terça-feira, 30 de março de 2010

AS PREVISÕES BATERAM CERTO


Em todas as sondagens de opinião realizadas, era vaticinada a vitória de Passos Coelho nas directas para a Presidência do PPD/PSD. Algumas ainda se atreveram a atribuir a Paulo Rangel um protagonismo que acabou por não se verificar já que Passos Coelho venceu com cerca de 61% dos votos, a grande distância do segundo classificado, Paulo Rangel, com 34,47%. Aguiar Branco não foi além dos 3,61% e Castanheira Barros contabilizou apenas 103 votos, equivalentes a 0,23%.

O grande vencedor foi sem qualquer margem para dúvidas, o Dr. Passos Coelho que desta vez ultrapassou a mera condição de candidato para se tornar o 18º Presidente do Partido.

Creio que a candidatura de Aguiar Branco dividiu e prejudicou o candidato Paulo Rangel. O acerto de contas que devia ter sido feito entre os dois, antes do Congresso e das Directas, por causa do episódio do anúncio da candidatura, não foi feito e as picardias, por parte de Aguiar Branco, sucederam-se ao longo dos debates televisisvos.

Pessoalmente, não gostei de algumas provocações a que assisti porque transmitiram para a opinião pública, dois candidatos a líderes ressabiados, incapazes de se entenderem e de colocar os interesses do Partido e do País, acima dos seus problemazinhos pessoais.

Embora me pareça que Pedro Passos Coelho ganharia de qualquer maneira, também não tenho dúvidas que a "guerra" entre os dois candidatos funcionou em seu benefício.

A tarefa do vencedor, a partir de agora, é tremenda, se nos lembrarmos que o Partido necessita de um gigantesco trabalho de união e que o País, à beira da bancarrota, clama por um Primeiro-Ministro competente, verdadeiro, conhecedor dos problemas que o atormentam, mais interessado em resolver os problemas do País e dos portugueses do que os do seu Partido, amigos e camaradas e, ao mesmo tempo, um Primeiro-Ministro que prestigie tão honroso cargo, exercendo-o com zelo e patriotismo, colocando o seu "selo" ético e moral em toda a sua actividade governativa.

Espero sinceramente que Pedro Passos Coelho, caso seja eleito Primeiro-Ministro, seja capaz de honrar Portugal e os portugueses, exercendo o cargo exemplarmente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

BURACOS, CRATERAS & ASSOCIADOS


É uma lástima!... Nunca tinha visto as ruas e as avenidas de Lisboa tão esburacadas. Nas vias principais existem buracos com dimensões tais que mais parecem crateras e que todos os dias causam aparatosos acidentes que causam imensos estragos e prejuízos nas viaturas e põem em risco a integridade física dos automobilistas.

Para qualquer local que se viaje em Lisboa, há inúmeras ratoeiras que exigem muita atenção. Ainda hoje, quando me deslocava na segunda circular no sentido Benfica/Aeroporto, como chovia copiosamente e os buracos estavam cobertos com água, enfiei por diversas vezes as rodas da frente nessas crateras e só não tive consequências mais gravosas porque transitava a baixíssima velocidade.

Mas esta calamidade está alastrada a todas as vias de comunicação da cidade de Lisboa, desde o Tejo até à Alta de Lisboa. Se por um lado nenhuma artéria escapou à acção demolidora do Inverno chuvoso, por outro, esta situação só atingiu tamanha dimensão porque a Câmara Municipal de Lisboa e as Empresas a quem concessionou a reparação das vias e a reposição do asfalto, nestes últimos quatro meses, não taparam um único buraco, actuação que nos parece altamente negligente e irresponsável.

Durante todos estes meses, não encontrei uma única brigada de reposição de asfalto e os itenerários que mais utilizo, são a prova cabal de que assim é, já que cada vez se encontram mais esburacadas e intransitáveis.

Agora pode constatar-se como é diferente aquilo que se diz se comparado com aquilo que se faz. O actual Presidente da Câmara que foi tão crítico, nesta matéria, com o então Presidente Santana Lopes, bem podia ter estado calado porque na realidade está a realizar um péssimo trabalho. De que está à espera o Presidente da Câmara para mandar tapar os buracos de Lisboa? Se não se apressa, um dia destes as crateras ficam tão grandes que ainda vão engolir os autocarros de passageiros.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

NÃO ADIANTA TENTAR TAPAR O SOL COM A PENEIRA



TANTA MENTIRA!...

Toda a vida constatei que uma criança não sabe mentir e quando o faz, qualquer adulto minimamente perspicaz lhe descobre imediatamente sinais evidentes da sua maquinação.

A sua inocência e pureza de princípios, faz com que não se sinta à vontade e, por isso mesmo, vacile perante quem pretende enganar.

Já os adultos pensam que são uns verdadeiros artistas, uns autênticos profissionais da mentira e que facilmente enganam as pessoas. Têm muito mais lata que as crianças e porque há muito perderam a tal inocência e pureza de princípios, conseguem faltar à verdade com toda a convicção e descaramento, adoptando aquele ar importante de virgens ofendidas e quase sempre, para impressionar, um semblante carregado, grave e sério,

Ultimamente, neste País, assistimos ao culto da mentira. Mente-se por tudo e por nada, por coisas graves e por ninharias, com o objectivo de à força de tanto insistir e repetir a mesma coisa, transformar uma mentira em verdade e uma verdade em mentira.

É escandaloso e caricato ouvir determinadas personalidades justificar o injustificável, tentando sacudir a água do capote e não se dando conta do papel ridículo que fazem ao tentar tapar o sol com a peneira. É de facto um exercício deprimente que a mim próprio me causa mal-estar e vergonha. É que essas pessoas não têm o capote salpicado de água mas completamente cheio de nódoas que jamais conseguirão remover, mesmo que se desfaçam de todas as peças de roupa, porque elas, as nódoas, ficarão para sempre a manchar o seu carácter.

Mentir tão descarada e despudoradamente aos cidadãos de um País, fazendo deles uma horda de mentecaptos, é de facto uma falta de ética confrangedora e um desrespeito e uma desconsideração sem limites que denota e acentua o estado deplorável a que chegou a honorabilidade de certas personalidades com responsabilidades importantes na governação do País e na administração das maiores empresas públicas e privadas.

O que realmente preocupa e indigna qualquer cidadão honrado deste País, é que os crimes são descobertos e confirmados mas os criminosos que os cometeram, quando se trata de determinadas figuras públicas, nunca são identificados e muito menos julgados e, por isso mesmo, como diz o povo, a culpa morre sempre solteira.
.
Para actos tão graves, nos EUA já teria inevitavelmente acontecido um novo Watergate e por muito menos, em 1999, foi instaurado um processo de impugnação de mandato (Impeachment) ao então Presidente Bill Clinton, por ter mentido no caso Mónica Lewinsky.

Porém, em Portugal, as pessoas com obrigação de dar os melhores exemplos e zelar pelos interesses do País e dos cidadãos, quando são apontadas como suspeitas de cometer as mais diversas e graves infracções que mancham a democracia e lesam gravemente o património do Estado, chamadas a explicar, negam tudo, atabalhoada e esfarrapadamente e fazem um esforço quase titânico para arquitectarem as mais hilariantes desculpas e alibis que, como no caso das crianças, qualquer adulto minimamente experiente, perspicaz e isento, descobre imediatamente nessas explicações e desmentidos, embaraços e tiques comprometedores

Um povo atinge a sua maioridade quando é capaz de pensar exclusivamente pela sua cabeça, agir com independência e afastar-se de fundamentalismos políticos doentios que lhe permitam avaliar com rigor e isenção os actos criminosos praticados por todas as figuras públicas conotadas com as diferentes forças políticas e ter a coragem de as denunciar.

Quando isso acontecer, estaremos na presença de um povo adulto e maduro que em nenhuma circunstância permitirá que no seu seio se acoite esta espécie de gente mentirosa e que à sua custa construa carreiras de sucesso, principescamente remuneradas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

TRAGÉDIA NA MADEIRA

As imagens que chegaram da Madeira, resultantes do violento temporal que se abateu sobre a Ilha, são trágicas e devastadoras e dão-nos uma ideia da dimensão da tragédia e do elevado grau de destruição.

Os prejuízos materiais somam muitos milhões de euros mas há também a lamentar a perda de vidas humanas. As autoridades regionais confirmam até ao momento 43 vítimas e mais de uma dúzia de desaparecidos.

A tarefa de reconstrução é gigantesca. É preciso reparar estradas, pontes e equipamentos diversos, mas é preciso também construir casas para quem viu as suas desmoronarem-se com a força das enxorradas de lama e pedra e ajudar todos aqueles que viram os seus comércios invadidos pela água e toneladas de detritos, bem como as Empresas e particulares que viram máquinas e viaturas arrastadas e soterradas ao longo do percurso.

A tragédia foi muito grande mas os gestos de solidariedade têm-se multiplicado a cada dia que passa, a nível nacional e internacional, ficando demonstrado mais uma vez que as pessoas, nos momentos difíceis, são solidárias e generosas.

Oxalá que todas as contribuições sejam canalizadas para aqueles que efectivamente foram vítimas da tragédia e que não venham a acontecer vergonhosos oportunismos como aqueles que já tivemos ocasião de constatar noutros acontecimentos também trágicos.

Que os dinheiros sejam aproveitados para reconstruir e reconstruir bem, mas também para ressarcir aqueles que ficaram sem os seus bens e, muito pior do que isso, sem os seus entes queridos.

Força Madeira! Coragem Madeirenses!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

APROXIMA-SE NOVA ERA PARA O PPD/PSD


Até ao final do próximo mês de Março, a sucessão na liderança do PSD vai ficar solucionada, com a realização do Congresso nos dias 13 e 14 e logo de seguida as directas no dia 26.

Para já, são três os candidatos que se propõem ocupar o lugar de Manuela Ferreira Leite: Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar Branco. Dos três, o que tem suscitado mais críticas dos opositores, em especial do Partido do Governo, tem sido Rangel, ao qual têm sido desferidos fortes ataques.

Esta actuação, tem para mim uma óbvia leitura, concerteza também partilhada por muitos outros portugueses: das três candidaturas, é aquela que mais temem e por isso lhe reservam todo esse tempo de antena para o atacarem.

Toda a vida ouvi dizer que aqueles que são constantemente objecto de críticas e difamações, são normalmente pessoas temidas e com valor e concerteza, neste caso, também será esse o caso.

De facto, Rangel parece-me um bom tribuno e demonstrou-o na qualidade de líder da bancada Social Democrata, quando sucedeu a Pedro Santana Lopes, na anterior legislatura. Foi o único deputado da oposição que em alguns debates na Assembleia da República, conseguiu contrariar e até ofuscar as intervenções do Primeiro-Ministro.

Até parece que as forças políticas que o atacam, pretendem indicar o líder que melhor lhes convém para liderar o PSD, na esperança de poderem continuar a contar com um Partido fraco, sem capacidade para arrumar a casa e muito menos para se impôr a nível nacional, pronto a assumir a governação do País.

Pois eu acho que a oposição, com tal atitude, está a dar um forte empurrão ao candidato Paulo Rangel, já que os militantes sociais democratas pretendem um líder combativo, de fácil argumentação, capaz de ganhar os próximos confrontos políticos ao actual Primeiro-Ministro, o que até agora ninguém fez e depois, com essa preciosa vantagem, partir à conquista de uma maioria que lhe permita governar o País.

Ao contrário de muitos, eu penso que o Congresso vai ser benéfico para o PPD/PSD, desde logo, para discutir alguns assuntos internos e arrumar a casa mas também para dar oportunidade aos três candidatos de apresentarem as suas credenciais aos delegados presentes, aproveitando a oportunidade para mostrarem quanto valem, já que eu não tenho dúvidas que ganhará as directas, o candidato que melhor prestação conseguir no Congresso. Ou seja, em meu entender, do Congresso sairá já um candidato com uma forte aura vencedora, suficiente para convencer os militantes a atribuir-lhe o voto nas directas.

Quem vai ser? Não me atrevo a fazer prognósticos sobre o vencedor mas tenho o meu palpite. O que é verdadeiramente necessário, é que seja eleito o melhor dos candidatos e que o mesmo, tenha a capacidade, a arte e o engenho de congregar à sua volta todas as diferentes tendências do Partido, pois só dessa forma, todos a puxar para o mesmo lado, será possível ao PSD reocupar o lugar de relevo a que habituou os portugueses na cena política nacional e que nos últimos anos sofreu fortes abalos.

O País ganhará com um PSD em toda a sua plenitude mas também com todos as outras forças políticas no seu melhor.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

TUDO SE COMPRA E TUDO SE VENDE - UMA MÁ JOGADA DE LUIS FIGO


Este Governo não olha a meios para alcançar os seus fins e tudo "compra", até a honra de pessoas que tínhamos como íntegras e imunes à prática de actos merecedores de reprovação e censura.

Desta vez, está em causa o carácter e a imagem de um dos mais brilhantes jogadores portugueses de todos os tempos que tem vindo a desempenhar desde há largos anos, um importante papel na divulgação e prestígio de Portugal em todo o Mundo e que é referido na comunicação social como tendo "vendido" o seu apoio político ao Primeiro-Ministro José Sócrates, nas últimas eleições legislativas.

Se se vierem a confirmar como verdadeiras as notícias que têm vindo a ser difundidas na imprensa e que constam da edição do Jornal SOL de sexta-feira, 19.02.2010, Luis Figo não é a pessoa que eu imaginava que fosse e embora admire imenso o seu passado glorioso de grande profissional de futebol que atingiu o patamar superior da sua carreira e ganhou tudo quanto havia para ganhar, não posso aceitar que tenha sido capaz de negociar o seu apoio a um partido político, envolvendo verbas escandalosas.

O apoio político dá-se, não se vende. É um dever cívico dos cidadãos de um País participar nos actos eleitorais e exercer gratuita e desprendidamente o seu direito de voto, de livre e expontânea vontade, das três formas possíveis: votar numa força política, votar em branco ou votar nulo.

Luis Figo, tanto quanto sei, é um homem de negócios bem sucedido que tem o seu futuro bem acautelado e não tinha necessidade de se deixar envolver nos esquemas mafiosos a que este Governo nos habituou e que de certa forma, caso se venham a confirmar, mancharão a sua imagem como atleta e como homem.

Em política, neste País, já percebi que vale tudo e, como tal, o actual Governo não tem qualquer pudor em utilizar os dinheiros públicos, o dinheiro de todos os contribuintes, em proveito próprio, para "comprar" o voto de ilustres figuras públicas.

Sinceramente, já são desvarios a mais praticados por um só personagem. É a credibilidade do País e dos portugueses que está em causa e, por isso mesmo, alguém tem que encontrar uma solução para este Governo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

QUEM SEMEIA VENTOS COLHE TEMPESTADES


José Eduardo Moniz, o ex-Director-Geral da TVI, foi uma das vítimas de Sócrates e, nesse sentido, depois de tomar conhecimento das notícias vindas a público no SOL, sobre o plano para manietar e controlar a comunicação social, escreve hoje no Correio da manhã, aquilo que pensa sobre a actuação do Primeiro-Ministro e diga-se, em abono da verdade que não é nada meigo.

Porque há de facto, neste momento, uma multidão imensa de portugueses que reprovam o comportamento do Primeiro-Ministro e pensam exactamente como o ex-Director-Geral da TVI, não posso perder a oportunidade de publicar o artigo no meu blogue, fazendo também minhas as suas palavras. Eis o seu artigo:


Avaliação Contínua
Sem olhos vendados...

'Vergonha.’ É a primeira palavra que me ocorre para descrever o estado do País. Sobretudo depois de, ontem, ver confirmado, através da divulgação de escutas do caso ‘Face Oculta’, o entendimento que o primeiro-ministro tem da liberdade da Informação e também das liberdades individuais. O que o ‘Sol’ descreve sobre a operação para manietar e controlar a Comunicação Social revela o inacreditável desrespeito do homem que há anos governa Portugal por aquilo que são princípios elementares da democracia. Não olha a meios para atingir fins e não hesita em mentir se necessário.
.
O processo relacionado com a TVI tem contornos kafkianos. Se a intervenção de Armando Vara não se estranha, o papel a que a PT se prestou, com o envolvimento activo de um seu administrador, homem de mão do primeiro-ministro, e a cumplicidade do próprio Zeinal Bava, é inadmissível. Estamos perante um polvo que se mexe conforme os propósitos cegos de um homem que quer a qualquer custo agarrar o Poder. Por razões óbvias, relacionadas com os meus actuais compromissos profissionais, inibo-me de fazer considerações sobre aquilo que comigo ocorreu, embora eu seja o tal 'gajo' que era preciso 'limpar'. O que se passou contei à ERC, como era minha obrigação. Quanto ao fim do ‘Jornal Nacional’, confirma-se o que há tempos escrevi: é um escândalo resultante de deliberada acção de silenciamento que resultou de um conluio entre Governo e accionistas da empresa. Há, agora, que cobrar responsabilidades, sem olhos vendados nem ouvidos tapados. Fico à espera para ver o que a Entidade Reguladora irá fazer. Uma pessoa com as deficiências de carácter como as que José Sócrates já não consegue esconder não pode ser chefe de governo. Aqui ou em qualquer país minimamente civilizado. Se estivéssemos nos EUA, o primeiro-ministro e toda a sua ‘entourage’ há muito que teriam sido impiedosamente despedidos. A democracia americana possui mecanismos de autodefesa que não pactuam com situações deste tipo nem com gente assim, que acha possível fazer o que quer e lhe apetece com a vida dos cidadãos e das empresas. É bom que Cavaco Silva leia com atenção o que foi divulgado e que exija esclarecimentos. O Presidente da República não foi eleito para se tornar uma esfinge no universo da política portuguesa. Dele se espera que seja um garante de valores essenciais para a solidez da democracia, entre os quais a transparência e a lealdade. Não é de mais lembrar-lhe essas obrigações.
.
Com o filme de suspense de baixa categoria e péssimos actores que o Governo faz com o caso da Lei das Finanças Regionais, e numa altura em que os nossos governantes tanto falam da necessidade de credibilidade perante o exterior, mais a situação se agrava, sendo conveniente não se esquecer que, embora o País se assemelhe actualmente a um cinema decadente, convém evitar a sua derrocada.