segunda-feira, 19 de outubro de 2026

MOVIMENTO ESTUDANTIL DEGENEROU NUMA TRÁGICA DESTRUIÇÃO


O movimento estudantil francês que nasceu com o propósito de reivindicar melhores condições de ensino, denunciando a falta de professores, instalações exíguas e precárias, falta de equipamentos para enfrentar as condições climatéricas no Inverno e no Verão, péssimos serviços nas cantinas e uma degradação generalizada da maioria dos estabelecimentos de ensino, onde existe toda a espécie de bicharada: ratos, baratas, etc.

Sendo efectivamente estes os verdadeiros motivos, não haja dúvida de que os estudantes têm razões de sobra para se manifestar e exigir a quem de direito, que ponha cobro a tão lastimável situação.

Dito isto, teremos que sublinhar que os estudantes têm todo o direito de se manifestar mas de forma ordeira e cumprindo o que está determinado na lei. O que está a acontecer em toda a França é uma autêntica guerra civil em que grupos de delinquentes enfrentam a polícia, constroem barricadas, arrombam, pilham e incendeiam estabelecimentos comerciais, automóveis e tudo o que encontram por onde passam: motos, bicicletas, caixotes do lixo etc., e nem o edifício histórico da Câmara Municipal de Limoges escapou à actuação criminosa dos encapuzados.

A verdade é que os encapuzados, bem organizados, sabe-se lá a mando de quem, se da extrema esquerda ou da extrema direita ou ainda dos dois lados, se infiltraram nas justas manifestações dos estudantes com tal ímpeto e com tão elevado grau de destruição que o Ministro do Interior, Laurent  Nuñez, chegou a declarar o descontrolo dos acontecimentos por parte das forças de segurança.

Num momento em que a França se encontra com graves problemas financeiros, esta destruição não vai ajudar a resolver a crise porque o governo vai ter que acudir aos milhares de estabelecimentos arrombados, incendiados e pilhados, bem como repôr todos os equipamentos públicos e privados que foram destruídos pelos criminosos encapuzados.

Ter razão não dá o direito a ninguém de atropelar as leis e atentar contra o património público que é pertença de todos e contra o património particular que custou vidas de trabalho e sacrifícios aos seus proprietários.

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