sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MOÇÃO DE CENSURA EXTEMPORÂNEA MAS... O MOTIVO É FORTE!


Luis Neves, o actual ministro da Administração Interna e ex-Director Nacional da PJ anda nas bocas do mundo pelos piores motivos. O homem das percepções e das informalidades, está agora a contas com essa maneira fora-da-lei de estar na vida. Mas as coisas que têm vindo a público não são meras informalidades, coisinhas de lana caprina, o que tem vindo a público incrimina gravemente Luis Neves, tão gravemente que é unânime a opinião dos portugueses ao afirmarem que não tem condições para continuar a desempenhar o cargo de Ministro. Entra neste coro de críticas ao ministro Luis Neves toda a oposição ao governo e também a miríade de comentadores que actuam nas diferentes estações de rádio e televisão.

Mas esta moção de censura só vai realizar-se porque o primeiro ministro Luis Montenegro decidiu defender Luis Neves com unhas e dentes e a sua teimosia vai prejudicar o governo e a própria Coligação AD, porque os casos que envolvem o ex-Director Nacional da PJ são realmente complicados e graves.

Então o que leva o primeiro ministro a preferir enfrentar uma moção de censura, expondo o governo e todos os seus ministros, em vez de substituir o ministro Luis Neves que deixou de ter condições éticas e morais para continuar a desempenhar o cargo?

Sinceramente, é difícil de compreender, mesmo sabendo que a moção não vai ser aprovada, porque o PS já declarou que não contribuirá para a queda do governo e os restantes partidos terão afirmado mais ou menos a mesma coisa.

Depois, o primeiro ministro acha que o principal visado e prejudicado com esta moção de censura será André Ventura e o Chega e eu penso e não sou só eu a pensar assim, que o Chega e André Ventura fizeram aquilo que devia ser feito, perante a intransigência do primeiro ministro em manter um ministro que não tem condições para continuar no cargo e se continuar, estamos perante o atropelo autorizado das leis e da completa degradação dos valores democráticos.

Na verdade, um partido que tem lutado desde a sua fundação contra todos os tipos de corrupção e atropelos às leis, não podia deixar de intervir neste caso, solicitando os esclarecimentos necessários e a moção de censura só acontece porque esses esclarecimentos nunca foram dados. Nestas circunstâncias, o partido Chega não tinha outra alternativa e, nesse aspecto, continua a diferenciar-se das outras forças políticas que vivem no mundo do deixa andar, nada fazendo perante situações graves que exigem imediata acção de denúncia e reprovação.

Por isso, a seu tempo, veremos quem foi beneficiado ou prejudicado com esta moção. O povo é inteligente e soberano e quando houver de novo eleições dará a resposta adequada.

1 comentário:

Manuel Carmo Meirelles disse...

Parece que o Primeiro Ministro se sente confortável com o anúncio da moção de censura por parte do Chega, por saber que a mesma não vai ser aprovada. Mas o Primeiro Ministro já parou para pensar e avaliar os estragos que a mesma é capaz de provocar na sua reputação e na do Governo? E a ética e a moral que valor têm para si, ao permitir que um cargo tão importante seja ocupado por alguém que vive enleado em informalidades gravíssimas?