesus é, sem dúvida, a melhor escolha.
Uma nova era vai começar com JJ e dificilmente, acredito eu, fará pior que o seu antecessor. A Selecção com JJ, vai alterar o seu paradigma de jogo e vai, com toda a certeza, jogar muito mais.
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