sábado, 3 de outubro de 2020

ANTÓNIO DE SOMMER CHAMPALIMAUD


Há personagens que nos marcam, umas pela negativa e outras pela positiva. Neste caso, devo confessar, sempre tive um enorme respeito e uma grande admiração por António Champalimaud, pela sua honorabilidade, inteligência, perseverança e audácia, adjectivos que fizeram dele um empresário de sucesso, durante a vigência do Estado Novo, mesmo não gozando da simpatia dos governantes de então. 

Após a revolução dos cravos, vê os seus ativos nacionalizados, os seus bens expropriados, as suas contas congeladas e os seus administradores presos. mas nem assim o venceram porque ele foi capaz de  começar tudo de novo, agora longe de Portugal, exilado no Brasil.

Publico no meu Blog o artigo que se segue, por achar que ele retracta com verdade e rigor as principais características do grande homem que foi António Champalimaud, que nasceu em Lisboa, na Lapa, a 18 de Março de 1918 e morreu no mesmo local de nascimento a 8 de Maio de 2004, com 86 anos de idade. Este artigo foi enviado para o meu e-mail e não indica o nome do seu autor.

"Obstinado e disciplinado. Altivo e brusco. Corajoso e audaz. Duro e generoso. Criador e solitário. Espartano e gladiador. Inovador e aspiracional. Percursor e frontal. Caluniado e absolvido. Nacional, internacional e global. Patriota, africanista e europeu. Tão autoritário como liberal. Tão realista como visionário. Tão invejado mas nunca vencido. Incombustível e independente de todos. E ainda aventureiro, aviador e caçador. Assim foi a vida plena de António Champalimaud, nascido faz hoje um século, um português mesmo invulgar.

Ao contrário do que diz o mito urbano, António Champalimaud não nasceu rico. Numa casa com 4 filhos havia espaço - a Quinta da Marinha era então um imenso matagal - mas não havia luxos, e as solas gastavam-se até ao fim. Um Pai militar e rigoroso, alguns tabefes que mais tarde agradeceria, uma Mãe cuja ternura recordaria sempre. Num país devastado pela instabilidade de I República e que em poucos anos abriria falência, a educação de Champalimaud foi confiada aos jesuítas, de quem o próprio salientaria o contributo para hierarquizar prioridades e estar atento aos detalhes. Mas aos 19 anos, com a perda inesperada do Pai, a vida convocou António Champalimaud a responsabilidades que nunca mais cessariam. Havia dívidas e foi chamado ao juiz para vender bens e saldá-las. Apesar de não ter a maioridade legal, António Champalimaud recusou delapidar o património e assumiu o problema. Os primeiros 10 mil contos que ganhou em Angola, entregou-os ao credor. Sempre achou que dívidas são dependências e foi sempre independente, até da sua própria família.
É impressionante a velocidade com que tudo aconteceu depois.
Aos 24 anos, o tio – Henrique Sommer, empreendedor – chama-o para administrador dos Cimentos de Leiria. E ele logo queria avançar para um forno novo.
Aos 26 anos, morre o tio e sobe a Presidente da empresa. Não tinha ainda 27 quando embarca no vapor para Moçambique, onde compra e refaz os Cimentos da Matola. Em escala passou por Angola e aí começou o projeto que concretizaria meia dúzia de anos depois: a cimenteira do Lobito. Aos 28 anos, pede a licença para abrir outra, desta vez perto da Beira.
Era já um dos maiores industriais em Moçambique, e queria sê-lo também na metrópole: aos 32 anos, adquire a Fábrica de Cimento do M ondego. O grupo cimenteiro de António Champalimaud torna-se rapidamente o segundo mais influente, em número de trabalhadores e valor dos equipamentos, num Portugal tragicamente atrasado na industria.
Aos 34 anos começa a batalha que considerou ter sido a mais dura e persistente da sua vida: a autorização para fazer a Siderurgia Nacional.
Aos 36, abre o projeto da Siderurgia à subscrição pública. Acontece o impensável num Estado Novo oficialmente avesso ao risco: comparecem 8 mil acionistas.
Aos 39 anos, obtém a licença contra ventos e marés: será o homem do aço e não apenas o rei do cimento.
Aos 41, inaugura o maior forno do mundo.
Aos 42, consciente das responsabilidades industriais e laborais que já tinha, percebe que necessita de seguros. Mas o dono da Confiança diz que só vende a companhia se Champalimaud levar também o Banco Pinto e Sotto Mayor. O salto é grande mas Champalimaud arrisca.
Em menos de dez anos multiplica por dez o capital do Banco, abre balcões no país inteiro e em África, torna-se a maior entidade creditícia dos Planos de Fomento. Mais tarde, lançaria o primeiro cartão de crédito em Portugal.
Ao mesmo tempo, com o concurso de 6000 operários a trabalhar a todo o gás, nasce uma cidade industrial no Seixal e a Siderurgia está pronta em 28 meses.
Tinha pouco mais de 40 anos quando começa a Guerra em África.
Champalimaud reafirma o investimento africano, criando outra fábrica de cimento em Nacala.
Na mesma força de vida, expande-se para a fundição, a mecânica pesada, o papel e a celulose. Os investimentos faziam um todo lógico: a metalurgia para a siderurgia, a siderurgia para a economia, o papel para os sacos, os sacos para o cimento.
Aos 47, abre por isso novas fábricas de papel em Angola e Moçambique.
Conhece o Brasil em 1953. Não mais o largou: com 49 anos, a cimenteira de Minas Gerais está em processo de decisão. Importaria materiais e técnicos de Portugal.
Aos 49, propõe-se fazer uma refinaria em Sines, apoiada num complexo petroquímico de 21 unidades industriais. O Governo de Marcelo Caetano decide fazer Sines mas veta expressamente António Champalimaud.
Quando acontece o 25 de Abril, António Champalimaud tem 56 anos.
Construíra uma fortuna que era a sétima maior da Europa. Será o último Português – até hoje - de quem tal coisa se pode dizer.
Aos 57 anos, em pleno PREC, vê os seus ativos nacionalizados, os seus bens expropriados, as suas contas congeladas, os seus administradores presos.
Dirá aos seus filhos: “teremos de recomeçar do zero”. Olha para o Estado como gatuno e exila-se no Brasil.
Aluga umas águas furtadas no Rio de Janeiro e recomeçará.
O mais impressionante da obra de António Champalimaud é que foi feita quase sempre pela pista de fora. Era temido no anterior regime e foi perseguido neste. Teve de se exilar duas vezes, primeiro no México para defender o seu nome, depois no Brasil, para escapar ao desvario revolucionário. A sua mentalidade nunca casou com os regimes em que lhe calhou viver: era investidor numa época de imobilismo; gostava de investir e não só repartir dividendos; tomava riscos a sério, em pleno Estado paternalista; queria industrializar e industrializar sempre mais, foi para África quando quase ninguém ia; e tornou-se o primeiro a defender a abertura ao Mercado Comum quando ficámos mais isolados; ia ver in loco como se tinham feito as grandes indústrias  americanas – por exemplo o complexo de Henry Ford em Detroit – numa altura em que se viajava pouco; acreditou sempre na liberdade económica, apesar do coletivismo ter decapitado o capitalismo português. Tinha visão, escala, ambição e arrojo.
Por isso, chocou imensas vezes com vários defeitos das elites
nacionais: a ideologia do “ser pequenino é que é bom”, a proteção descarada dos incumbentes, a inveja de qualquer riqueza - e aquela inclinação para criticar tudo o que é novo, contém diferença ou implica dimensão. Foi moderno antes do tempo, resistente em tempo de vésperas e três vezes pelo menos não se deixou derrubar mas levantou-se do chão. O condicionamento industrial, nome técnico de política económica do Estado Novo, disse-lhe várias vezes que não, atrasando o desenvolvimento. Morreu sem jamais compreender que ganhou o país com o “marxismo à portuguesa”, cuja política foi a de estatizar o que era nacional e com alguma sabujice deixar intocado o que era estrangeiro. Chorou quando viu pela última vez a bandeira portuguesa em Nacala. Do primeiro ao último dia viveu com a máxima que o definia:
“se te fizeres de minhoca não estranhes que te esmaguem”. António Champalimaud foi ele próprio: não queria outra coisa senão existir por si e ser dono do seu destino.
Voltado do Brasil -  Só o deixaram reconstruir o grupo financeiro, ele que era acima de tudo um industrial. Tinha uma indelével melancolia sobre África, ocorrendo-lhe que mais Antónios Champalimaud houvera, e o progresso traria desenvolvimento e com o desenvolvimento se faria o caminho sereno para Estados que, como lhe dissera um dia o Pai, “serão novos Brasis”. Não perdoava a descolonização como acontecera. Achava o país excessivamente deslumbrado com a Europa, ele que fora pioneiro a defendê-la; temia que os pilares do nosso sistema económico fossem engolidos por Espanha. Tendo sido dos raros Portugueses a recusar uma reunião com Salazar, e a cancelar outra com Marcelo Caetano, achava o primeiro íntegro e o segundo hesitante. “Respeito é uma coisa, pôr-me de cócoras é outra”, repetia, sem condescendência. Há quem diga que teve o pressentimento daquilo em que o sistema financeiro se viria a transformar e perto do fim, vendeu.
No segredo de um testamento, tomaria a última e espantosa decisão que deixaria em desconfortável silêncio os seus vários inimigos. Usou a quase totalidade da parte disponível da sua futura herança, cerca de 400M€, para criar uma fundação que teria o nome do Pai e da Mãe, mas não administradores familiares, e seria dedicada à saúde, porque a saúde é transversal: atinge todos, portugueses ou estrangeiros, ricos ou pobres, crentes ou ateus, novos ou velhos. É essa Fundação, a Champalimaud, que entrega todos os anos o maior Prémio do mundo para reconhecer a ciência e a pesquisa no âmbito da visão, e conta com mais de 400 cientistas e investidores, no domínio do cancro e das neuro ciências. Silenciosamente, fazem recuar a dor e progredir a esperança.
Em grande escala e sempre com inovação, como tudo na vida de António Champalimaud".

sábado, 12 de setembro de 2020

NÃO HÁ SEGURANÇA! PARA ONDE CAMINHAMOS?

Assaltos a mão armada marcam ocorrências policiais em Picos

A segurança em Portugal está a degradar-se de ano para ano, eu diria mesmo, de dia para dia. Vejo diariamente coisas que me levam a afirmar que a segurança física e os bens dos portugueses nunca estiveram tão ameaçados, exceptuando, claro, o período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril de 1974 (PREC).

Os assaltos às habitações são constantes, os assaltos a pessoas, idem, idem, aspas. Actualmente, as pessoas têm medo de sair à noite e, mesmo de dia, têm receio de frequentar certos locais onde se concentra todo o tipo de marginais.

Vivemos num País onde um qualquer marginal nos ameaça por nos ter pedido um cigarro ou uma moeda e lha termos negado. Ameaça-nos, dizendo que nos vamos arrepender por não termos correspondido ao seu pedido. E não é que o marginal, para além de nos ter faltado ao respeito, pela calada da noite se vinga e concretiza a ameaça, partindo-nos os vidros, riscando ou furando os pneus do carro?

Como podemos combater e ver-nos livres desses marginais que têm todo o tempo do mundo para planear e realizar as suas vinganças, tanto mais que gozam de uma descarada impunidade por parte da justiça e de muita brandura por parte das forças de segurança?

Esta situação chegou a um ponto muito perigoso. visto que nem as forças de segurança são respeitadas por parte desses marginais e gangs organizados. Aproveitando a fragilidade das autoridades policiais e toda a desorganização que reina no seu seio, essa gente pratica todo o tipo de crimes com a maior descontracção, sem que nada lhes aconteça.

Este País está entregue a gente que não presta, gente irresponsável que se está marimbando para a degradação da segurança, porque não são eles que sofrem na pele as consequências de tal anarquia. A incompetência e a irresponsabilidade dos governantes tem sido a principal causa do agravamento da segurança dos portugueses por não valorizarem o papel das forças policiais e não lhes atribuírem os equipamentos necessários, bem como remunerações dignas.

É preciso inverter urgentemente esta situação e, para isso, é necessário afastar as esquerdas da área da governação.

sábado, 22 de agosto de 2020

CHEGA, é o partido que mais sobe nas intenções de voto dos portugueses

CHEGA TV | CHEGA!

O fenómeno político do momento, é o partido CHEGA, que é o que mais sobe nas intenções de voto dos portugueses, segundo as conclusões das últimas sondagens, as quais, acredito, não têm qualquer intenção de influenciar ou beneficiar o partido de André Ventura, antes pelo contrário.

A ser verdade esta tendência de crescimento, o CHEGA já seria, neste momento, caso se realizassem eleições legislativas, o partido com a terceira maior representação parlamentar, ultrapassando o CDS, o PCP e o BE.

A continuar assim nesta toada impressionante de crescimento, é mesmo muito provável que o CHEGA, nas próximas eleições legislativas alcance um resultado surpreendente e venha de facto a ser a terceira maior força política em Portugal e na Assembleia da República.

André Ventura tem o mérito de ter despertado a direita portuguesa, desde há muito tempo acomodada e com vergonha de exteriorizar a sua ideologia, para não ter medo nem qualquer tipo de constrangimento em reivindicar o lugar que deve ocupar na governação de Portugal, honrando as suas históricas responsabilidades, assumidas ao longo dos quase nove séculos de existência.

André Ventura, com a sua intrépida coragem e frontalidade na denúncia dos vícios do sistema e dos graves problemas do País, fruto da incompetência dos sucessivos governos, tem convencido os portugueses de que é necessário e urgente uma profunda renovação das forças políticas, de molde a relegar para segundo plano, a esquerda e a extrema esquerda, antes que voltem a empurrar Portugal para a bancarrota.

O CHEGA  é, de momento, a maior dor de cabeça dos partidos de extrema esquerda que tanto o atacaram e tudo fizeram para o descredibilizar e que, pelos vistos, a táctica não resultou, acabando mesmo por contribuir, e muito, para o seu sucesso. É caso para dizer que o "feitiço se virou contra o feiticeiro", acabando intoxicados com o seu próprio veneno.

A prova real está a caminho. Vamos aguardar.




terça-feira, 30 de junho de 2020

SER FELIZ

A felicidade não existe, o que existe sã - Mundo das Mensagens

Afinal o que é a felicidade? O que é ser feliz? 

A palavra felicidade é das mais pronunciadas em todo o mundo porque toda a gente tem esse forte desejo de ser feliz.

Embora o conceito de felicidade não seja igual para todas as religiões, no geral, as pessoas são felizes quando atingem um "estado de perfeita satisfação íntima gozando, ao mesmo tempo, de perfeito equilíbrio físico e psíquico".

Pegando nesta simples definição de felicidade, dá para entender quão difícil é para o ser humano ser feliz na sua plenitude. Ao final do dia, quantas pessoas poderão afirmar com toda a convicção que se encontram nesse tal "estado de perfeita satisfação íntima gozando, ao mesmo tempo, de perfeito equilíbrio físico e psíquico"? 

Creio que durante o seu tempo de vida, todo o ser humano terá oportunidade de gozar fogazes momentos felizes e nada mais do que isso. 

A avaliar pela vida difícil que ocorre em todos os países do mundo, creio que é improvável encontrar seres humanos totalmente felizes. Creio mesmo que se a felicidade se pudesse avaliar e medir, por exemplo, de -5 a +5, mais de dois terços da humanidade ocuparia a parte negativa e o outro terço não passaria de +2, o que quer dizer que a felicidade é uma utopia e que nenhum ser humano a pode alcançar em toda a sua plenitude.



sexta-feira, 19 de junho de 2020

FALSOS PROFETAS & FALSOS BEATOS


CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS MESTRES – Espiritualidade para o século 21
Imagem retirada do Google
Este mundo está cheio de gente que diz e apregoa uma coisa mas que depois não aplica ao seu próprio modo de vida. São aquilo que em gíria popular se designa de “lobos travestidos de cordeiros”. E fazem essa representação com tal arte e engenho que conseguem fazer crer aos que com eles convivem, que são mesmo boas pessoas (cordeiros).
É essa sua capacidade para representar o disfarce e a mentira, escondendo o seu verdadeiro carácter que leva as pessoas ao engano e a confiar-lhes a sua amizade. Depois, ao longo do trajecto do relacionamento, ainda que por vezes não se goste de certos actos e atitudes que um verdadeiro amigo não deve praticar, a tendência é perdoar-lhes porque, afinal, nós os consideramos, erradamente, boas pessoas e que apenas tiveram um momento menos bom. Só mesmo quando nos pregam uma patifaria de grande dimensão, então acordamos e caímos na real: afinal, este indivíduo é um refinado cafajeste, um mau carácter, um perfeito vigarista que me andou a enganar todos estes anos e que finalmente se revelou em toda a sua plenitude, o lobo que sempre foi disfarçado de cordeiro.
Há também os falsos beatos que não falham uma missa e que na presença das pessoas, andam sempre com Deus na boca. Mas depois vamos ver as suas acções quotidianas e deparamos com pessoas cínicas, hipócritas, invejosas, caluniadoras, autênticas máquinas de maldizer. Quem as não conhecer, há-de pensar que são boas pessoas, amigas de fazer bem, sensíveis e tolerantes e, na verdade, não são nada disso. São pessoas habilidosas e sem escrúpulos que se servem da capa religiosa para se fazerem passar por boas pessoas e, dessa maneira, mais facilmente poderem enganar o seu semelhante.
É, infelizmente, o mundo em que vivemos e que cada vez mais nos obriga a estarmos vigilantes e a avaliar muito bem a quem concedemos a nossa amizade.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

PROCESSO ALCOCHETE - A MONTANHA PARIU UM RATO!!!

Juiz declara de especial complexidade processo do ataque a Alcochete

Foi hoje conhecida a sentença do julgamento do ataque à Academia do Sporting em Alcochete, ocorrido em 15 de Maio de 2018, perpetrado por cerca de meia centena de adeptos leoninos, pertencendo uma boa parte à claque da Juventude Leonina, insultando e agredindo treinadores e jogadores. 

Faziam parte deste processo 44 arguidos e cada um estava indiciado em cerca de uma centena de crimes perfazendo, na globalidade, mais de 4.000 crimes. Depois de ouvidos, foram-lhes aplicadas as medidas de coacção mais gravosas: prisão preventiva, devido à gravidade dos crimes indiciados

Dessa panóplia de crimes, também fazia parte o de "terrorismo" e Bruno de Carvalho, o então presidente do Sporting, estava indiciado como sendo um dos três "autores morais do crime".

Ao tomar conhecimento da sentença que foi proferida, fiquei meio estupefacto: primeiro, porque a maioria dos crimes foram caindo à medida que decorria o julgamento e o de terrorismo foi um deles. segundo, porque afinal não foi provado que houve autores morais sobre o que aconteceu em Alcochete e terceiro, porque praticamente não houve condenações, ficando tudo em águas de bacalhau.

Aquilo que era comentado como sendo gravíssimo, ao ponto de os arguidos serem indiciados da prática de terrorismo, afinal não passou de uma brincadeira de jovens reveldes que apenas pretendiam amedrontar técnicos e jogadores com uns palavrões e uns empurrões, devido aos maus resultados desportivos da equipa principal de futebol.

Fica o essencial da sentença: Absolvidos os 3 principais arguidos. Dos 44 arguidos, só 9 foram condenados a 5 anos de prisão. A 3 foi decretada pena de multa, enquanto os restantes 29 receberam penas suspensas - ainda que alguns com penas acessórias, como trabalho comunitário e proibição de irem aos estádios.

Valha-me Deus! E assim vai a justiça em Portugal!

domingo, 10 de maio de 2020

TIO, FELIZ ANIVERSÁRIO

RECORDAR É VIVER: Estas fotos, também elas já meio gastas pelo passar dos anos, testemunham uma visita que eu e a Aninhas vos fizemos, na Vila Alice, quando cumpria o Serviço Militar e, mais tarde, numa outra visita, já com a nossa filha Sónia, na Barra do Cuanza.







Olá Tio, mais um ano se passou e, como é normal nestas idades mais avançadas, muito rapidamente. Sei que não foi um ano fácil para ti, em termos de saúde e quando isso acontece, tal situação rouba-nos a alegria, o bem-estar, a boa disposição e até, em casos muito extremos, a vontade de viver, porque a saúde é realmente a maior riqueza do ser humano. Sem ela não pode haver qualquer tipo de felicidade.

Meu Tio, mas eu sei que és uma pessoa de forte carácter e uma resiliência sem limites que jamais te darás por vencido e um dia destes recuperarás a tua saúde.

Tio, o tempo passa tão depressa! Até parece que foi há meia dúzia de anos que nos encontrámos em Angola, tendo tu nessa altura 26/27 anos e eu 17 ou 18! Inexoravelmente, o tempo não pára nem volta atrás e, por isso mesmo, desde então já passou mais de meio século! Aqueles que então eram uns jovens na flor da idade, resistiram a grandes vicissitudes e venceram trágicas contrariedades, tendo tido a força e a coragem suficientes para enfrentar tudo isso e chegar à terceira idade.

Meu estimado Tio, no dia em que comemoras mais um aniversário, quero desejar-te muita saúde e muitos anos de vida. Que Deus seja magnânimo para contigo e te ajude a ultrapassar todos os problemas de saúde, para que os teus dias possam ser cada vez mais agradáveis e felizes.

Um enorme abraço de parabéns do sobrinho Manuel que te estima e te deseja toda a felicidade do mundo.