Há
famílias que se fazem
no nome que herdámos,
outras
fazem-se no gesto
de chegar, mesmo cansados.
Um
dia marcado no ano,
um abraço repetido,
rostos novos,
histórias velhas,
um passado repartido.
Quem
vem, volta sempre diferente:
leva risos na memória,
descobre
familiares,
descobre afetos,
acrescenta capítulos à história.
Há
quem não venha — e está tudo bem,
a vida corre, sabemos
bem.
Mas quem não vem não imagina
o calor que fica quando
alguém vem.
Porque
ali não se contam presenças,
cultiva-se pertença com
emoção.
Não é obrigação, é prazer:
é família em
celebração.
E
talvez um dia, por curiosidade,
ou por saudade que ainda não
sentiu,
alguém decida aparecer
e então
perceba tudo o que
perdeu…
(mcm)

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