"Há um momento na vida de um país em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser cumplicidade.
Portugal chegou a esse momento.
Vivemos num país onde a lei parece ser elástica, estica para uns, aperta para outros. Onde quem denuncia o sistema é perseguido, mas quem vive dele é protegido. Onde se fala todos os dias do Chega, do André Ventura, mas raramente se fala dos verdadeiros responsáveis pela miséria moral e social em que o país caiu. André Ventura não é perfeito. Nenhum ser humano é.
Mas há uma coisa que ele faz como poucos, aponta o dedo ao sistema corrupto que vive à custa do cidadão comum.
E isso mete medo.
Mete medo a quem vive de tachos.
Mete medo a quem passou décadas a rodar entre cargos públicos, empresas do Estado e favores políticos.
Mete medo a quem sempre governou sem prestar contas.
Não é por acaso que tentam constantemente abafar, silenciar, ridicularizar ou travar André Ventura e o Chega. Não é por acaso que um simples cartaz político causa mais escândalo do que crimes reais e decisões políticas que custaram milhares de milhões aos portugueses.
Quando um tribunal manda retirar cartazes porque “ofendem”, mas o país assiste em silêncio a escândalos gravíssimos que quase não passam nas televisões, algo está profundamente errado.
Fala-se muito de moral quando convém, mas há silêncios que gritam.
Falemos então de outros silêncios.
Caso Casa Pia, onde está a memória coletiva de um dos maiores escândalos de pedofilia da nossa história, ocorrido dentro de instituições do Estado, quando o Chega nem sequer existia?
A TAP, que enterrou milhares de milhões de euros dos contribuintes, com indemnizações obscenas, gestões ruinosas e decisões políticas nunca verdadeiramente explicadas, enquanto os portugueses apertavam o cinto. Quem pagou? O povo. Quem foi responsabilizado? Quase ninguém.
O BES, um dos maiores colapsos financeiros da nossa história, com prejuízos gigantescos para o Estado e para pequenos aforradores, e uma teia de cumplicidades políticas e institucionais que ainda hoje deixa mais perguntas do que respostas.
As rendas excessivas da energia, os casos envolvendo grandes grupos económicos, as portas giratórias entre governos e empresas, os amigos certos nos lugares certos, sempre longe das consequências que o cidadão comum enfrenta por muito menos.
Processos judiciais envolvendo antigos governantes, investigações que se arrastam durante anos, prescrições, recursos infinitos uma justiça lenta para os poderosos e implacável para quem não tem nome nem influência.
Recentemente, surgiram ainda notícias de figuras ligadas ao poder político acusadas de crimes gravíssimos, incluindo crimes sexuais contra menores. Casos noticiados, alguns com detenções preventivas, mas que rapidamente desapareceram da discussão pública.
Não há debates em horário nobre.
Não há indignação diária.
Não há campanhas de ódio constantes.
Porquê?
Porque não convém.
Porque não encaixa na narrativa.
Porque não envolve quem desafia o sistema.
O Chega incomoda porque diz aquilo que muitos pensam e poucos têm coragem de dizer:
Que há corrupção instalada.
Que há elites políticas completamente desligadas da realidade do povo.
Que há portugueses a trabalhar, a pagar impostos, a empobrecer, enquanto outros vivem confortavelmente à sombra do Estado.
E isso é intolerável para quem sempre viveu bem à custa de quem vive mal.
O cidadão comum aperta o cinto.
O político profissional troca de gabinete.
O povo faz sacrifícios.
O sistema protege-se a si próprio.
E quando surge alguém que ameaça acabar com este ciclo não com palavras suaves, mas com confronto direto tentam eliminá-lo do debate público, como se o problema fosse quem denuncia, e não aquilo que é denunciado.
Portugal não precisa de mais censura disfarçada de moral.
Precisa de verdade, memória e justiça igual para todos.
Se a lei é para ser respeitada, que seja por todos.
Se há crimes, que sejam julgados independentemente do partido, do cargo ou do nome.
E se há alguém que tem coragem de enfrentar este pântano político, então talvez o medo que têm dele diga mais do que mil discursos.
Não é o André Ventura e o Chega que ameaça Portugal.
É o sistema que tem medo de mudar".