domingo, 24 de março de 2013

A MÁSCARA DO ANONIMATO



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Já por mais de uma vez afirmei que aqueles que agem sobre anonimato e que se escondem por detrás de uma qualquer máscara,  não têm aceitação no espaço de opinião "DIREITO DE OPINAR", cujo autor sempre e em qualquer circunstância deu a cara e detesta quem o não faz, por conveniência, cobardia ou má fé.
É apenas por esta e só por esta razão que o autor não publica os comentários sem prévia verificação, certificando-se que aqueles que comentam em "DIREITO DE OPINAR", a favor ou contra a sua opinião, não o fazem sob a capa do anonimato.
Um anónimo não é ninguém, quando muito, será alguém sem nome e sem rosto, desfigurado, que deve ser combatido e banido do seio da sociedade. Só em circunstâncias excepcionalmente raras, quando por exemplo, por questões de segurança, se trate de salvar uma vida, aceitaria sem constrangimentos a omissão da identidade.
 De resto, cada homem que se digne sê-lo, tem que assumir a responsabilidade de todos os seus actos, para o bem e para o mal.
Dito isto, fica claro que em "DIREITO DE OPINAR", quem se apresente sob a máscara do anonimato não terá qualquer aceitação e não verá reproduzido o seu comentário.

sábado, 23 de março de 2013

PLANO MARSHALL



IMAGENS RETIRADAS DO GOOGLE

Embora num contexto diferente daquele que se verificou há 66 anos, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, a Europa necessita urgentemente de outro plano Marshall.
Em consequência dessa guerra, dezenas de milhões de pessoas perderam a vida e vários países ficaram devastados, urbanística, económica e socialmente, tendo valido, nessa altura, a intervenção dos Estados Unidos da América, com o seu famoso "Plano Marshall", distribuindo por 16 países, entre 1948 e 1951, uma ajuda financeira de 15 mil milhões de dólares.

Agora, à distância de uma geração, a Europa encontra-se de novo arruinada economicamente e desta vez, não foi motivada por acção da artilharia e da aviação nazi, mas pela ruinosa governação dos seus líderes que por irresponsabilidade, inabilidade ou incompetência, não têm encontrado soluções adequadas para criar riqueza e fazer as respectivas economias prosperar.
Em vez disso, os governantes europeus arrastaram os seus países para a bancarrota. As instituições financeiras colapsaram, o desemprego é um flagelo que atinge milhões de trabalhadores, as regalias sociais conquistadas pelos trabalhadores ao longo de décadas estão seriamente ameaçadas e em muitos casos até já foram banidas, deixando muitas famílias em desespero por não poderem cumprir os seus compromissos com as entidades a quem compraram a casa, o carro, os seguros, etc. e por não poderem proporcionar aos filhos a educação e o nível de vida que planearam.
A Europa do Século XXI está numa situação de grave enfermidade económica e os seus cidadãos  chegaram ao limite das suas capacidades de sofrimento. Se de facto não aparecer urgentemente um qualquer "Plano Marshall" que a salve, pode mesmo desmoronar-se e perder definitivamente a sua identidade de região do mundo mais desenvolvida, próspera e equitativa na distribuição da riqueza e mais solidária no capítulo das regalias sociais.
Porém, desta vez, a potência que então se propôs ajudar a Europa, por motivos políticos e conveniências várias, num contexto de "Guerra Fria" em que era necessário reconstruir e recuperar a economia dos países capitalistas europeus destruídos pela guerra, para melhor poder suster o avanço do socialismo comandado pela extinta União Soviética, não está em condições de o fazer, essencialmente porque a sua economia também dá sinais de grande fragilidade e sofre praticamente dos mesmos problemas que afectam a Europa.
Comparando o poderio económico mundial de então com o da actualidade, parece-me que só uma grande potência económica teria capacidade para patrocinar um tal gigantesco plano, a República Popular da China e, nesse caso, imitando o exemplo americano, designar-se-ia de "Plano Xi Jinping" em homenagem ao seu Presidente da República ou então "Plano Li Keqiang", o nome do Primeiro-Ministro. 
De uma coisa, porém, eu tenho absoluta certeza: não havendo nenhum "plano" oriundo do exterior da Europa, os países da linha da frente terão que abandonar rapidamente a táctica do ziguezague e defesa dos próprios interesses que levou a esta grave situação e entender-se quanto à urgência de criar um "Plano" interno de emergência (qualquer nome serve) que dê prioridade à recuperação da economia e dos empregos perdidos, abdicando de boa parte da carga fiscal e distribuindo fortes incentivos aos que mais contribuírem para essa recuperação.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A RÁDIO TELEVISÃO PORTUGUESA NÃO PODE TROÇAR DOS PORTUGUESES



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Eu nem queria acreditar na notícia que dava como certa a presença do ex-ministro Sócrates num programa semanal da RTP com a duração de 25 minutos, a partir do próximo mês de Abril!
 
Será possível que a Estação Pública, paga a peso de ouro pelos impostos dos contribuintes portugueses, não tenha pingo de respeito por eles e convide um dos principais responsáveis pela crise instalada no País para fazer comentários políticos?
 
Sinceramente! Quanto descaramento!
 
O responsável da RTP que teve tão infeliz ideia, deve ser imediatamente demitido. Não se pode troçar de maneira tão desenvergonhada dos contribuintes portugueses que para além de suportarem os gastos milionários da Televisão do Estado, estão a pagar a dolorosa factura dos desmandos criminosos praticados pelo mentiroso, irresponsável e incompetente ex-primeiro-ministro.
 
José Sócrates, era alguém que não tinha perfil ético e moral para desempenhar as importantes funções de primeiro-ministro e durante o desempenho do cargo demonstrou isso mesmo, envolvendo-se em sucessivos casos de corrupção e outros, para além de mentir sistematicamente aos portugueses acerca dos actos governativos.
 
A Justiça portuguesa deu-lhe total cobertura e garantiu a sua impunidade nos diversos casos e processos-crime em que esteve envolvido, eis alguns:
  • Projectista de edifícios na Câmara da Guarda
  • Licenciatura/Univ Independente
  • Computador Magalhães
  • Caso Freeport Outlet Alcochete
  • Processo Face Oculta
  • Tentativa de contolo dos meios de comunicação
  • Processos contra jornalistas
  • As polémicas viagens à Líbia e ao Brasil
  • Despesas de representação
  • Fumar no avião - Violação das regras de segurança
Os portugueses não vão esquecer, não podem esquecer, o que representa este ex-primeiro-ministro, um refinado mentiroso compulsivo, relativamente à gravíssima situação económica em que o País e os portugueses estão afundados. Não obstante haver muitos mais culpados, Sócrates é sem dúvida um dos principais responsáveis e deve responder pela sua ruinosa governação.
 
Os portugueses têm que julgar os governantes pelos actos que praticam e não pelas suas afinidades políticas, as quais obedecem a maior parte das vezes a interesses pessoais e não a convicções ideológicas, recordando que o próprio Sócrates iniciou a sua actividade política em 1974 como membro fundador da Juventude Social Democrata (JSD), sector juvenil do PSD da Covilhã e em 1981, por conveniência, mudou a sua filiação política para o Partido Socialista.

Sei que já existe uma petição assinada por cerca de seis mil pessoas contra a presença de Sócrates na Televisão Pública. Este número de assinaturas já obriga a que o assunto seja discutido em plenário da Assembleia da República mas não garante que os deputados se insurjam contra as pretenções de Sócrates e da RTP, na medida em que são todos farinha do mesmo saco, antigos companheiros, e na hora do aperto, esquecem as diferenças e defendem-se uns aos outros.

Pela minha parte, estarei disposto a fazer o que estiver ao meu alcance para impedir que a RTP contrate alguém que tantos maus exemplos transmitiu aos portugueses.
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

CHIPRE TAXA DEPÓSITOS SUPERIORES E INFERIORES A 100.000 EUROS!!!



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Razão tinha o sábio Professor MEDINA CARREIRA quando afirmava, muito antes do pico da crise acontecer que a catástrofe económica era inevitável e que o pior ainda estava para vir.
 
Na verdade, depois de todas as suas péssimas previsões sobre a evolução da dívida pública, economia, desemprego, segurança social, etc., se terem confirmado, eis que chega mais uma notícia aterradora para todos quantos pensavam que os seus depósitos bancários eram intocáveis e nunca seriam objecto de qualquer taxa ou sobretaxa.
 
O governo do Chipre prepara-se para aprovar uma taxa "excepcional" de 6,6% para depósitos inferiores a 100 mil euros e 12,5% para depósitos acima deste valor. Esta anunciada medida originou uma corrida desenfreada dos cipriotas aos bancos, fazendo filas intermináveis nas caixas multibanco, para levantar as suas economias, situação que levou o director-geral do banco Central das Cooperativas a anunciar o congelamento dos depósitos.
 
Esta taxa excepcional sobre todos os depósitos em bancos cipriotas, foi uma imposição das autoridades da Zona Euro e do FMI, em troca de um resgate no valor de 10 mil milhões de euros.

Esta medida, para além de insólita e injusta, é muito perigosa e põe em causa a confiança das pessoas no sistema bancário, destruindo os incentivos de poupança, corroendo o direito à propriedade e dando um péssimo exemplo para a segurança dos depósitos na zona euro; no Chipre, essencialmente e por enquanto, o receio de novos confiscos, poderá provocar uma corrida aos depósitos, logo que os mesmos sejam descongelados.

Toda a gente sabe que quando arde a casa do vizinho, a nossa corre sérios riscos. Quer isto dizer que os restantes países da Zona Euro, especialmente os que foram objecto de resgate, poderão também vir a ser contemplados com a mesma medida.

Pobre Europa, ao que chegaste!

De região mais desenvolvida e evoluída do Mundo, onde os Países proporcionavam aos seus habitantes uma situação económica privilegiada que lhes permitia um acesso fácil aos bens e serviços, passou a uma zona de crise recessiva permanennte em que todos os direitos adquiridos ao longo de décadas pelos cidadãos, estão em causa e o mais trágico, é que a Europa não tem dirigentes à altura para inverter esta situação.

A Europa está de rastos, em decadência, os líderes não se entendem, não há solidariedade, o que é bom para uns é mau para outros e cada um defende os seus interesses.

Esta inimaginável imposição agora decretada ao Chipre de taxar todos os depósitos superiores e inferiores a 100.000 euros, é bem a prova do estado deplorável a que chegou a economia europeia e também o grau de incapacidade dos seus líderes para encontrar soluções eficazes e justas.

 

"QUERO UMA IGREJA POBRE, PARA OS POBRES"



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O Papa Francisco I cativou a minha simpatia desde a primeira aparição em público, pela sua simplicidade, humildade, bondade e desprendimento, marcas que deixou bem vincadas na forma como anunciou ao mundo que "deseja uma Igreja pobre, para os pobres".

Pelas decisões que lhe vi tomar nestes primeiros dias do seu pontificado, não restam dúvidas que as palavras correspondem às acções e foram do agrado de todos os crentes, católicos e não-católicos.
 
O Papa Francisco fez questão de abdicar e colocar de lado uma certa sumptuosidade usufruída pelos seus antecessores, bem como das tradicionais honrarias que o cargo prevê, merecendo especial referência as seguintes alterações:
  • Em vez de entrar pela porta principal da Basílica, triunfante, o Papa preferiu uma das entradas laterais. Já no seu interior, pediu aos seguranças que não trancassem as portas e ter-lhes-á dito: " A Igreja é de todos".
  • Dispensou as vestes cerimoniais mais elaboradas e passou a usar o hábito branco simples.
  • Preferiu a cruz de prata que usa há anos, em vez da tradicional cruz de ouro do papado.
  • Do mesmo modo, parece ter abdicado do sumptuoso anel papal e continua a usar o seu anel de cardeal.
  • Renunciou à limusina oficial dos papas, preferindo utilizar um simples carro familiar.
  • Até agora, o Papa Francisco tem usado sapatos pretos, em vez do tradicional par vermelho reservado aos papas.
 Por outro lado, o Papa Francisco quis também testemunhar, desde a primeira hora, com o seu exemplo, que o homem deve ser simples e humilde, indo pessoalmente ao hotel onde esteve alojado antes do início do conclave, buscar as malas, fazendo questão de as carregar, pagar a conta e pedir a respectiva factura, "para dar o exemplo".
 
Esta postura do Santo Padre, transmite aos católicos de todo o mundo a esperança das mudanças necessárias na Igreja, de forma a que ela se actualize, acompanhe a evolução das sociedades e seja efectivamente o refúgio e o consolo dos mais necessitados.
 
E o Papa Francisco não tem poupado as palavras para fazer chegar aos representantes da Igreja em todo o mundo os seus propósitos, através de frases como estas:
  • "Quando não se professa Jesus Cristo, professa-se a mundanidade do diabo, do demónio".
  • "Sem Jesus Cristo, podemos ser uma ONG (Organização Não Governamental) piedosa, mas não seremos a Igreja"
  • "Não basta ser padre ou bispo para fazer parte da Igreja. É preciso entrega e sacrifício".
  • "Quando professamos um Cristo sem cruz não somos discípulos do Senhor, somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, Papas, mas não discípulos do Senhor".
  • E disse também o Santo Padre: "Jesus nunca se cansa de perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão".
 
O Papa Francisco I, é o primeiro Pontífice não-Europeu em mais de 1200 anos, sucede a Bento XVI, o Papa que resignou, segundo as suas palavras, para bem da Igreja, por entender que não tinha condições físicas para a liderar e exercer com sucesso, o seu ministério.
 
Em breve saberemos se a decisão do seu antecessor foi um gesto magnânimo e "milagroso" para o futuro de sucesso que todos esperamos da Igreja no Mundo, onde tem um papel relevantíssimo a desempenhar.
 

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

NÃO ME CONFORMO


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Não me conformo com a impunidade concedida pela JUSTIÇA aos responsáveis pelo estado deplorável de pobreza a que chegou o País.

Que é feito dos criminosos que "assassinaram" economicamente o País e desgraçaram a vida de tantos milhares de famílias?

Onde estão eles?

O que fazem?

Como é possível que não haja consequências drásticas para essas pessoas?

Governantes, banqueiros, administradores, autarcas e políticos, entre outros, que de forma irresponsável, anti-patriota e criminosa, contribuíram para o colapso económico que colocou Portugal e os portugueses na mais dramática situação de sobrevivência de que há memória, se houvesse um pingo de justiça, há muito teriam sido processados pelos crimes que cometeram, condenados, metidos na prisão e confiscados todos os seus bens.

Desgraçadamente, não há justiça em Portugal. O sistema mafioso que se instalou no País, com tentáculos em todos os órgãos do poder, impede a justiça de funcionar. Os poderes instituídos vivem num constante relacionamento promíscuo e defendem-se uns aos outros, quando são alvo de processos-crime.
Os tribunais existem como meros instrumentos decorativos das nossas urbes, consumindo somas astronómicas do herário público, provenientes dos insuportáveis impostos que a maioria dos trabalhadores paga com imenso sacrifício.

Portugal chegou à situação de bancarrota porque a justiça permitiu que os principais culpados actuassem criminosamente ao longo dos anos, dando-lhe total cobertura e garantindo-lhes total impunidade.

A exemplo do que se passa no poder autárquico e noutros, também na justiça existe o grave problema da eternização dos cargos. Os responsáveis máximos dos principais órgãos da Justiça, são os mesmos desde há muitos anos, provocando tal longevidade, a banalização do cargo e a criação de gravíssimos vícios de falta de isenção que têm a ver com a situação de dependência a que se deixaram submeter, perante outros órgãos de soberania e toda a espécie de corruptores, tornando-se cúmplices de esquemas máfio-criminosos, aos quais têm que dar o seu aval e jurar o seu silêncio.

Na verdade, não me conformo com esta monstruosa situação de impunidade concedida pela justiça a indivíduos da pior espécie, sem escrúpulos, que tanto mal causaram às pessoas deste País.

Enquanto não se fizer justiça, viverei diariamente revoltado, triste e amargurado com a miserável actuação da Justiça em Portugal.

terça-feira, 5 de março de 2013

MORREU HUGO CHÁVEZ

 
Imagem retirada do google
 
Após imensos rumores de que a doença que atingiu o Presidente da Venezuela se agravara e estaria mesmo em fase terminal, hoje, dia 5 de Março de 2013, o vice-presidente Nicolás Maduro dava razão a esses rumores anunciando a sua morte, aos 58 anos de idade.
 
O Presidente da Venezuela lutava contra um cancro na região pélvica desde Junho de 2011. Sujeitou-se a quatro intervenções cirúrgicas e a tratamentos de radioterapia no País do seu amigo Fidel Castro, mas após pequenos períodos de recuperação, o cancro voltava a reincidir e na última cirurgia surgiram complicações muito graves que não conseguiu superar, acabando a doença por levar a melhor e  roubar-lhe a vida.
 
Hugo Chavez venceu quatro eleições, sempre com vantagens confortáveis e estava no poder desde 1999. A alta finança odiava-o mas o povo idolatrava-o e dava a vida por ele.
 
O povo sabe distinguir os seus beneméritos e, neste caso, ao longo da sua governação e mais ainda durante a sua grave doença, Hugo Chávez pôde contar com esse grande aliado que o apoiou e esteve sempre ao seu lado.
 
Não sendo um verdadeiro admirador de Hugo Chávez, reconheço que se empenhou na melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos e, ao mesmo tempo, combateu os poderosos. Se o não fez da melhor maneira, não estou em condições de fazer essa avaliação. O que posso dizer, é que em traços gerais, sou a favor da sua política: ajudar os pobres e ter a coragem de fazer os ricos e poderosos cumprir as leis.
 
Nesse sentido, tendo em conta todo o bem que fez aos pobres, Deus perdoar-lhe-á alguns excessos cometidos em vida e permitir-lhe-á que goze da paz eterna.
 
Adeus Comandante.