Face aos inúmeros erros de arbitragem que se têm verificado jornada após jornada na principal Liga do futebol português, alguns deles muito grosseiros, a contestação dos dirigentes desportivos tem subido de tom, com críticas contundentes às equipas de arbitragem.
De facto, os erros de arbitragem não são todos iguais. Se uma boa parte deles não põe em causa o resultado final dos jogos, outros há que têm influência e são responsáveis pela perda de pontos de uma das equipas em campo. Ora, quando estes erros grosseiros acontecem sucessivamente em prejuízo de uma mesma equipa e, por outro lado se verifica que outras equipas colhem benefícios por esses mesmos erros grosseiros, poderemos dizer que está a ser posta em causa a verdade desportiva.
Senão vejamos: no caso dos três grandes, Benfica, Porto e Sporting, quando vemos um deles a tirar proveito de um erro grosseiro do árbitro, transformando um empate em vitória e outro a ser vítima de um mesmo erro grosseiro que transformou uma vitória em empate, não há como não haver contestação por parte dos dirigentes dos clubes prejudicados, visto que tais resultados contribuíram para uma tabela classificativa que não traduz a verdade desportiva.
À partida para esta jornada 11, o Porto comandava com 28 pontos, o Sporting era segundo com 25 e o Benfica era terceiro com 24. Se não fossem os erros grosseiros que aconteceram no Estádio de São Miguel e no Estádio da Luz, o Benfica teria passado para segundo, com 27 pontos e o Sporting cairia para o terceiro lugar, com 26 pontos. Assim, o Benfica que estava a 1 ponto do Sporting fica a 3 e aumente também a distância para o Porto que passou de 4 para 6 pontos.
Mas os erros grosseiros de arbitragem, não contribuem só para roubar ou dar pontos às equipas em confronto; os erros de arbitragem servem para desestabilizar a equipa que é "roubada", jogadores e dirigentes, os quais são muitas vezes punidos com cartões amarelos e vermelhos e até com multas pecuniárias. Nestes casos, as equipas prejudicadas são penalisadas a dobrar e, de facto, em nossa opinião, sempre que as entidades que superintendem na área da arbitragem e do futebol chegam à conclusão que houve efectivamente erros grosseiros, todos os castigos com origem nesses erros de arbitragem grosseiros, com influência no resultado final dos jogos, deviam ser revertidos.
Uma nota final para dizer que é muito preocupante a actuação do VAR, ao não ser capaz de intervir e evitar que o árbitro do jogo sancione erros tão grosseiros.
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