Que me desculpem se, neste momento, a emoção me embargar a voz e uma lágrima sentida me toldar a vista. Mas, nesta última despedida do meu compadre e grande amigo Carlos Pereira Fernandes, não podia deixar de lhe prestar uma última, sentida e merecida homenagem.
Fomos companheiros de longas jornadas nas lutas travadas pela nossa Associação para fazer valer junto das entidades oficiais, nomeadamente a Câmara Municipal de Lisbboa, o direito de todos os associados, no acesso a uma habitação condigna.
Ao longo desses anos, pude conhecer muito bem o homem que era: uma pessoa boa, solidária, sempre disponível para ajudar e que deixou bons exemplos a toda a comunidade.
Mas o Fernandes (era assim que eu o tratava) era, acima de tudo, um homem que adorava a Família e pela qual fazia tudo com amor. Um marido extremoso, um pai dedicado e um avô apaixonado pelos seus netos.
O Fernandes foi um amigo de verdade. E é precisamente por isso que hoje me custa tanto vê-lo partir.
Eu sei que todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos de partir. É a lei da vida. Mas, no teu caso, Fernandes, tudo aconteceu de uma forma tão inesperada, tão sem contar, que ainda me custa acreditar. Apenas três dias depois de te teres sentido mal, o pior aconteceu.
É doloroso ver-te partir assim, tão inesperadamente, deixando atrás de ti a família que tanto amavas, os amigos que te estimavam e todos aqueles que contigo partilharam tantos e tantos momentos de confraternização.
Hoje, só já nos resta a saudade, mas também a gratidão por termos tido o privilégio de te conhecer e de caminhar contigo durante tantos anos.
Obrigado, Fernandes, por teres sido uma tão boa pessoa. Obrigado pela tua amizade, pela tua dedicação e por todos os bons exemplos que nos deixaste.
Que Deus te receba nos Seus braços e te conceda, no outro mundo, a felicidade eterna que mereces.
Descansa em paz, meu compadre, meu amigo.
Até um dia, Fernandes.
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