Quem ao longo da vida, alguma vez, "vendeu a alma ao diabo", jamais se poderá separar dele, por mais que venha a arrepender-se de ter feito tal pacto.
No mundo da política, constatamos que uma boa parte dos intervenientes não resistiu à tentação de ganhar dinheiro fácil, cometendo eles próprios ilícitos criminais ou aceitando pactuar com esquemas mafiosos e fraudulentos que lhes são propostos.
Nesta campanha eleitoral para a presidência da república, todos os candidatos falam em transparência, tentando passar para a opinião pública a ideia de que uns são mais transparentes que outros mas na verdade parece que todos têm "rabos de palha" e episódios nas suas vidas que ao ser descobertos e divulgados, lhes causam sérios constrangimentos e até, nalguns casos, os fazem corar de vergonha.
Nos debates televisivos entre os diferentes candidatos, temos assistido a ataques e acusações recíprocas, tentando cada um levar o adversário ao tapete, através de golpes acusatórios baixos e pouco dignificantes para os visados e para quem os profere.
Na verdade, dos 14 candidatos, apenas três, no máximo quatro, terão hipóteses de conquistar os votos necessários para passar à segunda volta, uma vez que, no actual cenário político, nenhum candidato parece ser elegível à primeira volta. Parece-nos que só André Ventura, Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro e, eventualmente, Cotrim Figueiredo, poderão manter a esperança de alcançar o primeiro e o segundo lugar na eleição presidencial de 18 de Janeiro de 2026.
Os restantes candidatos, André Pestana, António Filipe, Catarina Martins, Humberto Correia, Joana Amaral Dias, Jorge Pinto, José Cardoso, Manuel João Vieira e Ricardo Sousa, não têm a mínima chance de obter um resultado honroso mas quiseram também contribbuir para o debate e defender as suas ideias políticas.
Gouveia e Melo teve a faca e o queijo na mão, chegando a ser considerado um vencedor antecipado, mas em meu ententer, ao cometer uma série de erros, sendo os mais penalisadores o facto de ter escolhido para seu mandatário nacional, o ex-presidente do PSD, Rui Rio e acomodar na sua comissão de honra, figuras públicas que já foram condenadas por crimes diversos.
Sendo Gouveia e Melo a única personalidade independente do sistema partidário, devia ter escolhido para seu mandatário um independente e, ao mesmo tempo, deveria evitar aparecer publicamente com apoiantes que tiveram problemas com a justiça. Este facto penalizou-o e está a provocar a sua queda para lugar não elegível.
Pessoalmente, gostaria que o Almirante passasse à segunda volta com André Ventura.
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