A cobertura televisiva das manifestações, é manifestamente exagerada e funciona como uma espécie de incentivo às suas acções de desrespeito pelas forças de segurança e incumprimento das leis.
É de facto impressionante o tempo de antena dedicado aos manifestantes, durante as 24 horas do dia! Repetem a mesma notícia e as mesmas imagens dezenas, centenas de vezes, uma triste realidade que satura qualquer cidadão e, que por isso, a solução é desligar e não ver televisão.
O papel das televisões é informar e para cumprir essa missão, deviam recolher as notícias e as imagens e depois reproduzi-las nos diferentes telejornais, informação que seria mais do que suficiente. O que acontece, é realmente um mau serviço prestado pelas televisões.
Depois, reparamos que as diferentes televisões são tendenciosas porque apenas mostram as imagens e as declarações dos manifestantes e nunca dão oportunidade aos cidadãos que contestam esta forma de reivindicar mais habitação.
Na verdade, nunca vimos imagens dos manifestantes a fumar um charro, a urinar no tronco das árvores, a grafitar os monumentos, a ameaçar e a insultar polícias, autarcas e governantes e nas muitas entrevistas que fazem aos manifestantes, estes podem falar durante o tempo que entendem, dizendo todo o tipo de mentiras sem contraditório da jornalista.
Espero que as nossas forças de segurança não se deixem condicionar com as tendenciosas coberturas televisivas, nem tão pouco pelas críticas de alguns representantes da esquerda e da extrema esquerda que apoiam incondicionalmente todas as acções dos manifestantes mesmo aquelas que infringem as leis e ofendem a polícia, os autarcas e os governantes.
As televisões não deviam funcionar como rastilho destas assembleias populares, antes pelo contrário, deviam utilizar as suas grandes audiências para moderar e pacificar estes movimentos inorgânicos, de forma a prevenir que os mesmos se tornem violentos e acabem em confrontos e destruição.

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