segunda-feira, 21 de setembro de 2026

RESCALDO DO CLÁSSICO PORTO/BENFICA 3-1


O Sport Lisboa e Benfica (SLB) foi jogar ao Dragão para realizar um jogo normal de futebol, convencido de que iria haver respeito profissional dos adversários e uma arbitragem imparcial!

Esta atitude da equipa de Lisboa redundou num equívoco monumental, bem visível no rectângulo de jogo, a partir dos 15/20 minutos de jogo. Os jogadores portistas, como não conseguiam travar a hegemonia futebolística dos encarnados, começaram a recorrer a todo o tipo de artimanhas faltosas para impedir jogadas de perigo do adversário e o juiz da partida, muito lesto a sancionar faltas ao Benfica, ignorou vezes sem conta faltas perigosas e entradas duras dos jogadores portistas.

O árbitro contribuiu para enervar e condicionar os jogadores encarnados que até foram admoestados com cartão amarelo por reclamarem das faltas sofridas, como foi o caso de Prestiani que ficou a sangrar da face e nem falta foi marcada e, nesse sentido, pode dizer-se que estendeu a passadeira azul na preparação da vitória.

Parece mentira mas é verdade, o Benfica não ia preparado psicológica e mentalmente para enfrentar com as mesmas armas o adversário e, por isso, foi comido de cebolada. Vi atletas portistas a perseguir jogadores encarnados gozando e falando em surdina sabe-se lá o quê, mas coisas boas é que não eram concerteza.

Ao Porto foram assinaladas 17 faltas e 3 cartões amarelos! Na minha estatística contabbilizei 25/26 faltas, verificando que, em pelo menos dois casos, davam duplo cartão amarelo e consequente expulsão. Tal não aconteceu porque a dualidade de critérios foi absolutamente desigual e, por isso mesmo, inclinou decisivamente o tabuleiro de jogo para o lado portista. Basta observar que a equipa mais faltosa e desordeira levou menos cartões amarelos do que o Benfica, a quem foram exibidos 4 e um vermelho!

Se nos lembbrarmos que o Benfica jogou reduzido a 10 unidades desde os 35 minutos da primeira parte e mesmo assim conseguiu chegar ao final do jogo com 58% de posse de bola, o que aconteceria se tivesse jogado com onze e tivesse beneficiado de uma arbitragem isenta?

Este Porto, a nível nacional tem via aberta. Porém a nível internacional, a coisa muda de figura porque as arbitragens não lhes toleram aquilo que fazem em Portugal. Aí é que se vê o que vale a equipa portista.

Que este jogo sirva de lição e que o jogo da segunda volta seja jogado com armas iguais, jogadores provocadores mas não faltosos e bola a circular em rodopio, de jogador para jogador, sem dar qualquer chance ao adversário de se aproximar e fazer falta. Prontos para aguentar, nervos de aço e sinismo quanto baste para desnortear o adversário.


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