Finalmente, nas legislativas de 2025, a direita conseguiu, muito à custa do excelente resultado do partido Chega, recuperar a maioria mas, pelos vistos, incompreensivelmente, tal maioria não serve para nada porque PSD e IL, teimosamente, insistem em rejeitar o partido Chega e, dessa forma, desperdiçar a grande oportunidade de levar a cabo, finalmente, as reformas de que Portugal necessita e que o têm impedido de oferecer aos portugueses uma vida melhor.
Em 2015, foi essa hegemonia da esquerda que permitiu a usurpação do poder pela chamada "geringonça", capitaneada pelo espertalhão socialista António Costa e que levou o País à completa degradação dos serviços públicos, à invasão em massa dos imigrantes, ao caos na áreas da habitação, da saúde, da justiça, da educação e ao aumento da corrupção e dos mais diversos esquemas fraudulentos para sacar dinheiro ao erário público.
Nesta segunda volta da eleição presidencial, a derrota do candidato André Ventura, será muito mais uma derrota para toda a direita portuguesa do que propriamente para o Presidente do Chega, na medida em que ele irá, com toda a certeza, alcançar uma percentagem de votos muito acima daquela que obteve na primeira volta e alargar, mais uma vez, a base do seu eleitorado.
Na perspectiva de o candidato socialista vir a vencer a segunda volta, os oportunistas que apoiaram Marques Mendes, Gouveia e Melo e Cotrim Figueiredo, logo se apressaram a declarar o seu voto ao possível vencedor, demonstrando uma vez mais que o sistema continua a estar bem presente e a unir os seus protagonistas para o defender e evitar que o mesmo venha a ser posto em causa, caso contrário, teriam tomado uma atitude de maior recato, defendendo a possibilidade de a direita eleger um presidente da sua área política.
As oportunidades são para agarrar e aproveitar. Neste caso, a direita ao apoiar o candidato socialista, está a cometer um tremendo erro que vai pagar em próximas eleições. A direita está a fazer um enorme favor ao partido socialista que vai sair reforçado com a eleição do seu candidato.
Na verdade, a direita está a cavar a sua própria sepultura quando teve oportunidade de desferir um golpe fatal no partido da rosa, contribuindo para que o mesmo se torne cada vez mais irrelevante. Os erros pagam-se caros e a direita vai pagar um preço elevado pela sua traição.