segunda-feira, 20 de março de 2017

O MELHOR DO FUTEBOL É O FACTO DE NÃO SER UMA CIÊNCIA EXACTA

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De facto, o futebol não é uma ciência exacta. A paixão, a beleza, a espectacularidade e a incerteza do resultado nos jogos de futebol, são os ingredientes que o tornam tão atractivo e apaixonante para tantos milhões de seguidores em todo o mundo.

Embora não seja esta a regra, a verdade é que grandes equipas são derrotadas por pequenas equipas, por vezes até de escalões inferiores. Há jogos em que uma grande equipa cria uma dúzia de ocasiões flagrantes para marcar e ganhar o jogo mas a bola, teimosamente, embate estrondosamente meia dúzia de vezes na trave ou no poste da baliza adversária e não entra. Pelo contrário, a equipa mais fraca, remata uma vez à baliza e faz o único golo da partida, o golo da vitória. Uma equipa teve 65/70% de posse de bola, fez mais de duas dezenas de remates à baliza, dominou o adversário mas... não ganhou o jogo. Numa situação destas, se um empate já seria escandaloso, uma derrota representa uma enormíssima frustração.

Mas o futebol é assim mesmo, imprevisível, nem sempre ganham os melhores. O campeonato português é um bom exemplo dessa incerteza nos jogos entre as chamadas equipas grandes e as mais modestas. Disputadas 26 jornadas, o Sporting já perdeu 24 pontos (4 derrotas e 6 empates); o Futebol Clube do Porto 15 (1 derrota e 6 empates) e o Benfica 14 (2 derrotas e 4 empates).

A nove jornadas do fim, a imprensa desportiva só já falava do clássico Benfica/Futebol Clube do Porto como sendo a chave do Campeonato, afirmando que quem ganhar o jogo será campeão. A 26ª jornada veio contrariar, uma vez mais, essa tese, na medida em que tanto o Benfica como o Futebol Clube do Porto podem ser campeões mesmo perdendo o jogo da 27ª jornada, por causa dos possíveis pontos perdidos com as chamadas "equipas pequenas".

Nesta jornada 26, depois de o Benfica ter empatado, sem golos, em Paços de Ferreira, ninguém imaginaria que os azuis e brancos iriam desperdiçar a oportunidade de ultrapassar o rival na tabela classificativa, já que jogava em casa com o Vitória de Setúbal. Pois bem, no final dos 97 minutos de jogo (90+7), o placard  indicava 1-1. O Porto não foi além de um empate e o treinador, no final do encontro, falou em frustração, tristeza e decepção. Imagino! Estava a pensar numa vitória folgada e acabou por empatar e perder mais 2 pontos.

Se tivermos em linha de conta que o Benfica perdeu 2-1 e 1-0 com Marítimo e Vitória de Setúbal e empatou 4 vezes com Vitória de Setúbal, Porto, Boavista e Paços de Ferreira e que o Porto perdeu 2-1 com o Sporting e empatou 6 jogos com Tondela, Vitória de Setúbal, Benfica, Belenenses, Paços de Ferreira e Vitória de Setúbal, facilmente constatamos que o Benfica perdeu 12 pontos em confronto com equipas bem mais modestas e que o Porto também desperdiçou 10 pontos.

Portanto, ninguém é capaz de garantir que Benfica e Porto não vão perder mais pontos nas 8 jornadas que ainda faltam disputar, tanto mais que vão encontrar pela frente equipas com muita necessidade de pontuar, umas para fugirem à despromoção e outras para alcançarem as competições europeias.

Creio que será campeão quem alcançar melhores resultados nos jogos com as equipas "pequenas" mas a luta vai ser intensa e renhida até à última ou penúltima jornada. Deixo-vos o conjunto de jogos que Benfica e Futebol Clube do Porto ainda vão disputar, entre a 27ª e a 34ª jornada:

  1. 27ª Jornada - Benfica/Porto
  2. 28ª Jornada - Moreirense/Benfica e F. C. Porto/Belenenses
  3. 29ª Jornada - Benfica/Marítimo e Sporting Clube de Braga/F. C. Porto
  4. 30ª Jornada - Sporting/Benfica e F. C. Porto/Feirense
  5. 31ª Jornada - Benfica/Estoril e Desportivo de Chaves/F. C. Porto
  6. 32ª Jornada - Rio Ave/Benfica e Marítimo/F. C. Porto
  7. 33ª Jornada - Benfica/Vitória de Guimarães e F. C. Porto/Paços de Ferreira
  8. 34ª Jornada - Boavista/Benfica e Moreirense/F. C. Porto

Perante jogos com um grau de dificuldade tão elevado, quem se atreve a adiantar palpites sobre o seu desfecho ou mesmo sobre quem será o campeão? Até o prognóstico para o grande jogo da 27ª jornada que põe frente a frente os dois velhos rivais e possíveis campeões, é difícil, porque nestes jogos, o resultado é uma verdadeira incógnita.

Lembrar que só o Vitória de Setúbal "roubou" 5 pontos ao Benfica (vitória e empate) e 4 ao Futebol Clube do Porto (2 empates). De realçar ainda que dos 8 jogos que faltam disputar, o Benfica vai jogar 4 em casa e 4 fora e o F. C. Porto 3 em casa e 5 fora.

Que o campeão seja encontrado dentro das quatro linhas, com fair play e confrontos leais, sem interferências nefastas das arbitragens e, se assim for, o campeão será justo e merecedor dos parabéns de todos os verdadeiros desportistas.

domingo, 19 de março de 2017

UMA DISSOLUÇÃO ENCOMENDADA QUE CONTINUA A SER UM PESADELO PARA O SEU AUTOR, PASSADOS 12 ANOS!!!



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Já me tinha referido por mais de uma vez à polémica e irresponsável decisão do ex-Presidente da República Jorge Sampaio de demitir o Governo liderado por Pedro Santana Lopes, suportado por uma maioria estável no Parlamento, formada pelos deputados do PSD e do CDS/PP.

Na verdade, o uso da "bomba atómica" para demitir o Governo, dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas antecipadas, num cenário em que havia uma maioria no Parlamento a suportar a acção governativa, foi o maior erro político da era democrática e aquele que mais danos económicos e sociais causou ao País e, muito particularmente, à grande maioria das famílias portuguesas.

Escrevi, por exemplo, que não compreendia o silêncio do Dr. Pedro Santana Lopes relativamente ao "plano golpista" de que foi vítima, arquitectada pelo ex-Presidente da República, em conluio com a Direcção do Partido Socialista. Só alguém com uma formação ética e moral irrepreensível seria capaz de agir com tão enorme contenção e respeito por um adversário que o traiu e quis "matar" politicamente.

Na verdade, o mais alto magistrado da Nação, deixou de merecer qualquer respeito e consideração no dia em que colocou os interesses do Partido Socialista acima dos interesses de Portugal e comunicou aos portugueses a sua trágica decisão de demitir o governo maioritário de Pedro Santana Lopes e dissolver o Parlamento.

Perante tão grave e descabida decisão, Pedro Santana Lopes tinha a obrigação de desmascarar o "golpista" e denunciar a armadilha que o ex-Presidente da República lhe montou, informando os portugueses sobre a verdadeira razão de tão catastrófica decisão, a qual, mais tarde, veio a revelar-se terrivelmente ruinosa para o País e para o povo, com a entrada em cena do ex-Primeiro Ministro José Sócrates. O Dr. Pedro Santana Lopes sabia muito bem que a decisão de Jorge Sampaio não tinha como motivação a defesa dos superiores interesses de Portugal mas tão somente facilitar e ajudar o Partido Socialista a reconquistar o Poder, numa época em que andava à deriva, após a demissão do Secretário-Geral Ferro Rodrigues, inconformado com o facto de Sampaio não ter decidido marcar eleições legislativas antecipadas após a saída de Durão Barroso para presidência da União Europeia e ter empossado Santana Lopes como Primeiro Ministro.

Jorge Sampaio continua de consciência muito pesada relativamente ao grave erro que praticou e este pesadelo vai persegui-lo enquanto for vivo e mesmo para além da morte porque ele tem consciência que a dissolução do Parlamento foi um erro clamoroso que arrastou o País para a maior catástrofe económica do pós-25 de Abril/1974, e impôs aos portugueses, durante vários anos, uma austeridade insuportável que lhes causou muitos sacrifícios, pobreza e sofrimento.

Com a ajuda de Jorge Sampaio, o lunático e megalómano Engº José Sócrates chegou a Primeiro Ministro, tendo arrastado o País para a bancarrota com a sua governação ruinosa e, pelos vistos, também devido aos inúmeros esquemas de corrupção em que se envolveu, os quais estão a ser investigados pelo Ministério Público há mais de dois anos e ainda não foi possível deduzir acusação porque a cada passo surgem novos factos onde consta também o seu envolvimento.

Passados mais de 12 anos sobre a data em que dissolveu o Parlamento, Jorge Sampaio continua de consciência pesadíssima porque ele sabe que foi o causador da tragédia que se abateu sobre Portugal e sobre os portugueses e, por isso mesmo, tem absoluta necessidade de continuar a desculpar-se e a mandar areia para os olhos dos portugueses, como foi agora o caso, ao fazer referências depreciativas sobre Santana Lopes, no seu recente livro biográfico, dizendo, entre outras coisas: "fartei-me do Santana como primeiro-ministro, estava a deixar o país à deriva".

Finalmente, uma resposta adequada! O actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, afirmou na SIC Notícias: "Não aceito, de todo, que se diga que o País estava à deriva. À deriva ficou ele depois". E disse mais: "Se o Dr. Jorge Sampaio porventura quiser falar disto civilizadamente perante as câmaras de televisão, eu tenho todo o gosto".  Pois bem, ficamos à espera, os portugueses esperam que Jorge Sampaio aceite o repto que lhe foi dirigido para debater o assunto na televisão e se disponha a explicar aos portugueses quais foram as causas da dissolução, na presença do acusado. Se o não fizer, os portugueses saberão interpretar a sua recusa.

Já li alguns excertos da referida biografia de Jorge Sampaio e verifiquei que há nela a intenção de procurar justificar a trágica dissolução em Novembro de 2004, algo que é manifestamente injustificável. Claro que é o peso na consciência que o corroi e o obriga a procurar desculpar-se de um acto que não tem desculpa.

Quanto a Santana Lopes, alegra-me o facto de finalmente romper o silêncio. Porém, embora reconheça e louve a sua cordialidade e elevação, não posso deixar de criticar a sua tardia reacção (já passaram 12 anos!) e, mesmo assim, muito branda, tendo em conta o mal que lhe fez.

O acto praticado pelo ex-Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, em Novembro de 2004, foi uma traição ao então Primeiro-Ministro Dr. Pedro Santana Lopes, ao País e aos Portugueses que desde então têm sofrido na pele as consequências de tão trágica decisão.

domingo, 12 de março de 2017

QUE SE PASSA COM AS CRIAÇAS E JOVENS À GUARDA DA SEGURANÇA SOCIAL?

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O programa "Sexta às 9" da RTP trouxe ao conhecimento público um tema que a ser verdadeiro, para além de clamorosamente imoral e chocante, demonstra uma vez mais que a desmedida ganância humana não tem limites e é capaz de cometer toda a espécie de crimes para a alimentar.

Pelos vistos o negócio da "guarda" de crianças é muito apetitoso e rentável para a Segurança Social e para todas as instituições que recebem e acolhem crianças da Segurança Social (SS).

Em média, o Estado paga 800 euros mensais por criança a essas instituições que as acolhem. Pois bem, sabendo-se que a maioria das crianças são "confiscadas" aos progenitores e às famílias por falta de condições económicas, achamos escandaloso, mesmo criminoso que o Estado negue às famílias das crianças essa preciosa ajuda e se disponha a alimentar uma cadeia imensa de destinatários, à custa do seu sofrimento e daqueles a quem são "arrancadas à força".

A família é um bem único, essencial e indispensável que transmite identidade e estabilidade aos seus membros. Como tal, o Estado deve investir na sua preservação, ajudando aquelas famílias cuja situação económica não lhes permite tratar das crianças com a dignidade e conforto que elas merecem. Nesse sentido, nos casos em que fosse possível, as famílias teriam que ser obrigatoriamente ajudadas com a verba que é disponibilizada às instituições.

Não sendo isso que é feito em Portugal, o Estado é o principal responsável por este negócio imoral com crianças retiradas à força do seio da sua família de sangue. Se o Estado fosse uma pessoa de bem, interessado na defesa dos direitos das crianças, deveria ajudar as suas famílias de origem a criar condições económicas que lhes permitissem mantê-las no seu seio, para aí poderem crescer saudáveis e felizes.

Mas o Estado, neste e em tantos outros casos, demonstra não ser uma pessoa de bem e, por isso mesmo não tem qualquer pudor em pagar a instituições que ganham a vida com os filhos alheios, negando às famílias esse precioso apoio, a quem atribui um mísero abono de família de 20/30 euros mensais por cada filho.

Párem de "roubar" as crianças aos pais para alimentar negócios escandalosos e imorais. Os problemas resolvem-se na fonte, sempre a montante e nunca a jusante. Canalizem os recursos (milhões e milhões de euros) gastos no actual sistema para ajudar directamente as famílias. Este processo de retirada das crianças aos pais, encerra práticas tenebrosas de violência psicológica extrema que o Estado tem obrigação de solucionar.

Este "negócio" de contornos nebulosos, deve ser banido porque implica "roubo" de crianças às famílias, gerando grande desespero e sofrimento e privando-as do indispensável amor maternal e paternal.





quinta-feira, 9 de março de 2017

LIGA DOS CAMPEÕES - O BENFICA FOI GOLEADO E PROTAGONIZOU MAIS UMA GRANDE DESILUSÃO

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São histórias que se repetem e que todos os benfiquistas e portugueses em geral já conhecem. As equipas portuguesas são normalmente afastadas das competições europeias, ficando por vezes a sensação de que podiam ir mais longe, caso adoptassem uma atitude mais ousada nos jogos em que são afastadas.

Ontem aconteceu isso com o Benfica. A equipa saiu do jogo da primeira mão com um resultado animador (1-0) e os dirigentes e adeptos criaram algumas espectativas quanto ao resultado do jogo da segunda mão e a esperança de passar aos quartos de final da Champions. 

Passados os primeiros minutos de jogo, foi fácil vislumbrar qual seria o desfecho da eliminatória. O Benfica entrou em campo meio adormecido e pôs-se a jeito para que o adversário inaugurasse o marcador quando iam decorridos apenas 4 minutos de jogo. É evidente que este golo tão madrugador veio empolgar e sossegar a equipa adversária que tinha agora 86 minutos para marcar o golo que lhe faltava para ficar por cima na eliminatória.

Depois, foi o que se viu, os alemães construíram sucessivas jogadas de golo, com a defesa benfiquista a cometer erros sobre erros e a facilitar a goleada, não tendo a equipa, no seu todo, capacidade, engenho e arte para neutralizar o adversário e construir jogadas para inaugurar o marcador e colocar os alemães sobre pressão.

Quanto a mim, a razão maior do desaire, foi sem dúvida a errada táctica que Rui Vitória utilizou. Imaginem o que aconteceria se tivesse sido o Benfica a marcar em primeiro lugar! Para além de transmitir aos jogadores mais tranquilidade e confiança para encarar o resto da partida, punha os alemães nervosos e intranquilos, mais sujeitos a cometer erros porque seriam necessários 3 golos para ganhar a eliminatória.

Isto só não aconteceu porque o Benfica entrou em campo com medo e a render demasiadas homenagens ao adversário. A equipa benfiquista tinha que iniciar o jogo ao ataque e aguentar os primeiros 15/20 minutos em alta rotação, sem dar tréguas aos alemães. Para que serve aos encarnados possuírem atacantes de luxo, dos melhores da Europa, se a equipa não joga ao ataque? Depois o resultado é sempre o mesmo: a equipa é eliminada sem que tenha aplicado em campo todas as suas potencialidades e faz uma triste figura na montra mais importante do futebol mundial.

Como adepto do bom futebol e que gosta de ver em campo os melhores jogadores das equipas, depois de ver as trapalhadas em que a defesa benfiquista esteve envolvida, ocorre-me perguntar ao treinador Rui Vitória porque não utilizou Jardel e Lisandro Lopez? A falta de ousadia e os erros pagam-se caros. Teria o Benfica perdido a eliminatória se tivesse jogado deliberadamente ao ataque? Duvido.

Eu sempre ouvi dizer que "dos fracos não reza a história". Perder por perder que seja com honra e dignidade, jogando futebol espectáculo, mostrando ao mundo do futebol que o Benfica está à altura das melhores equipas do mundo e que em cada jogo luta sempre pela vitória.

Caro treinador Rui Vitória, abra os olhos, o Benfica está demasiado sonolento, lento e sem objectividade. A posse de bola assenta numa lateralização fastidiosa e enervante, sempre muito longe da grande área adversária. Assim é difícil criar jogadas de perigo e chegar ao golo, a matéria-prima com que se constroem as vitórias.

sexta-feira, 3 de março de 2017

AOS FRACOS GOVERNANTES ESTÁ ASSOCIADO O FRACO ENSINO EM PORTUGAL

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A incompetência dos governantes e dos sucessivos ministros da educação reflecte-se no sistema de ensino que vigora em Portugal.

Cada ministro que chega ao poder quer fazer as coisas à sua maneira e provavelmente de acordo com interesses de empresas e grupos do sector. Nesse sentido, com frequência assistimos à revogação de legislação do anterior governo e à criação de outra que se adapte ao seu modelo de ensino, sem que haja um estudo profundo e alargado na Assembleia da República e, ao mesmo tempo, reúna o imprescindível e precioso contributo daqueles que trabalham no sector do ensino, os docentes, que, como é lógico, são os principais interessados na melhoria da sua qualidade.

A ligeireza, para não lhe chamar leviandade com que todos os anos se alteram os manuais escolares do ensino primário e secundário, é algo que nos leva a formular esta interrogação: Porquê?

Sinceramente, só nos ocorre uma razão e essa tem a ver com a sustentação da indústria livreira que necessita gerar receitas com a publicação de novos manuais. Depois, dado o seu poderio económico, as empresas livreiras exercem a sua influência sobre quem pode decidir, neste caso, o ministro da educação ou o seu secretário de estado, acabando por alcançar os seus objectivos, em detrimento dos estudantes que têm que deitar fora os manuais dos irmãos ou de outros familiares e comprar outros.

Se há coisa que o 25 de Abril de 1974 testou e clarificou, foi sem dúvida a qualidade do ensino em Portugal durante o antigo regime. Senão vejamos: Em todo o período da era democrática vimos em acção grandes personalidades políticas e independentes, na condução governativa do Estado Português e das grandes Instituições públicas e privadas que estudaram e se formaram no sistema de ensino do antigo regime e que ainda hoje, passados quase 42 anos, exercem cargos de relevo na hierarquia do Estado, como por exemplo, o Presidente da República.

Mas nesse período de antes do 25 de Abril, os manuais escolares mantinham-se durante décadas e passavam de avós para netos e de pais para filhos. Por vezes, já se encontravam em tão mau estado de conservação que já faltavam partes de algumas folhas e havia dificuldade em ler algumas passagens porque as letras já estavam gastas.

Por outro lado, no interior dos estabelecimentos de ensino, havia respeito e disciplina e ai daquele que infringisse as regras. Naquele tempo, os professores não eram processados e condenados por castigar os alunos. Outros tempos, outras gentes!

Em contraste com os tempos actuais, era de facto outro mundo. Hoje, os alunos fazem o que querem dentro das salas de aula. São eles quem mandam, riem, contam anedotas, telefonam, interagem nas redes sociais, levantam-se dos lugares para ir falar com os colegas e até para agredi-los, etc., etc., etc. O professor(a) não é respeitado e não tem autoridade para se fazer respeitar. É uma bandalheira e uma autêntica balbúrdia o ensino em Portugal. Não é possível alcançar níveis de sucesso onde prevalecer a falta de respeito e a indisciplina.

No actual sistema de ensino, os mais prejudicados, são sem dúvida os jovens que iniciam a actividade escolar porque a falta de autoridade, disciplina, carências e a fragilidades de toda a ordem, acabam por afectar irremediavelmente o seu carácter e deformar o seu sentido de respeito e responsabilidade.

Hoje, no nosso modelo de sociedade, não há dirigentes experientes, íntegros e independentes, actuam em função de interesses partidários e visões ideológicas e, por isso mesmo, aquilo que um governante de determinada área política acha que é óptimo para reformar o ensino, é imediatamente posto em causa por outro de diferente filiação partidária. Ou seja: prevalecem em primeiro lugar os interesses do partido e só depois os interesses do País. Estará correcto este modelo de sociedade?

Nestas circunstâncias, alguém acreditará que será possível reformar responsável e seriamente o sistema de ensino em Portugal?





MARTINS DA CRUZ ATACA JUSTIÇA PORTUGUESA E TRAI PORTUGAL

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Antipatriotas e traidores sempre os houve, em todas as épocas, desde a fundação de Portugal, ocorrida no longínquo século XII, em 1143.

Os relatos históricos dão-nos conta que muitos pagaram com a vida tais actos de traição, nos tempos em que a palavra dada era rigorosamente cumprida e a defesa da honra obrigatória, mesmo com recurso a fatais duelos de morte.

António Manuel de Mendonça Martins da Cruz, um político privilegiadíssimo pelo Estado Português, tendo exercido, entre outros, os cargos de embaixador, ministro e assessor diplomático de Cavaco Silva durante 10 anos, pelos vistos não passa de um sujeito mal agradecido e ressabiado que paga com afrontas a aliciante carreira diplomática que o País lhe proporcionou.

Agora, como assalariado do MPLA e consultor do governo de Angola, perdeu totalmente a vergonha e de forma despudorada, defende frequentemente o regime corrupto e ditatorial angolano, pondo em causa as instituições democráticas portuguesas, nomeadamente a justiça, que não sendo perfeita, está a anos luz daquela que ele defende.

Recentemente, num debate da TVI, contrariando o escritor angolano Rafael Marques que havia classificado o caso Luaty Beirão como uma "fabricação" do sistema de justiça angolano, o ex-ministro assalariado do MPLA defendeu que o processo foi posto pelas autoridades angolanas no plano judicial e não no plano político, acrescentando que foram cumpridos os prazos e que a justiça angolana foi até mais rápida do que a portuguesa, pois marcou o julgamento em tempo recorde.

O mundo inteiro assistiu ao processo Luaty Beirão e companheiros, acusados de rebelião e de estar a orquestrar um golpe de estado, algo que a justiça não conseguiu provar. Em consequência e pressionado pela comunidade internacional, o regime angolano libertou o activista que chegou a fazer greve de fome.

Extraordinário! O ex-ministro português reduziu-se à ridícula insignificância de sipaio submisso do regime angolano e nessa miserável condição, voltou a defender Angola, agora relativamente ao caso Fizz, em que é arguido o vice-presidente angolano, Manuel Vicente. A declaração foi produzida na Televisão Pública Angolana e é do seguinte teor: "Nestas coisas devia haver bom senso, recato e ter cuidado para não serem afectadas as relações entre Portugal e países amigos, como é Angola". "Mandar para a praça pública, ou mandar soltar para a imprensa, este tipo de notícias pode afetar as relações".

No papel de sipaio submisso, Martins da Cruz teve que ignorar que em Portugal há três poderes independentes: executivo, legislativo e judiciário, ao contrário do País que ele defende, onde o poder executivo domina os outros poderes e tudo é feito em consonância com a vontade do chefe de estado.

Nesse sentido, o "moço de fretes" do regime angolano acha que a justiça portuguesa não devia acusar o vice-presidente angolano de corrupção e branqueamento de capitais, tal como procederia certamente no seu país de origem, onde a justiça só amordaça aqueles que têm a coragem de criticar o regime ditatorial e corrupto do MPLA.

Sabiam que este figurão enquanto desempenhou funções ao serviço do Estado Português foi condecorado 25 vezes!!!??? É verdade! 3 condecorações em Portugal e 22 concedidas pelos governos de 19 países diferentes!

O Estado Português devia retirar-lhe as condecorações e considera-lo, a partir de agora, "persona non grata".



domingo, 26 de fevereiro de 2017

PRISÕES PORTUGUESAS - FUGAS MISTERIOSAS



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Todos os anos se evadem presos das cadeias portuguesas, em condições que nunca são devidamente explicadas. Ano após ano, ouvimos sempre as mesmas desculpas: falta de guardas prisionais, equipamentos obsoletos e avariados e prisões inadequadas com excesso de detidos.

Porém, qualquer cidadão medianamente inteligente que pense um pouco no assunto, rápido chegará à conclusão que haverá outras causas para além das citadas, basta lembrar a última fuga da cadeia de Caxias, na madrugada de 19 de Fevereiro, de três cidadãos, dois chilenos e um português que serraram as grades da janela da cela e depois fizeram um buraco na rede das traseiras do referido estabelecimento prisional.

Alguém vai acreditar que os reclusos se evadiram sem a ajuda de ninguém? Então quem lhes arranjou o material para serrarem as grades da janela e cortar a rede das traseiras? E, depois, quem lhes forneceu o transporte ou lhes deu boleia para, nesse mesmo dia, percorrerem cerca de 650 quilómetros até Madrid, preparados para embarcar no aeroporto de Barajas, rumo ao seu país de origem?

Os chilenos só não desapareceram do mapa porque a polícia espanhola os interceptou nas proximidades do aeroporto e os deteve. Um apresentava-se com documentos falsos e era procurado por ter cometido crimes no país vizinho. Esse ficou detido. O outro que tinha documentos verdadeiros foi posto em liberdade, porque nessa altura, as autoridades espanholas ainda não tinham recebido informação de Portugal sobre a sua fuga de Caxias. Isto é hilariante! Então as autoridades portuguesas não deviam ter imediatamente informado as autoridades do país vizinho e do resto da Europa?

As coisas não correram bem e neste momento, aqueles que colaboraram com os reclusos devem estar em apuros. Sim, devem estar mesmo em apuros, porque os dois chilenos vão acabar por dar com a língua nos dentes e contar, tim-tim por tim-tim, como ocorreu a fuga e quem os ajudou. As autoridades portuguesas só não vão descobrir a verdade se não quiserem.

Para haver mais fiabilidade e segurança nas cadeias portuguesas, seria óptimo que a verdade fosse apurada e aqueles que desempenharam o papel de facilitadores fossem severamente punidos, de molde a que essa punição sirva de exemplo no futuro e evite novas fugas.