É claro que o futebol não é uma ciência exacta e num jogo tudo pode acontecer. Um pequeno detalhe pode decidir o resultado do jogo: uma desatenção da defesa, uma penalidade não intencional, lesão de um atleta preponderante, expulsão de um jogador ou mesmo uma má arbitragem, podem alterar o resultado final, ficando-se com a sensação de que a melhor equipa em campo não conseguiu vencer. E a verdade é que esta situação já aconteceu imensas vezes e vai continuar a acontecer.
Neste mundial, temos assistido a todos esses detalhes que mencionei e, no caso da arbitragem, há realmente selecções com fortes razões para se queixarem, em face da dualidade de critérios relativamente aos contendores.
Porém, não é dos detalhes nem das arbitragens que quero falar. Hoje, quero realçar a vitória claríssima da Espanha sobre a França, cujo resultado de 2-0 é lisonjeiro para os franceses. De facto, foi uma surpresa decepcionante a sua exibição ao longo de todo o jogo, o qual foi dominado e controlado pelos espanhois do primeiro ao último minuto.
Face à demonstração futebolística a que tínhamos assistido até então relativamente às duas equipas, prevíamos um jogo muito mais equilibrado e intenso de parte a parte. Porém, a intensidade só existiu da parte dos espanhóis na velocidade, nas bolas divididas, nos desarmes e na posse de bola. A Selecção Francesa não conseguiu gisar um ataque à baliza adversária com cabeça, tronco e membros, porque nunca conseguiram evitar a superioridade adversária em todos os capítulos.
É claro que num jogo de futebol tudo pode acontecer e os melhores de ontem podem ser os piores de hoje mas de facto, os espanhóis deram um grande passo na possibilidade de vencerem este campeonato mundial de futebol.
E, veja-se: a Espanha começou por empatar com a selecção coboverdiana, estreante nestas lides de campeonatos do mundo e depois afastou justamente a selecção portuguesa, uma das melhores selecções deste mundial, que nesse confronto também não esteve à altura dos seus pergaminhos, nem colectiva nem individualmente.
Hoje à noite vamos ver qual será o outro finalista: se será a Inglaterra ou a Argentina. Qualquer uma destas selecções, pelo que lhes tenho visto jogar, estão ao alcance do poderio futebolístico espanhol que se tem mostrado técnica e tacticamente em excelente forma.
Da Argentina apenas uma nota: Messi é um jogador excepcional mas as arbitragens têm-no levado ao colo e empurrado a a sua selecção até às meias finais e provavelmente até à final.
A ver vamos. Porém, acredito que com uma arbitragem imparcial, a Espanha levará de vencida a Argentina.
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