A velocidade e a agressividade avassaladora dos argentinos derrotou a estratégia inglesa que não conseguiu responder com a mesma bravura às suas sucessivas investidas, especialmenta na segunda parte, onde a superioridade da selecção albiceleste foi por demais evidente.
Aos 55 minutos, contra a corrente do jogo, a Inglaterra inaugurou o marcador e, a partir desse momento, a equipa argentina instalou-se no meio campo inglês e tomou conta do jogo de forma avassaladora, criando diversas ocasiões para empatar a partida, empate que só viria a surgir aos 85 minutos, com um pontapé fulminante de Enzo Fernandez, bem longe da grande área, sem qualquer hipótese de defesa para Jordan Pickford.
A Argentina continuou a carregar e adivinhava-se a remontada a todo o momento, tantas eram as jogadas de perigo junto à baliza inglesa. O golo surgiu finalmente aos 95+2, quando L. Martinez instalado na grande área, correspondeu brilhantemente de cabeça a um cruzamento perfeito, saído dos pés de Messi.
Quem assistiu ao jogo, ficou cedo com a ideia de que a Inglaterra dificilmente passaria à final do mundial, mesmo depois de inaugurado o marcador. Hoje, a Argentina ganhou com mérito mas de facto a agressividade dos jogadores ultrapassou em alguns momentos, os limites máximos da agressividade e, nesse aspecto, acho que alguns cartões ficaram por mostrar.
Esperava mais da Inglaterra que depois de inaugurar o marcador deixou praticamente de jogar, limitando-se a defender. Deu uma fraca imagem do seu valor e foi justamente afastada da final.
A final Espanha/Argentina vai ser renhida e de difícil prognóstico. Que vença o melhor.
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