A democracia está insuportável e
terrivelmente doente porque uma grande parte das pessoas que a usufruem não a
merecem. Servem-se da tolerância e da brandura do regime democrático para agredi-la
e enxovalhá-la, diariamente, através de actos e atitudes torpes que ofendem a
dignidade de pessoas de bem.
Ninguém está isento de críticas e
quando elas são justas e fundamentadas devem merecer a nossa compreensão e
respeito. Porém, a crítica não tem que ser desrespeitadora e insultuosa para
quem é alvo dela.
O artigo de opinião publicado hoje no
Correio da Manhã sob o título “O AVEJÃO”, assinado por Batista Bastos, fere a
sensibilidade democrática de pessoas de forte carácter e eticamente bem formadas.
Ao ler o artigo, senti nojo da
pessoa que o escreveu. Alguém que não merece ser respeitado porque não respeita
os outros. É lamentável que a vida não lhe tenha ensinado a respeitar as regras
democráticas (a nossa liberdade termina onde começa a dos outros), quando está
prestes a celebrar 82 anos de vida.
BATISTA BASTOS, por maldade,
inveja ou despeito, escreve um artigo indecoroso, utilizando dezenas de
adjectivos inqualificáveis e abjectos para atingir a pessoa a que se refere.
O modo como o faz, é de uma
covardia atroz, de forma gratuita, sem necessidade. Tantos acontecimentos
gravíssimos se têm passado neste País que não lhe mereceram uma única palavra
de contestação ou crítica e, neste caso, em vez de educada e construtivamente,
apontar os “crimes” cometidos, opta por insultar, achincalhar e ridicularizar o
mais alto magistrado da Nação.
Pobre democracia!!!...
O Correio da Manhã, um jornal
pelo qual tenho alguma simpatia, fez uma péssima aquisição. Não vai cativar
leitores com a publicação de crónicas tão odiosas mas vai seguramente contribuir
para que muitos passem a boicotar o CM.
Não resisto à tentação de proporcionar aos seguidores de "Direito de Opinar" a leitura desta genial obra prima da literatura portuguesa(!), escrita por alguém que ignora a palavra “RESPEITO”
e nunca teve nem tem, sentido de responsabilidade democrática.
"O AVEJÃO"
O avejão ensombra, há tempo de mais, a sociedade portuguesa.
O avejão, sobre ser (diz o dicionário) uma ave agoirenta, é homem alto e feio. O avejão tem gosto particular pela necrofilia. O avejão é um pouco tonto, burro e desajeitado. O avejão odeia os outros, pessoas ou aves. O avejão é esquisito, todos o desprezam e detestam. O avejão só sabe adejar numa atmosfera sombria e lúgubre. O avejão paira sobre as coisas, nunca se aproxima muito, por receio de represálias. O avejão é produto típico do monturo. O avejão voa só, nenhum pássaro tem por ele afecto. O avejão é assolado por doenças perdidas e morre de barriga para baixo. O avejão é nojento, sobretudo a rir ou a debicar bolo-rei.
O avejão tem inveja deste mundo e do outro. O avejão, ao abrir a boca, exala cheiro fétido. O avejão nunca leu um livro até ao fim. O avejão permitiu que, em seu nome, fosse publicado, num inquérito, títulos de livros que não frequentou. O avejão gosta muito do programa cultural ‘A Quinta’. O avejão, como o carcará, pega, mata e come. O avejão, convém repetir, é um ser fedorento. O avejão, sobre ressonar a dormir, e dorme muito, no palácio, tem flatulência.
O avejão tem dificuldades com a tabuada. O avejão tem dificuldades com a língua portuguesa. O avejão não sabe fazer o nó da gravata. O avejão baba-se a comer. O avejão baba-se se contrariado. O avejão baba-se sem motivo aparente; baba-se. O avejão, que tem dificuldades com o português, o idioma e o propriamente dito, não sabe onde pôr as mãos quando fala, ou diz que fala. O avejão não parece um espeque: é um espeque.
O avejão é amaldiçoado pelos deuses que assim o configuraram, coitado! O avejão está no estertor, e no estrebuchar ainda se julga alguém e comete pequenas perfídias. O avejão desconhece que circunstâncias fortuitas lhe têm permitido que voe alto. O avejão é a vergonha de todos os pássaros: todos são belos, menos ele, repelente. O avejão não é apenas aquilo de que se sabe, nem, somente, as definições que vêm no dicionário.
O avejão há muito que morreu e não sabe que está morto. O avejão foi abatido pelo Raul Brandão, que, diz-se, se inspirou numa noite de pesadelo.
O avejão tem sido o pesadelo de nós todos, mesmo daqueles que o lisonjeiam. O avejão está prestes a ser escorraçado, sem ter edificado um trémulo instante de grandeza.
Abaixo o avejão, abaixo!
O avejão, sobre ser (diz o dicionário) uma ave agoirenta, é homem alto e feio. O avejão tem gosto particular pela necrofilia. O avejão é um pouco tonto, burro e desajeitado. O avejão odeia os outros, pessoas ou aves. O avejão é esquisito, todos o desprezam e detestam. O avejão só sabe adejar numa atmosfera sombria e lúgubre. O avejão paira sobre as coisas, nunca se aproxima muito, por receio de represálias. O avejão é produto típico do monturo. O avejão voa só, nenhum pássaro tem por ele afecto. O avejão é assolado por doenças perdidas e morre de barriga para baixo. O avejão é nojento, sobretudo a rir ou a debicar bolo-rei.
O avejão tem inveja deste mundo e do outro. O avejão, ao abrir a boca, exala cheiro fétido. O avejão nunca leu um livro até ao fim. O avejão permitiu que, em seu nome, fosse publicado, num inquérito, títulos de livros que não frequentou. O avejão gosta muito do programa cultural ‘A Quinta’. O avejão, como o carcará, pega, mata e come. O avejão, convém repetir, é um ser fedorento. O avejão, sobre ressonar a dormir, e dorme muito, no palácio, tem flatulência.
O avejão tem dificuldades com a tabuada. O avejão tem dificuldades com a língua portuguesa. O avejão não sabe fazer o nó da gravata. O avejão baba-se a comer. O avejão baba-se se contrariado. O avejão baba-se sem motivo aparente; baba-se. O avejão, que tem dificuldades com o português, o idioma e o propriamente dito, não sabe onde pôr as mãos quando fala, ou diz que fala. O avejão não parece um espeque: é um espeque.
O avejão é amaldiçoado pelos deuses que assim o configuraram, coitado! O avejão está no estertor, e no estrebuchar ainda se julga alguém e comete pequenas perfídias. O avejão desconhece que circunstâncias fortuitas lhe têm permitido que voe alto. O avejão é a vergonha de todos os pássaros: todos são belos, menos ele, repelente. O avejão não é apenas aquilo de que se sabe, nem, somente, as definições que vêm no dicionário.
O avejão há muito que morreu e não sabe que está morto. O avejão foi abatido pelo Raul Brandão, que, diz-se, se inspirou numa noite de pesadelo.
O avejão tem sido o pesadelo de nós todos, mesmo daqueles que o lisonjeiam. O avejão está prestes a ser escorraçado, sem ter edificado um trémulo instante de grandeza.
Abaixo o avejão, abaixo!
1 comentário:
Exmo Senhor
Autor desta Publicação
Lisboa
Exmo Senhor
Autor,
De facto, estou estupidificado com a estupidez e arrogância deste ser.
Como é que uma pessoa que se intitula e considera tão culta, não sabe que a sua (Dele) liberdade, termina onde começa a dos outros!
Para mim, democracia(!)à parte, este indivíduo merecia, se as nossas Leis o permitissem, uma queixa contra estas centenas de Crimes.
Infelizmente, o nosso código penal, resume estas dezenas de Crimes, somente a um!!!!!
Só no dia em que os Exmos Senhores Juízes forem, desta maneira, atacados, é que vão alterar esta Lei.
Como é que, neste Rectângulo, um indivíduo que cometeu seiscentos Crimes, só é condenado por um?
Quando é que estas inteligências se convencem que viver em democracia não lhes dá o direito de falarem e escreverem tudo o que querem?
Cada vez dou mais razão aos Franceses.
Os Franceses chamam à autorização que deram a estas criaturas, para abrirem a boca, sem respeito pelos outros, democracia carnavalesca.
Laranjeiro, 25-11-2015
Enviar um comentário