Viktor Orbán, governou com mão de ferro e feriu de morte a democracia ao restringir liberdades, com o controle da imprensa e da justiça e, como se isso não bastasse, também se envolveu em esquemas fraudulentos e corrupção que prejudicaram o povo húngaro.
A sua governação foi marcada pela construção de uma "democracia iliberal", que culminou na sua derrota eleitoral em abril de 2026. Para além dos grandes "pecados" governativos, o seu maior erro estratégico final, foi subestimar o grande descontentamento interno, que permitiu a ascensão meteórica de Péter Magyar e do partido Tisza. Este movimento capitalizou o desgaste de 16 anos de poder e o sentimento de que o governo se tinha tornado uma "tirania moderna" focada na sobrevivência da sua própria elite.
Durante os seus longos 16 anos de governação, Viktor Orbán abusou do poder em seu benefício e entre outras medidas, reformou o sistema judicial para aumentar o controlo político sobre os tribunais; capturou os media através de aliados comerciais e da criação da fundação KESMA, o seu governo consolidou um vasto império mediático que abafou vozes críticas e transformou os meios estatais em órgãos de propaganda; a corrupção e o clientelismo abrangia o sistema de concursos públicos, os quais favoreciam um círculo restrito de empresários próximos de Orbán (como Lőrinc Mészáros), desviando fundos da UE para fortalecer a elite política do regime.
Mas Viktor Orbán também criou uma guerra permanente com a União Europeia, boicotando acordos diversos, inclusive o financiamento à Ucrânia. A sua proximidade com o Kremlin e Vladimir Putin, fizeram com que obstruisse sistematicamente sanções e ajuda à Ucrânia, deixando a Hungria isolada dentro da UE e da NATO.
A estrondosa derrota sofrida em 13 de Abril, deve-se essencialmente à sua proximidade ao regime autocrático de Putin, à sua política negacionista com a UE e, também porque o povo húngaro estava cansado do seu autoritarismo e sem esperança de uma vida melhor.
A vontade de mudança da nação húngara era tão forte que de nada valeu a Orbán o apoio recebido dos presidentes dos EUA e da Rússia, facto que os deve ter deixado profundamente envergonhados.
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