segunda-feira, 18 de maio de 2026

SENHOR EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, RESSARSSIR O QUÊ E A QUEM?


O ex-Presidente da República, o mais alto magistrado da Nação, lá do alto da sua cátedra, tem produzido mensagens absolutamente descabidas de sentido de Estado, que têm causado enorme perplexidade numa grande parte da população portuguesa, que de forma nenhuma se revêem na forma como ele, ex-Presidente da República, interpreta a História Colonial Portuguesa e mais concretamente, o período da guerra colonial, entre o início da década de 60 e Abril de 1974.

Afirma o Senhor ex-Presidente da República que Portugal tem que reparar os crimes cometidos durante esse período pelos militares portugueses e ressarssir esses países, devolvendo inclusivé, património imobiliário e obras de arte.

O ex-Presidente da República desconhece que para a guerra colonial foram mobilizados mais de 250.000 soldados, que mais de 10.000 foram mortos, que mais de 20.000 ficaram inválidos e que cerca de 120 a 140 mil sofrem de estresse pós-traumático?

O ex-presidente da República sabe que esses homens lutaram para defender a Pátria? Sabe que os governantes de então e a História da época consideravam as ex-colônias territórios portugueses?

Pois bem, o Senhor ex-Presidente da República desconsiderou os ex-combatentes, tratando-os como um bando de criminosos, homens que foram submetidos a sofrimentos inenarráveis, jogados em lugares inóspitos, sem nenhuma condição de viver. Os soldados portugueses, valentes, corajosos e patriotas, enfrentaram todos os perigos e muitos deram suas vidas na defesa de territórios que na época eram portugueses.

O Senhor ex-Presidente da República sabe que se hoje existem os países de língua portuguesa, na sua atual forma e dimensão, tal realidade se deve à luta e ao sacrifício dos destemidos Exploradores portugueses que demarcaram as fronteiras desses países e as conservaram invioláveis ​​às arremetidas de outras nações?

O Senhor ex-Presidente da República sabe que os portugueses rasgaram estradas e construíram grandes cidades, vilas e aldeias e fizeram desses países, principalmente Angola e Moçambique, dos mais importantes de África, com as mais variadas e valiosíssimas infraestruturas, onde nada faltava?

O Senhor ex-presidente da República fala em ressarssir? Mas ressarssir de que e a quem? Ressarssir os crimes de guerra, os mortos? Sabe o Senhor ex-Presidente da República como começou a guerra colonial em 1961 no norte de Angola? Foram milhares de pessoas, brancos e negros decapitados a catanada. O senhor nunca viu essas imagens, Senhor ex-Presidente? Foram famílias inteiras dizimadas, em muitos casos, com requinte de malvadez, com paus espetados no ânus e na vagina, seios e pênis cortados e, em alguns casos, até o coração arrancaram.

Ressasssir, Senhor ex-Presidente? Quem? Os Movimentos de Libertação? O MPLA, a UNITA e FNLA? O MPLA já foi ressarssido pelos governantes traidores da época, ao entregarem-lhe o controlo do País e todo o material de guerra da tropa portuguesa, com o qual ganharam superioridade para combater os outros dois Movimentos de Libertação, o mesmo acontecendo em Moçambique com a FRELIMO.

Mas quanto a ressarssir, Senhor ex-Presidente da República, porque não o fez o Estado Português aos cerca de dois milhões de portugueses que foram obrigados a fugir desses territórios com a roupa do corpo, para protegerem a família e evitar morrer às mãos daqueles que cultivavam o ódio e procuravam vingança? Esses portugueses deixaram casas, carros, economias nos bancos que não puderam levantar e todo um vasto patrimônio construído arduamente com muito trabalho e sacrifícios, ao longo de muitas gerações.

Sim, Senhor ex-Presidente da República, esses portugueses que tiveram de fugir para conservar a vida, para outros países do continente africano, para a Europa, para a América, Brasil, Austrália, Canadá e tantos outros países, ficaram sem nada e nunca foram ressarssidos e V. Excia nunca disse uma palavra em seu favor.

O Senhor ex-Presidente da República também fez o mesmo em relação aos ex-Combatentes, muitos dos quais continuam a não ter qualquer apoio de sua Pátria. Há até alguns na condição de moradores de rua e doentes para os quais não há um mínimo de solidariedade institucional. É lamentável e profundamente injusta essa situação e V. Excia não tem uma palavra de denúncia para que algo seja feito.

Senhor ex-Presidente da República, quero dizer-lhe que como primeira figura do Estado Português, tem deveres e responsabilidades acrescidas e dar exemplos que o dignifiquem e enobreçam. em vez disso, V. Excia está prestando um péssimo serviço a Portugal, desprestigiando seu mandato e desonrando todos os portugueses que labutaram e construíram os atuais países das ex-Colônias, bem como os ex-Combatentes que as defenderam até 24 de abril de 1974.

Senhor ex-Presidente da República, para terminar, deixe que lhe faça uma última confidência: Eu creio que V. Excia tem um problema familiar muito mal resolvido. Seu Pai, Baltasar Rebelo de Sousa, foi ministro do trabalho e ministro do ultramar do regime deposto em 25 de Abril de 1974 e essa circunstância faz do filho, Marcelo Rebelo de Sousa, alguém que sendo de direita, age como sendo de esquerda, com o intuito de se afastar da pesada herança que lhe deixou o pai e, por isso mesmo, enreda-se na difusão de tiradas infelizes de cariz esquerdista, para não ser equiparado e associado ao seu progenitor.

Quer saber, Senhor ex-Presidente? Tenho certeza de que se seu pai ainda fizesse parte dos vivos, ao ver e ouvir as bobagens que você tem proferido toda vez que abre a boca, certamente ficaria muito constrangido, desapontado e cheio de vergonha.

 

domingo, 3 de maio de 2026

DIA DA MÃE

 


Hoje celebra-se o DIA DA MÃE. Feliz dia para todas as MÃES.

Mãe é presença eterna no coração,

Seja no abraço que ainda nos envolve

ou na saudade doce de quem partiu.

Hoje celebramos o amor que fica,

Porque ser mãe... nunca deixa de ser.

Felizes todos aqueles que neste dia podem conviver, abraçar e beijar a sua mãe, porque muitos outros também amariam fazê-lo, mas elas já partiram deste mundo, restando somente a lembrança da vivência, a sua imagem e a saudade.

Ser Mãe é, talvez, a mais profnda expressão de amor que existe. É no silêncio do seu ventre que a vida começa a desenhar-se, frágil e promissora, e é no calor do seu abraço que o mundo ganha sentido.

A Mãe é raiz e é abrigo. É força nos dias difíceis e ternura nos momentos de cansaço. É quem ensina sem impor, quem guia sem prender, quem ama sem medida nem condição e nos seus gestos simples vivem as maiores lições de vida - a paciência, a entrega, a coragem e o perdão.

Hoje celebramos todas as mães: as que caminham ao nosso lado, com o seu sorriso e presença constante, e as que partiram, mas permanecem vivas na memória e no coração. Porque o amor de mãe não conhece ausência - transforma-se, mas nunca desaparece.

A todas as mães, que são princípio, porto seguro e luz: que o reconhecimento seja eterno, ainda que expresso num só dia. Porque delas nasce a vida... e é por elas que o mundo continua a florescer.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

SABER DISTINGUIR OS AMIGOS


No caminho da vida, aprendemos que nem todas as amizades têm o mesmo peso nem o mesmo valor.

Há quem se aproxime apenas quando precisa, fazendo dos outros um apoio conveniente, quase invisível, fora dos momentos de interesse.

Essas relações, embora por vezes antigas, merecem reflexão.

Por outro lado, existem aquelas pessoas raras que nunca exigiram nada, mas que estiveram presentes nos momentos mais difíceis, oferecendo apoio, compreensão e presença sincera. São essas que, muitas vezes em silêncio, demonstram o verdadeiro significado da amizade.

Vale a pena, por isso, olhar com atenção para o nosso círculo de amizades. Saber distinguir quem apenas passou pelas nossas vidas de quem realmente caminhou ao nosso lado.

Aos primeiros, talvez baste a distância serena. Aos segundos, devemos gratidão, estima e, sobretudo, reciprocidade.

Porque os verdadeiros amigos não são os que mais pedem, mas sim os que mais dão — e permanecem.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

NA EUROPA, LÍDERES POLÍTICOS FORTES, PRECISAM-SE!

Quem olha para o panorama europeu no que respeita a líderes políticos, constata que há, efectivamente, uma enorme falta de líderes fortes, tanto na defesa dos seus próprios Países como na defesa do Continente Europeu e da CEE.

Os fracos líderes europeus têm anulado completamente a Europa no contexto político mundial e, actualmente, não é tida nem achada na discussão dos importantes temas globais, sendo completamente maltratada, achincalhada e ignorada pelo presidente americano, a quem os líderes europeus não foram capazes de responder à letra, por incompetência ou covardia política. 

O comportamento do presidente americano relativamente à Ucrânia e ao Médio Oriente, é completamente errado e tem prejudicado o esforço europeu na ajuda que tem prestado à Ucrânia. O presidente americano cancelou todas as ajudas à Ucrânia e tem privilegiado o entendimento com o presidente russo Vladimir Putin e, ao contrário, tem recriminano e culpado Volodimir Zelensky pela guerra que a Rússia iniciou. Também não se compreendem muito bem as razões porque declarou guerra ao Irão mas sabemos todos muito bem o que aconteceu a seguir a nível mundial com o encerramento do Estreito de Ormuz: os preços dos combustíveis dispararam para preços recorde e, em consequência, todos os outros produtos aumentaram exponencialmente, tornando cada vez mais difícil a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, algo que a ele pouco incomoda porque até lucra com esta situação de guerra.

De facto, a Europa perdeu relevância internacional e tudo por culpa dos fracos líderes que tem. Onde estão os grandes líderes de outrora e que fizeram da Europa o centro do mundo? Que é feito das gerações que lhes sucederam? Porque não geraram grandes líderes? É de facto intrigante e causa alguma perplexidade o facto de não se vislumbrarem grandes líderes europeus e mundiais e sem líderes fortes, o mundo não avança.

Ao falar da falta de líderes, vem a propósito, o nome de PÉTER MAGYAR, advogado de 44 anos que no dia 12 de abril, em eleições legislativas, destronou Viktor Orbán, que governava a Hungria à 16 anos.

Péter Magyar parece ser um líder forte, pela forma corajosa como denunciou os abusos da governação de Viktor Orbán e pela forma inteligente como soube transmitir essas denúncias ao povo húngaro a quem convenceu plenamente, uma vez que lhe deram uma vitória estrondosa com maioria de dois terços. Mais: Magyar tratou o Presidente da República como uma marioneta ao serviço do ex-primeiro ministro e um facilitador de todas as inúmeras irregularidades que cometeu. E disse mais: o presidente Tomás  Sulyok não tem competência para exercer  o cargo e, por isso, deve demitir-se imediatamente. Ao contrário de Viktor Orbán que era pro-russo, o actual primeiro ministro é pró-europeu e isso é fundamental para que a Comissão Europeia possa tratar dos diferentes dossiers entre dirigentes que defendem as mesmas causas e têm interesses comuns. Viktor Orbán era um intruso na UE e um espião ao serviço de Vladimir Putin.

Claro que não sei ler nas estrelas mas Péter Magyar parece-me um líder capaz de fazer história na Europa. O tempo se encarregará de nos dar uma resposta. 

sábado, 18 de abril de 2026

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL CONTRADIZ REPRESENTAÇÃO DEMOCRÁTICA!


Durante meses, os três maiores partidos do nosso regime democrático, envolveram-se em disputadíssimos processos reivindicativos para os diversos órgãos do Estado, inclusivé o Tribunal Constitucional.

O controle dos órgãos do Estado sempre foi uma prioridade dos partidos da área governativa, PSD e PS e, na prática, sempre se entenderam perfeitamente ao longo de meio século, dividindo mais ou menos equitativamente esses lugares, mas sempre com algum avanço do PS relativamente ao PSD.

Actualmente, o espectro partidário é bem diferente, já que o Chega se intrometeu entre os dois e se transformou, em 6 anos, no segundo maior partido com representação na Assembleia da República e, por via disso, deveria ser também contemplado, na proporção da sua dimensão, nos diferentes órgãos do Estado.

Ora aqui é que a porca torce o rabo, porque os dois partidos a que pertencem os detentores desses lugares, numa atitude antidemocrática, não aceitam que o Chega tenha direito a nomear alguns desses representantes.

Feita a respectiva escolha para o Tribunal Constitucional, constato que André Ventura perdeu o confronto reivindicativo, uma vez que não conseguiu fazer eleger qualquer membro, para além de si próprio, lugar que por direito lhe pertence, na qualidade de líder da oposição e que os outros dois partidos distribuem entre si, equitativamente, os restantes 18 lugares.

Resumindo, os dois partidos que governaram Portugal nos últimos 50 anos, continuam a querer ser os "donos disto tudo", porque a democracia para eles é açambarcar o mais que puderem as estruturas fundamentais do estado de direito, pouco se importando que o povo tenha atribuído ao Chega um papel representativo importantíssimo na denúncia dos podres da democracia que os dois partidos implantaram em Portugal após a revolução dos cravos.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

HUNGRIA E EUROPA LIVRARAM-SE DE VIKTOR ORBÁN


Viktor Orbán, na qualidade de primeiro ministro, liderou a Hungria durante 16 anos e, nesse longo período, fez aprovar diversas alterações à Constituição, no sentido de lhe facilitar o acesso aos órgãos do poder e tornar cada vez mais difícil o trabalho da oposição.

Viktor Orbán, governou com mão de ferro e feriu de morte a democracia ao restringir liberdades, com o controle da imprensa e da justiça e, como se isso não bastasse, também se envolveu em esquemas fraudulentos e corrupção que prejudicaram o povo húngaro. 

A sua governação foi marcada pela construção de uma "democracia iliberal", que culminou na sua derrota eleitoral em abril de 2026. Para além dos grandes "pecados" governativos, o seu maior erro estratégico final, foi subestimar o grande descontentamento interno, que permitiu a ascensão meteórica de Péter Magyar e do partido Tisza. Este movimento capitalizou o desgaste de 16 anos de poder e o sentimento de que o governo se tinha tornado uma "tirania moderna" focada na sobrevivência da sua própria elite.

Durante os seus longos 16 anos de governação, Viktor Orbán abusou do poder em seu benefício e entre outras medidas, reformou o sistema judicial para aumentar o controlo político sobre os tribunais; capturou os media através de aliados comerciais e da criação da fundação KESMA, o seu governo consolidou um vasto império mediático que abafou vozes críticas e transformou os meios estatais em órgãos de propaganda; a corrupção e o clientelismo abrangia o sistema de concursos públicos, os quais favoreciam um círculo restrito de empresários próximos de Orbán (como Lőrinc Mészáros), desviando fundos da UE para fortalecer a elite política do regime. 

Mas Viktor Orbán também criou uma guerra permanente com a União Europeia, boicotando acordos diversos, inclusive o financiamento à Ucrânia. A sua proximidade com o Kremlin e Vladimir Putin, fizeram com que obstruisse sistematicamente sanções e ajuda à Ucrânia, deixando a Hungria isolada dentro da UE e da NATO.

A estrondosa derrota sofrida em 13 de Abril, deve-se essencialmente à sua proximidade ao regime autocrático de Putin, à sua política negacionista com a UE e, também porque o povo húngaro estava cansado do seu autoritarismo e sem esperança de uma vida melhor.

A vontade de mudança da nação húngara era tão forte que de nada valeu a Orbán o apoio recebido dos presidentes dos EUA e da Rússia, facto que os deve ter deixado profundamente envergonhados.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

POEMA - O AMOR NAS ESTAÇÕES DA VIDA


O Amor nas Estações da Vida

O amor, quando é puro e verdadeiro,
Não conhece pausas nem estação,
Vive em cada gesto, em cada dia inteiro,
Como luz constante no coração.

Na Primavera, renasce em flor,
Leve como brisa ao amanhecer,
Traz nos olhos o brilho do amor,
E na alma vontade de viver.

No Verão, aquece com intensidade,
Arde em chama doce sem ferir,
É entrega, é ternura, é verdade,
É no outro que se aprende a sorrir.

No Outono, amadurece com o tempo,
Ganha raízes, força e compreensão,
Aceita a vida em cada momento,
Com paciência, carinho e união.

No Inverno, abriga-se com calor,
Não teme o frio nem a escuridão,
Agradece a vida, celebra o amor,
E encontra paz em cada estação.

(mcm)