Portugal é mesmo um paraíso para toda a espécie de criminosos. É fácil para os vigaristas desenvolver e colocar em prática os seus mais variadísimos esquemas para enganar as pessoas e roubar tudo aquilo que lhes apetece. Não há nada que escape aos amigos do alheio, enganando e roubando, sem qualquer tipo de compaixão, pessoas idosas que não se podem defender.
Foi recentemente noticiado que a polícia desmantelou uma rede que se dedicava ao roubo de catalisadores, em Lisboa Setúbal e Porto, dando cumprimento a 21 mandatos de buscas domiciliárias e não domiciliárias e a 17 mandatos de detenção, tendo ficado 9 em prisão preventiva, 5 com apresentação obrigatória na esquadra todas as semanas e um outro, duas vezes por semana. Além disso, apreenderam 20 toneladas de catalisadores, 11 viaturas ligeiras de gama média/alta, 6 kg de artigos em ouro com valor aproximado de 200 mil euros, 17.000 euros em numerário e material para corte de catalisadores.
Caramba! Roubadas 20 toneladas de catalisadores! Quanto tempo durou esta vindima? Não podiam as autoridades ter actuado mais cedo, perante as milhares de queixas que foram feitas? Toda a nossa justiça é muito lenta, não previne e anda sempre a correr atrás do prejuízo.
Na verdade, a actividade desta rede causou transtornos e prejuizos avultados aos milhares de proprietários dos veículos que foram alvo dos criminosos, embora tais prejuízos devam ser suportados pelo seguro automóvel, a todos os automobilistas que o tenham contra todos os riscos.
Neste processo do roubo dos catalisadores, há um pormenor curiosíssimo e original acerca do método utilizado para disfarçar e esconder a actividade criminosa. Os ladrões faziam-se passar por entregadores de pisas, utilizando os mesmos transportes e as mesmas mochilas das principais empresas fornecedoras de pizzas.
De facto, a criatividade dos marginais não tem limites.
