Foi precisamente há 21 meses, a 19 de Dezembbro de 2024 que foi realizada no Martim Moniz aquela intervenção policial musculada, no âmbito de uma operação de fiscalização de grande envergadura que mobilizou dezenas de agentes para cercar a área e interditar os acessos.
Enquanto uns agentes garantiam a segurança, outros fiscalizavam o comércio local, especialmente na Rua do Benformoso e encostavam à parede, de mãos no ar, para revista, dezenas de pessoas, imigrantes e não imigrantes que naquele dia e naquele momento se encontravam na área fiscalizada.
Esta Operação Especial de Prevenção ao Crime, aconteceu porque havia dezenas de participações às autoridades policiais relativas ao aumento da criminalidade naquele local, nomeadamente assaltos com armas brancas.
Dessa operação especial de prevenção ao crime resultou a prisão de dois cidadãos portugueses, apreensão de dinheiro em numeráro, armas brancas, droga e artigos contrafeitos.
As forças políticas à data, em vez de apoiarem e louvarem o governo por ter tido a coragem e o bom senso de realizar esta operação de fiscalização, correspondendo às queixas apresentadas, aproveitaram a oportunidade para atacar o governo, acusando o primeiro ministro de ter permitido uma operação repressiva, humilhante e desproporcional.
Pois bem, desde então para cá, a situação agravou-se exponencialmente com assaltos em plena luz do dia, consumo e venda de droga na via pública, assédio sexual e toda a espécie de crimes que tornam a vida insuportável aos comerciantes e a quem ali habita.
Como é que não háde haver assédio se naquela área só há imigrantes homens, aos milhares?
E como não háde haver assaltos se a área não tem policiamento e está totalmente tomada pelos vendedores e consumidores de droga?
Vi a reportagem da SIC sobre o Martim Moniz e ouvi os depoimentos desesperados das pessoas que participaram na reportagem e deu para compreender todo o drama de quem ali vive.
Aqueles que no passado tiveram a ousadia de atacar o governo pela intervenção de 19-12-2024, deviam agora assumir a responsabilidade pelo agravamento da situação e, no mínimo, sentirem-se envergomnhados por não terem apoiado o governo.
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